Sua vitima
7 Bobagens
Notas iniciais
Era sábado de manhã, acordei e organizei a casa que já estava limpa, fui na padaria comprei algumas coisas pra fazer um café da manhã um pouco mais incrementado, estava a espera de Alice e Cassidy, elas iriam tomar café comigo e passar a tarde toda lá.
Enquanto a Justin ele saiu desde ontem e não voltou. Pouco me importava, com a raiva que eu estava dele não queria mesmo olhar pra cara dele. E era bom não ter que me preocupar com o as horas que teria que passar com as minhas amigas estando com ele em casa, melhor assim.
A campainha tocou, e eu ouvia alguma risadas, eram elas.
# Oi amigas! – Elas não me cumprimentaram eu fiquei com os braços abertos esperando e nada, apenas entram e ficaram com a boca aberta.
# Nossa isso aqui e imenso, e super chique! – Disse Alice.
# Tudo aqui é perfeito, o prédio o apartamento, o lugar. Cadê o seu quarto? – As duas me olharam como se o mais importante ali fosse conhecer a casa, do que eu.
Cedi a pressão e mostrei toda a casa pra elas, que ficaram achando tudo maravilhoso, e dando gritinhos histéricos.
Depois que se acalmaram formos para mesa comer.
Enquanto comíamos, elas começaram a me olhar interrogativamente.
# O que foi? Que cara é essa? -- Perguntei.
# Cadê ele? – Disseram em coro.
# Seilá, aquele cafajeste saiu desde ontem, deve estar por ai enchendo a cara e fazendo essas coisas de marginais, sinceramente não me importa quero mais é que ele vá... – Fui interrompida por duas caras assustadas olhando para trás de mim.
Sim era Justin, estava de calça jeans, bota cano curto de couro marrom, uma blusa de manga comprida gola ‘V’ branca. Tinha uma corrente no pescoço não tão fina de ouro e uma pulseira de couro combinando com as botas. Parecia ter dormido mal, tinha algumas olheiras e seu cabelo estava mais desarrumado que o normal, porém ainda mais sexy, e seu cheiro... Ele cheirava a cigarro, balas de menta, e pude sentir um pouco de vodca, quando ele abriu a boca.
# Bom dia... vou para o meu quarto, quando estiver sozinha me chame... por favor. – Ele disse com a voz arrastada, parecia um tanto bêbado e muito cansado. E mais gentil que o comum.
Eu nunca vi ele arrumado, desse jeito, tão homem. Devo admitir que estava muito admirada.
E parece que eu não era a única, as meninas na minha frente estavam com a boca aberta.
# ... O que foi até parece que vocês nunca viram ele. -- Disse eu percebendo que faltava pouco para elas babar.
# Mas ele está muito mais gostoso e sexy, sem contar que ele é um homem completo agora... – Disse Cassidy saindo do tranze.
# Um homem com H maiúsculo amiga... – Complementou Alice a frase de Cassidy.
# Não é pra tanto né meninas. – Disse desdenhosa.
# Uuu é sim... -- Disse Alice.
# E como é... -- Complementou Cassidy.
# Acho que você deveria se comportar melhor Cassidy, pois agora mais do que nunca está comprometida. -- Disse eu fazendo a responsável do grupo.
A partir dai, começamos a conversar melhor sobre o relacionamento conturbado da Cassidy, e ouvir as queixas de Alice por ser a única que não tinha emoção em sua vida. A conversa demorou tanto que já deveria ser hora do almoço, então nós três arrumamos a mesa e formos fazer o almoço. Nem preciso dizer que foi uma tragédia, Cassidy é péssima na cozinha, mas eu e Alice somos boas para compensar, então fizemos bife com batata. E comemos rindo de Cassidy se gabando por te feito seu primeiro prato na vida, sendo que eu e Alice sabíamos que ela estava mais atrapalhando do que ajudando, mais preferimos ficar em silêncio para não jogar ela pra baixo.
Depois do almoço lavamos a louça e formos, para o meu quarto elas queriam entrar em suas redes sociais, fizemos mais um pouco de fofocas devido, há algumas fotos de umas garotas do internato. Conversa vai e conversa vem os pais de Alice já estavam ligando. E elas foram embora, fui leva-las no ponto de táxi. E aproveitei para dar uma volta com meu cachorro.
Cheguei em casa e fui tomar banho, vi um programa que me chamou a atenção na tv. Já estava me dando fome, e já estava tarde eu estava na cozinha quando Justin, saiu do quarto, arrumado com uma calça jeans preta um pouco mais apertado do que larga de antes, um casaco de lã cinza, as mesmas botas de mais cedo, com o cabelo molhado, e o cheiro entorpecente de seu perfume. Olhou para mim como se quisesse dizer algo e eu me virei voltando a atenção para o que eu estava fazendo.
# Eu disse que era para você me chamar depois de suas amigas irem embora.
# Não tenho nada a falar com você, então se você puder, me deixe em paz. – A raiva causada pelo tapa que ele me deu continuava viva dentro de mim.
Ele pareceu ter entendido o que eu disse e saiu, para Deus sabe onde. Continuei a fazer o que eu estava fazendo, jantei e depois fui terminar de ler um livro que eu comecei está semana.
Devia ser umas 2hrs da manhã, quando Justin me derrubou da rede, o rosto com traços desconhecidos.
# Já te disse, que ai não é lugar de dormir... ( soluçando ) – Estava bêbado. Estava enganada quando disse de manhã que ele estava bêbado, ele devia estar só um pouco alterado, agora sim ele estava bêbado.
Levantei com medo, querendo correr pro quarto mas ele me segurou pelo braço. E me... abraçou para minha surpresa.
# Sophie... me desculpe, eu não queria te bater, me perdoa, foi que você me tirou do sério, eu não matei eles, Sophie eu jamais faria isso me escuta Sophie, eu não... eu não.. fiz isso, eu ... – Ele começou a chorar.
Eu estava sem reação com tudo aquilo. Sentia meu coração apertar, apertar tanto que doía.
Olhei pra ele, e o desejo me aplacou, eu queria beija-lo, aquele sentimento me assustou e eu o empurrei, parecendo uma insensível.
# Me desculpe... – Disse se arrastando para o quarto.
Os sentimentos começaram a me empurrar, eu estava arrependida, ele estava sofrendo e eu só ajudei ele a sofrer mais. Sou boba, uma pirralha como ele mesmo diz, porque não deixei que meus sentimentos viessem, talvez se ele tivesse me beijado... Eu estava falando besteiras. Não estava em si, ele estava me deixado louca.
Fui para meu quarto, estava quase dormindo quando ouvi um barulho, era Justin, fui correndo até o seu quarto e ele estava jogado no chão apenas de toalha, devia ter ido tomar banho e não resistiu e caiu ali mesmo.
Tentava inutilmente colocar ele novamente no lugar, mas ele era muito mais pesado que eu, até que um de seus braços segurou em mim. Ele estava acordado me disse no meio de palavras tortas.
# Porque fugiu... Sophie. E de repente ele me beijou.
Era como se tudo estivesse girando, ele me beijava carinhosamente, mas com desejo, ele levantou e estava ajoelhado assim come eu, segurou com uma mão em minha nuca e a outra em minha cintura, aprofundou o beijo, o folego estava se esvaindo quando ele parou, e gemeu baixo.
# Sophie, te quero tanto, que dói dentro de mim.
O meu corpo estava quente, e me arrepiei, quando ele beijou meu ombro e a mão que estava na cintura desceu para o quadril, apertando.
A toalha dele se desmanchou, eu sentia seu membro latejante sarrando em mim. Sentia algo em meu útero pulsar, aquela sensação era assustadora, eu era inexperiente mas sabia o que meu corpo estava desejando.
Mas aquilo era errado, ele estava bêbado eu não podia continuar com aquilo, então o afastei e sai dali correndo, quando cheguei no meu quarto estava ofegante.
Custei a dormir. Me sentia culpada por te ido até lá. Mas meu corpo parecia querer me arrastar até lá, que sentimento maldito era esse. Eu queria penas esquecer aquilo. E voltei a dormir.
De manhã, eu acordei e fui para a cozinha fazer umas panquecas, deu tempo de eu terminar as minhas até ele acordar.
# Hoje irei pegar todas as suas coisas na casa da sua tia. Amanhã você vai para a escola normalmente.
# Que bom.
Ele sentou e começou a comer, enquanto eu lavava a louça que eu tinha sujo. Ele estava agindo normalmente me perguntava se ele não lembrava do que aconteceu, é normal acontecer isso devido a bebida.
# Você bebeu ontem não é mesmo ? -- Perguntei tentando parecer casual.
# Sim. -- Afirmou ele.
# Muito? -- Eu ja sabia mais, estava tentando saber se ele sabia...
# Sim. -- Afirmou ele novamente.
# Porque? -- Perguntei realmente curiosa.
# Porque sou dono do meu nariz.
É parece que ele não lembra. Sai da cozinha tacando o pano de prato na mesa bem a frente dele.
Ainda bem que eu não deixei que nada continuasse, já pensou a minha primeira vez esquecida, eu era uma boba de achar que as coisas poderiam mudar, ele sempre vai ser esse bruto, e só o que agente sabe fazer é brigar, agente realmente se odeia, aliás ele matou meus pais... quando dizia isso o estalar do tapa que ele me deu doía de novo , porque eu mesma não conseguia acreditar naquilo, alguma coisa dentro de mim me fazia acreditar na inocência de Justin, e afinal nada foi provado contra ele, e porque eu ficava tão feliz com a ideia dele ser inocente? Talvez seja porque nunca iria vê-lo como um assassino, na verdade eu sabia que ele não era, porque sei que atrás daquele Justin bruto existe o Justin de ontem a noite, um Justin que escreve músicas, faz desenhos de mim, guarda coisas infantis em um baú, e que amava papai e mamãe... E era esse Justin que minha alma ansiava em conhecer, era esse Justin que meu coração queria proteger, e que meu corpo queria ter. Mas não só por um momento, queria ter por infinitas vezes, talvez para sempre, talvez o que eu mais queria era ter esse Justin, mas ele não aparecia, parece que tinha se escondido dentro de uma casca impenetrável, e só o que eu podia ver era um Justin irritante.
A porta bateu, e depois abriu Justin segurava o pano de prato na mão.
# Qual é o seu problema? – Disse ele apontando para mim o pano que quase joguei encima dele.
# Meu problema é você. – Não percebi, mas estava chorando.
Ele fez um cara de dor. E disse.
# Meu problema também é você. E acredito que é um problema grande já que não consigo resolver, nem ao menos tentar. E eu sempre fui bom em matemática. – Ele disse e sentou do meu lado. – Porque chora tanto? – Disse em um tom sereno.
# Talvez seja porque sou uma fedelha chorona. – Disse chorosa.
# Isso é fato. -- Disse ele escondendo um riso.
Fiz uma cara de brava e ele sorriu. Sorri junto, já que nunca vi o sorriso dele, pelo que me lembro.
De repente ele fez uma cara séria, e olhou pra baixo.
# Eu bebi muito ontem, porque quando não sei o que fazer eu ignoro, e quando não consigo ignorar eu bebo, e eu simplesmente não consegui ignorar o tapa que eu te dei e então eu bebi, eu realmente não queria ter feito aquilo. E também não deveria ter feito o que fiz quando cheguei em casa bêbado. – Disse a última palavra e olhou para mim, como se esperasse algo, talvez um esporro.
# Então você se lembra? – Disse surpresa e corada, devido ao que se tratava.
# Não costumo me esquecer de coisas como aquela. -- Disse me encarando intensamente.
Eu estava envergonhada, mas tive que perguntar.
# Porque fez aquilo. -- Perguntei com uma ternura desconhecida por mim até agora.
# Porque sou apaixonado por você. Talvez à mais tempo do que eu tenha percebido... – Eu o interrompi, com um sorriso, e então ele interrompeu meu sorriso, dizendo. – Mas entendo que tudo isso é impossível, e agente jamais ficaremos juntos, somos o oposto um do outro, e além do mais as circunstâncias em que estamos não nós ajuda, então isso tudo é uma bobagem, te peço desculpa pelo ocorrido. -- Disse rápido e olhando para baixo novamente.
Bobagem? Desculpa? Essa conversa tomou um rumo errado.
# Você tem razão tudo isso é uma BO-BA-GEM, e a principal boba sou eu. Vai embora. – Disse apontando pra porta. Ele me olhou confuso.
# Não queria te irritar... eu... – O interrompi gritando para que ele saísse.
# Tudo bem, eu já vou, além do mais não dá pra conversar com uma louca como você. -- Disse com a voz um pouco altera.
# É isso ai, vai embora! – Bati a porta em sua cara.
Como ele podia ser tão sensível e depois tão bruto, mais que ódio de mim mesma por me dar esperanças.
Eu queria esquecer aquele idiota, e faria isso nem que para isso precisasse de outra pessoa para esquece-lo de vez.
Tudo ficaria mais fácil amanhã, escola. E por outro lado teria que enfrentar Niccolas depois de tudo. Mas estou começando achar, que Niccolas não é nada diante de Justin.
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