Subject 20

1 Sequestro


Notas iniciais
Demorou bastante para o término, espero que gostem.

5 de janeiro de 2019. Victor Der Jekyll, um norte-americano com ascendência alemã havia terminado de se mudar para sua nova casa. Havia sido mandado para a guerra no fim da mesma. Mesmo não tendo entrado em combate aberto, apenas pequenos duelos aéreos e marítimos.

Sua barba rala e falhada grisalha refletia levemente. Finalmente ele tinha conseguido se mudar de Little Rock. Agora ele está em Arkansas.

A casa antes era pra ser demolida, mas Victor optava sempre por coisas em ruínas.

Após meses morando naquela casa, Victor notava coisas peculiares. Peculiares como barulhos metálicos, pequenas juntas, blink’s e claques na sua casa.

Em 21 de dezembro, Victor Der Jekyll some. Por 5 meses, ele fora completamente apagado do histórico da humanidade. Carteira de identidade, documentos variados, carteira de motorista, cartões de crédito, certidão de nascimento. Ele fora apagado.

Cinco meses. Cinco meses foi tempo suficiente para o chefe do emprego de Victor e vizinhos esquecerem ele.

– O quê?... Onde... – Victor abre os olhos. Ele usava uma roupa branca, suja levemente com sangue. Estava em cima de uma mesa branca, fria. Sua visão borrada. Ele estava cegado pela claridade forte da sala. Repentinamente, um homem com máscara azul e jaleco branco, com borrões de vermelho apareceu em seus olhos.

– Durma. – ele tirou um bisturi de seu bolso e um frasquinho com conteúdo roxo.

Ele molha o bisturi no líquido e faz um corte profundo no braço de Victor.

– Ahh... Uhn... – logo, Victor deitou de novo, desmaiado.

Várias vezes Victor se acordava. Tinha breves momentos de consciência. Via uma etiqueta em sua roupa. Escrito ali estava “Verseus”. Mas logo chegava um homem e fazia-o desmaiar injetando uma fórmula nele.

Victor acordou-se lentamente. Aparentava ser duas horas da tarde. Era claro. Ele se levantou da cama. Havia agulhas enfiadas em seu corpo. Ele estava levemente sonolento. Suas mãos dormentes tentavam se empurrar pra fora da cama.

– Onde estou? – ele olha para os lados. Uma janela com cortina. Em uma fresta ele via: montanhas. Ele estava no meio de montanhas. Era um laboratório aplicado de ciências genéticas.

Ele vagarosamente empurrava-se com as mãos. Cambaleando ele andou até uma porta e a abriu.

– O que? Como você?! Era pra você estar desmaiado. Você deveria...

Victor levantou seu punho e disparou-o contra a cara do homem em uma cadeira de escritório. Ele estava no computador. Após o soco, o homem caiu junto à cadeira.

– Você ainda tem coordenação motora automática. A enzima presente no seu sangue o manteve vivo no lado esquerdo inferior do seu cérebro.

– Agora, tenho raiva. Não me voluntariei para ser um andróide maldito!

Victor pega a tela do computador e a joga em cima do homem.

– Isso vai te manter quieto por algum tempo.

Victor saiu da sala, ainda cambaleando. Em cima de um balcão ele avistou. Uma pistola de vacinas, granadas, revólveres, armamentos genéticos e químicos, como armas de explosão de distância.

Victor, em sua experiência, pegou um revólver. Ele estava armado com balas de aço pontiagudo, levemente molhado em um veneno. Ele percebeu que atrás da bala tinha um pequeno ponto escuro. Era um projétil explosivo venenoso. Era genial. Após olhar um relógio, percebeu que era quatro da manhã. Ele estava realmente longe da civilização. Sua roupa de paciente era branca. E havia frascos do veneno roxo no seu bolso. Aparentemente, o veneno se chamava veninsticonscie. Pelo seu conhecimento de latim, as palavras eram pedaços das palavras “veneno”, “instantâneo” e “inconsciência”.

Ele continuou andando pelo corredor. Seus pés descalços estavam frios tocando no chão de azulejos brancos. Nas bases das janelas havia neve. O lugar deveria estar abaixo de zero, mas com a força de inúmeros aquecedores mantinha o lugar razoável.

– Onde.. estou...

Ele estava com o revólver engatilhado e carregado, o corredor tinha uma súbita virada para a direita. Lentamente, ele se virava e ouvia, por trás de uma cortina de plástico, dois homens conversando. Ele se agachou e espiou pelo canto da curva do corredor. Dois homens com roupas militares e equipamento. Ele saiu rapidamente olhando para os homens, através da cortina que embaçava suas formas. Ele puxou o gatilho. Um homem já havia percebido sua presença, mas era tarde. A bala deixou um rastro de fumaça levemente esverdeada por onde passava. Segundos após o tiro, a bala atravessou a cortina e explodiu. O projétil não perfurou nenhum dos dois, mas a explosão venenosa os deixou inconscientes e sujos de fuligem. O fogo da explosão refletiu nos olhos de Victor, olhando os homens caídos.

– Agora posso usar um disfarce e me infiltrar entre os outros.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.