Successors
1 I
Notas iniciais
Bati a porta da frente com força.
Respirei uma. Duas. Três vezes.
Se Loren acha que pode controlar minha vida desta forma ela está... Completamente errada. Eu tenho pernas, ando para onde eu quero. Ou dirijo. Tanto faz. E daí que ela é minha irmã mais velha? Ela não pode me dizer o que fazer desta forma, eu tenho 15 –quase 16 – anos, não sou tola. E não me venha com esse papo de que ela só quer o meu bem, por que, acredite, eu sei. Mas já estão demais suas ordens: “ Você não deveria voltar depois das oito” Oito! Ou pior ainda “ Você não deveria tomar tanto café”. Sério, sem exagero, ela quer regular o quando de café eu tomo.
Nossas discussões mais recentes são por causa dos meus pegas. Não pegas, pegas. Faz um bom tempo que não namoro ninguém. Já não basta Loren em cima de tudo o que eu faço. Eu faço pegas, corridas de carros, tanto faz. Minha irmã acha muito arriscado e perigoso. Ela pode até ter razão. Mas acontece que eu sei que, na minha idade, ela fazia isso e muito mais, então que moral ela tem pra falar do que eu faço ou deixo de fazer?
Sei que o que faço não é certo, mas não posso parar o que amo fazer.
Ela como minha irmã e minha única família, deveria entender isso. Nossas discussões estão cada vez mais intensas e frequentes. Não sei a onde vamos acabar. Ou continuar, como ela preferir.
Se eu acho que eu posso ir a pegas totalmente perigosos e mortais e ganhar a minha grana, eu posso.
Ou afirma isso para ter o controle da situação.
Olhei em volta. Ninguém. Suspirando, acusei meu subconsciente de loucura.
Obriguei meus pés desacostumados com atividade física a rastejarem até a garagem.
Peguei a capa cinza que cobria meu carro e a puxei. Sorri com a visão do meu carro conversível azul marinho recém-polido brilhando no sol.
Acontece que, assim que entrei no meu carro, senti-me vigiada. Uma sensação que me dava um nó no estômago e me fazia querer vomitar tudo que tinha ingerido: Balas de café e café puro, ah, e aquele cappuccino que tomei antes de vir pra fora. Vomito preto, que nojo.
Tentando ignorar a situação, engoli mais uma bala de café e dei ré, saindo da garagem em grande estilo batendo meu carro em um Porshe preto. Buzinei alto e soltei um palavrão. Ninguém ia arrebentar meu carro. Ganhei meu automóvel em apostas de pegas, não foi fácil consegui-lo, por isso eu sou quase como uma maníaca com ele. Ninguém toca, ninguém mexe. Por isso ninguém tem o direito de triscar no meu baby. Isso é regra. Eu sei que a culpa é minha por não olhar antes de sair, mas isso não dá direito a ninguém de... Que som é esse?
Apertei o volante e agucei os sentidos tentando ouvir melhor. Isso é um som de alguém arranhando algo, talvez... Meu carro. O sujeito está arranhando o meu carro.
Sem nem pensar duas vezes, abri a porta do meu Lamborghini e gritei:
– Seu idiota — A palavra não foi bem idiota, mas não quero traumatizar ninguém. Hoje. — Olha o que você...
Eu não pensei na possibilidade de uma briga, nem mesmo se o suposto sujeito com quem eu supostamente brigaria estaria armado ou não.
Mas minha voz sumiu ao perceber que eu estava gritando como louca com o nada. Meus vizinhos me olharam com medo, cochichando entre si. Ótimo. Agora eu sou a louca. O cidadão fantasma desocupado ferra meu carro e eu sou a louca.
Ignorando os olhares de medo, fui conferir os estragos feitos ao meu pobre carro. Passei os dedos em sua lateral para ver se tinha riscado, descascado a tinta, perfurado, qualquer coisa. Mas não. Ele estava em perfeitas condições, exatamente igual quando eu o descobri na garagem. Lindo. Pare Alyson, é só um carro. O carro, corrigindo. Desisto.
Às vezes eu converso com a minha consciência. Ajuda-me a pensar. Não me olhe assim, já tentou? Eu não sou louca. Você devia tentar.
Senti aquela sensação novamente. Arg, culpem a loucura que eu não tenho.
– É isso aí!- Gritei para o nada. — Eu sou louca!
Ouvi murmúrios dos vizinhos novamente. Distingui frases como "Ela está alcoolizada?" ou "Devemos chamar a polícia?”.
Que tipo de pessoa chama a polícia para pessoas alcoolizadas? Ah, certo, as pessoas normais.
Normalmente não me encaixo nessa categoria.
– Não! Chamem o sanatório, por favor — ri enquanto entrava no carro, depois de mostrar o dedo médio, é claro. Não tenho a intenção de ser educada com pessoas que me odeiam.
Meus vizinhos sempre pegam no meu pé. Só por que eu sou jovem. E eles uns velhos barrigudos que se entopem de cerveja barata e assistem aos jogos de futebol na TV durante o resto da vida que lhes restam. As mulheres não ficam atrás, também. Um bando de coroas que se comportam como virgens, vivem fumam cigarros escondidos dos maridos e fofocam as novelas. O meu bairro só pode ser o mais comum e pacato de todos. Nada de coisas perigosas ou algo do tipo. E acontece que pessoas como eu precisam de adrenalina no sangue, como um vício.
Por isso meus pegas ocorrem apenas do outro lado de New York, lá sim as coisas são movimentadas.
Só havia um vizinho com qual ainda não tive problemas. Não que o S.r. Duncan não fosse barrigudo ou viciado em cerveja. Mas ele era relativamente menos gordo que os outros e até passeava com o seu Pincher infernal de vez em quando. E não estou dizendo isso só porque ele tem um neto gatinho. Não mesmo.
Ah, quase esqueci, também há a senhora Meredith. Sem querer ofendê-la ou algo do gênero, mas ela é, literalmente, uma velha louca. Ela fica na varando o dia inteirinho só desfrutando da paisagem. Muitos boatos dizem que quando ela tinha dezesseis anos ela sumiu sem deixar pistas. Eu, particularmente, não acredito nisso. Provavelmente resolveu se mudar desse bairro sem graça e curtir a vida. Ela tinha dinheiro, que mal havia nisso? Nenhum, mas acontece que as pessoas desocupadas gostam de falar. O que realmente importa é que ela voltou, quatorze anos depois, com seu filho meio instável, Juliard. A coitada estava totalmente pirada. Ela não falava, não comia. Antigamente, bem às vezes, dava para escutar os berros dela lá de casa. Ela falava coisas sem nexo. Quando eu era menor, eu me assustava e ia me esconder embaixo da cama, com o meu panda de pelúcia. Apertava-o contra o peito e sussurrava que tudo iria terminar bem. Constrangedor, eu sei. Se eu ficava naquele estado, imagina a velha. Quero dizer, senhora Meredith. Mas agora ela é até que uma senhora comportada. O que mudou? Ela vive no mundo da lua. Em estado vegetativo. Dá até pra você jogar uma bola na cara dela que ela não vai correr atrás de você. Afinal, são quase 50 anos vegetativos.
Contive um tapa na cara. A velha naquele estado e eu falando essas coisas.
Olha, não ligue para minhas piadinhas de mau gosto, valeu? Eu apenas tenho uma grande tendência ao sarcasmo e não pretendo me livrar dela tão cedo assim.
Você já deve ter percebido que eu gosto muito de usar a palavra não, então podem ir se acostumando. Ou não.
Argh, chega de bater papo. Eu quero comer.
Dei ré e deixei a porta da garagem aberta mesmo. Provavelmente ouviria reclamações de Loren depois. Fazer o que, né? As pessoas reclamam de mim o dia inteiro, você acaba se acostumando.
Enquanto dirigia, meu celular tocou e eu pulei. Eu não sou muito alta, então pulei mesmo e até bati a cabeça no teto do carro. Senti a pancada e levei a mão até a cabeça.
–Merda. – Xinguei. O celular ainda estava tocando. Jura?
Repeti o xingamento. Sinceramente, até eu me irrito com meu sarcasmo de vez em quando.
Peguei telefone com a mão livre no porta-luvas e pressionei o botam de atender. Sim, eu guardo o celular no porta-luvas.
– Mason?
Isso de certo modo foi estúpido de se falar, sendo que eu vi no visor quem era.
– Não — Mason disse em uma voz engraçada — Aqui quem fala é o Jack Sparrow, vim te convidar a passar uma semana no navio do Pérola Negra, gatinha.
Que saco, Mason ainda não aprendeu que não deve brincar de Jonny Depp comigo? Eu caio mortinha.
Ele é o meu melhor amigo, desde... Bem, desde sempre. Praticamente faz tudo comigo. Andamos juntos, comemos juntos, e eu durmo quase sempre na casa dele.
Isso não quer dizer que nossa relação sempre foi afetiva, a primeira vez que o vi no colégio novo, julguei-o errado, admito. Pensei que era apenas mais um riquinho metido, mas eu me enganei. E me enganei feio. Mas a culpa desse pensamento não inteiramente minha. As roupas que ele usava, seu o jeito de falar, fluente e irritante, e suas notas contribuíram para a imagem que eu criei dele. Mais tarde, descobri que essa imagem era apenas para esconder de seus pais o verdadeiro Mason. Eu era uma das poucas pessoas que o conhecia de verdade na época.
Mason era um dos melhores corredores de pegas da cidade que eu conhecia e até tinha uma tatuagem legal nas costas.
E eu, como uma boa novata idiotado colégio, tive de proporcionar a ele a bela experiência de ter o traseiro colado na carteira durante a aula de história. Ele realmente ficou muito transtornado. E foi aí que eu obriguei as pessoas a conhecerem o verdadeiro Mason. E ele não era tão bonzinho quanto pensavam.
Eu estava caminhando em direção ao professor durante o início da aula de natação, quando fui surpreendida quando Mason me pegou no colo e me jogou na piscina sem dó nem piedade.
Eu não estava prepara para entrar na água. Eu tinha em mente falar com o professor e dizer que eu estava com problemas femininos, portanto não poderia fazer a aula. Então nem me importei em tirar a maquiagem, já que supostamente não iria entrar na água. Risadas explodiram de todos os lados, até o professor deixou escapar um sorrisinho.
Certo, resumidamente, eu estava idêntica a uma guaxinim, o que me rendeu um bom apelido escolar, que eu odiava. Mas acho que ninguém gosta muito desse tipo de apelido.
Logo depois desses fatos desagradáveis de ambas as partes, pegamos a mesma detenção.
Os professoram cometeram o pior erro de suas vidas.
Juntaram nossas mente diabólicas, o que nos rendeu muito mais detenções pela frente. Para falar a verdade, acho que era pra ser assim. Mason e eu tocando o terror na escola. A novata idiota e o ex-mauricinho. Que bela dubla.
Isso foi de certo modo bom pra mim. Eu precisava de distrações e correr da diretora pelada com Mason, segurando suas roupas, ocupou bastante do meu tempo vago, que por falar nisso, eu tenho de sobra.
Nossa amizade foi crescendo até nos que nos tornamos inseparáveis.
Claro que sempre houve boatos de namoro ou amizade colorida. Quando se tem amigos do sexo oposto, é raro ter apenas uma amizade. Geralmente essas amizades são separadas em três diferentes categorias.
A) Um dos amigos está na área da amizade e o outro está interessado em algo a mais. Conhecido também como Friend-Zone.
B) Um dos amigos é homossexual.
C) Os melhores amigos malucos que vivem agarrados que são taxados de namorados e nem ligam.
Nem preciso comentar que eu sou com certeza C.
Mas não ligo de colegas nos rotularem desse modo. Afinal, não tenho reputação nenhuma a zelar.
Mas com minha irmã, é diferente. Talvez pelo fato que há expectativa de namoro quando ela fala dele pra mim. E isso me incomoda, pois não quero decepcionar, mas eu não sou apaixonada nem algo do tipo pelo Mason. Mas Loren acha que pessoas assim tão íntimas sempre tem algo a mais. Pelo contrário, acho que tenho tanta intimidade com Mason assim justamente pelo fato que não estamos loucamente apaixonados. Loren devia supor que, se Mason e eu tivéssemos uma paixão platônica ou reprimida, eu e ele viveríamos de risadinhas, com conversas cordiais e ficaríamos corados na presença um do outro. Mas não somos nem um pouco assim. E nossas conversas não são nem um pouco cordiais. A que estávamos tendo agora mesmo era uma prova disso.
– Mase, vagabundo, estou morrendo de com fome — anunciei assim que meu estômago acordou.
– Não me diga, Aly. — Deu pra senti-lo sorrir do outro lado da linha. Mason e seu humor infernal.
Ele não sabe que eu não tenho fome frequentemente. Sim, eu não sinto fome como uma pessoa normal. E eu meio que me assusto com isso, sabe? Eu só como algo de três em três dias. Loren nunca percebeu. Eu disfarço claramente. Mas às vezes eu desejo que ela descubra. Não por mim, nem nada disso. Quero que ela simplesmente perceba que tem algo de errado com a irmã mais nova dela. Que se preocupe comigo. Talvez ela possa me levar a um médico. Argh, controle-se Alyson, está parecendo uma criança clamando por atenção.
– Estou dizendo agora. – Falei rude.
Estava estressada e com fome. Não que você ainda não soubesse disso.
Fale pra uma garota que ela nunca diz que está com fome e leve uma grande desculpa de como ela precisa manter o peso e o corpo de vareta. Agora fale pra mim que você leva uma tesoura no olho. Minha falta de fome não é algo que eu me orgulhe. Garotas da minha idade morreriam pra ter isso, seja lá o que for para manter seus aparentemente corpos perfeitos. Mas enquanto a mágica da ciência não as favorecesse, elas optam por salada e água natural. Fala sério, existe esse troço, aí? Água é água, certo? Não? Okey.
– De boa lindinha, lindinha — revirei os olhos com o apelido. — Vamos a uma lanchonete, satisfeita? Depois vamos ao pega do Drake logo em seguida.
Drake era um homem de 20 com uma cicatriz no canto da bochecha. O quanto tinha de atraente tinha de perigoso, o cara é encrenca. Já tinha me aventurado em alguns pegas com ele, mas quase sempre perdia, o que era inédito. Por que eu era a melhor em pegas, quero dizer, a segunda melhor.
Sabia que se eu competisse com Drake, seria difícil levar vitória, mas eu já havia ganhado dele duas vezes, e ele 19 de mim, então não é impossível.
Combinei de encontrar Mase na lanchonete do Bairro daqui à 20 minutos. A turma todo ia pra lá.
Parei o carro na lanchonete. Retoquei a maquiagem, e estava me olhando no espelho, quando congelei no banco. Parei o que estava fazendo, guardando o espelho devagar, sem movimentos bruscos. Tinha visto um vulto no meu espelho, meu coração ia à mil.
Olhei para trás e não havia ninguém. Alyson, você tem visto muitos filmes de terror ultimamente.
Respirei e sai do carro. Quando entrei na lanchonete todos os olhos de voltaram pra mim, mas okey, de um desconto, meu cabelo é completamente azul e eu uso roupas curtas. Cof, Cof, bitch. Mas relaxe, não é desse tipo.
– Aly, aqui — Mason me chamou da mesa que estavam sentados.
Toda a turma estava lá. Maddison, irmã mais nova de Mason (Mase tinha 18), tinha 17 anos, e tinha estilo patricinha, mas era uma pessoa legal de conversar. Ela é muito parecida com o irmão, os dois possuíam os mesmo cabelos claros e os olhos azuis... Mas o cabelo de Mason era um pouco mais dourado que o dela.
Eddie tinha 19 anos e era o tipo Rockeiro caladão, se chegar ao ponto, emo, mas era ótimo numa pista e pilotava moto como ninguém. Ele tinha cabelos escuros e pele pálida.
Chris era meio mauricinho, mas certeza arrumava bastantes encrencas, também tinha 18. O mesmo tinha cabelos louros e olhos azuis escuros. E eu era a caçula da turma, com 15 — quase 16 — anos.
– Você demorou — Eddie comentou, mordiscando sua batata frita. — Pedimos sem você.
– Mas não se preocupe, Mason pediu pra você — disse Maddison apontando com a cabeça para Mase.
Ele sorriu.
– O mesmo de sempre, salada de alface e água sem gelo.
– Tá me zoando, né? — Fiz cara de séria. — Eu quero meu hambúrguer, merda!
Mason não poderia ter escolhido outro dia pra me sacanear? Tinha de ser o dia que eu estava mais faminta.
Chris riu pelo nariz.
– Relaxa, Aly — ele me olhou. — Mason pediu um hambúrguer pra você.
Escorei-me na cadeira, satisfeita com a resposta, já imaginando o hambúrguer descendo pela minha garganta.
– Até parece que eu iria arriscar levar uns tapas — sussurrou para Eddie, mais eu ouvi.
Ele riu. Mason o olhou.
– Tô falando sério, cara – Ele esfregou o braço. — Ela tem uma mão pesada, já levou um soco dela?
– Ela tá aqui — falei. — Até parece Mason, só te bati uma vez.
– Onze, Aly, Onze. — Ele negou com a cabeça. — Ainda não me conformo.
Sorri pra ele.
– Pois se conforme que você apanhou de mim, Mase.
Todos riram e ele fechou a cara. Passei os braços em seus ombros e sussurrei:
– Liga não, bem que você gosta quando eu te bato, tá?
Ele revirou os olhos, mas sorriu.
A garçonete chegou e trouxe os pedidos. Preciso falar que devorei meu hambúrguer em dois minutos? Não, isso é humilhante. Suguei meu Milk Shake de morango sem pressa, não querendo parecer uma doida esfomeada.
–Caramba – sussurrou Maddison. – Não sei como você não engorda.
– Eu faço muitos exercícios, falou? – Retruquei, limpando a boca com a barra do meu casaco preto, querendo que ele parasse de falar de comida. Meu estômago ainda estava latejando e jurava que estava com um pouco de tontura.
Mason riu.
–Não faz, não. Você é uma sedentária.
– Que bom que você sabe – sorri.
– Então quem vai aos pegas hoje? – Chris perguntou tomando seu refrigerante de laranja.
– Eu. – Maddison falou, erguendo a mão. – Mase não irá se importar, não é?
Acompanhei meu melhor amigo com os olhos, prevendo uma briga.
– O quê? – Indignou-se Mason. – Até parece, mamãe te mata.
Era completamente estranho um cara de dezoito anos falar assim da mãe, mas eu resolvi ficar quieta.
A irmã lhe lançou um olhar do mal.
–Não se ela não souber.
–Você não vai a lugar nenhum, Madison – Vendo que ela ia retrucar, emendou. – Não vai!
Ela levantou da mesa, com fúria nas palavras.
–Eu não te entendo, Mason! Aly tem 15 anos e você não implica com ela!
Até a entendo por um lado. Ela já é mais velha que eu, poxa, pode decidir se é boa o suficiente ou não para correr. São nessas horas que eu me sinto um pouco aliviada por não ter um irmão.
Ele também se levantou.
–Ela é mais madura que você – Explodiu. – Você não dirige bem e sabe disso! Até uma tartaruga apaga você na pista. Vai mesmo querer pagar para isso acontecer!?
Ele não devia ter dito isso, até eu sei. Madison pegou sua bolsa e saiu furiosa da lanchonete, deixando seu hambúrguer intocado.
Olhei para o lanche de Madison e perguntei, com uma voz desejosa:
–Será que ela vai comer isso?
– Aly!
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