Notas iniciais
NOOOSSSSSSA POVO, QUE É ISSO EM? Ai meu deus, foram quantos meses sem postar? Cinco? Quatro? NÃO SEI, MAS EU ME SINTO MUITO VAGABUNDISSIMA. Tive motivos? Tive sim. Mas um deles foi o desânimo e a preguiça. E vocês estavam com saudades né? Digam que sim :3 Enfim, até lá embaixo ♡

* * *

De verdade, acho que ainda não tinha descoberto realmente a minha felicidade antigamente. Mas agora era perceptível a quem quisesse ver a minha extrema alegria. Até porque, não era algo que eu queria esconder de alguém, muito menos Nico. Não que fizesse muito tempo, longe disso. No máximo um dia. E convenhamos, realmente as coisas podem mudar da noite para o dia. E eu era uma das várias provas vivas disto.

Se eu estava nervosa para dar tal notícia? Claro que sim, mas também estava muito excitada com a reação de algumas pessoas, que eu tinha a total certeza que não gostariam nem um pouco desta perfeita notícia. Sendo que eu ainda teria que falar com a minha mãe sobre certas coisas, mas também ocultar meia parte da história, ou pelo menos apenas a parte de como começamos esse lindo romance. Certo, eu realmente estava com problemas. Mas não me culpem, infelizmente e muito vergonhosamente, o Di Ângelo era o meu primeiro namorado.

O principal foco naquele momento era as panquecas sendo preparadas em minha frente. Iriamos até Montauk em torno de uma hora e meia, e segundo Nico, ele não queria atrasos. Sinceramente eu não era uma master chef quando se tratava de cozinhar, mas como diz minha querida mãe, eu sei dar meus "pulos". Preparar o básico é fácil, até porque fazer panquecas não era a coisa mais difícil do mundo. E não, não era a minha primeira vez, e só para incluir a informação que vai ficar uma delícia, eu já havia feito essa maravilha antes. E é claro, consegui total aprovação.

– Panquecas? — Sussurrou no meu ouvido, passando seus braços fortes em torno de minha cintura. Minhas costas bateram em seu peito nu, apenas com o tecido fino de sua camisa social que eu vestia entre nós. Nico me apertou mais contra ele, depositando um leve beijo em meu pescoço. Afroxou o abraço, deixando suas mãos em minha cintura. — Eu amo panquecas. Afinal, eu realmente preciso comer outra coisa, não é?

Levei um bom tempo para perceber o sentido malicioso da frase. E quando isso aconteceu, me odiei de todas as formas por corar. E a única coisa que aquele filho da mãe fez foi rir. Fiz um bico, mostrando minha indignação. — Não tem a mínima graça. — Retruquei, tentando de alguma forma parecer brava. Nico sentou-se em cima da bancada, um sorriso divertido dominando seus lábios. — Você sabe que não conseguimos parar. Você é muito viciante.

Nico sorriu bobamente para mim, me chamando com um gesto das mãos. Caminhei de forma lenta até ele, dando leves mordidas em meu lábio inferior. Quando cheguei perto o suficiente, o moreno esticou as pernas, me puxando e prendendo-me contra seu corpo. Coloquei o rosto em seu peito, ouvindo as batidas descompassadas de seu coração. Começou a acariciar meus cabelos, dando leves beijos no topo de minha cabeça.

Podia se dizer que eu ainda estava digerindo tudo aquilo. Claro que estava amando a situação em que estávamos, e pelos Deuses, Nico estava tão carinhoso como nunca esteve antes comigo. Em partes, até seus abraços e beijos haviam mudado, mas claro que, em minha opinião, carinho só fora da cama. Não que eu não goste das carícias românticas e tudo o mais, apenas acho que isso só é necessário depois do foco principal, que é o sexo. Mas isso depende de cada um obviamente, e acho que penso dessa maneira por um motivo bem simples: a convivência maliciosa com Nico.

– Hey, eu vou comer aqui, e você pode ir se trocar, certo? — Nico afastou meu rosto de seu peito, segurando-o com as mãos. Assenti, saindo de seu abraço. — Coloca umas roupas em uma mochila também, talvez iremos dormir lá. Melhor prevenir do que remediar.

– Vou tomar um banho rápido, só pra relaxar. — Falei, voltando ao fogão e servindo as panquecas num prato para Nico. Coloquei ao seu lado na bancada, enquanto examinava seu olhar safado sobre mim. Ao finalmente entender oque significava seus pensamentos, dei um leve tapa em seu braço. — Você é muito sujo, Nico! — Ele gargalhou, me observando com um olhar divertido. Me puxou para si, beijando-me levemente, seus lábios macios quase não tocando os meus. — Eu amo você, sujo ou não, eu continuo amando você.

O moreno soltou-me, descendo da bancada. — Ah, admite vai, uma das melhores partes em mim é a suja. Você a ama. — Dei de ombros, indo em direção as escadas. Ouvi Nico gritar algo para mim, que sugeri ser o fato de esperá-lo no banheiro, coisa que eu não iria fazer.

Entrei na suíte, vendo algumas roupas que Nico havia comprado para mim. Separei um biquíni qualquer, mesmo que não fosse entrar na água por motivos de pura vergonha. Vergonha de, claro e obviamente, muitas pessoas no local. Peguei um short jeans qualquer, e uma regata cinza, levando comigo para o banheiro. Deixei em cima da pia, retirando a camisa social de Nico e a jogando displicentemente ali. Entrei no box, optando por uma água morna.

Não demorei muito no banho, pelo simples fato que preferi não molhar o cabelo. A imagem refletida no enorme espelho não se parecia comigo. Fisicamente, sim, mas até que tinha algumas mudanças. Mas além disso, através de meu olhar, dava pra ver uma nova mulher. Uma nova pessoa que eu tinha orgulho de ser eu. A personalidade que sempre desejei, adquirida com o tempo, e que foi muito merecida. Desenrolei a toalha de meu corpo, colocando-a em cima da pia.

Meu olhar se atentou a qualquer coisa que estivesse errada em mim. Mas não havia erros, eu me sentia completa. Ou apenas metade, até porque ninguém enxerga os próprios erros. Deixam-nos sair, causar quaisquer estrago, e ainda sim ficam impassíveis. É um mal incontrolável. Sorri pra mim mesma. Talvez, só talvez, estivesse na hora de colocar tudo pro alto e dizer: "Chega!". Era hora de viver o momento, parar de pensar sobre as consequências, porquê era isso mesmo que ele queria. E eu também. Peguei a toalha e me cobri mais uma vez. Saí do banheiro, pegando minha mochila e procurando algo básico para vestir.

Não era por nada específico, ou provavelmente só a vergonha, mas eu não queria dormir lá. Privacidade é uma coisa que eu idolatrava, e quando se tratava deles? Praticamente nem sabem se essa palavra existe. Mudar os conceitos, consertar as atitudes, fazer o certo. Esse é o progresso pra ter uma vida digna e feliz. Ao terminar de me vestir, desci as escadas, penteando um pouco do cabelo com os dedos. Nico se encontrava apoiado na bancada da cozinha, comendo uma fruta. Olhou pra mim, sorriu, e puta merda, como ele era lindo. E pela primeira vez, Thalia Grace ganhou na mega-sena. Literalmente.

Ponto de Vista: Bianca Di Ângelo

– Impossível! — Gritei pela terceira vez, cruzando os braços irritada. — Qual parte do "esquece", você não consegue entender, Valdez?

Ele revirou os olhos, e seus cachos movimentaram com o remexer do vento. Seu olhar ao sol da praia, refletindo o infinito do mar, pelos deuses, aquilo era pecado. — Falei com o Nico. — Não dei ouvidos, eu sabia muito bem. Virei o rosto para o outro lado, desejando logo que Percy e Annabeth voltassem ao cais. — Você sabe! Não faz assim, tudo bem?

– O que você quer, exatamente? — Perguntei, encarando os olhos, clareados até o tom caramelo, pelo sol.

– Eu sinceramente pensei que você era team Leo. — Resmungou, segurando meus braços e descruzando-os. — Sabe oque eu sinto! Você realmente quer que eu repita?

– Eu não sei, não exatamente. — Meu tom era falso, até porque eu realmente queria ouvir ele dizer aquilo denovo. — Poderia repetir, por favor?

– Tá bom, Bianca. — Suspirou. Levantou o olhar até mim, um sorriso pequeno nascendo na ponta de seus lábios. — Branca de Neve, sabe que eu sou loucamente, fodidamente e claramente apaixonado por você. E sou péssimo com demonstração de amor. Mas eu só quero que você saiba, que naquela sala, há exatamente doze anos atrás, quando eu te vi, eu me apaixonei, e você sorriu, porque já sabia.

Sem palavras me definiria naquele momento. Provavelmente, usando o atual vocabulário de Ella, eu "tô no chão". O sorriso involuntário nasceu em meus lábios e eu não fiz nada pra mudá-lo ou escondê-lo. Leo sorriu pra mim, e me puxou para um abraço. E realmente, não tinha lugar melhor no mundo para ficar, além do abraço dele.

Notas finais
Então, pimpolhos. As tiazinhas voltaram. Próxima postagem provavelmente de TEOR, até porque já tenho o capítulo pronto. Mil desculpas, sério. Mas diz ai gentezinha, tavam com saudades? A tia aqui continua escrevendo ao agrado de vocês? Eu simplesmente me sinto mais bosta do que antes. Era pra ser mais do que isso o capítulo, mas vou deixar pro proximo, e prometo que compenso. Bjãuns, Filha das Sombras ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.