Summer Paradise: A Nova Geração
10 Lembra?
Notas iniciais
Boa sorte, pessoal ;*
Ricardo não estava pálido. Muito menos com febre.
Não havia sopas ou coquetéis de remédios que as pessoas normalmente tomavam quando estavam internadas. Pelo contrário, Linnea era capaz de ver dezenas de barras de chocolate ao redor da cama do loiro.
Em outras palavras, ele não estava doente.
A maga das sombras se amaldiçoou. Por que ela perdera seu tempo precioso se preocupando com este ser insignificante que nem mesmo gripado estava?
Linnea suspirou enquanto olhava a expressão serena no rosto do loiro. Mal dava para acreditar que no dia anterior ele estivera gritando em agonia.
Ninguém entendia ao certo o que aconteceu. Ricardo não recebera arranhão algum em seu corpo, mas a maneira como ele gritara...
A maga da escuridão arregalou os olhos enquanto se dava conta de algo que parecia ser extremamente óbvio. A magia que Yoga usara contra ele não o machucou, pelo menos não fisicamente. Isso só poderia significar uma coisa.
A magia de Yoga era puramente mental.
–Lin – Linnea sobressaltou-se quando ouviu a voz de Ricardo. – Lin –
Oh céus. Será que ele acordara? Será que ele percebera que ela estava lá?
O corpo de Linnea gelou. A maga mal sabia onde se esconder. Ou talvez fosse tarde demais para isso, já que Ricardo estava murmurando seu nome –
–Lindt – Ricardo disse, revirando-se em sua cama. – Eu quero mais chocolate Lindt.
A expressão de Linnea se fechou.
Qualquer rastro de preocupação que ela sentira mais cedo desapareceu. Agora, tudo que a maga podia fazer era marchar para fora daquela enfermaria antes que resolvesse dar uns bons tapas em Ricardo Strauss.
**
–Cara,– Guga disse, estranhando o modo como seu irmão, Victor, estava agindo. – Qual é seu problema?
Eles estavam na típica mesa dos Galanties no refeitório, comendo, ou talvez fosse melhor dizer, engolindo, suas refeições.
–Problema? – Victor respondeu com a voz consideravelmente esganiçada. – Por que você acha que teria um problema? É só um encontro, não é? Não tem problema. Ou será que tem?
–Woow, — Leonardo viu-se forçado a interromper a tagalerice de seu amigo. Aparentemente, Victor estava tendo muitas influências de Ricardo. – Calma ai, bro.
–É – Guga concordou. – Calma ae. É só levar uma camisinha que tá tudo certo.
Victor derrubou seus talheres no chão.
–Camisinha? – Ele engasgou.
Leonardo ergueu as sobrancelhas.
–É o seguro a se fazer – o Dragon Slayer da Luz disse.
O estômago de Victor se revirou.
Camisinha.
Victor Albertino não parara nem mesmo um instante para pensar sobre isso antes. Será que Tris iria querer transar?
Uma onda de mal estar invadiu o corpo dele. Havia uma coisa que Victor não contara nem mesmo para seus companheiros de time, algo que ele fazia questão de esconder por tudo que fosse mais sagrado.
Victor Albertino era virgem.
Um Dragon Slayer virgem.
**
–Vai falar com o Leo – Katharina Dreyar empurrou o pobre novato na direção do refeitório.
–Ai – Nathan reclamou. – Calma aí, senhorita esquentadinha.
Katharina ergueu a sobrancelha.
–Isso é algum tipo de piada? – A maga perguntou, sua voz nada amigável. – Porque se for, eu juro que vou fazer o Ralf bater em você até a morte. Entendeu?
Nathan hesitou antes de responder. Ele não sabia se a garota estava blefando ou não, mas, de qualquer forma, a última coisa que Nathan queria era um Dragon Slayer do Ferro o espancado até a morte.
–Não, – ele negou prontamente. – Eu nunca faria piadas com você.
–Bom – a garota respondeu.
–Mesmo que você tenha me chamado de novato fedorento desde o primeiro momento em que me viu – ele murmurou sob sua respiração.
–O quê?
–Nada não – Nathan respondeu.
Katharina balançou a cabeça, tentando ignorar a idiotice do garoto a sua frente.
–Vamos repassar o plano, ok? – O mago do fogo disse, tentando se livrar do silêncio constrangedor.
–Ok – Katharina respondeu mordendo levemente seu lábio inferior.
Nathan suspirou.
–Eu vou dizer ao Leonardo que Bixlow precisa da ajuda dele no depósito – O mago disse cansado. – Você vai esperá-lo lá.
Nathan não tinha orgulho em admitir que esse plano fora elaborado por ele próprio. Afinal, parecia algo que uma garotinha de dez anos faria.
Entretanto, se ele quisesse ver Gildarts algum dia, esse plano precisava dar certo.
–E então...? – Katharina pressionou-o.
Essa era a parte que Nathan menos se orgulhava.
–A maçaneta já está enfeitiçada – ele se forçou a dizer. – Vocês vão ficar trancados lá dentro.
**
–ME SOLTA!
Jo semicerrou as sobrancelhas. Ela e Dana estavam caminhando em direção ao refeitório quando ouviu alguém gritar.
–O que foi isso? – Jo perguntou, mas já era tarde demais.
A ruiva, Dana Scarlet, deixara seus instintos agir e seguira instantaneamente o som. Ela estava pronta para matar se fosse necessário.
Jo deu de ombros e continuou seu caminho em direção ao refeitório. Dana tomaria conta de seja lá o que estivesse acontecendo.
**
–ME SOLTA, SUA BRUXA! – Juliiana gritou enquanto Misaki puxava seu cabelo.
–VOCÊ COMEÇOU, DESCARADA! – Misaki revidou, amaldiçoando-se por ter deixado sua arma em forma de guarda chuva no quarto. Talvez ela devesse atacar sua irmã apenas com a magia do gelo.
–Garotas, parem! – Hana disse desesperada.
–O que está acontecendo aqui? – As três ouviram a voz mais autoritária que conheciam dizer.
–Dana? – Hana não pôde deixar de tremer.
Ignorando-se a reação da Dragon Slayer do fogo, a voz de Dana não surtira o menor efeito. As irmãs Fullbuster continuavam se batendo, chocando-se contra a parede e o chão.
–Parem – Dana disse, seu tom de voz estranhamente calmo.
Nada. As garotas nem mesmo piscaram.
–EU JÁ MANDEI PARAR, PORRA! – Dana gritou, em um dos tão famosos e temidos momentos em que perdia o controle.
Misaki sentiu sua orelha ser apertada e arrastada para cima. Ela podia ouvir vagamente o gemido de dor que Juliiana soltava abafar o seu próprio.
–Agora, será que vocês vão parar? – Dana disse séria, ainda torcendo uma orelha de cada irmã.
–Si- sim – elas murmuraram desajeitadamente.
–Bom – Dana soltou-as e sorriu como se nada tivesse acontecido. – Tenham um bom dia garotas.
–Você também, Dana – Hana respondeu rapidamente. – Quero dizer, sargenta Dana. Digo, senhorita Dana. Ou melhor –
Dana já não estava mais ouvindo. Um sorriso que alguns considerariam psicopático estampava seu rosto. Ela se sentia demasiadamente feliz em ajudar sua guilda a manter a ordem. Sua mãe, Erza, estaria orgulhosa.
–Você já foi mais simpática, Dana – ela ouviu uma voz que tanto conhecia dizer. – Lembra?
Ela parou abruptamente, o sorriso rapidamente deixando seu rosto.
–Me deixa em paz, Guga – Dana disse, mas, por algum motivo, ela sabia que seu tom de voz já não soava tão assustador.
***
***
FICHAS!
É isso aí, pessoal, eu e minhas fieis leitoras, também conhecidas como Conselho Real de Summer Paradise, decidimos que seria melhor abrir fichas novas para continuarmos a história. Sintam-se à vontade para mandar seus lindos personagens de acordo com o modelo a seguir:
Nome;
Idade (lembrando, entre 15 e 17);
Características físicas;
Características psicológicas;
História resumida;
Guilda (Blue Pegasus ou Lamia Scale);
Poder e habilidades;
Objetivo de vida;
Anything else?
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Qual seu personagem (original) preferido de Summer Paradise e por quê?
Você shippa (torce por) algum casal dessa fic? Por quê?
Bom, esse é o modelo de ficha. É bem simples, mas quero explicar que aceitarei apenas as quatro melhores, portanto, é bom que caprichem o máximo possível. Ah, responder as duas últimas perguntas é de extrema importância!
Também gostaria de ressaltar que essa fic se trata 40% de romance, 40% de amizade, 10% de sacanagem e apenas 10% de ação. Portanto, as lutas não são o foco principal, ok gente?
É isso, mandem suas fichas por MP ou por review. Estou ansiosa para conhecer os novos personagens da fic!
NOTA: As fichas não serão aceitas por ordem de chegada, mas sim por qualidade!
Notas finais
Obrigada a todos que acompanham a fic! Por favor, não esqueçam de deixar um review se tiverem tempo ^^
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Beijos;
Wine ;*
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