Sublime Amor.
23 You are my life...
Notas iniciais

"O casamento faz de duas pessoas uma só."
– Shakespeare
Quando chegamos lá, ainda era madrugada.
A cabana era linda. Solitária, porém bonita, de frente para a praia. A visão era simplesmente incrível.
Derek abriu a porta pra mim, e eu só pude sorrir. Ele pegou todas as malas do carro, que eram poucas, e adentramos a cabana.
Era tudo muito retrô, na verdade. Tinha uma lareira, um sofá de couro marrom, discos de vinil na parede de madeira. Até o chão era de madeira.
Mas era tudo tão lindo.
Derek sorriu maliciosamente, jogando as malas pelos cantos. Tremi da cabeça aos pés com aquele olhar de posse e desejo.
Ele se aproximou, retirando meu blazer e desfazendo o nó da minha gravata olhando no fundo dos meus olhos.
Antes que eu pudesse perceber, Derek passou os braços pela minha coxa, me pegando no colo.
Soltei um grito agudo de surpresa, seguido de altas risadas. Derek só conseguia gargalhar da minha cara de paisagem, enquanto eu segurava em seu pescoço.
– O que é isso?!?!? — Perguntei em meio as risadas.
– Eu estou te pegando no colo, meu amor. Agora nós dois estamos casados. Isso é tradição. — Derek falava, passando o nariz de leve pelo meu pescoço, enquanto caminhava.
– Então eu tenho que te pegar no colo também. — Falei, olhando nos olhos dele.
– Acho que você não consegue nem levantar minha perna. — Ele disse, por fim, segundos antes de me jogar na cama de casal que continha no quarto.
Derek subiu por cima de mim, lentamente, me provocando com os olhos. Ele só subia, cada vez mais, tomando cuidado pra não tocar no meu corpo.
Passei a mão em suas costas, e o forcei para baixo, fazendo ele cair com tudo encima do meu corpo.
– Você é um apressado. — Derek falou, antes de atacar minha boca com seus lábios.
Nossas línguas se enroscavam em uma dança completamente sensual. Passeei pelo seu peito, tateando os botões de sua camisa, tirando botão por botão. Era horrível tirá-los, pois eram enormes. Quando minha paciência já tinha ido embora, puxei com todas as minhas forças, a rasgando.
Derek parou de me beijar, me olhando surpreso, mas sorriu maliciosamente logo depois. Como uma vingança, ele rasgou completamente minha camisa também.
Ele passou as unhas de leve pelo meu peito e abdômen, enquanto me olhava profundamente. Alcançou o botão da minha calça, a retirando, juntamente com minha cueca.
Aquele olhar penetrante dele no meu corpo, me desejando, me amando, me fazendo quente por dentro, só fazia eu me excitar mais.
Por um descuido do mesmo, o joguei na cama, me colocando por cima. Retirei rapidamente sua calça e sua cueca, maltratando logo depois a pele de seu pescoço com os dentes.
Mordi de leve o lóbulo do Derek, enquanto arranhava fortemente a cintura do mesmo.
Derek gemia alto, respirando rapidamente, enquanto apertava minhas nádegas.
Com certeza eu sairia dali com alguns roxos.
Desci plantando beijos em toda a extensão de pele que eu conseguia encontrar.
Abocanhei um mamilo do Derek, enquanto apertava o outro com os dedos. Derek gemeu rouco, puxando meu cabelo de leve, enquanto acariciava minha nuca.
Eu estava muito excitado, e queria loucamente penetrar no Derek e me derramar ali dentro como nunca fiz na vida. Mas meu objetivo no momento era proporcionar o máximo que eu podia de prazer no mesmo.
Desci lambendo a barriga dele, deixando um rastro de saliva pelo caminho.
Quando eu já estava chegando no pau dele, levantei o rosto e desci para suas coxas, ouvindo um resmungo reprovador do Derek.
Olhei para cima, e sorri para ele, indicando que ainda não era hora.
Mordi de leve a parte interna das coxas do mesmo, enquanto acariciava de leve a virilha dele.
Passei a unha do indicador de leve na pele grossa das bolas do Derek, e tomei um susto com o gemido rouco e alto que ele deu.
– P-por f-f-favor, Sti! — Derek pegou no meu pescoço, forçando meu rosto de encontro ao seu membro.
Abocanhei de uma vez só o membro do Derek, sentindo-o tocar minha garganta, me causando queimação.
Eu subia e descia rapidamente, e depois lentamente, enquanto mordia a cabecinha.
Derek forçava ainda mais minha cabeça de encontro ao seu pênis, me causando leve ânsia de vômito, mas eu não me importava. O prazer que ele estava sentindo ultrapassava qualquer linha de dor ou desconforto.
Pingos de suor já caíam do meu rosto. Era muito cansativo subir, descer, subir, descer...
Derek me puxou com força, me jogando na cama. Senti uma leve pontada de dor nas minhas costas, mas antes que eu pudesse reclamar, Derek colocou meu membro em sua boca.
Ele arranhava com os dentes algumas vezes, por causa do desespero que ele tinha ao me chupar. Eu nunca tinha o visto assim. Ele estava tão... selvagem.
Sua boca, sua língua, seus dentes, suas mãos me acariciando, me proporcionando um prazer descomunal, era incrivelmente sedutor.
A quentura de sua boca me trazia sensações completamente loucas. Eu me sentia zonzo, a ponto de desmaiar de tanto prazer, porém, mesmo assim eu ansiava por mais.
Eu sempre queria mais.
O barulho do ar entrando na boca do Derek assim que ele retirava meu pau da boca, era incrivelmente excitante. Mesmo sendo um tanto engraçado.
Meus gemidos ecoavam por todo quarto. Graças a Deus a cabana era longe de qualquer outra pessoa, pois poderíamos acordar uma vizinhança inteira.
– Derek... Eu quero. — Falei, enquanto ele massageava levemente meu pau e arranhava minhas nádegas.
– O que? O que você quer, Sti? — Derek perguntou, rouco em meu ouvido.
– Eu quero você dentro de mim. Eu quero sentir você entrando e saindo. Eu quero você. Eu sou seu, Derek. — Falei choramingando de leve, sentindo meu pau latejar.
Derek sorriu significativamente pra mim, com uma ternura que perfurou meu coração.
Derek pegou um vidro de lubrificante depositado encima da escrivaninha. Eu nem tinha visto aquilo ali.
Tenho que lembrar de agradecer à Lydia até os últimos dias da minha vida.
Ele lambuzou seu pau, e passou o dedo na minha entrada. Me arrepiei da cabeça aos pés. Porém, agora, de prazer.
Ele pincelou algumas vezes, antes de me penetrar.
Era uma das melhores sensações do mundo.
Senti-lo dentro de mim, me alargando, me preenchendo, me fazendo seu, era a melhor coisa que existia pra mim.
Derek começou com movimentos leves, remexendo o quadril devagar, fazendo o máximo pra eu não sentir nenhuma dor ou desconforto.
Eu queria mais.
Enlacei minhas pernas em sua cintura, e o puxei fortemente de encontro a mim, soltando um gemido alto e falho, o sentindo encostar em minha próstata.
Derek segurou em minha cintura com tanta força que eu vi seus dedos ficarem brancos.
Ele começou a bombear, entrando e saindo sem parar de dentro de mim.
Derek metia tão forte que por alguns minutos eu pensei que a cama ia despencar e nós dois íamos cair no chão.
Ele retirou completamente, e me colocou de quatro, me estocando rapidamente e fortemente logo depois.
Eu arrebitei minha bunda o máximo que pude, querendo mais daquela sensação. Querendo o máximo do Derek dentro de mim.
Ele metia tão forte e tão rápido, que por alguns segundos eu achei que ele não era humano.
Nós nunca tínhamos feito sexo tão... Selvagem.
Eu já estava a ponto de gozar, o líquido pré-gozo jorrava do meu pênis, melando a cama.
– Ainda não, Stiles! — Derek rosnou pra mim, metendo ainda mais forte e mais fundo.
Minhas nádegas já estavam doendo com a força do encontrão que a virilha dele dava. O barulho do saco dele batendo em mim parecia ecoar por todo o local.
Derek meteu mais três vezes antes de se derramar em mim, gritando meu nome.
Meu pau latejava, e eu choramingava. Eu precisava gozar, se não iria explodir.
Derek ficou de quatro pra mim, e disse:
– Vem! É sua vez agora.
Não pensei duas vezes antes de levantar e o preencher. O líquido pré-gozo que saia do meu pau era tanto que eu nem me preocupei com lubrificante.
Senti os anéis do Derek se alargando a medida que meu pau entrava, e gritei de prazer.
Me joguei contra as costas do Derek e segurei seu ombro, o forçando cada vez mais para baixo.
Eu metia o mais rápido que eu podia, alternando entre respirar e gemer.
Derek gemia cansado, virando a cabeça para o lado, me beijando.
– Eu vou gozar, Der! — Avisei gritando.
Derek me apertou fortemente, e aquilo foi a gota d'água.
Senti meus jatos de esperma quente preenchendo o Derek, e soltei um gemido aliviado.
Me retirei lentamente, e me joguei contra a cama, deitando do lado dele.
Encostei minha cabeça na curva do pescoço do Derek, e sussurrei:
– Eu amo você.
– Eu também amo você, meu marido. — Derek sussurrou de volta em meu ouvido, enquanto acariciava de leve meu pescoço.
Selamos nossas vidas naquele momento.
Estávamos casados, e éramos um só.
Todas as tristezas do passado foram esquecidas.
Juntos iríamos construir uma vida e um futuro juntos.
Mais nada importava.
Nós tínhamos um ao outro.
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