Sua
4 Capítulo 3
Notas iniciais
As notas musicais enchiam a sala da cobertura de Edward Cullen, com vinte oito anos ele exalava sensualidade e não havia mulher que não o desejasse. Depois que havia entrado no mundo do BDSM nunca mais conseguiu ter uma relação que não fosse dentro deste universo, a não ser por Ângela, que foi mais do que sua submissa, ela era sua amiga e companheira, porém como todos os que já gostou, ela o deixou.
O que ninguém sabia era que por trás de tanta beleza havia um homem sem nenhum tipo de emoção, amargurado por um passado obscuro que fazia questão de esconder sua preferência por um sexo nada convencional alias nada nele era convencional.
“Dominic esperou até que ele encontrasse seus olhos novamente.
— Agora que tivemos algumas coisas fora do caminho, é hora de conhecer sua submissa um pouco melhor. Vamos começar a inspeção.
— Inspeção? Edward não conseguia compreender parecia que falavam de um objeto e não de uma mulher. Dominic sorriu pacientemente, os olhos vivos com antecipação.
— É claro, temos que saber do que sua submissa gosta e do que não gosta você precisa descobrir que lugares são muito sensíveis, e que lugares ela não gosta de ser tocada, você precisa conhecer seu corpo tão intimamente quanto conhece o seu próprio, ela te pertence, lembre-se, ela é sua para cuidar, ela é sua posse, sua mais valiosa e preciosa.
— Posse? Outra vez, Edward não entendia o conceito. A sobrancelha de Dominic subiu.
— Claro, pelo menos quando estiver envolvida em uma cena ou para nossos propósitos, quando estivermos nesta sala, ela pertence a você, seu prazer, sua dor, seu medo, você deve ser capaz de antecipar tudo que ela vai fazer ou dizer.
— Leva exploração, experimentação, paciência e muita atenção ,mas, no momento, você nem sequer sabe como ela é, você não sabe como ela gosta de ser tocada, ou quais os medos que ela precisa superar. Edward encontrou os olhos da linda mulher parada a sua frente perguntando-se o quanto ela sabia. Dominic sorriu.
— Você vai ter que ser gentil com ela, especialmente no início, ela vai ficar desconfortável com sua nudez, mas você não pode permitir ela se esconder de você, ela pertence a você.
— Você deve ter acesso a todas as partes de seu corpo, a fim de fazê-la ciente disso. Os olhos de Dominic se estreitaram. — Ela nunca vai estar completamente confortável com isso, na verdade, seria uma pena se o fizesse, mas vai fazer melhor com o tempo. Edward se aproximou da submissa e a observou, estava quase a tocando para retirar suas roupas quando Dominic o segurou antes que ele se aproximasse mais.
— Ela vai querer que você a ajude, mas tirar suas roupas não comanda seu cumprimento, ela tem que tirar sua própria roupa, isso a fará se sentir mais impotente, pois ela sabe que está se submetendo a você por sua própria vontade. Edward então entendeu! Ele não tomava. Ele a atraía a dar. A garota continuava parada, não fez qualquer movimento para retirar as roupas, então ele perguntou ao seu mentor.
— E se ela não se despir? O silêncio que se seguiu fez os cabelos em sua nuca arrepiar. Depois de longos segundos, segundos que se arrastaram com uma lentidão excruciante, Dominic voltou a falar, a voz baixa, mas com uma extremidade de aço.
— Há uma série de razões para isso, mas o resultado final é que, ou ela se despe ou será levada de volta ao seu quarto, este é o fim, ela tem que se dar de bom grado, Edward, ou não há submissão, é simplesmente estupro. Edward ofegou na palavra feia. Não era nada disso, mas ele não sabia como lhe dar o que aquela submissa queria. Sua mente estava em branco, o motim de sensações se construindo dentro dele bloqueava todo o resto. Ele se sentia mais vivo do que já se sentira em sua vida, cada terminação nervosa formigava com consciência. Com essa conscientização veio à excitação, uma que ele nunca teria imaginado, ficando mais intensa porque se originou em sua mente. Dominic falou novamente.
— A submissa tem todo o poder, Edward, algo que todo Dominante sabe muito bem. Esta é a única maneira que esse tipo de relacionamento pode realmente funcionar, ela deve saber que está em boas mãos e que pode confiar em você para dominá-la, com uma palavra, tudo pode parar. — Inclinando a cabeça, ele fez um gesto para a mulher a sua frente.
— Ela quer usar essa palavra e sair daqui, ou quer deixar o roupão cair ao chão, para podermos continuar a explorá-la? Seu Dom está ansioso para explorar suas curvas deliciosas, ele gostaria de conhecer a textura de sua pele, ele gostaria de sentir os tremores em baixo, ele gostaria de saber como cada toque suave, cada toque firme, ia afetá-la, ele gostaria de saber tudo sobre você e lhe ensinar mais sobre si mesma do que jamais poderia ter imaginado.
— Ela está contando com você para ensiná-la, para lhe mostrar coisas sobre si mesma que ela nem sequer tinha fantasiado ainda.
— Prazer, dor, um golpe suave, um firme, olhe em seus olhos, Edward, ela quer saber, ela está com fome, e precisa de alguém que tenha tempo e paciência para satisfazer essa fome. Desejo zumbiu por suas veias como o melhor vinho, deixando-o meio atordoado. Ela então soltou o cinto e deixou o roupão cair em uma poça ao redor dos quadris. Tremendo de nervoso, ele olhou para a submissa, não sabendo o que deveria fazer sem seguida. Chocado com a luxúria que acometeu seu corpo, ele começou a fechar os olhos, assustando-se com o som da voz de Dominic.
— Mantenha-os abertos, você precisa vê-la, Edward, lembra? Não deixe que ela feche os olhos, e acredite que é uma fantasia, não a deixe escapar para seu próprio mundo, ela precisa de você.
— Ela não é linda? Estou com inveja, sabia, eu adoraria ter a chance de dominar uma mulher tão bonita e responsiva, uma que realmente não percebe sua capacidade para o prazer, mulheres apaixonadas são tão vulneráveis, por isso é necessário que ela saiba que você está lá para ela.
— Eu estar lá para ela? Deus, ele não entendia isso, não era apenas sexo? A voz de Dominic baixou.
— Sim, ela precisa de você para dirigi-la, lembra? Ela está confiante de que você vai cuidar dela, por que ela iria se submeter a você se você não fosse cuidar dela? Ela sabe que há prazer guardado para ela, você pode ver isso em seus olhos, não é? Ela só não sabe quanto ainda.
— Pouco a pouco, você vai lhe mostrar que quanto mais profunda a submissão mais profundo é o prazer”.
E aquela fora a sua primeira vez como dominador, fora a única forma de sentir prazer em um ato sexual, Hellen fora sua submissa por cinco anos e no final adquiriu sentimentos por ele, e fora ela quem terminou a relação já que não vira futuro ao lado de Edward. Depois dele vieram diferentes mulheres, algumas só o agradavam com joguinhos sexuais, sexo oral, algumas chegaram a ser submissas, mas isso não o fazia parar de ter suas vastas conquistas.
Durante esse tempo Edward vem tentando superar seu passado, e vingar-se daqueles que lhe fizeram tanto mal, os ricos e poderosos que participaram de seu martírio eram o seu alvo. Ele já acabara com a vida de muitos, com seus impérios, e os colocara atrás das grades. Alem do sexo desenfreado era isso que lhe trazia pouco de paz. Sua tia conseguira deturpar sua vida com as perversões, Edward não conseguia ficar um dia sem ter sexo, ele adorava estar no controle e isso o anestesiava, o fazia esquecer que um dia fora usado e controlado. Alem é claro de sua natureza dominadora, o sexo convencional não lhe trazia nenhum alivio.
Com um copo de uísque na mão lembrou-se da cena feita com sua ultima submissa, como em todas às vezes ele falhou em termos de sentimentos, de não aceitar uma paixão, pois não tinha espaço em sua vida para isso, não existiria amor em sua vida, se achava incapaz de sentir.
Recordou-se de como castigou a bela Ashley que apenas tentou toca-lo sem sua permissão, havia a amarrado com algemas suspensas de seu playroom ou o velho e conhecido quarto de jogos, tinha lhe castigado com um de seus chicotes especiais, evitou marcas pelo castigo, pois um bom Dom não deve nunca marcar sua submissa, ele logo se excitou com a cena feita, Ashley apreciava seus castigos e parecia fazer de tudo para ser castigada, depois de transar com a loira negando-lhe o ápice de prazer, a soltou e quando ela olhou em seus olhos depois de todo o sexo que tiveram e proferiu as palavras erradas, palavras de amor das quais ele fugia constantemente, deu fim a mais uma de suas relações.
Em sua raiva por ter escutado tamanha sandice daquela que deveria somente preocupar-se com seu prazer, havia rasgado o contrato firmado por ambos e pedido a seu motorista particular para deixar Ashley em sua residência, ela era uma boa submissa, sempre se esforçava para agrada-lo de todas as formas e apreciava um bom castigo como ele tanto gostava de fazer, porem não lamentava por tê-la perdido, faltava-lhe alguma coisa, como em todas essas relações, mas ele sabia que não se tratava de amor, tratava-se de outro fator que não sabia identificar, precisava de outra submissa para ocupar seu tempo, para ocupar sua mente e satisfazê-lo como ele queria e precisava.
Havia tentado dormir, mas acordou com seus velhos pesadelos aqueles que o perseguiam desde sempre, e agora estava ali sentado, tocando seu piano e através da musica descontando todas as suas frustrações, tocando Sonata ao Luar de Beethoven a musica triste que falava a sua alma ecoava pela grande cobertura em que morava, agradeceu por não haver ninguém naquele espaço, não suportaria a presença de alguém descobrindo sobre seu passatempo que era tocar piano isso era algo seu, intimo demais, e ele não compartilhava este momento com ninguém, desde a época que morava com carlisle e Esme.
Edward Cullen tinha seu passado muito bem escondido da mídia, todos conheciam somente a figura arrogante e fria de milionário famoso com uma família de alto valor, um homem brilhante que havia crescido cedo demais, mas que possuía um talento incrível para a escrita e negócios, o dinheiro era algo que obrava milagres, e dinheiro era o que Edward Cullen tinha de sobra, afinal seu pai, o verdadeiro pai havia lhe deixado uma enorme herança, que ficara em poder de sua tia por anos, ela quase destruiu tudo. Edward depois de dezoito anos reergueu o império de sua família, e era considerado um gênio por todos os empresários do meio.
Mas apesar de todo este dinheiro isso não o poupou do sofrimento, teria preferido mil vezes ser pobre e ter tido seus pais junto a ele, mas não deveria reclamar afinal conseguiu ser adotado por Esme e Carlisle cullen poderia ter sido pior, ele era brilhante, mas reservado, não gostava de se expor, não gostava de entrevistas, não apreciava repórteres ou paparazzis.
Frustrado ele lembrou-se imediatamente da garota de olhos castanhos com gosto de morangos, Isabella Swan não havia lhe saído do pensamento, ela era apetitosa demais, e ótima para o que ele tinha em mente, ele a foderia tanto que ela não conseguiria andar por dias. Buscou seu iphone e discou o numero de seu detetive particular, Edward estava disposto a ter aquela garota a qualquer custo.
— Sr. Cullen? Era madrugada e o detetive achou estranha a ligação de seu chefe, não havia nenhum trabalho pendente.
— Mitchel, eu quero um relatório completo sobre Isabella Swan, na minha mesa até as oito. O detetive era acostumado a investigar todos os empresários com quem Edward tinha negócios, e outros em particular os quais ela fazia questão de destruir.
— Sim senhor. Edward desliga o telefone e repuxa os lábios em um sorriso de vitoria, ele teria aquela garota, mas naquele momento ele precisava de um alivio que só uma submissa substituta poderia lhe oferecer. Nem mesmo escrever ou treinar lhe faria acalmar-se, por isso pega um de seus carros e vai ao clube o qual é sócio de Dominic.
Chegando lá viu rostos conhecidos, aquele lugar era como seu lar. Edward tratou de cumprimentar a todos, havia muitos Dons que ele não conhecia, alguns estavam acompanhados de belas submissas, todas usavam bonitas e estonteantes coleiras, alguns eram simples colares enquanto outros possuíam exageradas correntes ou até mesmo coleiras de cão.
— Mestre Cullen deseja beber o mesmo de sempre? A exclusiva garçonete vem atende-lo rápido.
— Sim Abigail, onde está Dominic? Edward pergunta em seu usual tom arrogante.
— Está em sua sala aguardando-o Mestre. Abigail abaixa a cabeça em forma de submissão ao altivo dominador a sua frente.
— Estarei esperando minha bebida. Edward fala no mesmo tom e sobe em direção à sala de Dominic, o homem que havia lhe mostrado o mundo BDSM, o mundo que lhe salvou de certa maneira.
— Mas vejam só, quem a casa retorna, se não é o meu pupilo predileto. Dominic fala e coloca sua bebida sobre a mesa.
— Dominic. Edward cumprimenta o homem friamente e senta-se elegantemente sendo servido rapidamente por Abigail.
— Frio e impessoal como sempre. Diz e Edward dá um sorriso sem nenhum humor.
— Me diga como vai a sua maravilhosa submissa Ashley? Pergunta depois que degusta novamente de sua bebida.
— Ela não é mais minha submissa. Edward fala ao tomar um bom gole de seu Jack Daniels. — Ela fodeu com tudo a três noites, em meio a uma cena de punição. Edward toma mais um gole,
— Adquiriu sentimentos por você. Dominic constata fato este que havia se repetido por diversas vezes.
— Não entendo como todas adquirem sentimentos por um fodido sem sentimentos como eu, em nenhum de meus relacionamentos de dominação dou a impressão de estar em busca disto, uso-as somente para o meu prazer e dou a elas o que tanto anseiam, mas não sentimentos, eu não os tenho. Edward desabafa com a única pessoa no mundo que talvez o entenda, Dominic conhecia os demônios que Edward carregava em sua alma.
— É claro que não tem, mas as mulheres meu caro Edward são difíceis de entender, em um momento querem flores, corações, palavras de amor e no outro apenas querem ser bem fodidas. Dominic explica e Edward continua sem nenhuma expressão. – Está há três dias sem sexo?
— Fui servido de sexo oral por uma das secretarias, que é claro vou demitir, e fodi uma desconhecida em um restaurante.
— Não quer que elas sintam esperança. Edward apenas encara seu sócio e mentor.
– Mas eu sei exatamente do que precisa. Ele explica e levanta-se indo até o telefone.
— Temos boas submissas meu caro amigo, e tenho uma que será de seu completo interesse, loira de olhos azuis como o céu, disciplinada e que adora ser castigada da maneira que convir ao seu mestre, prove-a por esta noite. Dominic sorri a Edward que apenas toma um gole de sua bebida indiferente apenas esperando pela tal mulher que não demora a entrar na sala.
Ele gira a cadeira e olha a bonita submissa a sua frente e como desconfiava era loira, cabelos longos cheio de cachos nas pontas, um corpo avantajado e cheio de curvas, não conseguia ver o rosto da garota por ela estar de cabeça baixa em sinal de obediência aos mestres presentes. Ela era exatamente o que apreciava, mas algo havia mudado, ele parecia apreciar mais as morenas agora.
— Minha querida Lauren está perfeitamente linda esta noite. Dominic aproxima-se da garota e ela nada profere.
— Fale livremente minha querida. Dominic ordena.
— Obrigada mestre, tudo para agrada-lo. Lauren responde mais continua com a cabeça baixa.
— Levante a cabeça querida e deixe que outro mestre contemple toda a sua beleza. Ele segura no queixo dela e a faz levantar a cabeça. — Olhe para o mestre Cullen e mostre a beleza destes lindos olhos querida. Lauren logo olha para Edward e fica fascinada com o belo homem a sua frente, jamais tinha tido o prazer de olhar para o mestre cullen de perto, ele era mesmo magnífico e como as outras submissas do lugar ela queria ser dele.
— É uma bela submissa, Dominic. Edward fala ao olhar para a linda mulher a sua frente, era exatamente como apreciava.
— Sim Lauren é uma preciosidade, leve-a com você, prove-a por esta noite e depois conversamos melhor. Seu amigo oferece enquanto ainda segura o rosto da garota.
— Você sabe que posso compartilhar principalmente se for com você, teste-a e diga-me se deseja ficar com ela para ser sua mais nova aquisição. Aro possuía submissas em seu clube, porem só compartilhava com mestres que possuíam alguma afinidade com ele, e Edward era seu protegido, fora seu aluno, e como um bom mentor agradaria o homem a sua frente, sabia que ele precisava disso.
— Eu a levarei por essa noite e verei o que ela sabe fazer. Edward declara olhando para os lindos lábios pintados de vermelho de Lauren e imaginando o que ela poderia fazer com eles, enquanto Lauren comemorava internamente, pois faria de tudo para Edward toma-la como sua, todas do clube eram educadas para serem perfeitas submissas, e ele era o sonho de todas.
Lauren entra no apartamento e coloca-se imediatamente de joelhos esperando pelas ordens de seu senhor pelo menos por esta noite, ele a puxa pela coleira fazendo com que ela se locomova de quatro até o quarto de jogos.
— Quero que tire toda essa roupa e sirva-me esta noite Lauren. Edward fala ao chegar ao playroom, ele a prende em uma espécie de mesa, seu corpo é amarrado pelas pernas e braços e ela já começa a sentir sua excitação crescendo, esperava sinceramente que Edward Cullen a escolha como sua nova submissa e faria de tudo para que isso acontecesse.
Edward olhava para a mulher amarrada e pensava o que poderia fazer para começar a jogar, podia sentir a excitação que emanava daquele belo corpo, e para que a sua pudesse iniciar foi ate o aparelho de cd e o ambiente encheu-se com o som forte de Carmina Burana agora poderia começar, dando um sorriso de escárnio pegou as bolinhas tailandesas e aproximou-se daquela que ao menos por esta noite lhe daria uma pouco de paz ou pelo menos ele achava isso.
— Você gostaria disto dentro de você minha cara? Ele pergunta com a voz que não transparecia emoção. -Você tem a minha autorização para responder. Ele continua sem emoção e totalmente vestido.
— Farei tudo que desejar Senhor. Com esta afirmação Edward quase sorriu, elas sempre o obedeciam, menos Isabella Swan a garota da boca atrevida que em breve seria sua.
Começou a introduzir uma a uma as bolinhas, Lauren se retorcia a cada bola que entrava em seu corpo e com isso obrigava Edward a lhe castigar com as mãos fortes, suas pernas já estavam com marcas, mas era por isso que ela fazia, pois adorava quando ele colocava suas mãos nela já que todos sabiam que Mestre Cullen não tocava suas submissas ou permitia que elas o tocassem somente existia algum contato quando consumavam a relação e mesmo nestes momentos suas mãos sempre estavam com luvas, Lauren não entedia o que fazia Mestre Cullen estar agindo diferente hoje, mas não estava reclamando, mesmo que este dominador não a aceitasse como submissa ela já estava satisfeita por ele simplesmente ter a tocado.
O que Lauren não imaginava era que Edward não tinha se dado conta que estava com as mãos nuas sua perturbação esta noite era tanta que só pensava em conseguir alivio para a dor sentida em sua alma, ele precisava da morena de olhos chocolates, mas foderia a loira de olhos azuis.
Quando se deu por satisfeito em seu castigo a Lauren, decidiu que esta noite ele faria algo diferente, em uma das gavetas pegou seu mais novo brinquedo o Clamp Japonês prendeu-o no clitóris de Lauren e puxou, ela começou a gritar em seu prazer, e chegaria ao seu ápice rapidamente com aquele acessório.
— Se gritar novamente, serei obrigado amordaçá-la e você não gostaria disso cara Lauren, irá ser prazeroso para mim, mas doloroso para você. Ele falou pegando-a pelos cabelos puxando seu couro cabeludo, Lauren foi obrigada a jogar a cabeça para trás, Edward falou em uma voz tão calma e compassada que Lauren se arrepiou inteira, em todos esses anos em que participava do universo BDSM nunca sentiu medo de seus Dons, mas este homem escondia algo escuro em sua alma, algo que lhe dava medo, mas isso não diminuía seu prazer ao contrário sentia ainda mais vontade de agradar seu mestre.
Edward decidiu que estava cansado dessa brincadeira, não estava saindo como ele tinha imaginado sim ele sentiu prazer em provocar dor em Lauren, mas não era só isso o que queria desamarrou-a, e tirou o clamp da moça fazendo com que a loira não conseguisse atingir seu tão esperado prazer, iria torturá-la.
— Você tem permissão para tocar-me somente onde eu desejar, e nesse momento desejo que me tenha em sua maravilhosa boca Lauren. Ele retira suas roupas enquanto Lauren não se controla e acaba olhando para aquele ser perfeito em sua frente, a penumbra só a deixava ver o corpo forte sem os detalhes, mas ela diria as suas companheiras o quão maravilhoso ele era, ela atende ao pedido do Dom o colocando em sua boca, primeiro começa a lambê-lo com prazer e quando vê que ele está gostando o engole com força, ele era tão grande e tão grosso que a fazia engasgar. Edward faz o movimento de vai e vem e logo sente seu prazer vindo, pega Lauren pelos cabelos e a força a engolir tudo. Respirando profundamente ele diz.
— Você se saiu muito bem Lauren, mas ainda preciso de mais. Edward havia chegado a seu ápice, mas não conseguiu espantar seus demônios por isso a usaria por mais tempo, logo ele a colocou na cama precisava acabar com isso logo e encontrar sua satisfação, não se importava com a mulher ao seu lado só buscava seu prazer e estava determinado a conseguir.
Mas novamente perto da chegada da aurora Edward encontrava-se sentado ao seu piano tocando a Silencio de Beethoven, depois da bela seção de dominação que teve com Lauren ele não conseguia dormir, apenas fechou os olhos e os seus pesadelos voltaram com força total, suas perturbações retornaram e ele não estava nada contente com isso, parecia que suas terapias não estavam fazendo nenhum efeito por isso devolveria Lauren para Dominic.
Pediu a Peter que a levasse de volta ao clube não podia ficar com ela já que a mesma não conseguiu afastar seus fantasmas mesmo depois de todo o sexo que tiveram.
E este era o teste para Edward, era assim que sabia se suas submissas serviriam ou não, se o sexo com elas o fizesse ter pelo menos algumas horas de sono estariam aprovadas, mas infelizmente não foi o que ocorreu com Lauren apesar de ter sido fabuloso e ela ser uma excelente submissa não houve paz para ele durante seu sono então ela foi mandada embora, pois não servia para ser sua. Ela era apenas uma substituta para aquela que lhe traria paz. Quando o sol raiou Edward arrumou-se com esmero em um de seus ternos negros.
Tomou seu café silenciosamente, avisou a sua governanta que não viria almoçar e seguiu para seu escritório.
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