Notas iniciais
Espero que gostem.

– Obrigado por consertar meu carro, Stiles. Eu estava pensando... Você não quer sair pra beber hoje? Sei lá, num bar que eu conheço aqui perto. – Derek perguntou meio sem jeito. Para tudo! Não estou acreditando!

– Hãm... Claro. As 21h? – Perguntei fingindo indiferença.

– Sim, eu te busco em casa. Sei onde você mora. Afinal, é filho do xerife. Todos sabem onde o xerife mora. – O maior deu um sorrisinho de canto, que me fez derreter.

– Tudo bem. Até mais tarde. – Falei sorrindo também.

O dia passou e eu não pude esconder minha ansiedade. Era como se eu fosse ter um ataque cardíaco a qualquer momento. Minhas mãos soavam, meu corpo tremia e eu não conseguia ficar parado em um lugar só. Cheguei em casa as 18h00 e tentei procurar alguma coisa pra fazer. Fui à cozinha preparar um sanduíche, chegando lá encontrei um bilhete do meu pai. No bilhete dizia:

“Filho, vou estar de plantão essa noite. Um novo caso de serial killer. Desculpe.”

Amassei o bilhete e joguei fora. Não é como se ele fosse um pai presente sempre. Eu já estava mais do que acostumado com aquele tipo de vida, eu já não exigia mais nada. Prefiro mil vezes que ele trabalhe até seu corpo se esgotar do que beber todas as garrafas de whisky existentes no planeta terra.

Comi meu sanduíche em silêncio e deixei esse pensamento melancólico de lado. Hoje eu iria sair pra tomar uma bebida com Derek Hale. E eu odeio bebida. Mesmo assim meu corpo estava em puro êxtase. Ele é bissexual. Será que ele tem algum interesse em mim? Ou será que ele simplesmente quer ir tomar uma bebida? E eu, o que sou? Será que sou bissexual também? Por que eu o desejo, sim, eu o desejo. Não posso negar. Está impregnado na minha pele. Está no meu corpo. Eu sinto uma semi-ereção se formar entre minhas pernas quando imagino Derek do meu lado só de regata branca, completamente soado, me ajudando a consertar o camaro. Não posso pensar nesse tipo de coisa. Pelo menos não por agora. Olho para o relógio e são 20h30. Hora de tomar banho e me arrumar.

Deixei a louça na pia, eu daria um jeito quando voltasse. Subi, escolhi um jeans normal, uma camiseta azul e uma jaqueta. Está bem frio lá fora. Tomei um banho, me esfreguei até não poder mais e saí. Passei desodorante, perfume, coloquei a roupa. Não sei pra que tanta produção, só vou tomar uma bebida com Derek. Pelo menos é o que eu acho. Sorri. Calcei a meia, o tênis, dei uma ultima olhada no espelho e quase como se fosse ensaiado, ouço a buzina do camaro ressoar na entrada da minha casa. Desci igual um furacão guardando celular e carteira, parei rapidamente pra ver se eu não estava esquecendo de nada e sai.

Tranquei tudo e quando me virei Derek estava do lado de fora do seu carro encostado, cruzando os braços no peito. Estava com seu típico casaco de couro, jeans preto, uma camiseta branca e botas. Estava quente que só o inferno. Expulsei os pensamentos, não queria ficar excitado assim, na frente dele.

– Boa noite. – Falei baixinho, meio acanhado.

– Boa noite. Vamos? – O mais velho sorriu pra mim e abriu a porta do carro.

– Claro, obrigado. – Entrei tentando ao máximo não bater minha cabeça ou fazer alguma besteira. Vi Derek contornar o carro e assumir o volante.

– Não quero ir muito longe. Vamos ao bar que fica na esquina da minha rua. É bem movimentado e é um ambiente legal. Tudo bem pra você? – Céus, o que ele disse mesmo? Eu só estava observando sua boca, não prestei atenção no som que saia dela.

– Claro. – Concordei sem saber ao certo no que estava concordando. Derek começou a dirigir com sua cara de mal e testosterona exalando de seus poros. A noite só estava começando.

Notas finais
Espero que tenham gostado.