Suicidal Love
6 Convite.
Notas iniciais
P.O.V Amber Clark
Eu já havia me adequado aquele lugar. Não era um dos melhores, por me faltar muita coisas, mas também não era lá um dos piores. Eu tinha toda a atenção mais que necessária vinda da parte do Justin e tinha o Chaz, que às vezes fugia e vinha me fazer companhia quando não havia ninguém na casa. Eu até odiava menos o Justin pelas coisas que o Chaz havia me contado, coisas do tipo como, não tinha sido ele quem havia matado a minha mãe nem o meu tio, e sim o seu irmão o Jaxon, ele parece ser uma péssima pessoa, o Chaz me contou também que o Justin lhe deu o maior sermão pelo o que ele havia feito e ficaram por uma semana sem se falar, pelo mesmo motivo. Aquilo havia saído do controle do Justin. E isso o deixou furioso, passou aqueles dias todo bebendo e se drogando o que causou meu estupro. Sem contar em toda a atenção que o Justin me dava, ele estava sempre preocupado em como eu estava se eu havia comido, se eu não estava sentindo dores ou coisas do tipo. Até pediu que uma das serventes que ficava naquela me levasse ao ginecologista para saber como estava o estado... Bem, vocês sabem aonde, lá em baixo.
Eu sei que é doentio pensar no Justin, um cara que está me fazendo tão mal, e de certa forma pensar com carinho, é só que ele parece ser uma pessoa sofrida. Um dia desses, ele veio ao meu quarto, e eu estava no banheiro, assim que entrei o peguei de cabeça baixa, pensativo, meio tristonho, assim que me viu mudou seu humor e colocou aquela feição dura.
— Amber, posso falar com você? – Disse o Justin entrado e sentando no pé da cama.
— Já está falando – Disse sem dá muita importância.
— Eu preciso de um favor seu, juro que será bem compensada.
— Do tipo?
— Uma ligação para o seu pai? – Meu coração pareceu saltar do peito, falar com meu pai, ouvir a sua voz seria a melhor coisa do mundo, não consegui nem disfarçar o meu interesse e isso o fez sorrir de lado.
— Bom, é pouco – Eu tinha uma ponta de esperança que ele poderia me fazer uma oferta melhor, mas não fazia o tipo dele.
— É isso o que eu tenho a oferece? Vamos Amber, você não tem escolhas, está em desvantagens — Ele demonstrou ficar impaciente
— Então fala – Me senti rendida, eu realmente não tinha escolha e até acho que ele estava fazendo um favor para mim, pois, na posição em que eu me encontrava ele poderia simplesmente dizer que eu deveria fazer e eu o faria.
Ou pensando bem, por outro lado, era claro que eu tinha escolhas, eu poderia dizer que não ia fazer merda nenhuma e colocar um ponto final nisso, mas eu precisava ouvir a voz do meu pai, saber se ele estava bem, se não lhe fizeram nada, se estava vivo, se não lhe machucaram.
— Daqui a algumas horas vou ter um jantar muito importante e você vai me acompanhar, vou pedir que lhe levem ao salão para dá um jeito em você e te comprarem roupas novas. — Isso não foi um pedido, soou mais como Você vai fazer isso porque eu estou mandando.
Eu não disse nada, apenas o fiquei olhando achando que aquilo era brincadeira, além de ser sequestrada, teria que dá uma de acompanhante do Justin? Isso era demais para a minha cabeça. É muita coisa para uma pessoa só entender.
— Você está brincando não é? – Disse risonha, mas o Justin me olhava tão serio que me fez engolir o riso.
— Não, é serio, e estamos perdendo tempo com essa conversa. – Disse saindo do quarto.
‘Hey! Eu nem disse se tinha aceitado’, mas já era tarde de mais e ele já tinha ido. Alguns minutos depois uma mulher apareceu, muito bonita por sinal, tinha um sorriso confortador, mas não podia esperar muito de alguém que vive naquele lugar.
— Olá Amber, eu sou a Pattie, mãe do Justin – Disse ela sorrindo
— E ele tem mãe agora? – Era pra ficar nos meus pensamentos, mas saiu mais alto do que o necessário.
— Tem sim querida — Eu já estava ficando impaciente com o jeito sonso daquela mulher, não é possível que ela seja uma boa pessoa, tal atitude me fez revirar os olhos e o estômago também — Ele me pediu que lhe acompanhasse até o salão, os seguranças não saberiam muito bem o que fazer com você, não é verdade? – Eu apenas a olhava com cara de poucos amigos, as pessoas aqui eram estranhas.
A tal Pattie me trouxe roupas para que eu não fosse para o salão com aqueles trapos que me entregavam. Não demorei muito para me arrumar, até porque não tinha muito o que fazer além de tomar um bom banho; e eles me trouxeram um sabonete tão cheiroso, e uma toalha tão macia, acho que posso me acostumar com isso, ou não... – Ai meu Deus! Eu estou ficando maluca, eu nem acredito que algo do tipo se passou em minha cabeça— Mas passou e não poderia ser retirado. Pela primeira vez tomei um banho e me senti limpa.
Chegamos ao tal salão, na saída da casa para cá foi ridícula, no carro foi um cara grandão dirigindo, a Pattie na frente, e eu mais dois caras no fundo. Sim, isso aconteceu, mas acredito que para o Justin essa atenção toda não era suficiente, pois foi um carro nos guiando na frente e outra atrás, é, e sabem-se lá quantos caras tinham dentro daquele carro. Enfim, assim que chegamos ao salão cerca de três ou quatro mulheres vieram nos atender, acham que parei para contar? Eu estava encantada em vê o mundo e pessoas, além do Justin e o Chaz, não que eu não gostasse de ver o Chaz, mas um rosto diferente de vez em quando faz bem.
Parecia que a Pattie ia muito ali já que a chamavam pelo nome e também pelo fato de perguntarem “o de sempre?”, eu fiquei meio perdida naquele enorme salão, que não era apenas isso, era tipo um SPA, um centro de estética, resumindo, faziam de tudo. E eu nunca fui ligada por essas coisas, então está explicada a minha admiração, não por falta de dinheiro, pensar nisso é até bobagem, mas só porque, eu não sei o porque. Só não ia.
Passamos horas e horas naquele lugar, a Pattie saiu alguns minutos antes de mim, horas, sei lá. E eu fiquei ali sendo arrumada por aquelas mulheres. Se eu contar que fiquei cerca de meia hora numa banheira de molho, cheia de coisas enquanto tinha mulheres que faziam a minha unha, vocês acreditariam? E não foi só isso que eu tive direito, a massagem também e a depilação, a penteado e por fim a maquiagem, quando estava quase pronta a Pattie chegou algumas peças de roupas em mãos e disse que era para eu me trocar, sim me arrumei toda naquele local. Enfim, estava toda embonecada e ao me olhar no espelho quase não reconheci a figura, modéstia parte eu esta muito bonita, e sorri boba ao me olhar no espelho e vê aquela roupa em mim, ou também pelo fato de vê meus cabelos arrumados e meu rosto corado, não aquela aparência pálida de quem morreu e esqueceram de enterrar. E o mais importante, eu cheirava tão bem que eu ficaria me cheirando por horas, eu admito, sou estranha. Mas era tão bom me sentir limpa de verdade.
Eu voltei da mesma forma que cheguei ao salão, num carro cercado por seguranças. Eu olhava a paisagem maravilhada, e a Pattie me olhava com dó.
— O Justin quem exigiu que você estivesse isso tudo – Eu apenas a observei sem dizer nada.
O que ela queria que eu agradecesse? Ou que ficássemos conversando como se fossemos boas amigas? Não, isso não iria acontecer. Ultimamente tem acontecido tanta coisa que mal consigo digerir, e mais essa? Pelo amor, não!
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