Subjetividade do depósito de uma mente insana
1 Subjetividade do depósito de uma mente insana
Diante do furor de inúmeras formigas acima dos restos de sorvete derretido. Onde o Alex acaba de expulsa-las pois acusei uma delas de morderem meus dedos. Mas que audácia a minha! não tinha nenhuma prova de que fosse alguma delas. Poxa, e se eu, acusada fosse de morder uma dela? Não haveria defesa, também me expulsariam
Oh céus! mas porque diabos morderia uma delas? Não me submeteria a a tal forma de crueldade, uma vez que somos assassinos sem mesmo perceber.
Aqueles que se sujeitam a essa façanha buscam a defesa-vingança por terem sido expulsos do mundo em que viviam. Num mundo belo em que a vida era só carregar os restos doces de sorvete que alguém deixou cair nas calçadas da vida.
Quem somos nós para julgarmos as formigas por estarem vivendo de nossos restos, se nós, oh sim, nós vivemos de resto,os restos de nossos antepassados, não só humanos, mas também os ex-habitantes do nosso mundo.
E o que é o nosso mundo se não uma simples calçada do universo, e porque não dizer uma poeira atrapalhando a visão de algo belo, ou quem sabe não seja o próprio resto, aquele pingo de sorvete caído no chão do universo, e nós como formigas, nos alimentamos dele, e quem sabe um dia aquele que derrubou o sorvete resolva nos expulsar também.
Por isso não temos nenhum direito de expulsar as formigas dos nossos restos de sorvete.
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