Sua voz

11 Capítulo 11 - Um sonho realizado, um passo a mais


Notas iniciais
Obrigado a todos os lindos comentários. ♥

No dia seguinte os caras estavam de volta ao estúdio improvisado na sala de estar. Foi um longo dia de ação, ou nem tanta já que eu ainda estava com a maldita bota. Ino assumiu a maior parte da correria. Sasuke se tornara visivelmente ausente no dia seguinte ao acasalamento febril na mesa da cozinha. Seja qual for a parte da casa onde eu estava, ele estava no ponto mais distante possível.

Foda-se ele.

Como se o sexo tivesse sido a minha ideia brilhante.

Hoje, no entanto, ele aparentemente superou o episódio e estava pronto para retomar a vida como de costume. Sim, certo, como se fosse tão simples depois da maneira como ele se comportou.

Eu o ignorei na parte da manhã. Eu o ignorei durante a tarde.

Eu o ignorei no andar superior e inferior também.

Aparentemente, ele não gostava disso, já que ficou muito carrancudo. Com certeza não pedi ajuda com as escadas. Com a minha bota, eu poderia cambalear suficientemente bem, lenta, mas, ainda assim, independente.

Quem precisava dele? Eu não, eu poderia cuidar de mim mesma.

E nem pelo sexo também. É por isso que os deuses inventaram vibradores, muito obrigada. Masturbação era muito mais seguro. Meus dedos nunca me deram esse tipo de problema.

Em algum momento nas últimas 24 horas, a guerra fria tinha se instalado. Se eu estivesse prestando atenção, eu o veria me dando olhares estranhos durante toda a manhã. Mas já que ele não estava mesmo no meu radar, isso passou despercebido. Na maior parte. Sim, eu estava tão farta dele que nem sequer o vi se aproximar novamente com o canto do meu olho.

— Sakura. — Eu não respondi. — Aqui.

Um pacote foi empurrado debaixo do meu nariz.

Ino e eu estávamos sentadas fazendo um trabalho nas adoráveis cadeiras confortáveis que eu tinha encomendado na internet. Sentar na escada ficou velho depois de um tempo e eu tinha acesso aos seus cartões de crédito, então por que não?

A entrevista com a mãe dele agitou as coisas. Com os paparazzi agora lá fora em vigor, acampados na frente, e o telefone desligado, não tinha sido o melhor dia de muitas formas. Sasuke tinha todas as razões para estar pisando em ovos, todo tenso e infeliz. Eu tinha colocado o celular no modo silencioso e me concentrei em trabalhar no mais recente acúmulo de e-mails. Mais cedo, eu tinha cometido o erro de atender a porta e fui bombardeada com câmeras. Eles gritaram perguntas para mim, empurrando tão forte que meu coração disparou, claustrofobia chegou perto. Os dois rapazes da segurança tinham se apressado, levando-os de volta, e me ajudaram a fechar a porta. Foi a última vez que eu cometeria esse erro. Dentro de meia hora a minha foto de olhar assustado com o cabelo pro alto estava em toda a Internet. Uma hora depois a minha mãe telefonou querendo saber se eu estava bem. E eu estava bem, apenas precisando de algum Photoshop.

Todo mundo parecia distraído, agindo estranhamente alegre ou seriamente deprimido. Naruto tinha apenas tocado sua bateria por um tempo e todo mundo tinha o deixado. Mas foi bom que se reuniram por causa de Sasuke. Eu também teria sido uma fortaleza de força e apoio se ele não tivesse me usado e depois me abandonado na cozinha no dia anterior. Por causa da merda que ele estava passando, eu queria ser atenciosa e amigável. Então eu me lembrei dele se afastando nem dois minutos após tê-lo dentro de mim. Ele ainda não tinha se desculpado. Portanto, eu ainda não podia perdoar.

— Sakura, vamos lá, pegue-o. — Ele disse. Minhas mãos ficaram ligadas ao meu iPad. Ele suspirou. — Ino, você vai pode pedir para ela pegar isso?

— Sasuke, eu sei que você não vai me arrastar para essa briga com a Sakura, porque isso seria errado. — Com um sorriso de aço, Ino cruzou as pernas. — Não seria?

Muitos palavrões foram murmurados.

— Oh, me escolha! Eu vou ser arrastado para isso. — Como o mergulhão que era, Naruto saltou sobre as costas do sofá de camurça cinza e sentou ao meu lado. — O que você gostaria que eu transmitisse a Sakura por você, Sasuke?

— Esqueça isso. — Ele rosnou. O pacote foi recolhido. Fita preta e papel de embrulho branco brilhante desfiado foi desembrulhado. Eu sabia que isso era por ainda me recusar a olhar para ele como a adulta que eu era. Uma câmera foi empurrada na minha frente, mas não qualquer câmera. — Aqui. — Ele disse novamente.

— Sasuke disse “aqui”. — Naruto relatou ao meu lado.

Meus olhos se arregalaram.

— Isso é uma...

— Sakura disse: “Isso é uma...” — Naruto disse.

Sasuke o ignorou.

— Sim, uma Nikon D4. Vi você pesquisando sobre ela nos últimos dias. Deduzi que era por interesse de tê-la.

Naruto deu um assobio.

— Boa jogada, cara. Estou impressionado. Ótimo trabalho de cortejo.

Eu olhei para ele, com minha boca aberta. Google tinha me dito exatamente o quanto custaria esse lindo bebê, tais como todos os acessórios. Google tinha quase me feito chorar.

— Mas é uma câmera muito cara.

Um de seus ombros engatou.

— É para você.

— Eu não posso aceitar isso.

— Você pode.

— Não.

— Sim. — Com mais um de seus suspiros doloridos patenteados, Sasuke entregou a câmera para Naruto. Em seguida, ele me agarrou por baixo dos meus braços e gentilmente me deixou em pé. — Olha, eu preciso que você pare de ficar chateada comigo. Simplesmente assim. Maldita diferença de tamanho e peso.

— Então, peça desculpas. É isso o que você faz quando fere os sentimentos de alguém, Sasuke. Você pede desculpas. — Eu olhei séria em seus olhos.

— Acabei de fazer.

— Não, você só tentou me comprar. É muito diferente. Pedir desculpas e querer dizer isso. É mostrar que se arrependeu. — Eu disse, apontando para a câmera. — Isso é um suborno.

— Isto torna o trabalho mais rápido.

Minhas mãos se remexeram ao meu lado.

— Eu não posso aceitar isso. Eu não posso me permitir ser comprada por você.

— Mas você quer a câmera?

— Claro que eu quero a câmera. — Eu disse. — Mas isso não vem ao caso.

— Não, Sakura. É exatamente o ponto. — Sussurros nos rodeavam, porque é claro que tínhamos atraído o resto do pessoal. Eu também sabia que estávamos sendo observados por conta da forma como o corpo de Sasuke ficou tenso. Por baixo da Henley preta de mangas compridas, seus ombros pareceram engrossar. — Confie em mim. Nada disso é fácil. — Seu olhar correu para ambos os meus lados. A linha dura de sua mandíbula mudou com o que viu. — Todo mundo está observando e eu estou fazendo isso de qualquer maneira.

Ino ficou de pé.

— Ok, todo mundo. Vamos para outro lugar.

— Eu sou o baterista do Suicide. — Naruto colocou a câmera na cadeira ao lado dele. — Você não pode me dar ordens, loira aguada.

— É tão bonito que você ainda acha que é engraçado, me chamando de noiva criança. — Do bolso traseiro do seu jeans, Ino tirou seu celular. — Estou ligando para Hinata para fofocar sobre você por se recusar a dar a Sasuke e a Sakura um pouco de privacidade.

— Você não ousaria.

Seu dedo se moveu através da tela.

— Oh, eu acho que faria.

Itachi riu entre seus dentes de maneira viril, segurou a namorada pelo ombro e então sairam para o corredor.

Um segundo depois, Naruto os seguiu.

— Eu não gosto de vocês, mulheres, sendo todas amigas. Isso não é certo. — A voz de Naruto estava distante.

Não importava.

Sasuke e eu estávamos quase cara a cara, observando um ao outro cautelosamente.

— Comprei isso para você. — Ele disse. — Se você não aceitá-la, eu vou jogar fora.

— Isso é chantagem.

— Sim. Então me processe.

Cruzei os braços.

— Diga que você está arrependido.

Ele gemeu.

— Sakura.

— Você fez sexo comigo e então ficou rude e feriu meus sentimentos. Isso não é pouca coisa. — Eu bufei. — E dois orgasmos antecipadamente não compensam isso. Eu ao menos mereço uma explicação?

— É só que... Não era o que eu esperava.

— O sexo?

— Sim. — Ele assentiu.

— O que você esperava?

— Eu não sei. — Sua testa ficou toda enrugada. — Alguma coisa menos do que bom.

— Você se arrependeu? — Eu o olhei nos olhos.

Ele esfregou o rosto com sua mão.

— Não! Não é isso… É… — Uma pausa e sua respiração saiu forte. — Foda-se. Foi ótimo e eu não posso pensar em mais nada, tudo bem?

Eu tive que sorrir.

— Apreciada com sua sinceridade.

— Isso quer dizer que você me perdoa?

— Não, muito longe disso.

— Droga, Sakura. — Seus braços me puxaram com força contra ele. Seu duro e inflexível peito contra meu rosto o amassando. Braços grossos de aço congelaram na posição ao meu redor.

— Sasuke, você está, na verdade, me abraçando? — Um grunhido. — Ok, você está fazendo muito bem. — Eu ajustei meu queixo em seu peito e olhei para ele. — Eu estou orgulhosa de você.

— Você vai parar de me ignorar agora, e podemos voltar a ser… A gente?

— Sim.

O ar correu para fora dele.

— Bom. Isso é bom.

Eu passei meus braços em torno dele tão apertado quanto eu poderia. E ainda, todo o amor que eu tinha por ele em meu coração transbordou, preenchendo cada parte minha com esses sentimentos afetuosos e atos tão surpreendentes. Eu estava “apaixonada” antes, com certeza. A diferença aqui é que eu o amava, tudo dele, e não estava ficando mais fácil. Cada parte de mim o queria, eu ansiava por ele em um nível muito alto. Não podia haver emoções escapando dessa magnitude. Seu bom e mau, claro e escuro, suas partes agradáveis e suas desagradáveis.

Tudo o que ele era, eu amava, e isso me deixou totalmente impotente.

Porque se ele soubesse disso, se ele alguma vez suspeitasse da totalidade da verdade, que isso não era apenas alguma fantasia passageira ou paixão, bem, eu tomaria um chute na bunda tão forte que eu bateria no chão por três quarteirões. Então, eu o amava em silêncio.

Em troca, ele me bateu levemente na cabeça.

— Estou feliz que resolvemos isso. — Ele disse, com os braços caídos. — Eu o apertei com mais força. — Eu tenho que voltar ao trabalho. Os caras estão esperando. Mas Sakura, você pode me fazer um favor?

— O quê?

— A câmera. Por favor. Eu quero que você fique com ela.

Suspirei profundamente, sempre tão sorrateiramente esfregando meus seios contra ele (não me julguem).

— Vinte mil. — A voz baixa profunda de Naruto disse suavemente em algum lugar atrás de mim.

— Eu não vou tomar seu dinheiro de novo. — Itachi respondeu. — É muito fácil.

— Tudo bem, quarenta mil, afirmo que eles ficam juntos até o Natal.

— Eu não sei… Acho que antes. — O Uchiha mais velho murmurou de volta.

— Vocês querem parar com essa merda? — Sasuke rosnou.

— Sinto muito. — Alguns resmungos de Naruto. — Não tínhamos percebido que eles poderiam nos ouvir.

— Claro que podemos ouvir vocês, seu idiota. Nós não somos surdos. — Sasuke deu um passo atrás, se afastando. — Voltem para o trabalho.

Os dois apenas obedeceram. Ele me olhou novamente.

— Vai ficar com a câmera?

— Eu vou pensar sobre isso.

— E sobre o sexo? — Ele perguntou.

— O que tem isso?

— Eu quero fazer de novo. Com você. — Sua voz baixou. — O que você diz?

— Honestamente, eu não sei.

Ele olhou para o meu rosto, sem dizer nada por um bom tempo. De repente refez o passo para mim e voltou a me abraçar pela cintura, com força.

— Nós ainda não tiramos um ao outro de nossos sistemas, tiramos?

Meu coração parou.

— Ainda não? — Eu sei que meu rosto estava vermelho.

— Não. — Ele fez uma pausa. Dedos batendo contra minha pele e sua mão aos poucos escorregava para baixo. — É a verdade, não é?

— Então, eu acho que devemos continuar fazendo, eu ainda não te mostrei metade do que sei.

— Não? — Minha mente trabalhando a mil. Eu podia facilmente imaginar nossos corpos se atacando.

Seus olhos vidraram.

— Sakura...

— O quê?

Com o movimento de sua mão, ele apoiou-a em minha bunda e me puxou contra o relevo de sua calça. Choque percorreu minha virilha, um suspiro baixo me abandonou. Uau, realmente havia um inferno de uma protuberância atrás de seu zíper. E lá se foi a minha calcinha. Pensamentos insistentes. Pensamentos pervertidos.

— Mas você não reagiu bem a um bom sexo comigo da última vez. — Eu disse.

— Isso não vai acontecer novamente. Eu prometo.

— Você promete?

— Sim. — Ele aproximou o rosto do meu ouvido. — Você tem a minha palavra.

Meus olhos se fecharam devido aos arrepios.

Quanto tornei a abri-los, seu olhar estava fixo em alguém atrás de mim.

— Hey, Gaara.

— Sasuke. — Gaara respondeu com a voz lacônica. Eu parei. No momento em que ele me tocou eu tinha esquecido completamente que alguém estava lá, tal era o seu poder. Virei meu corpo para trás imediatamente. E esse era Sasuke, me usando para fazer um ponto, mostrando a Gaara que ganhou ou alguma outra besteira viril. — Sakura. — Gaara disse ao passar os olhos para mim.

Dei passos longos para o lado, para me afastar.

— Oi, Gaara.

Seu rosto estava fechado, sua expressão fechada.

— O que aconteceu com seu pé? — Ele encarou minha bota.

— Ela se machucou tentando chegar até a mim. — Sasuke disse por mim. A presunção em torno de sua voz me irritou ainda mais.

Gaara começou a andar em direção ao estúdio.

— É melhor eu começar a trabalhar.

— O que foi isso? — Eu perguntei com a voz enganosamente calma.

— O quê? — Ele perguntou com os ombros já subindo para protestar a sua inocência.

— Você fez isso de propósito só para atingir Gaara.

— O quê? — Seu tom injustiçado não passou de falso. — Você está sendo idiota.

— Não, VOCÊ está sendo idiota! — Eu reprimi minha voz após a alteração. Inacreditável. — Não foi só um insulto a mim você ter feito isso, sabia? Até dois dias atrás eu estava saindo com ele. O cara é da sua banda. Ele merece mais respeito.

Ele pegou minha mão e me puxou.

— Você está brava comigo de novo?

— Oh, você viu o que fez?

— Sakura, vamos lá.

Eu empurrei seu corpo pelo peito.

— Corrija isso.

— O quê? Como?

— Eu não sei. Descubra sozinho. — Eu disse. E então me retirei, ou arrastei, você escolhe.

A minha conta de e-mail particular de repente tinha sido bombardeada por todos os tipos de mensagens. Principalmente constituído por “oh hey, você conhece alguém famoso. Quer ter uma super entrevista?” esse tipo de padrão.

— Hey.

Olhei para cima do laptop para encontrar Itachi Uchiha pairando na porta do escritório. Não era alguém que eu esperaria vir me chamar.

— Olá, Itachi.

— Podemos conversar por um segundo? — Ele perguntou com o rosto sério.

— Claro.

Deu dois passos, examinando a sala. Havia apenas a mesa e duas cadeiras, algumas prateleiras com vários prêmios de música e afins. Provavelmente, era o lugar mais simples em toda a casa, o mais proveitoso. Ele provavelmente nunca esteve aqui antes.

— Sasuke está ocupado repassando a música, mas terminaremos em breve. — Ele disse com os lábios desenhados em um tipo estranho de sorriso.

— Certo. Existe algo que eu possa ajudá-lo?

— Eu queria conversar com você sobre ele. — Minha guarda subiu um pouco. Não conseguia aderir a ideia da falta de privacidade. Mantive minha boca fechada. — Fico feliz que vocês dois fizeram as pazes. Mas, Sakura, ele vai continuar bagunçando tudo. Ele não pode evitar.

— Eu não acho que devemos...

— Na escola, ele poderia ter qualquer garota que quisesse com um olhar. Eu juro, isso era tudo o que precisava, e elas vinham correndo. — Aposto que elas iam. — Tem sido o mesmo desde então. Ele nunca foi do tipo que volta para o segundo encontro. Nenhuma delas nunca lhe interessou muito.

Eu enterrei minhas mãos no meu colo, olhando para longe. Onde quer que ele estava indo com isso, não gostei. Além disso, não importa como as coisas estavam complicadas com Sasuke e eu, não ia falar sobre ele com seu irmão atrás de suas costas.

— Eu acho que ele sente algo por você. Você entra em uma sala e ele só consegue prestar atenção no seus passos, Sakura. Observa você às escondidas, ouvindo tudo que você diz. Eu não sei se você percebeu...

Eu pisquei.

— Hum, não. Não percebi.

E nem perceberia. Porque, eu não diria em voz alta, mas ele estava equivocado.

— Sasuke sempre foi um caso difícil, fechado. — Seu olhar correu aos troféus brilhantes. Ele realmente era um homem muito atraente, mas tudo o que via eram as partes de Sasuke nele, a genética compartilhada. — Você sabia que foi ideia dele começar a banda? — Itachi voltou a me olhar.

— Não, eu não sabia.

Ele assentiu, dando um meio sorriso.

— Sim, ele gosta de falar que fui eu, mas não foi. Sasuke disse que se estávamos gastando tanto tempo brincando com guitarras e merdas, que poderíamos muito bem tentar fazer algum dinheiro com isso. Mas não era pelo sucesso e fama.

Apesar de tudo eu fui para frente na minha cadeira, ansiosa para saber.

— Era pelo o quê?

— Família, Sakura. Ele queria todos nós juntos. Eu acho que... Bem, eu sei, mesmo naquela época, ele estava começando a se desenvencilhar. Ele já estava bebendo e fumando maconha. Não apenas casualmente, mas em excesso. Então a banda foi crescendo, assim como as suas angústias. — Seu maxilar deslocou de um lado para outro. — Ele em partes era feliz por nos ter perto um do outro, porque sendo uma banda, nós éramos obrigados a estar próximos, mas quando algo acontecia, uma discussão ou briga, ele apenas se afastava. Se afastava e só voltava quando tudo estava resolvido.

— Por que você está me dizendo isso?

— E por isso que ele te fere tantas vezes. E depois se afasta. — Ele disse. — Pra ele é mais fácil do que enfrentar um lado que ele nunca experimentou. Minha mãe, o nosso passado, ele não conheceu nada além de dor e desprezo.

— Eu não sei se consigo entender. — Eu disse, movendo minha perna que começava a doer em uma posição mais confortável. Minha mente girava em círculos. Tinha sido um longo dia. — O que você está dizendo aqui, Itachi? O que você quer de mim?

— Ah, eu não sei. — Ele riu. — Eu acho que estou te pedindo para ter paciência, para não desistir dele. — Eu apenas olhava. — Eu não fui um bom irmão mais velho. Eu deveria ter cuidado dele, o protegido ou o aconselhado. Mas tudo que eu fiz foi acompanhar de perto sua destruição. Então, não posso nunca culpá-lo. Nem deixar que alguém o culpe. Pelo menos isso eu preciso fazer.

— Itachi...

Ele ergueu a mão, impedindo as minhas palavras, se eu tivesse alguma.

Eu respirei fundo, recolhendo as palavras.

— Eu sinto como se você fosse a salvação dele. — Seu olhar escureceu. — E me assusta saber que ele pode te afastar. — Ele esfregou as mãos na lateral da calça escura. — Vim até aqui para dizer as palavras que ele não consegue dizer.

Eu o olhava com toda minha atenção.

— Sasuke precisa de você mais do que qualquer um de nós.

Itachi olhou para o chão, então balançou lentamente a cabeça.

— Nunca ninguém fez por ele tudo que você está fazendo.

Ele me deu um olhar pensativo debaixo de suas sobrancelhas.

— Eu acho que nós dois o amamos, não é?

Meus lábios se separaram para confirmar, mas eu simplesmente não podia dizer isso. As palavras desapareceram.

Ele sorriu e saiu.

Eu fiquei sentada lá por um longo tempo pensando.

Foi por volta da meia-noite, quando ele entrou na ponta dos pés. Eu quase sorri, a imagem mental de Sasuke sorrateiramente no meu quarto depois das luzes apagadas era tão divertida. Era como ter dezesseis novamente.

— Sakura? — Ele sussurrou se arrastando sobre a cama. — Você está acordada?

Após a briga, fazer as pazes, brigar novamente, e depois de conversar com Itachi, eu estava exausta. Aborrecida. Emocionalmente, eu só precisava ser pendurada para secar por um tempo, então eu decidi fingir que estava dormindo. Eu meio que também queria saber o que ele faria se eu não respondesse.

Ele tinha ido correr com Naruto depois de terminar no estúdio. Eu arrumei um prato de comida e me retirei para o quarto. Foi um caminho desgastante, mas em pouco tempo eu me livraria daquela bota incomoda.

Sasuke deslizou por baixo do cobertor, o colchão se moveu sob o seu peso. Deitei de costas apoiando o meu pé em um travesseiro. Por um tempo, ele parecia satisfeito apenas em se deitar perto de mim. Meus ouvidos apuraram, para ouvir cada respiração que ele dava, cada farfalhar do lençol. O que ele estava fazendo aqui? Tinha que ser sexo, com certeza. Eu fiz uma careta para a escuridão aguardando a revelação e não recebendo absolutamente nada para o meu problema. Compreensão parecia não ser o tema do ano.

— Pedi desculpas a Gaara. — Ele disse calmamente.

— Você pediu?

— Sim.

— Muito bem. — Então alguns dedos vieram buscando. Eles rastejaram por cima do meu quadril, pararam e puxaram o material da camisa. Os pelinhos que tinham nela foram alisados, logo depois veio a acusação:

— Essa é minha camisa? — Ele se aproximou. O colchão se moveu de novo quando ele estendeu a mão sobre mim e acendeu o abajur na mesinha de cabeceira. Pequenas luzes dançavam diante dos meus olhos. Quando elas limparam, ele pairava sobre mim. — Você roubou minha camisa para fazer de camisola?

— Eu não tenho nenhuma ideia de como ela se misturou com a minha roupa.

— Você é uma péssima mentirosa.

Eu mordi de volta um sorriso. Se ele pensava que eu devolveria a camisa, ele estava sonhando.

— Isso não é uma coisa agradável para dizer.

— Você quer que eu diga algo agradável? — Ele perguntou com a voz caindo em um tom sensual. — Eu posso ser agradável.

— Eu sei que você pode ser.

E então sua expressão divertida foi embora e ele suspirou.

— Não foi para provocar o Gaara ou mostrar que eu era melhor. Eu apenas agi no impulso porque não queria mais que você se envolvesse com ele. Além disso, você tinha dito que não se envolveria. — Ele calmamente explicou, ainda brincando com a barra da camisa. Minha camisa. Seu polegar se escondeu debaixo dela e acariciava a pele nua da minha barriga. Era a sensação mais doce e delicada. Eu já desejava que seus toques fossem mais intensos somente com isso. Minha mãe deveria gritar comigo por ser tão fácil.

Eu parei de respirar por um momento. Quando se tratava dele, eu simplesmente era uma tola. Suas palavras passeavam por minha mente, e por mais parecidas que fossem com ciúme, era difícil de acreditar nisso. Talvez a posse e o domínio natural do extinto masculino.

— Fale comigo. — Ele disse com a voz suave.

— Sobre o quê? — Perguntei tão suavemente quanto ele

— Qualquer coisa. — O que dizer? Eu me virei para encará-lo. Sua cabeça estava sobre o travesseiro ao lado, nem muito perto, nem muito longe. A distância perfeita para tocar ou falar. Como seria bom tê-lo como a última coisa que eu visse a cada noite e acordar com ele todas as manhãs, deitado ao meu lado. — Quer que eu vá para baixo de você novamente? — Mais pontas dos dedos traçaram sobre meu estômago, fazendo tudo lá embaixo despertar de uma vez. Muito mais disso e o estado da minha calcinha seria denunciante. Ele se levantou sobre um cotovelo, um movimento que eu senti mais do que vi. — Sakura? Você ainda está brava comigo?

— Não, não estou. Apenas temos que parar de brigar o tempo todo, isso está me desgastando.

Sua mão agarrou meu quadril.

— Você quer dizer que eu preciso parar de ferrar tudo.

— Eu quero dizer que nós dois precisamos descobrir uma maneira de não estarmos constantemente chateados sobre tudo o que o outro faz.

— Seria possível? — A palma da sua mão deslizava sobre meu quadril.

— Estou falando sério, Sasuke. Precisamos aprender a viver em algum tipo de paz e harmonia, antes de acidentalmente de propósito matarmos um ao outro um dia desses. — Eu estendi a mão, tocando em seu cabelo. Conforme o ato, ele endureceu. Mas então relaxou novamente, permitindo. Era como lidar com um animal selvagem, você nunca sabe quando os dentes podem sair. Dedos amassaram minha nádega, mantendo um aperto firme.

— Nós dois temos temperamento. — Ele disse. — Mas eu tenho que dizer, você guarda rancor por muito tempo.

— Você me deixou sentada na mesa da cozinha somente de calcinha. Descer de lá com essa bota estúpida não foi fácil.

— Sinto muito. Isso foi uma coisa idiota de fazer. — Direto, sem hesitar. Talvez ainda houvesse esperança para ele.

— Certo, você está perdoado. Mas, o que veio fazer aqui? Foi só dizer isso?

— Não. Algo como isso também. — A grande sombra dele se inclinou sobre mim.

— Hm, interessante. — Minha mão deslizou até seu pescoço, testando os músculos rígidos lá. Sua pele era tão fina, suave e quente. Talvez se eu pedisse muito agradavelmente ele tiraria sua camiseta?

— Eu não queria dormir sem falar com você. — Ele sussurrou em meu rosto. — Eu fiquei ocupado hoje. Então você foi para a cama mais cedo.

— Você sentiu minha falta? — Ele bufou um suspiro e deu um aceno conciso.

— Isso é bom. Uma garota gosta que tenha saudades. — Meu polegar arrastou sobre o seu queixo com barba por fazer. Ele pegou o dedo entre os dentes, mordendo suavemente, me surpreendendo. Sasuke não era alguém que imaginei como brincalhão. Seus dentes não liberaram. Eu mexi minha mão, tentando me libertar. — Você é um animal. — Eu ri, finalmente puxando meu polegar. Meus olhos estavam nos dele tão profundamente que eu mesma aproximei meu rosto, mas ele afastou o seu, matendo a mesma distância. — Me beija. — Eu disse.

Ele se inclinou mais para trás.

— Abra as pernas.

— Primeiro eu quero um beijo.

— Eu vou beijar você. Mas em outro lugar. — Um aperto na minha coxa. — Vamos, Sakura, abra.

E eu gostei dessa ideia, eu realmente juro por Deus que gostei, porque você teria que ser uma idiota certificada para não gostar. Mas algo mais estava acontecendo aqui. Minha mão se atrapalhou quando levantei para me colocar sentada.

— O que há de errado? — Ele perguntou.

— Você nunca me beijou.

Sasuke riu. Ele parecia lindamente despenteado no final do longo dia, cabelo todo bagunçado.

— Isso é importante?

— A maioria das pessoas se beijam antes de fazer sexo. Na verdade, é uma espécie de tradição.

— A camisa parece muito bem em você. — Ele disse, dando a meus alegres mamilos o que é devido. O que era legal da parte dele por notar, mas completamente fora de questão no momento.

— Você não faz isso, não é? — Eu o vi olhar em todo lugar, em qualquer lugar que não fosse eu. — Tocar você tudo bem, se for devagar. Mas beijar de verdade é um problema.

Ele balançou a cabeça e retirou a mão da minha perna.

— Sakura...

— Eu tenho que dizer, mergulhar de cabeça em baixo do vestido de uma garota é um excelente método de evitar a sua boca. Nota máxima, Sasuke, isso é um plano de gênio. — O homem, na verdade, teve a decência de parecer envergonhado. — É muito pessoal? Ou eu não valho tanto a pena assim a ponto de você quebrar suas regras?

Ele bufou.

— O que você está dizendo?

— Com prostitutas, mulheres de programas ou seja lá o que for, você faz o mesmo, não é? Eu deveria me sentir mal por não ser tão especial, ou porque talvez minha vagina seja mais interessante do que… — E então, uma mão agarrou firme minha nuca enquanto seus lábios colidiram contra os meus, me calando. Eu imediatamente permiti que sua língua fosse em busca da minha, e, não, não existiu sensação mais gostoso e doce quanto seu beijo. Poderia ter durado por toda minha vida, mas ele afastou o rosto, me olhando de perto.

— Obrigada. — Eu sorri alienadamente, com os cabelos da nuca ainda preso em suas mãos. — Você tem uma boca tão bonita, Sasuke, e os seus lábios são tão quentes e macios. Eu estava morrendo de vontade de te beijar. — Ele deu um sorriso pequeno, e por minha vez, avancei, sem conseguir me conter. Nossos narizes bateram e eu sorri. Abri meus lábios um pouco, beijando seu lábio superior antes. Tinha a sensação de sua respiração contra o meu rosto e sua barba na minha pele. Eu queria afundar direto nele, conhecê-lo por dentro e por fora. Eu queria protegê-lo e estimá-lo, incentivá-lo e amá-lo. Muito lentamente ele se inclinou, encaixando sua boca com a minha. Sua mão deslizou pela minha perna, com dedos fortes amassando minha coxa. Eu inclinei a minha cabeça no oposto da sua, apenas roçando nossos lábios. Ele exalou e eu inalei. Tinha um gosto tão bom que eu não poderia explicar. Então, sua língua tocou a minha, esfregando contra ela, me fazendo gemer. O beijo ficou mais profundo, mais duro, envolvente. Quando ele finalmente quebrou-o, nós nos sentamos com a nossa respiração ofegante, olhando um para o outro.

— Você gostou? — Perguntei.

Seu olhar ficou colado aos meus lábios inchados pelos beijos. Cautelosamente, ele tocou sua boca.

— Não foi tão ruim com você.

— Não?

— Mais um. — Uma mão deslizou em volta da minha nuca, puxando-me quando sua boca encontrou a minha. Nossos lábios, dentes e língua lutavam pelo domínio, mas era a mais doce das batalhas. Ambos venceriam no final.

Sem hesitar, ele estendeu a mão para a barra da minha camisa, puxando-a por cima da minha cabeça e jogando-a de lado. Em seguida, suas mãos seguraram meus seios, sentindo o seu peso.

— Eu estava precisando fazer isso.

— Você estava? — Eu ofeguei.

— Oh, sim. Seus seios são incríveis. Precisava colocar minhas mãos neles há algum tempo. — Seus polegares acariciavam os meus mamilos, brincando com eles, deixando-os duros. Meus seios estavam inchados e pesados, as coisas lá em baixo, agitaram muito mais. Era ligeiramente embaraçoso o quão molhada ele me deixou. Que por sua vez a confiança impulsionava isso, vendo o quanto ele gostava do meu corpo. Dedos acariciavam a curva dos meus quadris e o redondo da minha barriga (infelizmente, eu gostava muito de comida para que ela fosse plana). Em seus olhos não havia hesitação, apenas apreciação. Apenas tê-lo tão perto, com as suas mãos sobre mim levou todos os outros pensamentos da minha cabeça. Só agora importava.

Ele beliscou meus mamilos levemente e eu engasguei.

— Machucou?

— Não.

— Você quer que eu pare?

— Deus, não.

— Você é tão quente. — Ele murmurou. — Você não tem ideia.

— Não percebi que você me notava desse jeito.

— Eu não podia deixar de observá-la. E acredite em mim, eu tentei. Mas no dia do apartamento de Naruto, você estava usando aquela camisa branca apertada do uniforme, me encarando como se estivesse pronta para me rasgar. Quase fodidamente me matou não tomar uma mordida sua.

— Você se lembra do que eu estava vestindo quando nos conhecemos?

— Bom, sim. Não é uma grande coisa. — Eu não tinha tanta certeza sobre isso. Ou talvez fosse apenas minhas esperanças. Ele riu, baixo e obsceno. — E quando vamos correr... Merda. Nunca compre um sutiã esportivo melhor. Eu acho que eu choraria se não pudesse vê-los saltando todas as manhãs.

— Você é terrível. — Eu disse, boquiaberta. — O que mais você tem notado, Sr. Uchiha?

Seu sorriso era tão mau. Eu adorei. E o tempo todo suas mãos continuaram tocando em meus seios, moldando-os com os dedos, me deixando louca. Meus pulmões se esforçavam para respirar, eu estava hiper excitada. Parecia ter uma linha de êxtase se espalhando entre os meus mamilos e sexo. Se ele continuasse assim, eu simplesmente gozaria.

— Sua bunda quando você sobe as escadas. Me mata não agarrá-la.

Meus lábios se separaram.

— É por isso que você sempre me deixa ir primeiro. Seu sacana, eu pensei que você estava apenas sendo educado.

— Eu sei. — Ele disse. — Deite.

Deitei-me com cada parte de mim formigando de emoção. Suas mãos grandes ainda em mim, seus dedos brincando com meus mamilos apertados. Cara, eu me sentia bem. Eu doía da melhor maneira possível, por-todo-o-meu-corpo. Tê-lo tão perto, senti-lo me tocar era a própria recompensa, por dentro e por fora. Tenho quase certeza de que brilhava cada vez que ele chegava perto de mim. O homem me afetava desse jeito.

Suas mãos deslizaram pelos meus lados, se enfiando no elástico da minha calcinha. O calor em seus olhos fez meu sexo ficar apertado.

— Preciso de você nua. — Ele murmurou, já arrastando minha calcinha pelas minhas pernas.

E sim, eu estava um pouco nervosa, ficando totalmente nua na frente do homem dos meus sonhos. Na mesa da cozinha eu ainda estava coberta por meu vestido na maior parte. Dessa vez, porém, eu não tinha nada, nem mesmo a minha calcinha. Estava tudo ali fora, em exposição. Sasuke Uchiha, de renome mundial, imagem perfeita e cantor maravilhoso me encarava. As borboletas no meu estômago estavam completamente loucas. Mas nada nos olhos dele me deu uma pausa. Pura luxúria enchia seu rosto. Fazia a excitação me dominar. Realmente precisávamos ficar ocupados. Agora.

— Sasuke?

— Hmm? — Cuidadosamente, ele levantou a minha perna machucada, movendo-a, tirando o travesseiro também. Me espalhou até que houvesse espaço suficiente para ele estar entre as minhas coxas.

— Tire a roupa também. — Eu disse. — Eu quero ver tudo de você.

Ele desceu do final da cama, já arrancando sua camiseta, rasgando os botões do seu jeans. Apesar dele fazer uma pausa para recuperar uma camisinha do bolso, jogando-se na cama ao meu lado. Sem cueca.

Absolutamente nem um único par de boxers, cuecas, ou samba-canção o adornavam. Porcaria. Tão ferrada. Minha respiração parou e meu coração teve palpitações. Eu nunca seria capaz de parar de olhar para o contorno de seu pênis cada vez que ele se movesse.

Eu estava condenada.

— O que há de errado? — Ele perguntou, subindo de volta na cama, ajoelhando-se entre as minhas pernas. A minha boca se abriu, mas as palavras não saíam. O comprimento pesado duro de seu pênis estava apontando diretamente para mim e sim, eu queria isso. Me derreti por ele, ali mesmo. Meu coração ansiava por cuidar dele, abraçá-lo. Alguém no céu estava inspirado no dia que esse homem nasceu. Pênis nunca tinha sido particularmente gracioso antes. Mas o de Sasuke parecia ter sido feito para andar fora das roupas. Era definitivamente um ou dois tamanhos maior do que precisava, tão típico de sua parte ter um pouco demais, como se não fosse o suficiente para toda sua perfeição. Observei, extasiada, enquanto ele rolava a camisinha. — Sakura, foco. Por que a testa franzida? — Eu olhava para o seu pênis, hipnotizada. Mesmo envolvido em látex era uma beleza. Se eu tivesse algum talento com uma caneta, eu teria escrito poemas. — Sakura? — Eu estava hipnotizada, impotente. Sasuke xingou e levantou o meu queixo. — Acorda!

— O-o quê? — Obviamente o meu autocontrole e Sasuke duro não poderiam coexistir pacificamente no mesmo espaço.

— Você se esqueceu de mim. — Ele disse em tom de acusação, seu cabelo caia em seu rosto enquanto olhava para mim.

— Não é minha culpa. — Eu respondi sincera.

— Você gostou, huh?

— Sim.

Ele deu um meio sorriso e se levantou de volta sobre seus joelhos.

— Não vá. — Minhas mãos pegajosas alcançaram-no, agarrando-lhe o pulso. — Por favor? Venha aqui, quero você em cima de mim.

— Você quer fazer posição de papai-e-mamãe comigo? — Ele perguntou um pouco perplexo.

— Qual é o problema? Alguma regra ou contrato sobre isso?

O olhar em seus olhos foi menos do que divertido.

— Não. Foi repentino. — Seus ombros se moveram.

— Sim, eu só... Venha aqui. Por favor. — Eu agitei meus braços ao redor, chamando-o para mais perto.

— Só dessa vez. — Ele disse. — Ninguém nem mesmo deveria fazer essa posição nos dias de hoje. É considerado chato.

— Você está certo, eu sei. Estou muito fora de moda em meu repertório sexual e está sendo muito gentil me concedendo isso.

O calor dele me cobriu. Eu rapidamente joguei minha perna sobre seu quadril e passei meus braços em volta do seu pescoço, apenas no caso dele tentar fugir. Seu grande corpo quente me pressionou contra o colchão e eu estava no paraíso do sexo.

— Me fale se se eu estiver esmagando você. — Ele disse.

— Você não está.

Sasuke tomou o seu peso em ambos os braços do mesmo jeito, meus seios pressionando em seu peito. Mesmo o pouquinho de cabelo em todo seu peitoral descendo até seu umbigo era um deleite aos sentidos, provocando a minha pele e me excitando. Sua ereção pesava contra o meu sexo, pronto e esperando. Isso praticamente tornava impossível não tentar algum tipo de contorção frenética contra ele. Eu inclinei meus quadris tentando ter mais contato, sem prejudicar meu tornozelo machucado. Com a testa franzida e as sobrancelhas apertadas, ele olhava para mim. A expressão em seus olhos parecia curiosa. Como se ele não conseguisse se lembrar de como eu fui parar ali embaixo dele. — Você está bem? — Eu perguntei.

— Sim. — Ele fez uma pausa, como se fosse dizer mais, mas não o fez. Em vez disso, ele inclinou a cabeça e apertou os lábios nos meus. Uma, duas, três vezes. Tão doce. Sua língua arrastou pelo meu lábio inferior e um suspiro escapou de mim. — Posso? — Perguntou.

— Sim. — Abri a boca e ele aceitou o convite, me beijando profundamente. Seu pênis esfregou contra os lábios do meu sexo, me excitando ainda mais e fazendo minhas sinapses chiar. Tudo lá embaixo estava latejando e molhado, pronto para ser tomado. A sensação dele, o cheiro dele, não havia nada sobre Sasuke que não me excitava. Eu tive sexo quente antes. Mas o sexo quente com alguém por quem seu coração estivesse louco era outra coisa completamente diferente. Uma vez que o amor estava envolvido, tudo se transformava em algo completamente diferente.

Em algum momento, ele mudou seu peso em um braço, deixando o outro livre para estender a mão entre nós. A cabeça de seu membro empurrou contra a minha abertura antes de afundar lentamente para dentro.

— Oh Deus. — Eu suspirei diretamente em sua boca.

Seus quadris se moveram contra mim, empurrando-se profundamente. Perfeição. Totalmente fodidamente absolutamente a perfeição, isso o que fazer sexo com Sasuke era. Em um movimento suave, ele me levou, me enchendo e acendendo cada centímetro meu. Eu adorava que ele era mais do que suficientemente grande para fazer sentir a sua presença. Com ele dentro de mim e em cima de mim, entendi que sexo era tudo sobre o que fazer amor era pra ser.

Nós éramos uma entidade quente e emergente buscando essa elevação. Louco, mas é verdade.

Sasuke dirigiu seu pênis em mim, mais e mais. Quanto mais meus dedos cravaram em sua pele suada, mais eu caía no esquecimento. Mãos afundaram em meu cabelo, puxando suavemente, enquanto sua boca procurava a minha. Era uma batalha interminável pela dominação em que ambos venceriam. O comprimento dele mergulhava em mim mais e mais rápido. Uma espécie de gemido verdadeiramente comovente escapou da minha garganta.

Eu não tinha vontade de me importar. Se eu apenas pudesse gozar...

Sua boca percorreu meu queixo, sua barba por fazer arranhava o meu pescoço. Dentes beliscaram e minha vagina apertou. Sasuke gemeu e foi mais rápido, investindo em mim. Havia todas as chances de que eu estaria machucada da cabeça aos pés até o final das coisas, mas bom Deus, valia a pena.

Muito tempo passou, não tenho ideia de quanto. A vez na mesa da cozinha deve ter sido um rápido resumo. De costas em uma cama, ele me deu a história completa.

Estávamos fodidamente frenéticos.

Sua mão segurou minha coxa contra ele, mantendo minha perna boa enrolada na sua cintura. A intensidade de seu olhar me segurou, desafiando-me para mostrar-lhe tudo, exatamente o quanto ele estava me afetando. Naquele momento, ele estava no controle do meu corpo, não eu. As linhas e os ângulos de seu rosto pareciam gravadas em pedra, uma máscara de concentração. Tudo o que eu podia fazer era segurar firme, mantendo-o o mais próximo possível. Sua pélvis batia contra a minha, dirigindo seu pênis para dentro, me levando as alturas.

— Sasuke. — Eu gemi. Tudo dentro de mim vibrou e ficou tenso, cada músculo tremeu, e isso foi antes de eu começar a gozar. Seu pênis mergulhou fundo, a parte inferior moendo contra o meu clitóris e boom! Fogos de artifício. Um céu inteiro cheio deles. Meu corpo era uma grande explosão. Estrelas no céu. Meus músculos mais íntimos apertaram seu pênis, minhas unhas cavavam em suas costas. Se a minha garganta não estivesse fechada, tenho certeza que eu teria gritado. Quando voltei ao momento, Sasuke estava cuidadosamente saindo de mim.

— Hey. — Sussurrei. Baque. Seu grande corpo caiu no colchão, me fazendo saltar. O suor me cobria da cabeça aos pés e uma espécie de letargia sublime penetrou em minhas veias. Pareceu levar uma eternidade para recuperar o fôlego. — Sasuke? — Ele estava deitado de bruços, com costelas trabalhando duro para dar-lhe de volta o fôlego. Eu tinha feito isso com ele, eu e minha vagina. Isso! De vez em quando um músculo se contraia em minhas coxas ou no baixo ventre, a última das repercussões do orgasmo. Minhas pernas estavam como gelatina, trêmulas e fracas. — Você está bem? — Eu perguntei, ousando alcançar e tocá-lo. Meus dedos traçaram sobre a musculatura do braço, até a mão.

— Sim. — Ele disse, deslizando os dedos entre os meus.

Ele rolou de costas, tirando a camisinha, que foi depositada de forma segura num lenço de papel para jogar fora depois.

— Por que não podemos fazer isso em vez de correr? — Perguntei.

Ele sorriu.

— Acho que prefiro queimar calorias dessa maneira. — Eu disse.

— Nós vamos fazer as duas coisas. — Ele disse, dando aos meus dedos um aperto.

— Tudo bem. — Eu respirei fundo, me arrastando um pouco mais para o calor de seu corpo. O cheiro de um quarto depois de fazermos sexo era o melhor. Em um mundo perfeito eu o engarrafaria e o levaria sempre comigo.

— Você se importa se eu ficar aqui com você?

— Não. Eu gostaria disso. — Puxei os cobertores, apaguei a luz da luminária. Era tão bom e normal. Tão certo. Ele continuou segurando minha mão o tempo todo.

— Cansada? — Ele murmurou.

— Sono. — Eu respondi. Senti uma de suas mãos tocar meu ombro, me puxando para seu peitoral, e então aninhei a cabeça a ele. Depois, um cafuné gostoso e suave sobre meus cabelos. Fechei os olhos, aproveitei do momento como se ele fosse desaparecer.

E então no silêncio, dormi. Tive a melhor noite de minha vida.