Sua Artesã, Minha Melhor Amiga.

4 Yumi assustadora! Dissecação? LOL


Notas iniciais
YAY! Finalmente, capitulo quatro! Posso demorar um pouco para criar a continuação agora, mas irei me esforçar, já tenho muitas idéias em mente. :3
Eu espero que vocês gostem, logo estarei adicionando fotos, caso não consigam abrir, clique para abrir em nova guia. :3
Boa leitura!

“E-Está uma delicia.” Comi o bolinho, estava realmente delicioso.

Então ela pegou outro bolinho de sua mochila. “Pegue. Pode ficar, você deve estar faminto.” Disse ela para mim. Eu agradeci e comi outro bolinho, estavam realmente deliciosos nunca tinha comido bolinhos tão bons.


“Aquelas flores, são para mim?” Perguntou ela olhando para a lua.

“S-Sim, eu coloco-as lá por que achei que você tinha..” Eu disse em uma voz mais baixa.

“Tudo bem, é normal pensar que eu estava morta depois de uma luta contra um monstro daquele.” Ela deu um sorriso um pouco triste.

“Diga-me, o que foi que espantou o monstro. Eu sei que você sabe” Falei olhando para ela.

“Se eu te contar, promete que não vai contar para ninguém?” Disse ela olhando para os meus olhos.


“Eu prometo!” Disse.


“Quem espantou o monstro foi o meu pai.” Disse ela timidamente.


“E o que tem de errado nisso?” Perguntei confuso.


“Meu pai não é humano. Ele é uma espécie de...”


“Uma arma?” Respondi.


“Não, algo ainda mais forte. Ele é um guardião, e o dever dele é cuidar do clima, das águas, mares e oceanos. Além disso, ele tem o poder de poder resistir a baixas temperaturas. Os guardiões nunca têm tempo para nada, sempre cuidando do mundo.”


“Um guardião? Ouvi apenas rumores sobre isso. Ouvi dizer que pessoas que nascem de guardiões nunca vêem os seus pais, ou raramente, eles aparecem para lhe proteger quando seus filhos não têm chance de vencer.” Disse.


“E geralmente um dos dois é humano. A minha mãe, eu vivia com ela enquanto papai cuidava das coisas.” Ela olhou um pouco triste.


“E onde está sua mãe agora?” Perguntei um pouco confuso.


“Ela está lá.” Yumi me apontou o céu.


“Me desculpe, eu não sabia que sua mãe-“ Falei mas fui interrompido.


“Não, ela está em um lugar bom agora e sei que ela de lá, estará sempre me vigiando e protegendo. Nós vamos estar sempre juntas, não é mãe?” Disse Yumi sorrindo e olhando para o céu repleto de estrelas.


Fiquei calado por alguns minutos, eu não tinha nada para falar e acho que nem ela. Mas o silencio foi quebrado com uma pergunta que mudou minha vida.


“Ei, qual é o seu nome?” Perguntou Yumi.


“Chamo-me Yamamura Hiro e você?” Perguntei olhando para frente.


“Meu nome é Aokoko Yumi... Você quer ser meu amigo?” Disse ela me mostrando um enorme sorriso.


Eu corei, não soube muito bem o que fazer. “S-Sim, adoraria.” Respondi corando ainda mais.


Nesse exato momento, ela continuou com o sorriso, mas lágrimas caíram em seu rosto. Não eram lágrimas ruins, eram de felicidade. Ela me disse que era a primeira vez que alguém falou com ela e também que eu era o único amigo dela. Eu estava feliz, não, nós estávamos felizes. Eu dei um grande sorriso para ela.


“Viu isso papai? Eu tenho um amigo. Eu estou tão feliz!” Disse ela gritando para o céu ou talvez a Lua.


– Mas me diz uma coisa Hiro-san.. Ela estava falando algo como.. Ah, lembrei, ela disse: “O que quer que eu faça, mate-os?”. Não que eu esteja subestimando-a, mas, talvez fosse impossível matar todos nós de uma maneira que ela não morra. Só se ela for meio que.. Imortal? HAHAHAHA, isto é impossível, nem mesmo o maior dos inventores conseguiu fazer algo assim.

Disse Spirit um pouco confuso e preocupado.


– É um pouco complicado de explicar isso, mas vou ver se consigo...


Alguns meses depois de nos conhecermos Yumi tinha duas garotas como amiga, as meninas tinham a mesma idade que a de Yumi, gostavam absurdamente da cor rosa e de coisas fofas e delicadas. Eu as chamava de “garota cor-de-rosa 1” e de “garota cor-de-rosa 2” . A número um se chamava Misake e a número dois Meiko. Sempre que elas podiam se encontravam no lago, onde conversavam, brincavam de casinha e essas coisas. As meninas não eram muito chegadas em brincar de “pique” ou dessas coisas como vídeo-game e carrinhos, o que Yumi também gostava. Elas eram muito amigas até. Mas certo dia as garotas “cor-de-rosa”, decidiram que não iam mais ser amiga da Yumi, então começaram a discutir.


“Mas por que vocês não querem mais ser minhas amigas?” Disse Yumi confusa.


“É por que você não merece ser nossas amigas e participar de nosso grupo. Você não usa rosa e nem ao menos tem um ursinho de pelúcia, só carrinhos, e nem quer brincar muito de casinha e de comidinha.” Disse uma das garotas.


“Mas.. Mas eu..” Disse Yumi um pouco triste.


“Ah, e é mesmo, você não sabe se comportar como uma garota normal. E além do mais, sua mãe não te ensinou modos não? AH, É MESMO, EU ESQUECI.. Você não tem mãe e nem pai não é mesmo?” Disse a outra garota rindo da cara dela.


Yumi estava olhando pro chão, ela estava chorando.


“Vamos, chame o papai e a mamãe.” Disse a garota rindo se aproximando da Yumi.


“Calem a boca! Suas patricinhas ridículas! Idiotas!” Disse Yumi gritando.


“O que você disse?!” Disse a garota chegando mais perto e empurrando Yumi.


Yumi já estava com sua aura completamente diferente, uma alma.. Assustadora, podemos dizer. Ela parecia ter perdido a consciência ou algo assim, ela não me escutava de maneira alguma.


“Vão embora!” Falei para as garotas.


“Nós já estamos indo Hiro-kuuuun. Nós só vamos dar uma lição nelas antes.” Disse uma das garotas.


Yumi se levantou e tocou meu ombro, mas não disse nada, pensei que seria algo como: “Não se preocupe, eu estou bem. Vamos embora”.

Yumi deu um soco no rosto da Misake fazendo ela ir parar dentro do lago, logo em seguida chutou a Meiko fazendo voar até a arvore mais próxima.

Yumi andou em direção para a Misake, Yumi a segurou pela camiseta e a jogou em um arvore ao lado da Meiko. A garota bateu com o rosto na arvore o que a machucou muito. Eu não impedi a Yumi de agredi-las, na podia fazer nada quanto a isso, achei melhor não me envolver. Yumi andava até elas, então, segurou os dois braços da Misake para trás e apoiou seu pé nas costas dela. “Créc!”, sangue voava por toda parte, Yumi tinha arrancado o braço da garota. Ela gritava de dor, enquanto sua amiga estava realmente assustada. Não só a Meiko, mas eu também não consegui acreditar no que eu via. Como assim, ela era tão doce e gentil, não posso acreditar que ela está fazendo isso. Pergunto-me também se não foi ela que “espantou” o monstro.


E quando menos esperava, Yumi estava devorando os braços arrancados. Ao terminar, Yumi olhou para a garota como se não estivesse satisfeita, queria mais.. “Comida”. Era assustador, ela estava sendo extremamente fria.


A Meiko estava tentando fugir, mas Yumi a segurou pelo pescoço e logo em seguida perfurou seu coração com sua mão e então disse: “Heh, o almoço estava fugindo. Que estranho.”

Yumi jogou a Meiko no chão e retornou para a número um. Logo depois estava terminando de devorar a número um. Ela devorou tudo, até a alma. Só faltava uma garota, Yumi esta se decidindo por que parte comer. Mas de repente uma música, o som de uma flauta, ecoava pela floresta. Na mesma hora que começou a tocar ela parou e ficou atenta apenas na música. Eu vi um homem tocando ela em uma ocarina e não em flauta, se me lembro bem, era alto, cabelos curtos brancos. No fim da música, Yumi caiu no chão, como tivesse sido hipnotizada ou algo assim. Um dia depois, ela me contou que foi o ódio que dominou o coração dela e fez então aquelas coisas, ela disse que sentia muito mas não conseguiu se conter. Talvez no fundo do coração dela, ela talvez quisesse dar uma surra nelas.

– A Yumi-chan d-devorou a garota?


– Se não quer acreditar, pergunte a ela.. Ou pro pai dela. Ele também saberia responder, ela disse que ele fica sempre de olho nela, por mais que não possa ajudar, e quem sabe, não era ele mesmo naquele dia.

Ah, e não se preocupe, não vou deixar que ela faça isso novamente.

Disse Hiro suspirando.


Então finalmente Stein da sala e suspira procurando Hiro.


– Ah, você está ai.


– Ela vai ficar bem?


– Sim, ela só precisa ficar alguns dias repousando.


Hiro suspira.

– Muito obrigado, Stein.


– Eu só queria avisar eu dissequei um pouco ela, aí aproveitei para trocar os pés dela.

Disse Stein disfarçando o sorriso.


– VOCÊ O QUE?

Falou Hiro em um tom de voz alto.


– Stein, já não basta você me dissecar, dissecar os animais, agora quer dissecar os pacientes doentes.


– Eu também já dissequei você quando estava doente Spirit.

Disse Stein sorrindo.


– O QUE? MAS.. MAS ISSO NÃO É POSSIVEL, COMO PODE FAZER ISSO. AAAH

Diz o Spirit choramingando.


– Brincadeira, eu estava louco para ver qual seria a reação de vocês.

Stein falou rindo.


– ISSO QUER DIZER QUE VOCÊ NÃO ME DISSECOU ENQUANTO ESTAVA DOENTE?

Disse Spirit com os olhos brilhando.


– Não, isso já era verdade.


– Mas o que..

Spirit cai no chão e fica desmaiado.


– Você pode ir vê-la se quiser.

Disse Stein acendendo um cigarro.


– Não, obrigado, eu vou para casa por enquanto.

Disse Hiro indo embora.


– Você que sabe.

Falou o Stein deixando a varanda.