Notas iniciais
Hey, Louisa e Mademosseile, obrigada pelos comentários... Tenho apenas 10 leitores e já os amo ^^ Então, como eu estava demorando para postar o Cap 6, resolvi postar o 7 logo, ok? Considerem como um presente e desculpas pela demora e o tamanho relativamente pequeno do 6 :

Primeiro passo: inventar uma desculpa para Christian.

–Christian – chamei, desconfortável. – Eu acho que estou com sérios problemas femininos aqui.

Esperei ele responder com o dedo cruzado de modo infantil. O ouvi respirar pesadamente antes de resolver.

–Eu vou te dar quinze minutos, Alysson, quinze. – Ele não estava nem um pouco desconfiado, bravo com certeza, mas não desconfiado.

Isso era o suficiente.

Observei a altura até a janela. Não que fosse baixinha, com meus saltos eu chego a um e setenta e nove, mas a janela estava bem distante de mim e tudo que tinha perto dela era... nada. Absolutamente nada.

Bufando de raiva, passei a mão no cabelo e por reflexo me olhei do espelho (NA: Nem falo nada pra você). Meus cabelos estavam descolorindo cada vez mais, o que era praticamente impossível de acordo com a validade da tinta. E, uh, eu pague cem pratas naquela merda para ela ser tão porcaria assim.

Respirei fundo e me concentrei no verdadeiro problema ali. Olhei para a janela, olhei para o espelho. Janela. Espelho. Janela espelho.

Ouvi dois socos na porta.

– Dez minutos! – ouvi a voz abafada de Christian.

–Ora, isso é pressão sabia? Eu tenho necessidades aqui, valeu? – falei com uma voz nada boa e acho que ele entendeu o recado. Se fosse em qualquer outro momento, eu zombaria por deixa-lo sem respostas daquela forma.

Voltei meu olhar para a janela e... espera um pouco aí! Ela estava bem mais alta do que antes. Com certeza, eu não tô pirando.

Tudo bem. Nada de pânico Alysson. Pensa.

Considerando o fato de que sons malucos me perseguem, pessoas somem e tem um maluco, muito gostoso, diga-se de passagem, na minha cola. Janelas não fazem isso sozinhas. Então...

Três opções:

1) Eu estou louquinha de pedra.

2) Me confundi.

3) Anh, não tem a três.

Por instintos e somente por instinto, resolvi voltar para o maluco do Christian. Quero dizer, não dessa forma... ah, você entendeu!

Seguindo uma linha rápida, joguei uma água no rosto e sai rapidamente do banheiro. Encontrei Christian escorado do lado da porta de saída de um jeito sexy. Ai caralho, ele quer me matar só pode.

–Você não parece com problemas femininos – avaliou.

Não estou!

– Quer ver? – provoquei. Ele estava me irritando.

Christian não me respondeu, apenas me olhou, passou a língua nos lábios de um jeito se me permiti dizer, pornográfico e virou de costas, começando a andar. Sem muitas opções, o segui.

Escola Successors, diretoria. Agora mesmo.

–Nicholas, você está em todo direito de reclamar, afinal é nosso melhor buscador. Mas entenda que essa missão não era para você, tudo bem?

–Não! – bati na mesa com força. – Essa missão era minha. Minha! Você entregou ela sem nem sequer pensar para o Bass. O que me diz disso?

A senhora Lucinda me olhava, perdida e um pouco assustada.

–Me desculpe, Nicholas – Ela molhou os lábios. – Mas Chris, quero dizer Christian, é filho de uma boa amiga minha. E ele precisava muito... Então... Eu...

–Entregou a missão por questões de favoritismo, estou certo? – A encarei com uma olhar cruel.

Ela abaixou a cabeça fazendo seus poucos fios negros caírem sobre seu rosto.

– Chega. Se retire da minha sala.

Arregalei os olhos.

–Como é?

Ela é apenas uma secretária, não pode me mandar sair da sala do diretor dessa forma. Ela é louca.

–Agora. – Ela disse baixo. – Não me faça chama-lo aqui. Não vai querer problemas com o diretor.

–Eu vou – me levantei. – Mas pode ter certeza: Eu volto.

Ela se fingiu de surda e eu senti vontade de arrancar cada um de seus ridículos e tristes olhos castanhos.

Saí da sala, me sentindo possesso de raiva.

Era para eu ir atrás da Successor de quinze anos. Mas não. O excluído e anti-social, Christian Bass foi a melhor escolha. Isso não vai ficar assim.

...

– Uma passagem?! – Exclamei boquiaberta, encarando o papel com as letrinhas expressas que eu mal conseguia enxergar. – Acha que eu vou ficar viajando por aí contigo?

–Você não quer saber o que aconteceu com Nessie, uh? E Loren, quer bater um papinho com ela? Não nem vou falar daquele seu amigo estúpido porque seria cruel, mas aquele tapa...

–Como você...

O empurrei pelos ombros, mas ele mal se mexeu.

– E além do mais, — ele continuou com ar de superioridade. – é uma passagem de trem, estressadinha. Não vamos para o México.

– Que eu saiba – eu disse e ele revirou os olhos. – Mas então vamos para onde, caubói?

Ele sorriu minimamente com o apelido e meu coração deu um pulo.

–Por que não olha na passagem? – perguntou descontraído.

Me senti uma boba sob seu olhar e me odiei por isso.

–Não consigo enxergar – me senti envergonhada.

Ele pegou o bilhete de minhas mãos, limpou a garganta de brincadeira e disse com uma voz de locutor.

–Senhorita, nós vamos para Manhattan.

Soquei seu ombro de brincadeira e ele riu. Eu quase morri.

–Ok, mas eu sento na janelinha — sorri.

–Você é infantil, garota – revirou os olhos.

Mostrei a língua pra ele, que me olhou como se eu fosse totalmente pirada. É talvez eu fosse. E isso é culpa exclusivamente dele, ok?

–Não disse? – Apontou pra mim com uma cara estranha. – Nosso trem sai em cinquenta minutos. Enquanto isso, que tal um café?

Senti minha boca salivar ao escutar o nome do meu vício.

– Me parece uma ótima ideia-sorri.

Aquele tipo de sorriso genuíno que apenas amigos conseguem tirar. E isso foi quase como um breque pra mim.

Calma aí, Aly. Em poucas horas vocês não se bicavam, agora tão de risinho por ai? Respirei. Ah, que se foda também! Eu vou passar cinco horas com ele em um trem, temos de manter um bom relacionamento. E talvez, só talvez, Christian pudesse ser realmente legal e possamos ser amigos. Ou apenas civilizados um com o outro.

–O que foi? – A voz de Christian era divertida diante dos meus pequenos minutos refletindo. – Olha, se você não estiver afim de...

–Não – eu balancei a cabeça negativamente. – Tudo bem. Vamos.

A lanchonete da rodoviária que estávamos não era suja, mas também não era nada luxuosa. Sentamos e pedimos três cafés. Um para Christian, que o pediu meio relutante, o que eu estranhei, mas deixei pra lá. E os outros dois para mim. Sorri imaginando o sabor do café sob minha língua.

–Você gosta mesmo de café, não é? – Ele perguntou divertido.

–Gosto – respondi com um pé atrás.

Ele é bipolar por acaso? Antes de chegarmos aqui ele praticamente não olhava na minha cara, agora a cada frase que eu falo, ele sorri como se fosse inacreditável.

Nossos pedidos chegaram e eu agarrei o primeiro café rapidamente tomando um bom gole.

–Posso te perguntar uma coisa? – Minha voz estava incerta.

Ele assentiu enquanto mexia no seu café com as mãos, sorrindo pra mim. Respirei fundo e mandei ver.

–Antes de chegarmos aqui parecia que você mal podia olhar na minha cara, e de repete, você fica todo estranho. É sério. Esse sorrisinho aí tá assustando Christian. – Minha voz era cuidadosa.

Seu sorriso se derreteu e eu me senti um monstro.

– Só estou excitado, Alysson – sua expressão voltou a ser aquela mesma de sempre e eu lamentei por isso.

Ele sorriu novamente, mas não foi igual ao das outras vezes. Estou sendo estúpida, além do mais eu também fui amigável com ele sem nenhum motivo.

–O quê? Por quê?

–Por que – Ele olhou bem dentro dos meus olhos. Azul escuro com azul claro. – Eu vou finalmente me livrar de você.

Tá certo, ele está em local público, ele não pode me matar. Não pode. Ele vai ser preso. Tá cheio de gente aqui. Oh meu Deus. Será que eu corro? Pra onde? Não sei como chegamos à essa rodoviárias, só sei que o trajeto demorou uma hora mais ou menos de taxi. Ah, quem eu estou querendo enganar, eu sei que ele não vai me matar.

Engoli em seco antes de ousar em encará-lo.

–Como é? – Minha voz saiu sem permissão em um tom insolente e eu me xinguei mentalmente por isso. Afinal, o cara com quem eu estou falando acabou de falar que vai se livrar de mim.

–A conta, por favor! – Christian gritou e eu me desesperei. – Vamos. Temos um trem para pegar.

Pode parecer estúpido, mas minha confiança nele não mudou com suas palavras. Ele sentiu isso e está irritado. Isso é tudo o que eu sei.

Notas finais
Ok, eu não costumo revisar capítulos antes de postá-los, e sim, estou tentando melhorar isso, então, se notarem algum erro me avisem, ok? Não sei quando saí o próximo, mas eu já comecei a escrevê-lo e tudo... Não se preocupem com bloqueios criativos pois eu tenho quase a história toda pronta, mas, sabe como é, muitas fanfics me perseguem ^^ É, isso Cupcakes(senti falta de chamá-los assim e.e), até breve...(como eu sou formal :P)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.