Sublime Amor.
17 Rape.
Notas iniciais

"Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente."
– William Shakespeare
Derek POV.
O Pack foi para casa, não havia muito no que eles poderiam ajudar. Somente eu e John fomos para a delegacia. Eu me segurava para não chorar mais, eu precisava ser forte. Por ele. Por mim.
Chegamos lá, e imediatamente o caso de Stiles foia agilizado. Afinal, era o filho do Sheriff.
Alguns policiais foram com cães farejadores para a floresta, segurando roupas e mais roupas de Stiles.
Enquanto alguns outros policiais foram com viaturas procurar pelas redondezas. Todos com sirenes ligadas. Eu contei umas 30 viaturas que saíam de lá, até que perdi as contas.
– Nós vamos encontrá-lo, Sheriff. — Falei para John, que estava encostado em uma mesa, olhando para baixo.
– John, Derek. John. — Ele falou baixinho, eu me surpreendi.
Parece que ele finalmente está aceitando.
Ôh, Stiles. Apareça logo.
Stiles POV.
– K-Kate? — Falei gaguejando. Eu não acredito.
– Então, você lembra de mim? Pivete! — Ela cuspiu as palavras, com um semblante de puro ódio. — Você lembra quando seu pai deu um tiro nos miolos do meu irmão?
– Ele era um assassino! E estava com a arma apontada pra mim! — Eu gritei.
– Pois eu acho que ele cometeu um imenso erro. Ele deveria estar com a arma apontada para o seu querido pai, e ter puxado o gatilho. — Cada vez mais ela se aproximava. Isaac só sorria, me encarando. Ele parecia um maníaco.
– Por favor, não me machuque. Por favor. Eu não te fiz nada.- Eu implorava.
– Ôh, sweetheart. Você virou um menino tão... atrativo. Eu realmente não queria que você sofresse como vai sofrer. — Ela passou os dedos pela minha barriga, pescoço e peito. Uma bile se formou em minha garganta. — Mas você tem que sofrer.
Isaac se aproximou, beijando meu pescoço, e eu só sentia medo.
– Aproveite, Isaac. Vou trazer alguma coisa pra ele comer. Morrer de fome não está na minha lista. — Kate falou, dando meia volta e saindo por onde entrou.
– Vamos nos divertir, baby. — Isaac falou em meu ouvido.
Derek POV
– Você sabe usar uma arma? — John me perguntou.
– Sei. — Falei apreensivo.
– Então pegue. Mas só use em emergências, tente não atirar na primeira coisa que se mover, por favor. — John me entregou uma pistola.
– Ok. — Falei, tentando esconder minhas emoções.
– Vamos.
Fomos até a floresta ao lado da casa de Lydia. Com certeza ele está ali por perto, escondido, em algum lugar. Pelo menos é o que eu quero que seja. Não é possível que ele tenha se locomovido mais de 3 quilômetros sozinho.
Caminhamos junto aos cães farejadores e aos outros policiais por um bom tempo. Eu já estava soado, ofegante e cansado. Mas eu não podia desistir. É a vida de Stiles que está em jogo.
Rodamos e rodamos e rodamos aquela floresta. Fomos de uma ponta até a outra, porém não encontramos nem vestígios do Stiles, a não ser vomito em uma árvore perto da casa da Lydia, onde provavelmente ele foi pego.
O dia amanheceu, e não conseguimos encontrar nada.
– Derek, vá para casa descansar. Daqui a algumas horas nós recomeçamos a busca. — John falou. Ele também parecia abatido.
– Me telefone, por favor. Aqui está meu número. — Dei pra ele um papel com meu telefone.
– Pode deixar.
Não falamos mais nada. E nem precisávamos. Nós tínhamos o desejo mútuo de encontrar o Stiles. E nós vamos.
Stiles POV.
Isaac passava a mão por todo meu corpo, e eu só sentia repulsa. Era nojento e nem um pouco atrativo. Isaac era urgente, seboso, sem nenhum pingo de paixão.
Ele pegou uma tesoura em uma mesa no canto e cortou todas as minhas roupas, me deixando completamente nu. Eu choramingava baixinho, pedindo pra Deus pra isso acabar logo. A sensação de ter uma coisa tão íntima sendo roubada de você dessa maneira é horrível.
Ele falava coisas nojentas no meu ouvido, enquanto me estimulava. Fiquei duro mesmo sem querer, e ele achou que eu estava gostando.
– Eu sabia que você não ia resistir, meu amor. — Isaac me beijou, por um instante eu fiquei surpreso, depois, mordi a boca dele com toda força possível. Senti o gosto ferroso e quente do sangue em minha boca.
– Filho da puta! Eu realmente queria te dar prazer, mas agora você vai sofrer Stiles! Para aprender a não fazer essas coisas comigo! — Isaac bravejava, cuspindo e me batendo. Ele me dava socos na costela, tapas na cara e na bunda. Eu sentia a minha pele queimar, e não sabia até quando eu poderia aguentar aquilo.
Fiquei com tanto medo dos tapas e dos xingamentos, que urinei. Isaac, obviamente, ficou ainda mais puto e começou a me bater mais. Aliviou as correntes que prendiam minha mão no teto, e me mandou ajoelhar.
– Se fizer alguma gracinha, vou me certificar de que você não passe de hoje. — Ele dizia ameaçador.
Então eu fiz.
Com o nariz escorrendo, os olhos cheios de lágrimas, e o medo tomando conta do meu peito. A vontade de vomitar era maior que tudo, porém, eu me segurada. Enquanto eu fazia, tentava pensar em outra coisa. Em Derek... Ô céus, em Derek não! Isso é tão errado. Tão completamente fodido.
– Agora, vamos ao que interessa baby.
Ele me virou, deu um cuspe em sua glande e enfiou de uma vez só. Eu gritei, sendo repreendido por um tapa logo depois. Doía, e eu sentia o sangue escorrendo pelas minhas pernas. A falta de preparo, e o fato de eu não querer, fez eu me machucar mais.
Eu resmungava e gemia de dor. Eu sentia que a pele do meu orifício queimava. Era como se tivessem brasas em mim.
Eu já estava me sentindo fraco e cansado. Já não sabia mais até onde eu poderia aguentar.
Até que ele acabou. Levantou, colocou as roupas dele e saiu. Sem dizer mais nada.
Me deixando nu, sangrando e chorando no canto escuro do local.
Fale com o autor