Sua Garota

10 Nove - Tic Tac


Notas iniciais
Hey zombies... Eu sei que demorei horrores para postar. Mas aqui está o capítulo, e eu realmente espero que gostem. Queria dedicar ele a perfeita queen j que... RECOMENDOU A FIC! Sério mesmo gente... Primeira recomendação, e eu quase surto quando vejo. Queria agradecer a vocês que acompanham, favoritam e recomendam a fic ok? Muito obrigado! É muito importante uma recomendação na primeira fic! Nunca imaginei isso! Nos vemos lá embaixo...

Não me importo mais com nada, a não ser conseguir achar Oliver. Parecia que tudo ia em câmera lenta, e as vezes, Bruce me puxava para perto evitando qualquer pessoa que esteja ali, mas eu não me importava, queria vê-lo bem. Chego em um enorme corredor, e vejo várias caixas quebradas, e o que parecia ser a perna de Oliver. Corro em direção a ele, e me jogo, colocando sua cabeça desacordada em meu colo, e tirando a máscara e o capuz.

– Oliver... — sussurro tentando acordá-lo, mas sai como súplica. — Oliver, fica comigo...

Escutamos um barulho, e um cara começa a fugir, mas eu não consigo ver para onde, já que só há uma parede de concreto mais a frente. Bruce sai correndo atrás dele, mas quando ele arrebenta a parede com o braço e se joga, Bruce para e analisa minuciosamente como ele fez aquilo.

– O pulso dele está fraco! — diz Diggle preocupado.

– Precisamos de um médico! — digo com as lágrimas prestes a cair. Diggle nega com a cabeça, e raiva me invade me fazendo agir desesperadamente. — Ele está morrendo, Diggle!

– Ele nunca nos perdoaria se fizéssemos isso. — diz Bruce com seu jeito frio, e eu o olho criar teorias com seu olhar preso na perna de Oliver.

Viro meu olhar e vejo duas seringas na perna de Oliver, até que Diggle as tira. Fico olhando enquanto ele lê as letras.

– O que é isso? — digo já beirando o desespero de verdade.

– Não sei, mas tem um certo nerd que saberia! — diz Diggle, e minha mente se abre.

Ok! Oliver também nos perdoaria se chamássemos Barry para ajudar, contando que pelo visto, eles dois não se dão bem, mas situações de desespero requerem medidas desesperadas, não?

Estávamos na van, e Bruce fez questão de abordar Barry, que com certeza uma hora dessas estava trabalhando no nosso caso, e me vem a mente Oliver nos dando um sonífero. Sério! Ele não poderia ter feito aquilo. E se por acaso ele morresse? O que nós diríamos para sua mãe e para Thea? E como EU ficaria se algo acontecesse? Somos uma equipe, e ele não pode nos tirar o direito de escolher entre ajudá-lo ou pará-lo.

Diggle tira rapidamente Oliver do carro — com nem um pingo de esforço, para constar — e o coloca na maca do QG. Fico olhando para Oliver desacordado, e começo a torcer para que ele aguente.

De repente, Bruce entra na sala com um rapaz deitado no seu ombro. Me levanto rapidamente, enquanto Bruce coloca Barry em minha cadeira, e eu o encaro tentando entender o que aconteceu.

De repente, Barry começa a se mexer, e logo depois a despertar, e sem que ninguém consiga me segurar, chego perto dele, e lhe faço um pedido desesperado.

– Salva meu amigo! — digo, e ele olha Oliver na maca, e se levanta rapidamente correndo para os nossos utensílios.

Ele começa a rodar, e a ligar aparelhos e colocar soro em Oliver. Olho seu trabalho ágil, e me pergunto se ele não era médico.

– Isso foi injetado nele. — diz Diggle se aproximando, e entregando uma das seringas para Barry, que para por um segundo para olhar o que tinha em mãos.

Seu semblante muda para preocupação.

– Barry! — o apresso a falar, e ele me olha rapidamente.

– Vocês por acaso não tem problema com ratos, tem? — pergunta ele e eu aceno com a cabeça, e ele se vira e pega a caixa de veneno de rato que estava no chão.

Quero me aproximar, mas Bruce puxa meu braço, e praticamente me prende a seu corpo, enquanto Barry despeja um pouco de veneno em um recipiente com soro, e começa a diluir.

– Isso que foi injetado nele é um coagulante rápido. — diz ele com uma seringa em mãos. — O sangue dele nesse momento, calculando o tanto injetado e o tempo que já passou, deve estar parecido com cobertura de sorvete. Veneno de rato age ao contrário, ele afina o sangue, e injetando o tanto certo nele, podemos salvá-lo.

Ele coloca aquilo na perna de Oliver, e eu me pergunto quando foi que comecei a usar veneno de rato para salvar pessoas. Eu não conseguia fazer aquilo, e eu via o visor de batimentos cardíacos cada vez mais fraco, até que Barry se afasta, e o visor para de apitar criando um som horrível ao meu ouvido e ao meu coração. Coloco a mão na boca, e minha primeira lágrima escorre. Mas de repente, o aparelho começa a apitar de novo, dando sinal de que Oliver estava vivo, e eu vejo Barry suspirar aliviado.

– Eu sabia que era ele! — diz ele com um sorriso de garoto no rosto. — Eu tinha uma lista de cinquenta pessoas e ele com certeza estava nela. O verde significa que ele ganhou suas habilidades em alguma floresta, não é?

Respiro fundo, e quando minhas pernas param de tremer, eu me estabilizo.

– Preciso de ar! — digo e saio do porão rapidamente, parando no salão iluminado da boate, enquanto me encosto no balcão tentando me acalmar. Eu estava com a respiração pesada, e eu precisava me acalmar.

E eu estava em uma boate!

Escuto alguns passos vindo em minha direção, mas eu continuo fitando algum ponto que eu não sabia bem qual era. Quando sinto alguém se encostar no balcão do meu lado e escuto um suspiro.

– Ele vai ficar bem, Felicity. — diz Bruce do meu lado, e eu me viro para encará-lo. Ele se vira pra mim.

– Eu sei! — suspiro — É que eu não sei se vou aguentar todas as vezes que ele quase morrer. — digo, e ele acena com a cabeça.

– É bem difícil, mas usamos isso como força. — diz ele, e eu vejo pesar em seus olhos, e o fito.

Abro a boca para perguntar, e Roy aparece acenando com a cabeça para o QG. Vou em direção ao porão, acompanhada por Bruce, e vejo um Oliver irritado sentado na maca, mesmo meio tonto.

– O que diabos ele está fazendo aqui? — pergunta Oliver apontando para Barry assim que me aproximo. — Ele não deveria saber.

– Você deveria deixar de ser egoísta. — diz Bruce, e Oliver olha irritado para ele. — Por quê ele salvou sua vida. — e ele usa ênfase em salvou.

Oliver me fita por um momento, e se levanta andando em direção ao casaco do arqueiro em minha cadeira, e eu fito Dig que nega com a cabeça. Era um sinal que eu não deveria bater de frente.

–Vá para casa, garoto. — diz Diggle ao Barry que ainda assistia a cena. — E lembre-se: Não conte sobre isso a ninguém!

Ficamos um tempo em silêncio, quando eu escuto um barulho apitar em meu computador. Corro, e Oliver me dá espaço para sentar em minha cadeira, e fica do meu lado esperando uma resposta.

– Um assalto. — digo, e me viro para ele. — No Banco Central de Starling.

– Me guie. — diz ele pegando o arco, e saindo, seguido de Bruce segurando uma maleta.

– Mas você... — começo a dizer, mas Oliver já estava do lado de fora do porão, e eu estava falando para uma coluna, ou na melhor das hipóteses, com Diggle.

Eu ainda teria que me acostumar com aquilo.

Fito o computador apreensiva, olhando o movimento de Oliver e Bruce juntos, esperando alguma resposta.

"Onde eles estão?" pergunta Oliver, e eu olho mais uma vez o mapa, usando os infra vermelhos para indicar a posição dos assaltantes.

– Terceiro andar. São dois. — digo.

Mais alguns segundos, e finalmente escuto a voz de Bruce pelo comunicador.

"O que eles roubaram?"

– O quê? — pergunto teclando freneticamente meu computador. — Mas... Eles ainda estão ai!

"Você os perdeu, Felicity?" praticamente grita Oliver, e eu fito o computador incrédula.

– Eu... Eu... — tento dizer, mas não sei exatamente como eu tinha simplesmente perdido o rastro de dois assaltantes que (cá entre nós, são bem desajeitados) em questão de segundos.

A não ser que...

Todos os meus sistemas bem trabalhados simplesmente explodem nos meus ouvidos, e eu sou puxada por Dig até um canto longe dos meus aparelhos. Olho meus brinquedos irem pelos ares horrorizada.

Estávamos lidando com um hacker.

"Felicity?" fala Oliver, e eu coloco minhas mãos na cabeça ainda agachada mesmo as explosões tendo acabado. Eu estava realmente irritada.

– Eles destruíram tudo! — consigo falar depois de um pequeno espaço de tempo. — Todo meu trabalho.

"Como isso aconteceu?" grita ele, e eu me enfureço mais ainda.

"Oliver." diz Bruce, e eu fico calada escutando a conversa. "A culpa não foi dela."

"E o que você tem a ver com isso, Wayne?" pergunta Oliver, e eu imagino onde aquilo daria, mas eu estava sem voz mediante ao clima que eles estavam.

"Tenho a ver a Felicity. Ou você não sabe que ela tem sentimentos?" pergunta Bruce, e eu estremeço ao pensar em ser o tema de uma briga entre os milionários mais bonitos do mundo.

"Sei Bruce, mas pergunto sobre você no MEU time! Não tem mais nada para fazer em Gotham?"

"Na verdade, eu tenho sim, mas eu tenho que cuidar de algo precioso como a Felicity, pois não sei se devo deixar ela em mãos de idiotas como o Queen play-boy mimado."

"Se for para cuidar que nem Rachel, eu acho que ela ficaria melhor comigo! Além do mais, não foi o Coringa que fugiu da prisão?"

"Não me venha com seu falso moralismo, Oliver. Além do mais, falou o cara que dormiu com a namorada do melhor amigo, que era por acaso sua ex, que você traia com a irmã dela. Você é com certeza bem melhor do que eu!" diz Bruce com ironia.

Escuto a briga horrorizada com a tamanha frieza que os dois brigam.

"Somos duas pessoas que não amamos ninguém, por quê não nos aproximamos delas o bastante para que elas façam sua escolha. Aproveite o que você tem, por quê quando perder, Oliver, você vai ficar bem amargurado." diz Bruce, e eu fico escutando um silêncio misturado com suspiro de ambos, até que escuto passos, e os dois parecem sair de onde estavam.

– Felicity... — diz Diggle tocando meu ombro, e eu me levanto, e começo a tirar a "poeira" da saia.

– Vamos arrumar isso, Diggle! — falo, e ando em direção aos meus aparelhos.

– Quer ajuda? — pergunta Sara finalmente entrando, e eu me pergunto onde ela esteve todo esse tempo.

– Não precisa. Além do mais, você não saberia o que fazer! — digo irritada, ainda tirando meus hd's estragados. — Vai pra casa, Sara. — digo, só que dessa vez mais doce, a fazendo acenar com a cabeça, e olhar para Diggle provavelmente tirar alguma informação.

Mas ela não conseguiria dessa vez.

– Sara. — a chamo, e ela se vira para mim. — Eu acho que você deveria contatar sua família.

– O quê? — pergunta ela assustada com minha abordagem.

– Pode ser tarde demais quando finalmente tomar essa decisão. — digo lembrando das palavras de Bruce a pouco, e ela acena com a cabeça sorrindo.

Coloco mais uma vez a mão dentro da grande caixa de ferro que antes abrigava alguns protocolos de defesa, arquivos do governo, e que agora estava em ruínas. Eu estava irritada, e ver Diggle andando de um lado para o outro estava me deixando impaciente.

– Que tal ir ver Lyla? — pergunto depois de explodir quando ele derruba minha xícara favorita no chão, e eu quase a vejo quebrar, se não tivesse caído em meu casaco.

– Tem certeza que... — começa ele, mas eu me viro o fazendo finalmente calar a boca.

– Pode ir. — digo e forço um sorriso criando a mentira de que tudo estava muito bem, e que eu ficaria bem.

Bom, eu não estava chateada pelo meu trabalho de... Quanto tempo mesmo? DOIS ANOS sendo jogados fora por um hacker que eu não consegui rastrear. Agora, eu teria que lidar com um sistema inicial, e uma pessoa que pode mandar tudo pelos ares de novo era eu. Na verdade, eu estava chateada com isso também, mas não chegava aos pés da minha chateação de me sentir inútil. Tudo bem que... Eu tenho lá minhas habilidades em computadores, e que eu invado um sistema militar em questão de minutos, mas eu odiava ser tachada de indefesa. Eu sei que eu não tinha lá aquelas habilidades de luta, e aquelas coisas que o Oliver, o Bruce, a Sara e o Dig fazem, mas indefesa não é a palavra que me definiria. Ok! Talvez um pouco, mas corta essa de "tenho que protegê-la" e bla bla blá. Eu simplesmente não queria ser a menininha que tem medo até do escuro — mesmo que o escuro absoluto não é uma das situações que eu mais gosto, graças aos milhares de filmes de terror da faculdade -, eu queria lutar. Queria ter uma roupa de couro colada no corpo, e usar uma peruca azul — sim, era a cor que eu usaria — e usar alguma arma legal de diferenciada. Estou pensando seriamente em usar chicotes, ou facas! Há... Facas é legal. Tipo... Facas que eu lanço nos caras maus e que eu combateria o crime e acabaria com o mal de Starling, e trabalhar com Bruce e Oliver também contava como bônus.

Sou tirada de meus pensamentos, quando percebo que eu realmente precisava ir para casa. Minha cabeça doía, e eu estava realmente sonolenta. Levanto pegando minha bolsa, e olho mais uma vez a moto em que Oliver havia acabado de chegar, e me apresso em sair para não encontrá-lo.

Chegar em casa foi a parte fácil, mesmo tendo que enfrentar o trânsito caótico em Starlig tinha as onze da noite. Entro em casa, e Caitlin lê algo em um canto sendo iluminada apenas pelo abajur. Ela me olha, e seus olhos se tornam sonhadores, e um sorriso de orelha a orelha se forma em seu rosto.

– Tenho uma coisa para te contar! — diz ela, e eu suspiro criando coragem para sentar com ela, e escutar o que ela tinha para dizer.

– Estou a ouvidos. — digo sentando no sofá tentando me convencer disso. Tomara que a história seja interessante, por que eu realmente queria saber como tinha sido esses dias com o Ronnie, mas eu também desejava ter minha cama naquele momento.

– Como você sabe, eu e o Ronnie... — começa ela a dizer, mas eu levanto uma sobrancelha e depois suspiro mostrando mu cansaço, e ela vai direto ao ponto. — Vou me casar!

Ela levanta uma aliança de noivado na mão direita, e eu fito a grande pedra de diamante que Ronnie havia dado a ela. Aquilo era incrível, e ao mesmo tempo, um ciúme nasceu dentro de mim pelo desastre que minha vida amorosa é. Forço um sorriso, e ela se apressa a dizer.

– E você será minha madrinha! — eu a encaro, e forço um sorriso mesmo estando realmente cansada para mover qualquer músculo. — Pronto!

Eu a fito pelo pronto, e ela sorri pela minha expressão.

– O quê? — pergunto, e ela abre mais ainda o sorriso.

– Pode ir dormir! — diz ela e eu sorrio com sua percepção.

Me arrasto até o quarto, e não demora muito para que eu feche os olhos, e acabe perdida em um sonho.

***

Eu corria pelos corredores escuros, e me perguntava onde diabos eu estava. Minha mente girava, e eu não sabia ao certo se o que estava ao meu redor também. Finalmente paro de correr, e me deixo tomar pelo cansaço de estar constantemente me movimentando. Apoio as mãos no joelho, quando escuto alguns passos vacilantes atrás de mim e me viro procurando quem me seguia, até que uma imagem sai da escuridão, e eu sou forçada a levar uma mão a boca aterrorizada.

Oliver estava praticamente se arrastando nas paredes com uma enorme mancha de sangue no peito feito por um tiro, e eu tendo dá um paço em sua direção para ajudá-lo, até que ele levanta o olhar e eu vejo mágoa em seus olhos.

– Por quê fez isso comigo? — pergunta ele, e meu coração parece se despedaçar mediante a dor em sua voz.

– Oliver... — começo a dizer. — Eu não...

Mas olho para minhas mãos e vejo algo impossível. Uma arma.

Observo o objeto reluzir luz enquanto eu tento descobrir como aquilo foi parar ali. Fico imaginando se eu realmente teria feito aquilo com ele. Logo com ele!

Lágrimas começam a querer escorrer pelo meu rosto, quando escuto mais passos. Só que na direção oposta. Me viro, e me deparo com um morcego preto. Até que ele levanta o rosto, e o mesmo olhar magoado de Oliver estava estampado no rosto de Bruce, que tinha uma adaga enfiada no peito.

– A culpa é sua... — diz ele com veneno na voz, e eu me pergunto se eu mesmo fiz aquilo. Olho para minhas mãos, e a mesma estava manchada de sangue. O sangue de Bruce.

– Eu não... — começo a dizer tentando pensar rápido em uma escapatória, até que outras imagens aparecem me cercando.

Diggle, Detetive Lance, Sara, Thea, Roy, minha... Mãe.

Me abaixo me protegendo de qualquer coisa, até que sou forçada a...

***

Acordo suando completamente, e eu sentia as lágrimas molharem meu rosto e meu travesseiro. Olho a escuridão, e o céu ameaçando chover pela janela e sinto uma culpa infinita. Me sento na cama, e coloco uma mão na cabeça tentando me controlar. Eu entendia que Oliver e Bruce estavam no sonho. Além de serem meus protetores, amigos, e eu tenho quase certeza que algo a mais, eles ainda se arriscavam todos os dias pelo que faço. Eu tinha que ajudá-los, mas ás vezes eles me tinham como empecilho. Eu era só uma barreira os impedindo de crescer mais ainda. Eu tinha que fazer algo, e nesse momento, eu teria que descobrir o que o nosso ladrão roubou e o que ele vai fazer com isso.

Pela manhã, não espero Caitlin acordar. Vou direto para Verdant, e aviso Oliver que eu estava resolvendo alguns problemas, e eu acabei tendo que mentir sobre não trabalhar no nosso caso.

A Verdant estava vazia, e eu podia ver resquícios da festa da noite anterior, mas não paro até chegar em minha mesa. A essa altura, Oliver já sabia onde eu estava, mas eu não me importava. Eu que estava no comando, mas para prevenir, mudei as senhas das entradas. Começo a trabalhar procurando algo para me basear. Começo pesquisando sobre o que poderia ter sido roubado.

Uma coisa me chama a atenção. Sabíamos que aquele não era um banco de dinheiro, mas não sabíamos que eles aceitavam identificação fantasma para ceder um cofre. Começo meu trabalho decodificando o servidor, até que entro em algo interessante. Não era jóias, ou algo de valor no mercado, mas um projeto de chave mestra, onde se pode decodificar qualquer código com apenas um toque.

Vejo os vídeos várias vezes, e me pergunto quem poderia tramar um plano tão perfeito, onde eles sabiam exatamente quanto tempo eles teriam para pegar o objeto, até Oliver e Bruce chegar, e de repente sumir?

Willian Tockman.

Perfeito. Ele foi expulso de sua pesquisa, e é um brilhante físico. Olho o relógio, e vejo que já está muito tarde, e eu ainda não tinha ingerido nada, mas acho uma coisa que me prende em minha pesquisa.

Sua irmã.

Ela está com uma doença que está se alastrando, e a cirurgia precisa ser paga, e o estado se recusa a fazer pela sua família, contado Tockman. Olho horrorizada a doença, que imobiliza a pessoa até que ela perde completamente os movimentos, e pode até morrer.

O que ele fez foi errado, mas foi para salvar a irmã dele que estava sofrendo por sua causa. Mas eu precisava pará-lo. E pesquisando só pela a internet e usando um roteador fantasma não me levaria muito longe. Ele roubaria um banco, e eu precisava saber quando carros fortes rondariam as cidades transferindo dinheiro. Mas como eu faria aquilo? Já estava tarde, e eu estava na Verdant ainda. Até que...

Corro e pego meu casaco indo em direção ao meu carro. Estaciono alguns quarteirões do Banco de Starling, e corro até alcançar a entrada de funcionários. Estava tudo fechado, e eu sendo desastrada como sou, não fui pega, imagine os ninjas que trabalham comigo. O computador central estava na entrada, e fui correndo até alcançar os controles. Olho o horário dos carros-fortes saindo em entrando em Starling, e eu vejo que... Um estava prestes a sair, com muito dinheiro dentro. Me abaixo.

Eu não queria definitivamente fazer aquilo. Mas... O dinheiro ia para uma instituição de crianças, e a única pessoa que poderia me ajudar era Oliver.

***

Depois de alguns minutos, escuto passos, no exato momento em que o carro ia sair. Me abaixo com a mão na cabeça, e me pergunto se era alguém que estava do meu lado. Sinto alguém segurar meu braço e me levantar, até que meu coração gela pensando que era Oliver, e que ele me daria um belo carão, que geraria uma briga, por eu estar investigando isso sozinha.

Olho para quem me levantou, e fico feliz por ser Diggle.

– Por um minuto pensei que era... — começo a dizer.

– Felicity. — diz Oliver, e eu me viro até encontrar seu olhar de irritação, mas de preocupação. Sara também estava lá, e eu coro por estar prestes a levar um carão.

De repente, dois caras vestidos de preto começam a descer as escadas, e nos viramos até que eles começam a fugir.

– Bruce.. — fala Oliver no comunicador. — Eu também.

Ele acena com a cabeça, e sai junto com Diggle armado. Meu coração aperta só em lembrar de meu sonho, e eu imagino o que aconteceria.

– Tockman não está lá. — fala Sara, e eu aceno com a cabeça.

Começamos a correr em direção a garagem, e um cara magro aparece segurando um tablet em mãos. Ele parecia ser um cientista maluco, e eu poderia apostar meu carro que aquele era o cara.

– Ela é inteligente. — diz para Sara apontando a cabeça para mim. — Vamos vê se pensa rápido.

De repente ele saca uma arma, e eu corro e empurro Sara até uma coluna perto, e nós caímos em cima de alguns sacos de areia.

Me afasto de cima de Sara, e finalmente posso sentir algo queimar em meu ombro. Continuo deitada no chão, e posso ver Sara parando Tockman, que estava para entrar no carro. Vejo meu sangue nos sacos, e finalmente sou erguida por Diggle, enquanto Oliver estava ajudando Sara.

P.O.V. Oliver

Saio do banheiro com minha blusa em mãos, e vejo o porão da Verdant vazio, até que eu me aproximo, e vejo uma loira baixinha sentada na maca lutando contra as bandagens para vestir sua blusa. Rio de suas caretas de dor, e imagino o quão corajosa ela foi hoje para salvar Sara. Me aproximo, e tiro a blusa de suas mãos, mostrando o local do tiro que estava tratado, e um corpo escultural. Pego minha blusa de botões, e coloco em seus braços, a fazendo olhar para mim enquanto eu fecho os botões.

– O que ainda faz aqui? — pergunto, sabendo muito bem os motivos, mas queria saber o que Diggle inventou para ela.

– Ele falou que ficasse te esperando para me deixar em casa. — diz ela e faz uma careta. — Por quê mesmo? Eu sei dirigir?!

Sorrio para a loira confusa, e imagino onde Diggle arrumou aqueles comprimidos fortes para ela.

– Por quê foi sozinha? — pergunto aproveitando o momento que ela estava vulnerável para falar a verdade, mesmo odiando isso.

– Por quê eu não quero que vocês se machuquem para me proteger. — diz ela fitando o nada.

A olho linda, com seus cabelos soltos, e sem óculos, mostrando um olho azul doce, e a sinto perto.

– Eu tenho que te proteger, Felicity. — digo a fazendo olhar para mim. — Tenho que proteger minha garota.

– Você quer dizer garota garota? — pergunta ela confusa. — Ou garota do T.I.?

A abraço, e ela se aconchega, até que escuto sua voz mais uma vez.

– Você cheira bem. — diz ela, e eu rio pelo seu estado de efeito do anestésico, e levanto a colocando no braço.

– Vamos pra casa Felicity.

Notas finais
O que acharam? Bom... Comentem, favoritem, recomendem e sigam o Instagram da Geek, que vai falar um pouco de spoilers das fics, coisas de filmes, e um pouco mais de mim. O instagram é: geek_57. Esperando! Kisses ~Mais uma Geek