Sua Garota

16 Quinze - Miau


Notas iniciais
Hey zombies! Bom, o capítulo vai ser pequeno por que estou sem tempo de escrever, então peço a paciência de vocês comigo e com a fic, que postarei regularmente nas férias (que são daqui a duas semanas). Nos vemos lá embaixo...

Me viro rapidamente, e um sorriso me faz estremecer. Uma mulher. Vestida de gato. Mulher Gato? Sem momentos para nomes, Felicity! Só olho da mulher para a janela.

– Felicity Smoak. – diz com uma voz de perua, e me viro para encará-la. – Não faz idéia do quanto eu esperei por esse momento.

–-~*~---

P.O.V. Oliver

Me afasto dos golpes, e derrubo um dos caras vestidos de preto no chão. Sinto pancadas fortes pelo corpo, mas não consigo tirar o olhar e o objetivo da escada. Dentre todos os lugares para fugir, ela teve que subir. Não a culpo, não havia saída, mas me preocupava com ela, que nem sequer dava um soco direito. E digo isso por experiência própria.

– Mantenha a mente focada, Oliver. – fala Bruce no meu ouvido, tirando um cara mais fraco do meu encalço enquanto me olha avaliativamente. Percebo que parei o que estava fazendo, e acerto outro homem de máscara com uma taça de vidro atrás de Bruce. – Já pedi reforços.

Não conseguia imaginar o que estava acontecendo, até que percebo uma figura rastejando pelo chão, em direção a escada. Antes que eu o ataque, percebo o rosto familiar, e me afasto, dando cobertura para que Barry suba, para ver se Felicity está realmente bem.

Há uma troca de olhares entre Bruce e Barry, e Bruce quebra o silêncio, dando uma ordem.

– Vá para a cobertura. Mandei reforços para lá.

Observo Barry subir, e olho para Bruce avaliativamente, não sabendo ao certo o que ele considerava um reforço.

– Oliver, precisamos sair daqui. – avisa Bruce, e me forço a me mover a procura de algo que até então não havia passado pela minha mente. Bruce parece perceber. – Sara saiu com seus pais. Ela está bem, não posso dizer o mesmo de você.

Percebo meu corpo dolorido, e se conseguisse me concentrar por alguns segundos, posso sentir algo pegajoso em minha barriga. Sangue.

Olho mais uma vez para a escada, dilacerada e banhada por sangue e vidro, e me pergunto se aquilo seria o certo a fazer. E se houvesse algo lá em cima.

– Vamos, Wayne. – o chamo, e saímos da casa, me deparando com o grande jardim da minha casa com os últimos vestígios da festa e restos de roupas.

Um barulho corta o local, e olho para cima, tentando focar a coisa flutuante preta em cima de nós, liberando um enorme tanque preto bem perto de onde estávamos. Me afasto para trás, esperando um ataque, mas Bruce começa a correr em direção do carro.

– A ajuda chegou. – diz abrindo a porta do carona me entregando algo que eu não esperava. Minha roupa de Arqueiro. Aceno, mas não entro no carro. Olho para a lateral, e vejo Laurel rastejando tentando se livrar da grande viga de madeira a prendendo. Olho novamente para Bruce, e ele espera uma resposta.

– Eu vou ajudar Laurel. – aviso, e o encaro fixamente fazendo uma pergunta mental.

Ele acena com a cabeça.

– Eu vou atrás de salvá-la, Oliver. – ele se mantém frio, mesmo com a Felicity lá dentro. Sinto uma ponta de preocupação, e me forço a manter o foco. – Vá pegar Laurel.

Mas só penso em Felicity. Precisava dela ao meu lado. Ela era a única que mantinha minha humanidade.

P.O.V. Felicity

Dentre todas as possibilidades que eu via ali – ou seja, duas — não havia uma menos dolorosa ou uma que me assegurasse sobreviver. A mulher felina, ou mulher gato, me cercava sempre, me deixando sem saída. E o maior problema é que ela estava na frente das duas portas da sala. Tento bolar outro plano mental, evitando pensar em janela e se jogar de dois andares que equivaliam a três, e que me salvasse. Mas nada me vinha a mente. Eu estava cercada, sozinha, e tinha uma psicopata dizendo que ia me matar.

– Você não vai escapar, Smoak. – ela diz, me forçando a encará-la. Ela havia me chamado de Smoak, e aquilo era um desafio. Eu bem sabia disso já que Bruce e Oliver... Deixa para lá, Felicity! Você não vai pensar em seus problemas existenciais agora. Além do mais, você está jurada de morte.

– Quem é você? – pergunto a primeira coisa que me vêm a mente. Precisava de mais tempo antes dela cumprir sua promessa. Eu não queria morrer mesmo.

– Jura que não me conhece? Para alguém que impressionou o morcego, você não sabe de muita coisa, não é? – ela sorri maldosamente. Espera, morcego? Ela quer dizer o Batman? Eles se conheciam? E aquilo era por acaso ciúmes? – Eu sou Selina, mas prefiro o nome de Mulher Gato.

– E posso saber por que quer me matar? – eu sabia meio que a resposta, mas queria algum tipo de confirmação.

– Jura que não sabe? – pergunta ela de forma incrédula.

– Tenho alguns palpites. – me forço a dizer.

– Vamos esclarecer as coisas. – ela diz e lambe seu chicote, com um plágio macabro de Miley Cyrus. – Você está com algo que é meu.

De certa forma eu estava curiosa. Eu estava com algo que era dela. Algo mais óbvio que isso? Um manual de instruções.

– Quer dizer...

– Isso mesmo. – ela completa com ódio no olhar. – Aposto que não sabe que o Batman é meu namorado.

Aquilo sim foi uma tapa na cara. Me forço a ficar indiferente, mas eu queria sair daquele lugar por um momento só para poder fazer a cara que eu realmente queria fazer. Eu não sabia se deveria acreditar naquela maluca, mas e se fosse verdade. Eu não sei se queria descobrir. Bruce não faria isso, faria?

– Ele gosta de ter suas aventuras. – ela revira os olhos, dando de ombros com indiferença. – Poderia ser possessiva, mas isso acabaria nos afastando. Então eu deixo. Mas você... – ela aponta para mim. – O prendeu mais do que estava nos meus planos.

Fico firme.

– E por que acha que eu vou acreditar em você? – falo o que estava na minha mente por tanto tempo. – Quero dizer, por que eu não acharia você uma mentirosa?

Ela parece pensar um pouco, e por um momento, sorri de forma sombria.

– Tire suas próprias conclusões. – ela diz e se abaixa, justo quando algo atravessa as janelas laterais para acertar nela. No mesmo instante que ela abre a porta, a vejo jogar alguém para o lado antes de disparar rapidamente para fora.

Me forço a me mover, e corro em direção ao corpo quando eu consigo identificar o rosto de Barry em meio a careta que ele faz.

– Você está bem? – pergunto o ajudando a levantar.

Olho para seu corpo procurando qualquer sinal de machucado, mas eu não consigo encontrar nada. Ele nega com a cabeça e começa a rir descontroladamente.

– Até em momentos desesperadores eu consido bater o dedo na quina de um móvel. – ele parece tranquilo, e eu sorrio pela sua sinceridade.

O levanto, e caminhamos até a nave, onde uma escada de corda foi jogada em nossa direção. Sinceramente, eu não sabia como caberíamos lá dentro, mas eu não queria ficar aqui e descobrir como seria morrer nas mãos de um gato raivoso. Subo rapidamente, ajudando Barry logo em seguida. Havia dois assentos em um pequeno espaço, e nos acomodamos ali, esperando sair dali. O que não demora muito...

Chegamos a Verdant, e eu desço as escadas do porão rapidamente, olhando ao redor. Bruce tem uma expressão preocupada no rosto, e eu corro em sua direção para só então se lembrar de alguns detalhes. Mas ele não percebe minha hesitação, e me puxa em encontro a seu corpo, beijando o topo da minha cabeça.

– Bruce... – o chamo não podendo conter a vontade de fazer aquela pergunta. – Quem é Selina?

Não consigo decifrar sua expressão logo após minha pergunta, mas ele parece ter ficado mais obscuro, se é que isso é possível.

– O que tem Selina? – tenta se esquivar da situação, mudando o foco da conversa.

– Bruce, me responde. – exijo. Talvez fosse ciúme, ou talvez eu só quisesse saber, mas eu também não tinha certeza se gostaria de saber.

Ele me olha, com seus olhos nublados. Arqueio uma sobrancelha.

– Ela foi uma parceira. – ele parece sincero. – Na verdade não parceira, mas me ajudou em um caso. Estava atrás de um grupo de terroristas, e ela era a única que podia me ajudar. – ok, eu não queria mais escutar. – Nós...

– Meu Deus! – me afasto, cruzando os braços ao redor do corpo podendo finalmente perceber o frio que aquela noite fazia. Olhava ao redor, sem sequer me focar em Bruce. Não sabia se era exatamente ciúmes, mas eu não gostava de saber disso. – Bruce... Ela... – tento falar, mas simplesmente não conseguia entender. – Ela tentou me matar.

Ele em um movimento rápido fica na minha frente, me analisando com cautela. Não sabia bem o que se passava pela sua cabeça, mas ele não parecia feliz

– Ela é uma maluca, Felicity. – ele fala, tocando meu rosto.

– Pensei que fosse mais exigente com relação a isso. – digo apontando para nada ao certo, sentindo certa ironia na voz.

Ele segura meu braço, me fazendo encará-lo. Ele ainda tenta entender minha raiva, mas era de certa forma óbvia. Eu não queria saber mais nada sobre a ex psicopata dele que queria me matar.

– Ela não vai te machucar. – ele afirma, decidido. Mas só o que sai da minha boca é uma risada sem graça nenhuma.

– Mas é claro, Bruce! – eu falo o fitando diretamente, com desafio, coisa que ele não estava acostumado. Não de uma mulher como eu, que nem sequer sabe socar alguma coisa. – Vai fazer o quê? Se encontrar com ela? Trato de paz! – tento adivinhar.

Ele sorri levemente, coisa que eu não entendo. A raiva aumenta em mim, e eu quero socá-lo, sair dali. Mas um problema me impedia: ele me segurava e eu não me sairia bem em uma luta corpo a corpo.

– O que é isso, Felicity? – ele pergunta, mais tranquilo. Não percebo aonde ele quer chegar, até que a resposta cai na minha cabeça que nem tijolo.

– Eu não estou com ciúmes, Bruce! – afirmo, “convicta”. Ele sorri e acena com a cabeça, me fazendo me esquivar e sair dali.

Mas ele me segura, me prendendo em seu corpo. Tento olhar para longe, até que eu percebo seu olhar em mim, varrendo meu rosto. Seus dedos traçam o desenho da minha boca, até que ele me olha fixamente nos olhos.

– Preciso que se acalme. – diz e sela nossos lábios, em um beijo rápido.

Mas como qualquer vez que estamos juntos, a porta do porão é aberta, e Diggle entra, com uma expressão assustada. Tento o apressar a falar, mas ele está ofegante. Tento me manter calma, mas sua expressão tira qualquer possibilidade disso. Algo sério estava acontecendo, e eu precisava saber o que era.

– Diggle. – o apresso, e vejo Barry correr pelas escadas, falando ao telefone, tão desesperando quando Diggle.

Olho para ele, suplicante para que ele diga logo o que aconteceu. Mas ele parece hesitar falar na minha frente, uma coisa que me faz criar uma teoria. Uma teoria que eu não queria sequer aceitar.

– O carro que o Oliver estava... – ele me olha fixamente, enquanto fala. – Capotou. Não se sabe o que aconteceu com eles. Eles sumiram. Moira, Thea e Oliver...

Minhas pernas falham por um momento, e sinto a mão de Bruce me ajudar a ficar em pé. Mas logo que eu penso que as coisas já estão ruins o bastante para uma noite só, Barry se aproxima, mantendo o celular distante, como se quisesse evitar algo.

– Eu... Eu descobri onde eles estão. – ele parece criar forças para falar, e eu finalmente pude sentir o desespero na sua voz. Oliver... – Eles foram sequestrados. – ele se apressa em falar. – Não sabemos ao certo como, mas alguém planejou isso.

– Barry! – Bruce o apressa, fazendo com que Barry demonstre terror nos olhos.

– Eles queriam algo. Encontraram Thea jogada amarrada no chão, Oliver um pouco depois desacordado... – ele parece não querer falar. – Muito machucado. E o pior: Moira morta.

Notas finais
O que acharam? Comentem, favoritem, recomendem... ~Kisses de Oreo e Nutella da Geek