Summer Love
1 A normal life.
Notas iniciais
Annabeth:
Eu estava no meu quarto, eram exatamente 22h30min e eu olhava pela janela, sentindo a leve brisa da tarde, quase noite, açoitando meus cabelos louros. O céu estava azul claro com nuvens brancas em todas partes, além da lua quase totalmente visível. Morávamos em uma parte pouco poluída de Los Angeles, então dava para observar o céu claramente. Era perto da praia, onde no fim de tarde mulheres magras, senhoras com cachorrinhos e homens gostosos e musculosos passavam.
Ouvi uma batida na porta. Fechei a janela do quarto, murmurando um ríspido “Já vou”, provavelmente era a Sarah, minha madrasta de cabelos platinados que eu tanto odiava, me chamando para jantar. Assim que atendi, me arrependi de ter sido rude, pois uma garotinha de cabelos louros dourados me olhava assustada.
— Tris... Desculpe. Não sabia que era você. — ela assentiu, com lágrimas nos olhos. Tris era minha meia-irmã, de cinco anos. Ela era um pouco assustada e bastante inteligente. Eu odiava ver a mãe, Sarah, perto dela e de Tobias, o gêmeo dela, algo me dizia que a Sarah não ligava para eles.
— Mamãe me pediu para te chamar para o jantar... E-eu não queria incomodar... Desculpe. — ela juntou as mãos e pôs o rostinho para baixo. Nesse momento, Tobias chegou com uma carranca.
— Tris, ainda não chamou a Annie? Mamãe está reclamando... — ele olhou a situação. — O que aconteceu?
— Nada. — respondi, depois me abaixei. — Tris, eu não sabia que era você. — peguei a mão dela — Você e seu irmão nunca incomodam. — ela levantou o rosto e eu sorri para ela, que retribuiu e enxugou as lágrimas. — Vamos descer.
Deixei os gêmeos irem na frente, ele com o braço sobre o ombro dela. Por algum motivo, Tris havia nascido mais baixa que Tobias. Ela tinha cabelos louros dourados, iguais ao da Sarah antes da pintura (eu a vi umas duas vezes com o cabelo original, quando ela ainda não era casada com o papai) e olhos azuis igual à Sarah também. Já Tobias tinha cabelos e olhos escuros igual ao meu pai. E eu, bem, eu era totalmente parecida com a minha mãe: cabelos louros e olhos cinzentos. Ela morreu há dez anos, eu sinto sua falta, mas já superei.
Ao chegar a sala de jantar, os gêmeos foram ver desenho na tevê e eu ajudei Sarah e meu pai a pôr a mesa. Depois que jantamos, Sarah disse:
— Como está indo o curso, Annabeth?
Semana passada, eu havia terminado o ensino médio, e desde o ano passado faço curso de Administração pela internet. Escolhi esse curso porque meu pai é dono da construtora, Chase's Construction (Chase é o nosso sobrenome), e, como ele diz, um dia ela será minha e dos gêmeos.
Essa construtora nasceu especificamente por causa de minha mãe que adorava Arquitetura. Bom, eu também sempre amei aquilo tudo e por isso vou fazer faculdade de arquitetura – administração para administrar a empresa e arquitetura porque a empresa é uma construtora.
— Estou indo bem, Sarah. — me levantei. — Vou subir. — disse, mas Sarah me interrompeu:
— Você poderia pôr os gêmeos para dormir? Quero ficar um pouco com o seu pai...
— Argh! Nem me diga. Mas tudo bem. Só lembre-se de que amanhã eu viajo e não vou pode mais bancar a sua empregada. — disse — não que eu me incomodasse de pôr os gêmeos para dormir, mas eu odiava a Sarah —, desligando a tevê que os gêmeos voltaram à assistir e os pegando pela mão, apesar de seus protestos.
Agora que eu me formei no ensino médio, meu pai deixou eu passar dois meses na casa de praia dele, com os meus amigos – que podem ser confundidos com aborígenes. Cuidado. – e nós iremos amanhã, para lá.
Assim que subimos, eu perguntei:
— Já tomaram banho? — eles assentiram. — Escovaram os dentes?
— Fizemos isso antes de ver tevê. — disse Tris, com a mão levantada, como se pedisse permissão para falar.
O quarto de Tris era fofinho, com ela.
Eu fui até ela, amarrei seu cabelo, e disse:
— Deitem na cama. Vou contar uma história. — peguei um dos livros da "estante" de Tris, Peter Pan, e comecei à contar. Minutos depois, eles haviam, adormecido.
Arrumei Tris na cama e peguei Tobias para levá-lo ao seu quarto, aconcheguei-o em sua cama, tomando cuidado para ele não acordar e fui para o meu quarto. Ele tinha uma suíte, então tomei banho, amarrei os cabelos e, como eu estava muito cansada, deixei para arrumar as malas de manhã, então, fui dormir.
ψ
Percy:
Eram nove da noite, eu caminhava pela praia com as sandálias na mão. A brisa com cheiro de mar me acalmava, assim como o céu azul escuro, quase preto, pontilhados de estrelas, sem nenhum sinal de poluição. De repente, sinto meu celular tocar no meu bolso.
— Percy! — ouço Thalia, minha prima que mora comiga, gritar do outro lado da linha.
— O que foi, criatura?
— Seu pai quer saber onde você se meteu! — ouvi ela respirar fundo.
— Estou perto de casa, já vou. — desliguei.
Thalia morava comigo desde os onze anos, aqui no litoral do Texas, pois o pai, Zeus, viajava muito à negócios. Meu pai também, mas quando minha mãe ainda morava aqui, ela cuidava de nós, pois seu trabalho era aqui perto (a mãe de Thalia era uma bêbada que havia sumido no mundo). Jason, o irmão mais novo da Thalia também morava com a gente. A medida que cresceu, virou um chato, ainda bem que foi ficar viajando com o pai.
Cheguei em casa em poucos minutos, visualizando, assim que entrei duas figuras bravas: uma era pálida, tinha cabelos escuros nos ombros, mechas e olhos azuis. Thalia. E a outra figura se parecia mais comigo: cabelos pretos rebeldes, olhos verde-água e pele bronzeada. Poseidon, meu pai. Ele estava vestido em um uma bermuda e uma regata, além de chinelos, exatamente como eu.
— Perseu Jackson.
— Percy, pai.
— Onde você estava?
— O mar me acalma, principalmente à noite, então, fui caminhar por aí.
— Obrigada pelo aviso! — essa foi Thalia.
— Você nunca avisa quando sai escondida para as festas. — retruquei, mesmo sem me importar se ela me avisasse ou não.
— Thalia? — meu pai olhou para ela, que ruborizou.
— Vou subir. — e fiz isso, deixando Thalia para levar a possível bronca do meu pai.
Entrei no meu quarto, fechei a porta e fui para o banho, assim que saí, desci para jantar. Como a empregada estava de férias, meu pai encomendou tacos, que chegaram rapidinho. Comemos calados, no sentido literal. Vez ou outra Thalia mandava olhares fuzilantes para mim.
A comida me lembrou de Los Angeles. Eu morava lá antigamente, e, no começo quando me mudei para uma parte mais calma da cidade, senti falta do ar meio poluído do lugar, e do barulho, mas me acostumei. Tempos depois eu vim para cá, e apesar de ter ficado triste por deixar uma amiga que eu gostava muito, eu adoro o clima praiano do litoral dessa cidade.
Terminei o ensino médio à algumas semanas, com dezessete anos, e vou fazer faculdade de direito, porque meu pai tem um famoso escritório de advocacia. Eu me inscrevi em várias faculdades, tenho que ver se vou ser aceito em alguma delas.
Assim que acabei o jantar, subi de volta para o meu quarto, ele tem pintura azul e branca, e fiquei usando a internet até meus dedos e meus olhos cansarem, ou seja, eram três e meia da madrugada quando eu fui dormir, deixando o Notebook de lado.
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