Sua
47 Capítulo 16 (Segunda fase)
Notas iniciais
Promessa e divida ne gente??? Bom agradeço a todas por estarem nos ajudando e quem puder por favor comente ok?
Aquele lugar parecia ter saído de um filme de terror, Edward e Jasper entraram na cabana.
Edward pegou uma cadeira e rasgou seu fundo, enquanto Jasper rasgou a roupa de Lyzander com ele ainda desacordado, sentaram-no na cadeira e amararam suas mãos e pés.Jasper trouxe um balde de água e derramou na cabeça de Lyzander, fazendo-o acordar desorientado. — Edward , agente, onde estou? O que estão fazendo comigo? — Lyzander estava tremendo, e ficou ainda mais nervoso quando percebeu que estava amarrado na cadeira e completamente nu.— Não se preocupe, Lyzander, nós vamos apenas brincar juntos — Edward respondeu, pegando uma corda grande que possuía uma espécie de nó revestido por um plástico grosso, serviria como um açoite. – Não era isso que você dizia a suas vitimas? — Edward rodou a corda e acertou com a ponta em cheio nos testículos de Lyzander, que gritou de dor.— Isso não é divertido? Não é gostoso, Lyzander? — Edward acertou mais uma, e Lyzander caiu com a cadeira.— Misericórdia, por favor. — Lyzander pediu em uivos de dor.— Você tinha misericórdia de suas vitimas, Lyzander? Escutava quando eu te pedia para parar? — Jasper ajudou Edward a levantar Lyzander com a cadeira, colocando-o na posição inicial. Edward então segurou os cabelos de Lyzander e os puxou, encarando os olhos azuis frios que ainda tinham o poder de assustá-lo. – Quando eu te pedia para parar, você continuava ainda mais forte, me obrigava a fazer tantas coisas, sabe quantas vezes eu quis morrer, como deseja agora? Mas agora eu quero que você sofra, quero que olhe nos meus olhos e não veja mais neles o medo, a inocência daquela criança que você matou com suas perversões, eu quero que veja um torturador, o homem que vai matar você, Lyzander.— Não pode fazer isso, Edward , não sabe o que esta fazendo, minha morte causará muitos transtornos a você. — Edward soltou os cabelos de Lyzander e acendeu um cigarro.— Precisamos de nomes — Jasper disse, e se aproximou de Lyzander, ate então ele estava passivo apenas observando Edward agir.— Acha que vai ser tão fácil assim, agente? Acham mesmo que me torturando irão fazer com que eu fale alguma coisa? Sei que vão me matar e se não o fizerem, outros irão. — Jasper apenas sorriu irônico indo ate sua bolsa pegando um alicate.— Vamos ver o quanto de dor pode suportar de boca fechada. — Jasper ficou nas costas de Lyzander, enquanto Edward tragava seu cigarro.— Algumas dores podem ser excruciantes se você sabe exatamente o que esta fazendo, eu vou te mostrar – disse e colocou o alicate na unha da mão de Lysander e com um puxão arrancou ela inteira, ele gritou tão alto que se o local onde estivessem não fosse afastado, com certeza o teriam ouvido. – Apenas uma unha e uma dor tão forte. — Jasper arrancou mais uma, e o urro de dor foi ainda mais alto.— Quem está te ajudando, Lyzander, quem são seus cúmplices? — Mais uma unha arrancada.— Vai se ferrar — Lyzander disse.— Me de o alicate, Jasper. — Edward pegou o alicate das mãos de Jasper e colocou no dedo médio da mão direita de Lysander, Edward apertou o alicate mas não puxou, antes disto ele disse— Você lembra quando eu não passava de uma criança e você, seu monstro, disse que íamos brincar, e eu com minha inocência não entendi o que queria dizer brincar para a sua mente doente. Eu fiquei feliz porque desde que meus pais morreram ninguém brincava comigo, então fiz tudo o que me mandou, deitei naquela cama como me ordenou, e você colocou este dedo, exatamente este dedo dentro de mim, e não parou mesmo eu implorando e chorando, você continuou me molestando. A dor foi tão excruciante, e ali se deu a morte da minha inocência, agora você vai sentir uma pequena parte da dor que eu senti e sinto até hoje. – Terminou de falar e com um só puxão cortou o dedo de Lysander, o sangue jorrou, e Edward sentiu como se aquele sangue purificasse uma parte de sua alma. – Se eu te arrancar todos os dedos, e você ficar sangrando, sabe que terá pelo menos quarenta e oito horas de agonia, você terá uma morte lenta e dolorosa se não nos disser o que queremos saber.— Vocês não tem ideia do que estão me pedindo, essas pessoas são ainda mais impiedosas que vocês dois juntos. — EU QUERO OS NOMES, PORRA! — Lyzander começou a proferir os nomes de todos as pessoas que estavam em suas negociações. Jasper tomou nota de todos.— Sua tia me devia favores e me entregou você, Edward , como parte de sua divida, sabe que deve culpar a ela e não a mim, eu sempre gostei de garotos, e você sempre foi irresistível aos olhos de todos nós . — Lyzander ainda teve a coragem de proferir aquelas palavras. — Essa maneira doente de falar disso como se fosse algo normal é inaceitável, é como se eu merecesse tudo o que me fizeram, eu sempre fui uma moeda de troca para todos, mas agora eu sou a pessoa que vocês mais devem temer, pois eu não tenho medo de fazer o que é necessário para que todos tenham um destino pior que o meu. — Sabe que se me matar outros virão atrás de você — Lyzander disse com a voz tremula de medo.— Eu estarei pronto, Lyzander, acredite quando digo que deviam ter me matado quando tiveram a chance, porque agora não hesitarei de matar a qualquer um que aparecer em meu caminho — Edward ameaçou.
— Você sempre foi precioso demais, essa sua sagacidade, essa sede de vingança só o deixa mais parecido com ela. — Aquelas palavras perturbaram ainda mais Edward , ele nunca seria igual a Lizbeth. – O que me lembra da linda jovem que vi com você em vários eventos, será que ela é forte o suficiente? Você sabe que eles vão atrás dela. — Edward segurou o pescoço de Lyzander com bastante força, quase o esganando.— Se ousar falar no nome de Isabella, se alguém chegar perto dela, eu juro que farei pior do que estou fazendo com você. — Ele soltou o pescoço dele.— Se eles descobrirem que você a ama, eles vão fazer bem pior, Edward , e você sabe que não pode controlar tudo e todos, não pode fazer Isabella viver em uma bolha de proteção, e são nessas oportunidades que eles vão atacá-la. — Aquela constatação fez Edward se odiar por tudo o que passou, por tudo o que fez, Isabella não merecia aquilo. Ele nunca poderia deixar que ela passasse por algo parecido, por isso sua raiva foi às alturas, e o torturador que a máfia tanto gostava encarnou em seu ser.Edward então continuou com a tortura arrancando uma por uma das unhas das mãos de Lysander, e às vezes até um ou outro pedaço de dedo, Jasper somente observava de longe apesar de seu ódio por aquele homem, ele não havia passado pelo o que Edward passou nas mãos deste monstro, que agora estava ali sem forças nem mesmo para gritar, mas a brincadeira ainda não havia acabado, isso ainda era pouco, quando Edward arrancou a última unha dele Lysander não aguentou e desmaiou, Jasper pegou um copo de água e jogou no rosto dele, fazendo-o acordar— Não, Lysander, não está na hora de dormir, ainda vamos brincar mais um pouco – disse e retirou de uma bolsa que estava ali jogada a um canto, uma espécie de aparelho parecido com um carregador de bateria de carro, tinha um grampo em cada uma das extremidades do fio, um dos grampos Jasper prendeu em dois fios que estavam pendurados no teto. – Você sabia, Lysander, que apesar desta cabana estar abandonada, eu consegui um gerador o que é muito importante para a brincadeirinha que vamos fazer agora – ele falou e voltou-se para Edward – Você quer ter a honra, Edward ? — ele perguntou olhando diretamente em seus olhos— É claro, Jasper, mas eu vou tornar ainda mais interessante a brincadeira se você não se importar – falou— Claro que não, Edward , o show é seu – disse se afastandoEdward então olhou nos olhos de Lysander e disse:— Você se lembra como gostava de torturar os meninos que caiam em suas mãos? Pois hoje você está sentindo uma ínfima parte do que todas aquelas crianças sentiram – disse e colocou o outro grampo do fio na ponta do pênis de Lysander, Edward sentiu quando a corrente elétrica atravessou o corpo de Lysander, concentrando a dor naquela parte do corpo que tanto mal havia feito a tantas crianças, ele soltou um urro animalesco e começou a se debater. Edward retirou o grampo, e Lysander caiu com o corpo mole na cadeira, mas Edward não havia terminado e colocou novamente o grampo até que Lysander começou a espumar pela boca, Edward então retirou o grampo, e Jasper jogou mais um pouco de água no rosto dele, o acordando novamente.Edward foi até um canto da cabana onde se encontrava um galão de gasolina, calmamente ele destampou o galão e começou a espalhar a gasolina pela cabana, chegou até Lysander e com muita tranquilidade foi espalhando o liquido por todo o corpo dele, ele começou a se debater e gritou— NÃO, POR FAVOR, EDWARD , NÃO FAÇA ISSO, EU PROMETO QUE SUMO DA SUA VIDA, VOCÊ NUNCA MAIS VAI OUVIR FALAR DE MIM, MAS POR FAVOR, PARE..- Lysander falou, e Edward se deliciou com o medo em sua voz, ele se virou para Jasper e disse:— Jasper, acho que já acabamos aqui, você pode me esperar no carro, eu já irei até lá – Jasper não retrucou, apenas se retirou deixando Edward sozinho com Lysander.Edward pegou um isqueiro e acendeu, mas antes de jogá-lo no corpo de Lysander, ele disse— Eu terminei com você, dê lembranças ao demônio. – E com essas palavras jogou o isqueiro no corpo de Lysander , observando por alguns segundos o corpo dele queimar, ouvindo seus gritos de terror e dor, que para seus ouvidos parecia música, e então virou as costas e saiu. Jasper o esperava no carro, quando já estavam afastando-se, ouviram a explosão, finalmente havia acabado, e agora mais do que nunca precisava dela, apesar de não se arrepender por ter feito o que fez com Lysander, ainda assim sentia-se sujo e precisava do seu anjo para poder sentir-se purificado.— Sabe que ele tem razão sobre as pessoas que amamos, esses bandidos que teremos que enfrentar não são perigosos para você ou para mim, mas são para aquelas com quem nos importamos —Jasper disse, enquanto os dois estavam voltando para o centro de Seattle.— É por isso que precisamos nos ajudar, eu preciso proteger Isabella e minha família, e você, Alice e a sua família — Edward disse e olhou para a noite escura, lembrando-se do quão insano ficava na hora de matar. –Meus homens a essa hora devem ter limpado a bagunça, e nossos rastros serão quase impossíveis de achar.— Cuidarei para que continuem assim. — Jasper parou na garagem da casa que Edward mantinha no Sound, a mesma casa que seus pais moraram, ele a comprou, a reformou e a mobiliou como sua mãe gostava. –Entrarei em contato quando souber mais sobre nossos alvos.Edward entrou na casa e logo foi para o banheiro, e quando se olhou no espelho viu mais uma vez Edward , o filho amado de Elizabeth e Anthony, o garoto cheio de sonhos que desejava ser um bom medico como seu pai fora, aquele mesmo garoto que foi torturado e que conheceu o inferno. Olhou as mãos sujas de sangue e pó do cigarro, aquele não era mais o filho amado, era um torturador, alguém transformado e lapidado pela dor, pela tristeza, pelo sofrimento. Ele tirou a roupa e ligou o chuveiro deixando que a água gelada limpasse seu corpo e talvez a sua alma atormentada. Não sentia nenhuma pena de Lyzander, mas não gostava mais de imaginar que ele havia cometido todos aqueles crimes, Edward então deixou que suas emoções tomassem conta dele, chorou por seus pais e pelo que se tornou depois da morte deles. Quando retornou ao quarto, lembrou-se dela, o seu anjo, seu doce cisne branco que tanto lhe ajudava, olhou a cama de lençóis brancos e lembrou-se que aquele quarto fora o primeiro lugar que a teve como sua mulher, sorriu ao lembrar dela deitada adormecida, e de todos os momentos que viveu ao lado dela, logo lhe bateu a inspiração para escrever, aquela mulher entrou em sua vida de uma forma que ele sequer imaginava, mas permaneceria nela sempre.Estava sonhando que estava em um bonito jardim e é claro com Edward , sonhava que os dois estavam trocando juras de amor, quando sentiu toques em sua pele, eram toques reais demais. Aos poucos ela viu as imagens sumindo, assim como a voz de Edward chamando por seu nome, ficarem cada vez mais perto.— Isabella. — Ela escutou a voz de Edward lhe chamar, além de alguns beijos em suas costas nuas.— O quê? — Ela gostou dos beijos, mas odiou o fato de ter sido tirada de um sonho tão bom.— Isabella, acorde. — Ele pediu com a voz mais forte, porem carinhosa.— Eu prefiro ficar aqui sonhando com você — ela falou manhosa.— Levante-se, minha gatinha manhosa, eu pretendo levá-la a um lugar. Edward ri com a forma em que ela se aconchega aos travesseiros.— Aonde vamos a essa hora? Ainda é madrugada? — Ela abriu os olhos confusa, notando em seguida que seu Edward já estava completamente vestido em uma roupa informal e com os cabelos molhados, e aos seus olhos ele continuava mais lindo que qualquer coisa no mundo.— Está quase amanhecendo, e é a hora perfeita para irmos. — Ele sorriu a ela, deixando-a extasiada diante a tanta beleza.— Tudo bem, então o que devo vestir? — Ela não tinha a mínima ideia de onde iriam aquela hora.— Uma roupa confortável e quente — ele respondeu, e Bella levantou-se preguiçosamente, procurando algo confortável em seu armário, e indo ao banheiro para pelo menos escovar os dentes e domar seus cabelos.Rápido ela vestiu um moletom, e colocou um casaco, sendo guiada para dentro de um dos carros de Edward . Ainda sem nenhuma pista de onde iriam, Bella viu seu Mestre assumindo a direção do carro, colocando-o em movimento pelas ruas de Seattle.— Você parece cansada — ele comentou, divertindo-se com o bico manhoso que ela tinha.— Você talvez não saiba, mas eu tenho um Mestre insaciável que me ocupa todas as noites. — Ela sentia que o clima entre os dois ainda continuava ameno e divertido, por isso resolveu diverti-lo ainda mais.
— E isso é demais para você? — Ele sorriu torto a ela.— Claro que não — Bella respondeu imediatamente e continuou. – Talvez ele devesse ver o quanto eu o desejo agora. — Provocadoramente ela tocou uma perna dele, era incrível como uma boa dose de autoconfiança podia fazer com uma pessoa.— Se eu a tomasse agora, você dormiria em cima de mim, e eu não poderia compartilhar o que desejo. — Ele continuou divertido, fazendo Bella rir alto— Eu fico feliz em poder compartilhar algo com você, Edward . — Ela sorriu feliz, e isso o deixou feliz. – No entanto, devo dizer você não parece cansado depois de tudo o que fazemos durante as noites.— Eu não costumo dormir muito, por isso não consigo entender muitas vezes que você precisa de descanso. — Ele mais uma vez estava compartilhando de algo sobre a vida dele, deixando Bella cada vez mais contente.— Antes de você, eu não conseguia dormir por mais de duas horas — ele confessou, e ela ficou pensativa sobre os motivos que o levariam a perder o sono, porem ela sabia o porquê.— Seus pesadelos? — ela perguntou, querendo que ele se abrisse com ela sem medo.— Sim — Edward respondeu exatamente o que ela pensava.— São sempre sobre o seu passado ou existe mais alguma coisa que o perturba? Você me pareceu tão diferente na noite passada, teve tanta urgência por mim, que foi ate a livraria me ajudar para que pudéssemos estar logo juntos, e o mais estranho de tudo isso é que você não quis sexo.— Eu só desejava estar com você, Bella, você me tranquiliza.— São coisas do passado, Edward , que estão te perturbando a ponto de você ficar assim?— Sim — ele respondeu monossílabo, e ela percebeu que não poderia passar dali, novamente aquelas linhas perigosas o bloqueavam.— Eu gostaria de fazê-lo esquecer, de ajudá-lo a dormir em paz sem que esses pesadelos ou seus fantasmas o perturbem. — Ela segurou uma das mãos dele, levando a seus lábios carinhosamente. – Eu daria qualquer coisa para fazê-lo feliz, Edward .— Acredite, Isabella, você já faz isso, você é como um anjo cheio de luz que veio para me tirar da escuridão. — Bella sentiu as lagrimas em seus olhos diante aquilo, e, por Deus, se aquilo não era amor, então não podia ser mais nada.Ela ficou pensando em todas as hipóteses sobre o passado dele, tentou procurar um motivo para ele se considerar tão asqueroso como demonstrou em todas as conversas, ele fora a vitima, então por que tanto martírio? Ela devia dizer a ele que não achava isso, devia tentar dizer que o amava, que nada daquilo era verdade, ele era apenas uma vitima de um destino cruel, mas antes que pudesse dizer algo, ele estacionou o carro no píer perto da praia.— Chegamos — Ele comunicou, saindo do carro e ajudando-a a sair.— Então o lugar era a praia? — ela perguntou sorrindo a ele.— Sim, venha vamos chegar perto da água. — Ele a abraçou pelos ombros e a levou para a areia.— Eu vim poucas vezes desse lado da praia — ela comentou, aprovando o lugar que estavam, gostava da brisa mesmo que fria da praia.— É melhor tiramos os sapatos, nós vamos colocar os pés na água — ele disse quando chegaram à beira da praia.— Mas deve estar gelada — Bella disse, enquanto o via tirando os sapatos.— A água está deliciosa — ele respondeu, e Bella retirou os seus sapatos.— Ainda está escuro, não é perigoso estarmos aqui? — Bella perguntou, preocupada com a segurança do homem que amava.— Eu venho aqui todos os sábados, e não se preocupe, Isabella, estamos acompanhados. — Bella olhou ao redor, notando os seguranças dos dois.— Agora venha. — Ele a convidou a ir com ele para a água.— Não está muito gelada? — Ela não gostava muito de água fria, tinha muito frio às vezes e aquela brisa não ajudava.— Venha, Isabella.Ela segurou na mão dele e entrou na água, notando como estava quente e deliciosa.— Hum está tão quentinha. — Ela gostou da sensação da água em seus pés.— Eu te disse que era deliciosa. — Ele sorriu de forma convencida a ela.— Nunca mais vou duvidar.— Ótimo — ele disse e olhou para o horizonte, enquanto Bella não conseguia tirar os olhos dele, Edward parecia relaxado ali, era um lugar que lhe fazia bem, sem duvidas, e ela estava feliz por mais um compartilhamento vindo dele. – O grande espetáculo vai começar. — Bella olhou na mesma direção que ele, notando a beleza que se via com o nascer do sol.Nunca vira nada mais bonito na vida, aquela praia onde estavam dava uma visão privilegiada do sol tocando estrategicamente a imensidão azul à frente deles, dando varias cores ao nascer do sol, Bella segurou mais forte a mão de Edward .— Por Deus, isso é lindo. — Ela não controlou a emoção de estar ali com Edward num momento único. – Eu sempre assisto o nascer do sol em minhas caminhadas matutinas, mas ele parece ainda mais bonito sendo visto daqui.— Minha mãe me trazia aqui todos os sábados para que pudéssemos compartilhar o nascer do sol juntos. — Ele então se deixou voltar ao passado, se permitiu imaginar sua mãe ali com ele e Isabella enquanto segurava sua mão, dando a segurança que ele precisava para seguir com sua vida ao lado dela. – Desde então venho aqui todos os sábados.— Eu nunca vi nada mais bonito, sua mãe sabia como deixar qualquer um apaixonado por uma paisagem dessas. — Bella continuou olhando para sol, limpando as lagrimas que teimavam sair.— Ela dizia que significava recomeço, dizia que o sol nos dava uma nova oportunidade todos os dias, e que o mar tinha a capacidade de nos livrar de todas as coisas ruins do passado, ele tem o poder de nos tirar as coisas tristes da alma e do coração. — Ele confidenciou a ela.— Sente muito a falta dela, não é? — Bella limpou suas ultimas lagrimas e olhou para seu Mestre, que continuava com um olhar fixo à frente.— A todo o momento — ele respondeu tristemente.— Nossa família estará sempre presente enquanto vivermos, Edward . — Ela aproximou-se mais dele, o abraçando pela cintura. – Eles sempre viverão em nossos corações e em nossas mentes.— Era o que ela dizia. — Ele olhou para sua Isabella.— Você tem Esme e Carlisle, que o amam como pais, e sei que você os ama da mesma forma, você tem Henry e agora tem a mim, eu não pretendo mesmo sair de sua vida, a não ser que peça. — Ela segurou novamente as palavras de amor.— Isso nunca vai acontecer, Isabella. — Ele então a puxou para um beijo, que para ela não poderia ser mais apaixonado, no fundo ela já sabia que ele também a amava, só estava com medo o bastante para não persuadi-lo a dizer ou a ouvir. Talvez ele estivesse demonstrando o quanto gostava dela trazendo-a aquele lugar.— Minha mãe gostava do nascer do sol. — Ela lembrou de como Monica se desdobrava para fazê-la feliz. –Todos os dias ela chegava em casa pela madrugada, muitas vezes bêbada ou drogada, mas então quando ela me olhava nos olhos e via que eu a esperava na ânsia de abraçá-la, de beijá-la, ela tirava forças de onde não tinha para que pudéssemos assistir o nascer do sol antes de me levar a escola. — Isabella não controlou as lagrimas.— E ela me contava algumas coisas sobre o meu pai, algumas eram boas, outras eram sobre o seu descontentamento sobre o que ele fez, mas eu queria ter conhecido, ter falado com ele, queria saber a verdade sobre os motivos que o levaram a nos abandonar, eu sinto falta dessa parte na minha vida, algo não se encaixa, e isso as vezes me enfurece. — Ela estava compartilhando algo com ele, e aquilo o deixou contente, não pela tristeza dela, mas por ele ser o porto seguro dela.— Eu vou encontrá-lo para você, Isabella, isso é uma promessa — ele disse enquanto segurava o rosto dela entre suas mãos.— Obrigada, Edward . —Ele a beija. – Então me diga o que te deixa enfurecido, o que está te perturbando? — Ela perguntou, enquanto permaneciam quase conectados através do beijo.— Eu o matei, Isabella — ele disse e olhou nos olhos chocolates, tentando decifrar se ele estava chocando-a com tal informação.— Quem você matou, Edward ? — Isabella perguntou engolindo a seco.— Lyzander Kolastis, o homem que acabou com toda a minha infância. — Edward procurou pelo cigarro no bolso da calça e o acendeu.— Ele não estava preso? Como isso aconteceu, Edward ? — ela perguntou confusa e ao mesmo tempo amedrontada, por medo que Edward estivesse esse tempo todo correndo perigo.— Lyzander teve condicional, e eu não podia deixar que aquele monstro fizesse com outras crianças o que fez comigo. — Ele havia novamente se tornado o mesmo homem frio que ela conheceu nos piores momentos.— Ah, meu Deus — ela disse, não sabia exatamente o que dizer a ele, não estava tentando julgá-lo, não podia, afinal, quanta monstruosidade ele havia passado. – E você esta bem com isso?— Eu já matei antes, Isabella, e não tenho nenhum arrependimento disso, não por Lyzander, ele mereceu tudo o que fiz, o que quero saber é se você pode conviver com um assassino, porque é isso que me tornei quando convivi com pessoas tão cruéis.— Quão ruim foram as coisas que passou, Edward ? Eu sei que você foi abusado sexualmente e agora que matou pessoas, o que realmente aconteceu com você? Por favor me conte, Edward . — Ela não tinha ideia do que faria.— Eu fui torturado por seis anos, Isabella, passei por coisas que não gostaria de lhe dizer agora e fiz coisas as quais fui obrigado para sobreviver, e matar foi uma delas — Edward disse, e Isabella percebeu o quão sombrio ele parecia. – Eu tinha oito anos quando matei um homem, era a vida dele ou a minha, eu nunca tive uma escolha justa, Isabella, eu queria morrer todas as vezes em que era torturado, mas eu não podia, eu prometi ao meu pai que venceria, que iria ser forte em qualquer circunstância, que não deixaria que ninguém controlasse a minha vida, então quando Lyzander ou Lisbeth tentavam me tirar isso, eu mostrava a eles que eu era mais forte.— Eu queria poder arrancar cada momento ruim da sua vida, mas não posso, Edward , você não seria esse homem que é hoje sem esse passado. — Isabella disse e segurou o rosto de seu amado entre suas mãos. – Eu entendo que todas as coisas que fez foi pensando em não deixar que outras pessoas passassem pelo que você passou, então eu posso conviver com isso.— Eu te entendo, Edward , cada coisa que você passou só o fez mais forte, toda essa sua personalidade difícil tem um motivo e sinto muito se no começo da nossa relação eu não fui tão compreensiva, mas eu quero que saiba que o sinto por você vai além da sala de jogos, vai além de tudo o que senti ate hoje, eu não posso lhe dizer exatamente o que sinto pois você ainda não esta pronto para ouvir, mas eu tenho certeza que sabe do que estou falando, Edward .— Eu preciso apenas de mais um tempo, Isabella, para me libertar totalmente de todas essas coisas podres, e então me abrir para você completamente — Edward disse, e Isabella o beijou, ele estava finalmente vindo para ela.— Outros virão, Isabella. — Ele sabia que corria grande risco se descobrissem que foi ele o culpado pela morte de Lyzander, duvidava que alguém ligasse tudo a ele, pois não haviam rastros do garoto que Lyzander maltratou, ele fora morto para Edward Cullen nascer, no entanto estaria preparado.— Por Deus, Edward , você esta correndo perigo? Precisamos avisar a policia, e Frank está preparado? Os seguranças estão? — Ela estava nervosa, não podia deixar que ele se ferisse.— Não corremos perigo, Isabella, acalme-se, eu tenho muitas influencias e ninguém ira se meter a besta, está tudo bem. — Ele a abraçou forte. –Eu preciso que seja forte, Isabella, prometa-me que será forte em qualquer situação, porque eu preciso de você.— Eu prometo, Edward . — Ela então o abraçou forte e rezou aos céus que o protegesse, que deixasse os dois serem felizes juntos.
Notas finais
E agora começa mais uma fase na vida desse casal, então quem amou o capitulo? Por favor nos deixe saber, pois a autora continua sendo boazinha e posta mais capitulos...bjs
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