_Kakuna: Não precisa ficar tão surpresa. Eu não disse nada que você já não soubesse.

Subarashi apenas continuou em silencio.

_Kakuna: Vamos continuar nosso passeio pelo castelo. Esqueça sobre essas coisas.

Kakuna mostrou todo o castelo à Subarashi. Ela não dizia muita coisa. Apenas olhava cada canto daquele lugar, tinha muitas pessoas mas mesmo assim Subarashi sentia um enorme vazio.

Depois de voltar para o castelo, Subarashi vai pro seu quarto. Da janela ela vê Kakuna pegando uma criança no colo a levantando acima de sua cabeça.

_Subarashi: Qual é a verdadeira face dele?

Yujim entra no quarto.

_Yujim: O que você está resmungando ai Subarashi?

Subarashi se vira as pressas.

_Subarashi: Não é nada.

Yujim se debruça na janela para ver o que Subarashi observava, porém, Kakuna já não estava mais lá.

_Yujim: Amanha vou ver o Shurui. Você quer ir comigo?

_Subarashi: Não. Ficarei aqui mesmo.

_Yujim: Quando eu voltar então você quer sair um pouco comigo? Tem um rio aqui perto. Podemos nos divertir um pouco lá.

_Subarashi: Tudo bem então. Faremos isso — diz Subarashi não muito animada.

Yujim se retira.

Depois de um longo dia, a noite já estava chegando. Subarashi sentia vontade apenas de dormir e para ela seria melhor se nem acordasse mais. Ela desejava isso pois enquanto dormia sua dor era esquecida. Ela não sentia aquela saudade que a consumia.

A noite chegou e Subarashi sem pensar duas vezes, se jogou na cama.

A noite estava sendo longa, assim como segundo ali. Subarashi rolava de um lado a outro na cama e o sono não vinha. Ela ouve um barulho e se levanta assustada, se dirige ao corredor as pressas e quando abre porta de seu quarto ao primeiro passo que dá se esbarra em Kakuna.

_Subarashi: Me desculpe. Eu sai porque ouvi um barulho.

O corredor estava escuro, mal dava para ver o rosto de ambos.

Kakuna não deu muito ouvido as palavras de Subarashi.

_Kakuna: Vá dormir. Não aconteceu nada — diz ele já dando as costas para a garota.

_Subarashi: O que será que deu nele? — Subarashi desvia o olhar para o negro corredor e descobre de onde havia vindo o barulho. Uma estátua que se encontrava no lado esquerdo do corredor estava totalmente em pedaços, ao que tudo indicava havia sido cortada ao meio por Kakuna quando ele passara por lá.

_Subarashi: Ele parece estar de mal humor. O que deve ter acontecido? — indaga ela para si mesma com curiosidade.

Subarashi volta para a cama.

Kakuna estava com muita raiva. Subarashi conseguia ouvi o som de algumas coisas sendo quebradas no quarto dele.

_Kakuna: Maldito. Quem ele pensa que é. Não importa como, eu irei acabar com ele.

Kakuna estava nervoso pois recebera uma ordem a qual era praticamente impossível para ele cumprir.

FLASH BACK

Kakuna no Santuáio.

_Kakuna, eu receio que além da vida da garota, a Subarashi, você terá que me sacrificar também a sua irmã. Preciso de duas garotas que não foram corrompidas e que tenham um bom coração. Não vejo uma candidata melhor para essa vaga se não a Yujim — diz o monstro encarando Kakuna.

_Kakuna: Eu não posso fazer isso. Não posso matar alguém da minha própria família.

_Voce não pode, mas eu posso, e se não fizer o que estou ordenando, alguém de sua família morrera de qualquer maneira, você não deseja que seja ela não é mesmo? — diz ele apertando vagarosamente o pescoço da garotinha que ele mantinha como refém.

_Kakuna: Não. Ela não. Eu prometo achar alguém bem melhor do que a minha irmã. Alguém com uma pureza maior ainda.

_Se isso é possível, o faça rápido, não aguento mais ter meu corpo e meus poderes incompletos.

_Kakuna: Peço ao senhor que espere só mais algumas semanas. A Subarashi ainda não se acostumou com minha presença. Ainda não tenho a confiança dela. O poder dela só pertencerá ao senhor se ele for totalmente corrompido. O poder do fogo só será corrompido quando o coração dela se corromper também.

_ Não demore com isso. Não se esqueça que você pode perder mais do que um reino, sua irmão ou até mesmo mais do que a sua própria vida.

_Kakuna: Eu entendo senhor.

FIM DO FLASH BACK

_Kakuna: Eu não posso permitir. Miserável — diz ele quebrando mais algumas coisas.

Do lado do quarto, Subarashi estava assutada porém, não tinha coragem de perguntar a Kakuna o que estava havendo. Ela cobria sua cabeça com o lençol, tentando não escutar o barulho, até que pegou no sono.

No dia seguinte Subarashi conseguiu acordar cedo.

Kakuna já estava escorado na porta esperando que ela abrisse os olhos. Ao faze-lo, ela como sempre, se assusta ao ve-lo.

_Subarashi: O que faz aqui de novo? — pergunta ela sem muita expressão facial.

_Kakuna: Vejoquevocê já está se acostumando comigo. Isso é bom.

_Subarashi: Eu estou no seu castelo. Não posso proibi-lo de entrar em meu quarto, mesmo que eu odeie ver a sua cara logo ao acordar.

_Kakuna: Não seja tão indelicada. Vim me desculpar por ontem a noite. Sei que ficou assustada.

_Subarashi: Confesso que sim. O que aconteceu para você ficar daquele jeito?

_Kakuna: Só vim lhe pedir desculpas e não lhe dar explicações — diz ele saindo do quarto.

_Subarashi: Que grosseiro — resmunga ela.

Subarashi se veste e sai para comer alguma coisa pois não estava comendo direito e seu corpo já estava necessitando que ela se alimentasse.

Depois de comer, ela sai para dar um volta pelo jardim do castelo.

_Subarashi: Tudo aqui é tão lindo. As pessoas são boas, o Kakuna não é tao mal quanto aparenta mas é misterioso. Aqui não é um lugar ruim, mas essa saudade não me deixa sequer respirar direito.

Subarashi continua andando sem controlar seus passos, sem saber para onde seguia, de repente ela sente um calafrio.

_Subarashi: Que estranho, senti algo se mover dentro de mim, como se algo quisesse ser liberado.

Subarashi estava em frente ao santuário. Apesar de carregar um grande poder, Subarashi era apenas uma humana, não tinha a capacidade de sentir que havia uma barreira ali, assustada ela volta para o lugar e onde havia saído.

_Esse poder será meu novamente, só falta o poder do fogo para meus poderes voltarem. Me vingarei de toda a raça humana, você será minha primeira vítima Subarashi, esteja preparada para fazer parte do meu corpo e dos meus poderes — dizia o monstro a observando de dentro da barreira.

Yujim já estava voltando da visita que havia ido fazer a Shurui. Ele estava vindo com ela, para lhe fazer companhia. Ao ver que já podia deixa-la sem receios, Shurui beija a mão da amanda e lhe faz reverencia e logo volta para Wu.

Yujim corre ao encontro da amiga assim que Shurui parte.

_Yujim: Vamos então Subarashi.

_Subarashi: Ir aonde? — pergunta ela se esquecendo do que haviam conversado no dia anterior.

_Yujim: Não se lembra. Combinamos de nos divertir hoje, no rio, lembra?

_Subarashi: Ah claro. Me lembro sim.

_Yujim: você está estranha. Parece assustada. O que houve?

_Subarashi: eu me afastei um pouco daqui sem perceber. Existe um lugar aqui perto. É um tanto isolado, um mato um pouco grande. Quando passei por lá, senti como se algo dentro de mim fosse ser arrancado.

_Yujim: Assim você assusta até a mim. Nesse castelo já existem coisas estranhas o bastante. Como meu irmão por exemplo. Outro dia eu disse pro Kohaku que ele havia vendido sua alma para youkais em troca de poder, mas não tenho certeza disso, é somente um palpite. Isso é um grande mistério.

Subarashi abaixa lenta e triste a cabeça.

Yujim percebendo que havia dito o “nome proibido”, tenta contornar a situação.

_Yujim: Me desculpe — diz ela tapando a boca.

_Subarashi: Esquece isso. Vamos — diz Subarashi dando passos largos.

_Yujim: Vamos.

As duas andam certo tempo até quem chegam no rio.

_Subarashi: Nunca tinha vindo aqui — diz Subarashi admirada.

O lugar era rodeado por enormes árvores, porém, um pouco distantes do rio. Tinha algumas pedras no meio das águas, à beira do rio tinha um lindo gramado.

As duas tiram logo toda a roupa e se jogam na água. O lugar era deserto, ninguém passava por la então, não corriam o risco de serem vistas.

Subarashi e Yujim se divertiram o dia inteiro. Nadaram, mergulharam, riram muito. Por um instante Subarashi se esqueceu da tristeza. Depois de de se divertirem por um longo tempo, as duas saem da água e se vestem, quando saeam da água, Subararashi se lança ao colo de Yujim e começa a chorar. Yujim não perguntou o motivo, pois, sabia qual era. Atras de uma árvore Kakuna observava a situação. Ele chegou logo depois delas saírem da água. Kakuna seguia Subarashi por onde quer que ela fosse. Se ela fugisse e não o temesse mais, ele perderia alguém muito importante para ele, então era melhor se prevenir.

Yujim abraçou Subarashi até que ela se acalmasse.

_Yujim: Esta melhor agora?

_Subarahi: Sim. Me desculpe Yujim.

_Yujim: não se preocupe. As vezes é bom por pra fora o que estamos sentindo, mas não se apaixone por essa dor Subarashi. As pessoas as vezes se apaixonam pelo próprio sofrimento. Não seja uma dessas pessoas, deixe tudo isso adormecer dentro de você por um tempo, é só por um tempo, você sabe disso, desfrute da nossa amizade, nesse momento não há muito o que se possa fazer, então, apenas viva.

_Subarashi: você tem toda razão. Eu estou de mãos atadas agora. Obrigada Yujim — diz ela enxugando as lagrimas e abraçando a amiga.

Já estava escurecendo e as duas precisavam voltar. Yujim nunca havia passado por ali a noite. Yujim tomou um caminho diferente do qual ela havia vindo.

_Subarashi: Yujim. Você sabe mesmo para onde estamos indo?

_Yujim: Bem... é por aqui...não...talvez seja por aqui... Na verdade acho que estamos perdidas — diz Yujim preocupada.

_Subarashi: Perdidas? Como perdidas? Você não conhece tudo por aqui? — diz Subarashi já apavorada.

_Yujim: Pra ser sincera. Eu nunca vim por esses lados a noite.

_Subarashi: Como faremos agora? Não avisamos a ninguém para onde estávamos indo.

_Yujim: não se preocupe. Logo acharemos o caminho de volta.

Yujim andava sem enxergar o que estava a sua frente, ela se esbarra em alguma coisa.

_Quem ousa invadir o meu território? — uma voz áspera berra.

Yujim olha assustada ainda tentando identificar o dono da voz quando se levanta um enorme monstro, seus grandes olhos vermelhos como brasa iluminavam o local. As duas sem pensar duas vezes correm o mais depressa que podiam.

O mostro as seguia na mesma velocidade. Ele as alcança e lança uma densa fumaça pela boca para que elas não pudessem mais fugir.

_Yujim: Subarashi, o detenha — grita yujim.

_Subarashi: você sabe que não posso fazer isso — lamenta Subarashi.

_Yujim: É o nosso fim. E é tudo minha culpa.

O mostro pega Subarasahi com uma mão e Yujim com a outra.

_Meu jantar veio até mim. Que sorte.

Quando o monstro leva as duas à sua enorme boca seu dois braços caem ao chão deixando as garotas livres.

_Quem está ai? — grita ele olhando para os lados.

_Kakuna: O que faz aqui? — diz Kakuna ignorando o monstro e voltando seus olhos para a pessoa que havia cortado o braço esquerdo do monstro.

_Kohaku: O mesmo que você. Vim salvar-las.

_Kakuna: você não tem a obrigação de fazer isso, são minha esposa e minha irmã. São minha responsabilidade.

_Kohaku: Não faço isso para lhe ajudar e muito menos porque gosto de você. Faço isso pela Yujim e pela Subarashi.

_Kakuna: Esqueça a Subarashi. Você sofrerá menos futuramente. Acredite, falo isso pro seu próprio bem. É melhor perder uma pessoa que se ama antes de te-la. Assim a dor é bem menor quando a perdemos pra sempre.

_Kohaku: O que quer dizer com isso? Nem pense em fazer mal a Subarashi ou como eu disse antes, acabo com você — diz Kohaku segurando Kakuna pela gola do kimono.

_Kakuna: Apenas vá garoto. Será pior para a Subarashi se ela acordar e ver você aqui não acha?

_Kohaku: Eu vou, mas não pense que estou desistindo dela. Vou salva-la de você. Farei qualquer coisa para isso.

_Kakuna: Queria ter essa sua coragem. Talvez as coisas não estariam assim agora.

_Kohaku: O que é isso agora? — Kohaku se assusta com as palavras de Kakuna.

_Kakuna: Não é nada.

Kohaku encara mais uma vez Kakuna, monta em Kirara e parte.

Ele pega Yujim ,que estava desmaiada no chão, e Coloca sobre o seu Youkai alado e logo em seguida Pega Subarashi que também estava desacordada.

Chegando no castelo ele coloca Yuijim em seu quarto e logo em seguida pega Subarashi nos braçoa para leva-la ao seu quarto também.

Ele a carregava com cuidado para que ela não acordasse. Quando kakuna tenta coloca-la na cama, ela se agarra as suas roupas.

_Kakuna: “ O que essa garota esta fazendo?”

_Subarashi: Não vá. Eu preciso de você...Kohaku.

_Kakuna: “Ela está sonhando com aquele garoto”.

Kakuna tenta mais uma vez soltar Subarashi na cama, porem, mais uma vez ela se agarra as roupas dele.

_Kakuna: “ O que vou fazer? Se ela acordar e se ver em meus braços, isso pode causar um grande mau entendido, e assim nunca conseguirei conquistar a confiança dela”.

Kakuna pela terceira vez a coloca na cama e dessa vez tira a capa que cobria seu Kimono, capa a qual Subarashi segurava.

Passou-se alguns minutos e Kakuna ainda continuava no quarto de Subarashi.

Kakuna olha para ela e da um sorriso de canto ao ver que em poucos instantes ela fez sua capa de cobertor. Ele chega perto da garota e passa mão em sua testa cuidadosamente, retirando a franja que lhe cobria os olhos.

_Kakuna: “ Da até pena saber que uma garota tão bonita terá um destino tão cruel” — pensa ele com certo desgosto.

Kakuna sai do quarto deixando Subarashi descansar.

No dia seguinte Subarashi acorda e logo olha para a porta para ver se Kakuna estaria lá como vinha fazendo, porém. ele não estava. Ela se levanta, vai até a porta e olha desconfiadamente o longo corredor.

_Kakuna: Procurando por mim? — pergunta ele que se encontrava deitado na cama o lado oposto ao que Subarashi estava deitada.

Suarashi se vira assustada.

_Subarashi: Desde quando você está ai?

_Kakuna: Eu dormi aqui sua tola. Bem do seu lado — diz ele franzindo o cenho.

_Subarashi: Não vou cair nessa de novo. Você disse a mesma coisa da primeira vez que você entrou aqui pela manha.

_Kakuna: Se eu estou mentindo, então me responda uma coisa. Por que você está com a capa do meu Kimono sobre suas costas? — diz ele apontando para a capa.

_Subarashi: Como isso veio parar aqui. Eu não lembro de o ter pego de você. Você está manipulando a situação a seu favor. Isso tem uma explicação lógica. Você entrou aqui e colocou isso em mim enquanto eu dormia e depois deitou cuidadosamente do meu lado para que eu não acordasse e ficasse chocada quando visse você aqui pela manha. Não é isso?

_Kakuna: Seu argumento foi plausível, porém, errôneo.

_Subarashi: Eu não lembro de nada. Idiota, idiota, idiota, idiota — diz ela batendo na própria cabeça.

_Kakuna: Não disse que não cairia de novo? — diz ele se levantando e indo em direção a Subarashi- Eu estou apenas lhe irritando. Isso é divertido — diz ele com um risinho torto.

_Subarashi: Não vejo graça alguma nisso.

_Kakuna: você fica mais bonita quando está irritada — diz ele encarando-a.

.

_Subarashi: você poderia fazer o favor de ser retirar? — diz ela entre o dentes.

_Kakuna: Como queiras minha princesa — diz ele fazendo reverencia. Só vim mesmo pegar isto — diz pegando a capa das cosas de Subarashi.

Subarashi já estava se acostumando com tudo, até mesmo com a saudade. As palavras de Yujim a fizeram bem.

O dias estavam começando a passar um pouco mais rápido para ela.

Kakuna estava fazendo tudo o possível para que ela se sentisse bem. Já havia virado rotina ele ir ao quarto dela todos os dias pela manha. Mesmo que ele não entrasse, estava sempre na porta esperando que ela acordasse para lhe dar um bom dia.

Agora ela podia aproveitar os dias com Yujim também, já que quando morava com os pais, mal podia se divertir, eram muitas responsabilidades sobre ela.

Cada dia que se passava Subarashi conhecia algo novo, amadurecia mais e ficava cada vez mais linda. O castelo era cheio de rapazes, rapazes esses que se encontravam encantados com a beleza de Subarashi, seus lindos e longos cabelos negros deixavam um cheiro doce no ar.

Se passaram algumas semanas e Kakuna estava cada vez mais preocupado pois o seu tempo estava acabando e ele ainda não tinha conseguido conquistar Subarashi. A contagem regressiva havia começado.

_Kakuna: “ Essa garota precisa se apaixonar por mim, mas, enquanto aquele moleque estiver no coração dela isso não será possível, preciso fazer algo a respeito, não gosto da ideia de ter de criar uma situação para engana-la, mas alguém mais importante está em perigo”.

Kakuna planejou, planejou até que achou uma maneira de conseguir que Subarashi esquecesse Kohaku pelo menos por um tempo, o qual, lhe seria necessário.

Ele sai a andar pelos corredores e chega até o jardim onde se encontrava Subarashi.

_ Kakuna: Bom dia — sussurra ele chegando bem perto da garota.

_Sbarashi: você nunca vai perder essa mania de me assustar?

_Kakuna: Faço isso porque gosto de ver as suas bochechas coradas — diz ele cruzando as mãos pras tras e curvando para encara-la. Exatamente assim, como você está agora.

Subarashi se enrubesce mais do que de costume

_Subarashi: Saia de perto de mim — diz ela o empurrando.

_Kakuna: Ei,ei. Calma. Volte aqui, não fique brava comigo — diz ele segurando o braço de Subarashi.

_Subarashi: Diga. O que você quer — diz ela indiferente.

_Kakuna: Eu vou ao vilarejo daquele fedelho, acaso quer ir também?

Subarashi se vira assustada.

_Subarashi: Acaso está doente? — ironiza ela.

_Kakuna: Não. Eu estou perfeitamente bem.

_Subarashi: O que pretende fazer no vilarejo?

_Kakuna: você não sente saudade dos seus amigos e daquele fedelho chamando Kohaku? Então na verdade eu só queria leva-la lá. Não tinha planos de ir lá sozinho, mas tem que prometer uma coisa, você não irá falar com o Kohaku a menos que eu lhe dê permissão. Certo?

_Subarashi: Por mim tudo bem. Só de vê-lo já me contento — diz ela com tom de voz triste.

_Kakuna: Chega de conversa. Você quer ir ou não? — diz ele se enfurecendo.

_Subarashi: Sim. Sim. Quero muito ir — diz ela dando um largo sorriso.

_Kakuna: Então vá se arrumar que partiremos daqui a uma hora.

Subarashi sai as pressas do jardim e corre para o seu quarto para se arrumar. Ela não sabia o que vestir, como arrumar o cabelo, estava muito ansiosa pois já fazia muito tempo que não via Kohaku e também a vovó Kaede.

Passou-se uma hora, Kakuna vai ao quarto de Subarashi e ela estava sentada na cama aguardado que ele viesse avisa-la a hora de partir.

_Kakuna: Confesso que tenho muita inveja do Kohaku. Apesar de você ser minha esposa, você não pertence a mim, seu coração ainda é dele. Ao ver você se preocupar tanto em se arrumar para vê-lo, isso me dá inveja e também muito ciúme. Você poderia se arrumar assim para mim de vez em quando — diz com o sorriso de canto de sempre.

_Subarashi: você está exagerando, eu não me arrumei tanto. Você deve não estar enxergando bem hoje.

_Kakuna: não ligue pro que eu disse, foi apenas uma forma discreta de dizer que você está linda.

Subarashi se enrubesce.

Vamos logo — diz Kakuna estendendo a mão para que Subarashi segurasse, afinal, estar perto dela era o primeiro passo para começar a afasta-la de Kohaku .

Subarashi segura nas mãos de Kakuna. Chegando fora do castelo, Kakuna chama o Youkai alado em que sempre viajava.

Kakuna se vira para Subarashi.

_Kakuna: Permite-me? — pergunta ele com as mãos prontas para segura-la pela cintura.

SubarashiMuito tímida, balança a cabeça com um sinal positivo.

Kakuna a pega pela cintura e a coloca sobre o youkai e logo sobe também deixando Subarashi na frente para que essa ficasse mais segura.

Ninguém do vilarejo sabia que Subarashi estava indo para lá. Ela teria uma grande surpresa pois a turma estava toda reunida, exceto, Sesshoumaru que estava sempre ocupado.

_Kakuna: Ansiosa para ver seus amigos Subarashi?

_Subarashi: Sim. Muito.

_Kakuna: Mas não se esqueça da promessa de que não se aproximará do Kohaku. Não suporto a ideia dele ao menos tocar em suas mãos — diz ele com o rosto bem próximo ao de Subarashi.

_Subarashi: Pode acreditar em mim, não farei nada que vá lhe desagradar mesmo que essa não seja minha vontade...e... dá pra você se afastar um pouco — diz ela timidamente.

_Kakuna: Desculpe. Eu sempre me esqueço que o seu coração fica acelerado quando eu me aproximo muito de você.

_Subarashi: O que você está dizendo... E-e-eu... Meu coração fica normal seu prepotente — diz ela irritando-se.

Kakuna apenas ri sem dizer nada. Ele não mentira, Subarashi realmente se sentia incomodada quando ele se aproximava dela. Os dois chegam no vilarejo.

_Kagome: Quem são aquelas pessoas? — pergunta Kagome tentando reconhecer Kakuna e Subarashi.

_Inuyasha: Não faço a mínima ideia, mas, se forem inimigos vão morrer agora — diz inuyasha já correndo para atacar.

_Kagome: SENTA.

Inuyasha cai de cara no chão.

_Inuyasha: E agora Kagome? Porque fez isso?

_Kagome: Porque você é muito apressado, não se ataca ninguém sem antes saber quem é.

_Inuyasha: Cale a boca — Diz ele fazendo pirraça e se sentando de costas.

Vovó kaede sai de sua casa pois já sabia quem se aproximava.

_Kaede: Parece que temos visita.

_Kagome: Sim. Agora posso vê-la bem. É a Subarashi. "Mas... Quem é a outra pessoa? Aquele rosto... Onde foi que eu o vi?"

Kakuna desce do youkai e logo em seguida ajuda Subarashi a descer também.

A garota sai as pressas para abraçar os amigos, dos quais, sentira muita falta.

_Subarashi: Vovó Kaede – Diz ela abraçando kaede.

_Kaede: Sentimos sua falta por aqui – Diz Kaede retribuindo o abraço.

_Subarashi: Eu também senti muito a falta de todos vocês – Diz ela olhando em volta.

_Kakuna: Está procurando por alguém Subarashi? — Diz Kakuna por detrás dos ombros da garota.

_Subarashi: Não – Diz ela abaixando a cabeça tristemente.

Kohaku estava no vilarejo, porém se escondeu na floresta quando percebeu que Subarashi se aproximava com Kakuna. Ele se sentou no galho de uma árvore, e lá, pretendia permanecer até que os dois fossem embora. Ele imaginava que Subarashi não poderia falar com ele,e isso seria humilhante, e ao mesmo tempo, triste demais para ele.

_Kakuna: Me apresente os seus amigos Subarashi. Quando vim aqui pela primeira vez não lembro de ter visto alguns dos rostos que estão aqui hoje – Diz ele olhando em volta.

_Subarshi: Pois bem... Vejamos... Essa aqui é a Sango – Diz ela apesentando Sango.

_Kakuna:Prazer em conhece-la – Diz ele curvando-se.

_Sango: O-oora. Não há necessidade de ser tão formal – Diz Sango um pouco constrangida com a gentileza de Kakuna.

Miroku apenas o olhou de lado e com um olhar nada amigável.

Subarshi apresentou Inuyasha, Shikõ, Miroku e suas filhas e Shipow deixando Kagome por ultimo.

_Subarashi: E por fim, essa é Kagome.

Kakuna olha Kagome fixamente.

_Kakuna: Muito encantado em conhece-la senhorita – Diz ele beijando a mão da garota.

Ao sentir a mão de Kagome tocar a sua, Kakuna sente seu corpo se paralisar por alguns segundos.

_Kakuna: “Que sensação estranha é essa? Parece que já aconteceu isso antes .”

_Inuyasha: Ei, ei, ei. Que história é essa de beijar a mão da Kagome seu miserável? — Diz inuyasha

pulando na frente de kakuna o fazendo soltar a mão de Kagome.

_Kakuna: Me desculpe meu caro meio youkai. Sou apenas cortês, e, não saia que a senhorita era comprometida, e outra, eu já tenho a Subarashi – Diz ele desviando o olhar para Subarashi.

_Kagome: Não seja tão idiota Inuyasha, e isso não são modos de tratar pessoas que se acaba de conhecer – Repreende Kagome. Não ligue pra ele, as vezes ele é meio bobo assim mesmo – Diz com um gentil sorriso.

_Kakuna: Eu o entendo. Agiria da mesma forma se algum homem se quer olhasse para Subarashi.

_Kagome: “Qual é a dele? Ele parece muito amigável com Subarashi, mas, ela mesma me disse que ele queria mata-la para pegar seu poder. O que realmente está havendo?” — Indagava Kagome para si mesma.

Depois das apresentações, Kakuna deixou Subarashi a vontade com seus amigos, pois, sabia que ela estava em boas companhias e logo se dirigiu para a floresta a fim de importunar Kohaku.

_Kakuna: Ora, ora. Aí está você – Diz levantado o olhar para arvore onde estava Kohaku.

_Kohaku: O que você quer aqui? Não deveria estar fazendo companhia a Subarashi – Diz sem olhar para Kakuna.

_Kakuna: Está desistindo dela? Por isso se escondeu aqui? — Provoca Kakuna.

_Kohaku: Se é assim que você vê, não me me importo. Eu sei que você não permitiria que ela falasse comigo, por isso preferi que ela pensasse que eu não estava, assim, evitamos dores posteriores.

_Kakuna: Não sou uma pessoa previsível, mas reconheço que você está certo.

Kohaku desce da árvore em um pulo e se encosta no tronco dela de braços cruzados e ainda sem olhar para Kakuna.

_Kohaku: Eu não faço ideia do que você pretende. Não sei se você realmente não representa perigo, ou, está apenas querendo ganhar tempo.

_Kakuna: Talvez você esteja certo. Mas não pode me julgar pois não conhece meus motivos. Mas não se preocupe. Eu estou cuidado muito bem de Subarashi. Aos poucos ela se apaixonará por mim e você será apenas uma lembrança, ou talvez nem isso, a propósito, ela está ainda mais linda do que antes. Não vai mesmo ir vê-la?

_Kohaku: Isso pouco me importa.

_Kakuna: Está desistindo da sua amada? — Pergunta surpreso.

_Kohaku: Não seja idiota. Eu disse que não me importo em como ela está agora,pois, para mim, ela será a mesma de sempre, com ou sem aquelas roupas de princesa. Você pode te-la por perto, mas, jamais será capaz de entender o coração dela, e sem isso, você não a terá.

_Kakuna: Isso é questão de tempo. Bem vou me retirar antes que ela venha me procurar e dê de cara com você. Não seria nada agradável – Diz ele se retirando.

_Kohaku: “ Maldito” — Pensa Kohaku com raiva.

Kakuna se retira.

Chegando no vilarejo, ele vê Subarashi em um canto qualquer e com um olhar extremamente triste.

_Kakuna: O que foi Subarashi. Aconteceu alguma coisa?

_Subarashi: Não. Não aconteceu nada. Só quero voltar para seu castelo. Podemos ir?

_Kakuna: Mas, você estava tão ansiosa para vir, porque quer ir embora assim, as pressas? — Pergunta ele preocupado.

_Subarashi: Só quero ir embora. Podemos ou não? — Diz ela já se enfurecendo.

_Kakuna: Tudo bem. Se despeça dos seus amigos que já partiremos.

Subarashi se despede dos amigos. Eles não entenderam o porque dela querer partir tão rápido.

_Kakuna: Foi uma prazer estar com vocês. Sinto muito não poder ficar mais, mas breve estaremos de volta – Se despede Kakuna gentilmente.

Kakuna chama seu youkai alado, e sobe com Subarashi.

No caminho para o castelo.

_Kakuna: Não vai mesmo me dizer o que te aborrece?- Insiste ele.

_Subarashi: Me deixe em paz, por favor – Pede engolindo o choro.

_Kakuna: não tocarei mais no assunto. Prometo.

Chegando no castelo, Subarashi se dirige direto para seu quarto, e lá permanece o resto do dia.

Kakuna estava muito preocupado, pois, não sabia o que estava acontecendo.

Quando chega a noite e ele não vê sinal de Subarashi, ele vai até seu quarto.

Ele entra vagarosamente. Subarashi estava dormindo, as luzes estavam apagadas e somente a luz do luar entrava pela janela iluminando o rosto dela. Ao chegar mais perto dela, Kakuna percebe que o travesseiro da garota estava molhado, de certo, ela passara a tarde chorando.

Ele se senta na beira da cama e desliza sua mão suavemente pelo rosto da garota.

Ele se abaixa para dar um beijo de boa noite em sua testa, mas, Subarashi acorda com o olhar de Kakuna pairado sobre o dela.

Kakuna aprofunda seu olhar no dela e não sabia distinguir o que ele queria dizer, ao mesmo tempo que pediam para que ele a beijasse, transmitiam também medo. Ele achou por bem se afastar e voltar ao seu quarto.

Subarashi ficara da mesma forma que estava, paralisada, sua respiração estava rápida e seu coração no mesmo ritmo.

_Subarashi: “ O que eu estou pensando? Eu ia mesmo deixar que ele me beijasse?”- Indaga a si mesma.

Kakuna estava inquieto em seu quarto.

_Kakuna: “ Droga, eu estou me rendendo aos encantos dessa garota, como poderei entrega-la a morte se eu me apaixonar por ela? Controle-se, controle-se” — dizia passando as mãos no cabelo até que elas chegassem a nuca.

Subarashi estava se sentindo incomodada com o que acontecera e resolve da uma volta pelo jardim para se acalmar um pouco.

Estava bastante claro. A luz fazia tudo parecer mágico do lado de fora.

Subarashi se deita na grama e fica a contemplar as estrelas com imensa tristeza no olhar.

Subarashi: “ Kohaku, como você pode ser tão idiota? Como pôde me esquecer em tão pouco tempo? ” — Indagava enquanto chorava.

Pela janela do seu quarto, kakuna vira Subarashi deitada na grama e logo correra para fora pois ela estava na entrada do santuário onde se encontrava o youkai que queria o poder que ela possuía.

Ele chega perto dela.

_Kakuna: O que você faz aqui? — Pergunta olhando preocupado de um lado a outro.

_Subarashi: Nada demais. O que está procurando? — pergunta curiosa.

_Kakuna: Nada demais também. Posso lhe fazer companhia?

_Subarashi: Se quiser – Diz indiferente.

Kakuna se deita ao lado de Subarashi na grama. Ao estarem tão próximos, os dois se lembram do ocorrido a minutos atrás.

O silencio era total.

Subarashi até esquecera sua tristeza, o momento era de tensão, mas, kakuna não suportara aquele silêncio.

_Kakuna: Subarashi. Porque ficou tão nervosa naquela hora que me aproximei de você? — Diz a fazendo recordar mais ainda do ocorrido.

_Subarashi: E-eu não estava nervosa. — retruca.

_Kakuna: Que pena. Por um instante achei que estivesse se apaixonando por mim. — Provoca kakuna.

_Subarashi: Não diga tamanha besteira, você sabe que eu gosto é do Ko... – sua voz se cala .

_Kakuna: Shii – Diz Kakuna colocando o dedo indicador nos lábios da garota pedindo silêncio – Não precisa dizer. Esses olhos inchados de choro já deixam claro seus sentimentos, mas – Kakuna

da uma pausa – Não me peça para aceitar esse sentimentos, porque eu não vou. Bem, está frio aqui fora, não acha melhor você entrar? — pergunta ele se levantando.

_Subarashi: Está mesmo. Vamos então – diz se levantando também.

Kakuna olha de um lado a outro mais uma vez para averiguar se não havia nenhum youkai por perto, afinal, nada poderia estragar seu plano, pois, já estava a ponto de se concluir.

Subarashi e Kakuna se dirigem para o castelo.

_Subarashi: Ei, você não precisa me levar até meu quarto, eu sei o caminho – diz lançando um olhar severo para Kakuna.

_Kakuna: Só quero me certificar de que você não sairá de novo. Não quero que você fique resfriada.

Kakuna leva Subarashi até a porta do quarto dela.

_Kakuna: Acho que não preciso me preocupar mais – ele segura o rosto da garota – boa noite – diz dando-lhe um beijo na testa e se retirando.

Subarashi ficou imóvel por um momento, ficou ali observando Kakuna sumir na escuridão do enorme corredor.

_Subarashi: “Mas o que acontece comigo? Porque me sinto tão vulnerável perto dele?” – indagava pra si mesma.

Cansada do dia, Subarashi se joga na cama, mas, mesmo cansada ela não conseguia dormir, sua mente a faz voltar horas mais cedo.

FLASH BACK

_Kakuna: Talvez você esteja certo. Mas não pode me julgar pois não conhece meus motivos. Mas não se preocupe. Eu estou cuidado muito bem de Subarashi. Aos poucos ela se apaixonará por mim e você será apenas uma lembrança, ou talvez nem isso, a propósito, ela está ainda mais linda do que antes. Não vai mesmo ir vê-la?

_Kohaku: Isso pouco me importa.

_Kakuna: Está desistindo da sua amada?

FIM DO FLASH BACK

_Subarashi: “ Porque isso Kohaku? O tempo que estou aqui foi suficiente para que você me esquecesse?” – se perguntava entre lágrimas.

Subarashi ficou a remoer sentimentos e pensamentos até pegar no sono.

Durante seu sono, ela teve um sonho. No sonho, ela se encontrava dentro de um santuário, lá havia um monstro que além de já ser feio, estava bastante deformado. O monstro devorava os humanos que se encontravam ali dentro, dentre eles, estava Kohaku, Iuyasha e os outros do vilarejo, havia também uma menina pequena, que seria a próxima a ser devorada, mas antes que isso ocorresse, Kakuna entrava no santuário em desespero para matar o monstro, mas, suas tentativas eram inúteis, seus poderes nem se comparavam aos do mostro. Kakuna gritava e chorava muito ao ver a menina ser devorada.

_Kakuna: É tudo culpa sua, você quem deveria morrer – gritava para Subarashi

Subarashi acorda assustada.

_Subarashi: “Mas... o que foi esse sonho estou com calafrios só de lembrar.”

O raiar do sol já se aproximava. Subarashi não conseguiu mais fechar os olhos depois do pesadelo.

Quando os primeiros raios de sol atravessam sua janela, ela vê Kakuna parado em sua porta como de costume.

_Subarashi: Kakuna me responda uma coisa, você tem alguma irmã além de Yujim? Tive um pesadelo, e nele um monstro devorava uma garotinha e você parecia se importar muito com ela.

Kakuna faz cara de espanto.

_Kakuna: “Maldito. Ele está me testando ou o que?” – dizia fechando os punhos.

_Subarashi: O que foi? Eu disse algo que não devia?

_Kakuna: Não é nada. Você não disse nada de errado. Fique tranquila, você só teve um pesadelo, a única irmã que tenho é a Yujim

_Subarashi: Fiquei preocupada, já que você gritava que a culpa era minha. Você me olhava com um ódio profundo nos olhos, aquela garota parecia ser muito importante para você.

_Kakuna: Já disse. Foi apenas um sonho ruim. Descanse, hoje vamos visitar Yujim e Shurui. Preciso tratar alguns assuntos com ele.

_Subarashi: É mesmo, Yujim foi passar uns dias no reino de Shurui desde o dia que fomos atacadas por aquele monstro.

FLASH BACK:

_Yujim: Irmão. Me permita ficar um tempo no reino de Shurui, ele está tendo problemas com algumas famílias que perderam tudo devido ao ataque de youkais em seus vilarejos, e por isso, querem que ele lhes dê abrigo, porém, os moradores do reino de Wu não querem dividir suas terras. Como você já sabe, Shurui não tem experiência em governar, ele precisa da minha ajuda e companhia até que você possa ir lá.

_Kakuna: Não gosto dessa ideia, mas, é necessário. Diga a ele que em algumas semanas estarei lá.

_Yujim: Muito obrigada irmão – diz se prostrando.

_Kakuna: Yijim... Só uma coisa – ele a encara seriamente.

_Yujim: Diga – fala preocupada.

_Kakuna: Não se esqueça de que vocês ainda não são casados – diz levantando as sobrancelhas consecutivamente e cutucando a irmã com o cotovelo.

_Yujim: Cala essa boca seu idiota – grita pro irmão dando-lhe um soco que o faz “voar” alguns metros.

Yujim se retira irritada.

_Kakuna: Garotas são medonhas quando estão bravas – diz passando a mão no lugar onde havia levado o soco.

FIM DO FLASH BACK:

_Kakuna: Preciso resolver um assunto antes de ir, se apronte enquanto isso.

_Subarashi: Certo – ela concorda.

Kakuna se dirige ao santuário escondido no jardim do castelo.

Ele para a porta e observa de uma lado a outro e logo depois entra.

– Achei que tinha desistido dela – diz o monstro segurando a garotinha pelos cabelos. Já estava a ponto de devora-la, como no pesadelo que mostrei para aquela garota.

_Kakuna: Eu imploro, me dê só mais algum tempo, estou quase conquistando Subarashi.

– Seu idiota – diz lançando a garotinha no chão – Você está se apaixonando por aquela garota, eu mandei você conseguir corromper o coração dela e traze-la para mim, como sabes, preciso de um corpo puro e um coração corrompido. Recuperarei meus poderes que me foram roubados a anos atrás, aqueles cinco garotos idiotas venderam suas almas para youkais fracos, se não fosse isso, aquele velho maldito não teria conseguido tirar o poder deles e os aprisionar em um só corpo, mas agora, tenho mais do que as almas deles dentro de mim, tenho também as almas dos outros cinco jovens que usaram o poder dos elementos depois deles: Yuki, Taishoku,Atari,Guramu e Shihan, mais cinco fracos que não foram capazes de usufruir do poder que tinham. Como o Chie foi tolo usando suas últimas forças para separar o poder dos cinco elementos. Os humanos são egoístas, foi fácil possui-los, aos poucos recuperei algumas partes do meu corpo de novo, e agora, não preciso me dividir, quando tiver o poder do fogo, nada poderá me deter – da uma risada medonha – Se apresse Kakuna, não estou suportando esperar mais.

_Kakuna: Sim senhor.

Kakuna se retira do Santuário.

O monstro que tanto buscava o poder de Subarashi, era Kobaitsu que havia retornado, só que agora, muito mais forte. Chie, o sábio que descobriu como usar o poder dos cinco elementos da natureza, quando dividiu o poder dos cinco elementos, não imaginava que alguém os pudesse usar novamente, porém, o ódio e a sede de vingança de Kobaitsu, foi aprisionada nas bolas de luz que se espalharam quando Chie o matou. Humanos comuns não podiam sentir a energia dos elementos, pra senti-la, eles tinham que ter algum poder especial ou ser de uma linhagem guerreira. Todos que foram atraídos por tal poder, foram consumidos por Kobaitsu, cada humano que ele tragava, era uma parte do seu corpo que ele recuperava. Subarashi era a peça chave de todo aquele quebra cabeças. O poder que ela possuía já estava predestinado a ela. O sábio Chie, era ancestral de Subarashi, mas claro, nem ela e nem ninguém sabia a não ser seus pais, que sempre esconderam isso dela. Aisuru e Shigoto sabiam que o dia em que Subarashi cumpriria seu destino como protetora dos elementos chegaria. O motivo pelo qual permitiram que ela se casasse com Kakuna, era para que ele a protegesse, mas, eles não sabiam que os planos dele eram o oposto do deles, não sabiam que ele pretendia entrega-la a morte.

Notas finais
espero que gostem *--*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.