Notas iniciais
Espero que sinceramente gostem!


Está não é uma história de amor, mas uma história sobre o amor. Tenho respondido a várias perguntas ao longo dos anos, e o que me perguntam muitas vezes é: Se tudo valeu a pena?

Eu sempre respondo da mesma maneira, se é tudo o que você já conheceu, então, você não sabe o que esperar. Com toda a sinceridade, a fim de compreender a minha felicidade, você precisa conhecer a minha tristeza.

Então, aqui começa a minha história e meu nome é: Isabella Swan.

A garotinha com lágrimas nos olhos castanhos, via o caixão baixar, sua querida mãe perdeu a luta contra as drogas, Renée Swan fora vítima de uma orverdose em consequência da profissão que foi obrigada a seguir. Depois de ter sido abandonada pela família e pelo homem que amava, Renée seguiu um novo caminho carregando Isabella no ventre, durante muito tempo ela foi garçonete, ganhava uns trocados que mal davam para pagar a pensão em que morava, tentou procurar outros empregos com a formação que tinha, mas nem o de secretária lhe foi dado, ninguém queria uma mãe solteira como funcionária.

Depois que deu a luz a Isabella, Renée para ganhar um pouco mais de dinheiro, se viu obrigada a entrar no mundo da prostituição, por não suportar a profissão, Renée começou a se drogar até que o que era apenas uma forma de alívio se tornou um vício. Isabella cresceu em um mundo violento. Diversas vezes viu sua mãe sendo violentada por clientes na porta de casa, a menina chorava e gritava pedindo para que parassem de maltratar sua mãe, mas ninguém nunca a ouvia. Durante os anos que se seguiram Isabella frequentava a escolinha que ficava perto do casebre onde moravam e as suas noites eram dedicadas aos cuidados com os cortes no corpo da mãe, os chás para aliviar as dores e os efeitos das drogas que consumia.

Ela nunca soube do paradeiro de seu pai ou de seus avós, as duas recebiam visitas apenas de um homem que a tratava como sobrinha e do pequeno garotinho loiro que lhe levava brinquedos. Renée sempre que podia lhe contava histórias e pedia para que nunca desistisse dos seus sonhos, e de tentar ser feliz. Isabella havia aprendido com sua mãe a sempre ver o lado bom, mesmo em uma situação ruim.

— Bella, levante-se daí querida, como você quer ser uma princesa se está toda suja de areia. — uma das freiras lhe ajudou a se limpar. — Você não pode estragar um vestido tão bonito Isabella. — Todas as roupas do orfanato eram doadas, na verdade, o lugar inteiro era sustentado por doações.

— Eu não quero ser uma princesa, eu só quero a minha mãe. — A freira abraça a garotinha que chora de saudades.

— Oh não chore, querida. — Irmã Alicia a abraça mais forte. — Nós vamos conseguir uma família que a ame como a sua mãe lhe amava.

— Eu só quero a minha mãe. — Isabella corre até a sala da madre Cecília, a pessoa que ela mais confiava, mas até está pequena felicidade lhe foi tirada, a princípio ela havia ficado na casa de acolhida dirigida por freiras, as irmãs eram boas e Isabella era quase feliz, mas aos sete anos o Estado decidiu que ficar em um orfanato era prejudicial para as crianças, além de gastar muito dinheiro, então resolveram que seria melhor para estes órfãos terem uma família, mesmo que para isso o Estado tivesse que pagar um pequeno salário, essa decisão acarretou em vários problemas, muitas pessoas apareceram, porém nem todas ali estavam pensando no bem estar das crianças, só queriam ter um empregado e receber o dinheiro que era destinado para aquela criança, Isabella foi uma delas, na verdade já fazia 5 anos que passava de casa em casa, de família em família, sem nunca conseguir estabelecer-se, este ano estava com uma senhora de 52 anos, quando a tinha visto pela primeira vez pensou que ela seria como uma avó, como tinha se enganado, Mabel podia ser tudo, menos uma avó amorosa.

— Depois de lavar os pratos, certifique-se de passar os lençóis, se vai morar aqui comigo, tem que ser útil.

— Sim senhora — Isabella tinha ouvido isso muitas vezes, ela vivia com Mabel já fazia dois anos, e nunca foi como nos programas de televisão, avós deveriam ser amorosas e gentis, Mabel era antipática, dura e exigente e nunca deixava de lembrar a Isabella, o seu lugar. O trailer pobre em que viviam, nunca poderia ser descrito como uma casa, mas era tudo o que Bella tinha.

— Vou ter companhia, seria melhor se arrastadas a tábua de passar para o quarto, as crianças não devem ser vistas ou ouvidas, especialmente quando são bastardos sem mãe ou sem pai como você.

Isabella tinha ouvido isso várias vezes de Mabel, mais isso realmente, não a feria mais, como a princípio a feriu.

— Tudo bem — Tinha aprendido há muito tempo que discutir era uma perda de tempo, não havia como escapar desta situação, não era abusada fisicamente e Mabel a mandava para a escola.

— A propósito não quero mais você indo falar com aquelas freiras, elas colocam idéias erradas na sua cabeça, que já não é muito inteligente.

— Mas eu gosto da madre Cecília, ela foi a primeira a cuidar de mim depois que a minha mãe morreu. — disse Isabella quase chorando, não queria se separar da única pessoa que parecia importar-se com ela.

— Se você acha que aquela freira se importa com você, pode esquecer, ninguém se importa, enfrente isso senhorita nariz empinado, a puta da sua mãe não se importava, seu pai provavelmente não sabe nem da sua existência e eu também não me importo.

Enquanto Mabel continuou seu discurso sobre a gratidão extraviada de Isabella, ela abaixou a cabeça e fez a sua fuga, era preferível engolir a resposta atravessada que estava pronta para dar, do que ser repreendida, quando os amigos de Mabel vinham para assistir televisão e beber cerveja, o lugar mais seguro para Isabella era estar fora de vista.

Fechando a porta do quarto, preparou a tábua de passar e plugou o ferro, colocou o dedo na chapa para testar seu calor e o pôs sobre a estrutura frágil de madeira. O que deveria pensar? Escapar da realidade através dos sonhos, era a sua coisa favorita, enquanto deixava o ferro quente deslizar sobre os baratos lençóis finos imaginou como seria a vida para ela um dia. Oh! Sabia que não se tornaria realidade, mas era tão bom sonhar, e viver isso em sua mente.

Um dia seu príncipe viria, seria alto, forte, inteligente, engraçado e bom para ela. Seu herói a olharia e se apaixonaria, ela ensaiou o que eles diriam e o que fariam, Isabella deixou a realidade para trás e durante esses momentos preciosos, estava feliz.

Notas finais
por favor me digam se gostaram ta? E obrigada por lerem...