Notas iniciais
Olá amores, Primeiro gostaria de pedir desculpas pela não postagem na segunda-feira. Tivemos alguns contratempos e ficou inviável fazer a postagem, mas graças conseguimos fazer a postagem hoje. Então esperamos que vocês gostem. Então utilizem bastante os dedinhos de vcs pra comentar, favoritar e recomendar. beijoks

Edward estava desnorteado devido às lembranças que suscitaram em sua mente depois da conversa com Isabella, ele não podia aguentar então fez a única coisa possível nesta situação fugiu, não poderia perder o controle. A conversa sobre estupros só lhe trouxe lembranças às quais gostaria de enterrar. Odiava o modo como aquilo o afetava principalmente como Isabella mexia com sua libido, estava louco para ter aquela mulher que mal conseguia controlar-se, precisava de uma boa bebida e de sexo.

Chegou ao seu apartamento e estranhou as luzes estarem acesas, ele jamais as esquecia de ligadas até porque o escuro para ele era mais reconfortante do que a luz.

Ao entrar teve uma grande surpresa a ultima pessoa que esperava em sua casa estava ali, tão linda que por um momento pensou estar tendo uma visão, aquela que o salvou de um destino pior que a morte e que mesmo com sua mente doente era o mais perto do amor que ele conhecia. Esme a única pessoa que o ajudou e a quem ele devia muito mais do que sua vida, mas também a pessoa que ele mais decepcionou com seus desejos perversos.

— O que você está fazendo aqui Esme? Sabe que não quero que venha até minha casa. Falou Edward com o mesmo tom de voz que usava para falar com os seus subordinados, lhe quebrava por dentro ter que falar assim com Esme, mas era a única maneira de tentar a manter afastada de toda a podridão que era a sua vida.

— Edward há quanto tempo eu não o vejo? Estava com saudades e você me obrigou a vir ate aqui quando não foi ao jantar que ofereci em nossa casa. Respondeu ela não se deixando abater pelas palavras frias de Edward, pois ela mais do que qualquer pessoa entendia porque ele agia assim, Edward tinha medo de ser traído novamente, de novamente ver seus sentimentos e sonhos serem espezinhados. Esme sabia disso e seu coração sangrava por ele, mas se dependesse dela não deixaria seu menino sofrer mais, ela realmente não sabia de todos os demônios com os quais Edward tinha que lutar, mas ele não lutaria sozinho, para todos os efeitos ele era seu filho.

Era assim que se sentia em relação a Edward e apesar de no passado esse sentimento ter ficado confuso, hoje ela sabia que faria qualquer coisa por seu menino.

— Quando você vai parar de fugir de mim Edward? O que aconteceu entre nós foi há muito tempo e eu não guardo mágoa alguma, mas se você continuar fugindo, pensarei que a culpa de tudo isso é minha e sinceramente meu filho eu não posso continuar vivendo com essa culpa. Ela falou já com algumas lágrimas nos olhos, Edward via que ela sofria por ele e essa dor que inconscientemente causava a Esme o matava.

— Como você pode pensar que a culpa seja sua Esme? Você foi uma das únicas coisas boas que aconteceram em minha vida desgraçada, se houver alguma culpa em toda essa situação ela é única e exclusivamente minha e a mente deturpada que possuo. Edward disse com o semblante carregado.

Esme se aproximou de Edward, tocando em seu ombro fazendo com que ele se virasse e a encarasse nos olhos, os anos poderiam passar, mas os olhos de seu menino sempre teriam a capacidade de fazê-la querer o abraçar e acalentá-lo em seus braços, era tanta dor que via em seus olhos que a cada vez que o encarava se sentia rasgar por dentro.

Pobre Edward teve tanto sofrimento em sua vida, quando será que lhe seria dada a oportunidade de ser feliz? Edward não era seu filho de sangue, mas era o filho de seu coração e ela se preocupava muito mais com ele do que com seu filho Henry.

— Edward não existe culpa no que aconteceu você apenas confundiu os sentimentos.

—Como você pode dizer isso Eve? Logo você que sabe que o único sentimento que sou capaz de sentir são aqueles despertados na cama durante uma relação sexual, eu não acredito em sentimentos e mesmo que você seja a pessoa mais importante da minha vida eu não acredito que o amor que sente por mim seja assim tão sem segundas intenções. Edward falou com a voz que embargada pela dor.

— O amor não tem que ser sexual, Edward, em sua forma mais pura não tem nada a ver com um ato físico.

— Como você pode insistir nisso Esme? Porque sempre tenta me aproximar de você? Não vê que sou um caso perdido, a única forma de amor que conheço é a sexual e você sabe disso melhor do que ninguém.

— Porque é assim como me sinto, Edward, se alguma vez me necessitasses, não haveria poder no mundo que me impedisse de estar ao teu lado assim que pudesse, porque eu o amo filho. Ela toca o rosto contorcido, mas Edward se esquiva, não suportaria ser acariciado agora, precisava urgentemente de sexo, esse era o seu remédio.

— Porque você fala sobre essas coisas que eu não entendo, eu nunca tive amor ou senti dessa maneira que você falou e nunca sentirei porque esse sentimento que você diz ser o amor não é para pessoas como eu. Edward disse e em seus olhos notavam-se todos os longos anos de solidão e falta de amor que fizeram parte da sua vida por tanto tempo. Esme não sabia mais o que fazer para convencer Edward sobre a importância do amor, do verdadeiro amor, na vida de qualquer um, mas seu menino havia sido muito ferido ao longo de anos tanto física quanto mentalmente e mesmo tendo passado por tudo o que passou Esme sabia a capacidade que Edward tinha de amar, ele só precisava deixar que alguém entrasse na sua vida e então ela tinha certeza que sua alma estaria salva.

Esme nunca se esqueceu da primeira vez em que viu Edward aquele garoto, quase um homem, tão bonito que parecia um anjo, mas ao mesmo tempo tão triste que lhe cortou a alma. Esme viu a emoção cruzar os olhos de Edward quando conheceu seu filho Emmet, aquilo lhe mostrou que apesar de tudo o que tinha passado em sua vida Edward ainda tinha uma alma e a capacidade de amar.

Na semana em que Edward chegou a sua casa foi a mais tensa porque por mais que Esme e Carlisle e o único a conseguir a se aproximar era Emmet, o único com quem ele conversava e foi o único naquela casa a alcançar o coração de Edward e isso se provou quando em uma manha de sol Emmet conseguiu burlar a vigilância da babá e pulou na piscina, Edward estava em seu quarto, mas viu o que aconteceu e com uma agilidade a qual Eve não imaginava que ele possuía pulou na piscina, mesmo com o braço quebrado e salvou seu filho.

E mesmo se ainda houvesse alguma duvida em sua mente sobre a linda alma que possuía seu menino naquele dia todas foram sanadas. Então ela não deixaria esse agora um homem se enterrar com seus fantasmas.

— Edward a única coisa que realmente tenho certeza é que você não é esse ser humano desprezível que quer aparentar para o mundo, eu sei que você meu filho tem uma capacidade imensa de amar só tem muito medo de sofrer e eu sinceramente espero que você consiga acabar com isso em seu coração e que alguém faça o que eu não consegui. Esme falou com a voz embargada pela dor, ela sentia-se tão mal por não ter conseguido salvar seu menino de todos os demônios que o atormentavam, pegou sua bolsa e com um ultimo olhar em direção a ele e se foi.

Edward ficou ali parado encarando a porta por onde sua quase mãe havia passado, com as palavras dela ainda soando em sua cabeça, será que tudo o que Esme disse era verdade? Não ele sabia que não era possível! Ele era um ser sem alma seu espírito foi quebrado há muito tempo e os sentimentos já não faziam parte dele, o que Esme disse foi provocado pela culpa que ela sentia em relação a Edward e nada mais. Ele foi até o bar no canto da sala e serviu-se de um whisky, mas aquela visita tinha mexido muito com seus sentidos e não conseguia relaxar decidiu ouvir uma musica, hoje não tinha vontade de tocar piano, colocou o primeiro cd que viu e deixou tocar, no momento em que a musica começou ele parou e a letra daquela canção tocou fundo em seu coração destruído.

A música estava trazendo sentimentos que Edward não queria e estes desencadearam memórias que passou a eternidade tentando esquecer.

Mas, algumas feridas eram muito mais profundas algumas iam até a alma, e o espetavam mesmo depois que vendeu essa mesma alma em troca de paz, toda a solidão de sua vida e seus sonhos de infância destruídos, ele sentou-se na poltrona em frente à lareira e as lembranças começaram, lembranças de quando era ainda um garotinho e sentava-se no colo de seu pai e brincava que era um médico famoso, e seu pai ria com ele e falava que tudo o que ele quisesse fazer ele conseguiria, pois ele sempre estaria ao seu lado, aquela memória fez com que Edward jogasse seu copo longe, a dor queimava em suas entranhas, porque logo agora ele tinha que lembrar? Mas parecia que as comportas estavam abertas Edward não sabia se foi por causa da musica ou das palavras de Esme, mas todas as suas memórias estavam vindo à tona, lembrou-se de um dia em que já estava morando com sua tia e ela mais uma vez não havia lhe dado nada para comer, seu estomago doía, então ele resolveu ir até a cozinha e pegar alguma coisa para comer e com alguma sorte sua tia não estaria lá, mas ao chegar à sala ele viu algo que sua mente infantil não entendia, sua tia estava com um chicote na mão vestida com uma roupa de couro e ela batia em um homem com o chicote, Edward ficou estático com aquela cena que se desenrolava a sua frente ele deu um passo a frente para sair dali, mas tropeçou em uma sacola e sua tia o viu, ela parou de bater naquele homem e foi em direção ao menino, em seus olhos só havia ódio e maldade.

“– Então o moleque gosta de espiar? Pois agora eu vou te ensinar o que acontece com pessoas curiosas. Ela falou e pegou Edward pelo braço mandou o homem que antes estava apanhando que o segurasse enquanto ela chicoteava ao menino sem piedade alguma, quando cansou de bater ela simplesmente pegou um copo de whisky e jogou todo o liquido nas costas de Edward e o deixou ali deitado chorando”.

Essa tinha sido uma das inúmeras surras que ele havia recebido de sua tia, e pelas lembranças de Edward esta não tinha sido uma das piores, seu corpo carregava marcas de outras bem mais cruéis.

Depois daquela vez ele tentou ser invisível e por um tempo funcionou até o aparecimento de um homem que transformou o que tinha vivido até aquele momento em um sonho encantado, pois depois de sua chegada é que realmente Edward conheceu o inferno.

Voltou ao presente, essas lembranças não trariam nada além de mais tristeza e ele estava começando a ficar cansado disto, em todos esses anos desde que seus pais morreram ele podia contar nos dedos de uma mão às vezes em que se sentiu um pouco feliz, talvez Esme tivesse razão e ele realmente tivesse medo de sofrer e por isso afastava as pessoas, mas havia uma pessoa que apesar de mexer com o fundo do seu ser ele não queria afastar, sua Isabella, sim aquela menina-mulher tinha conseguido o que muitos tentaram sem conseguir e que ela com apenas um olhar tinha alcançado, ele precisava ver Isabella de novo, talvez começar a explicar o que ele esperava desta relação e convencê-la a aceitá-lo, mas não era isso o que faria agora. Discou o numero conhecido, e rápido foi atendido.

— Dominik me mande Samantha. Rápido a morena de olhos azuis chegou a sua cobertura e ele a levou até sua sala de jogos onde a dominou até o amanhecer, não podia negar que era uma boa submissa, ela conseguiu espantar os fantasmas do passado porem o desejo por Isabella Swan era bem maior, e ele estava disposto a toma-la para si.

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A semana passou rápido e Isabella não teve mais nenhuma noticia dele, Adam sempre vinha para animar seu dia, mas nem mesmo as piadas sem graça que antes a divertiam conseguiam lhe fazer rir.

— Gata você tem que me falar o que está acontecendo, estava tentando não te pressionar para contar, mas você não está me dando alternativa. Adam escora-se no balcão e espera que ela diga algo, mas Kate permanece calada, apenas encarando-o. — O que? Você não confia mais em mim?

— Não é nada disso, eu só não queria que me achasse obcecada também, Alice está me enchendo com isso. Isabella havia escutado um belo de um sermão de sua amiga em uma das conversas que tiveram por telefone.

— Não pode ser tão ruim assim, estamos falando de um cara é isso? Ele é casado ou gay?

— Ele não é casado Adam e nem gay, mas eu não sei nada sobre ele, a não ser o que a mídia diz. Kate coloca as duas mãos na cabeça em sinal de desespero, não aguentava mais ficar sem noticias dele.

— Estamos falando de alguém famoso? Está tendo uma paixão platônica por algum cantor de rock? Adam serve dois copos de tequila, sabia que Kate precisaria.

— Estamos falando de Edward Cullen. Adam engasga com sua bebida.

— O multimilionário dono do império Cullen? Isabella morde os lábios.

— Isso não é maluco? Ela dá uma risada sem humor.

— Como você o conheceu? O cara é tão mulherengo quanto eu Kate. Isabella sente ciúmes ao lembrar-se das mulheres e ainda mais por lembrar que ele está solteiro por ai.

Isabella conta a historia para Adam que permanece chocado com tudo, sabia que sua amiga estava com problemas, mas não imaginava que fosse esse tipo de problema.

— Uau Kate esse cara quer mesmo te foder, e você quer a mesma coisa, então porque não dá logo pra ele?

— Estou com medo das consequências Adam. Ele balança a cabeça negativamente, não entendia o medo de Bella. — Você sabe, o cara é lindo e rico, e o que posso ter para segurá-lo? Sabe que não vou querer uma noite só, ele não é só um cara normal com quem se transa uma única vez, ele é Edward Cullen, o homem mais gostoso e cobiçado de Seattle.

— Bella você é linda e desejável, e faria qualquer homem cair de joelhos a seus pés, eu nunca tentei transar com você porque somos como irmãos e isso não daria certo. Isabella enrubesce e Adam continua. — Então você tem duas opções, esquece esse cara transando com outros ou fode com ele, e eu digo literalmente, deixe-o completamente louco querendo mais de você e mostre a ele o quão boa você é.

— Acha que vai ser fácil assim? Ela diz e morde o lábio inferior.

— Se fosse fácil não teria graça, gata não tenha medo, apenas faça o que seu coração pede, ou melhor, o seu corpo. Adam pisca o olho para ela.

— Obrigada Adam, eu não sei o que faria sem você. Bella o abraça e pondera sobre sua decisão, mas ela sabia exatamente o caminho que tomaria.

— Você estaria perdida gata. Os dois riem cúmplices

— E como vai com Nina? Adam fecha o sorriso, amava Nina, mas havia estragado tudo com seus surtos de machão.

— Ela não atende meus telefonemas, nem abre a porta quando vou até o apartamento, eu até mandei flores, mas ela as devolveu. Ele toma outra dose

— Você dormiu com a amiga dela Adam, o que esperava?

— Tínhamos brigado Bella, e eu sei que errei, mas ela não me dá nenhuma chance de explicar.

— Talvez ela precise de tempo. Isabella escura o sino tocar e vê o garoto do correio entrar com um elegante envelope branco com letras douradas.

Agradeceu ao entregador e abriu o envelope aos olhos curiosos de seu amigo, e viu que tratava-se de um baile de comemoração pelas doações recebidas do hospital onde era voluntaria, o que a deixou confusa fora o fato de que nunca havia sido convidada antes.

— Espero que tenha um smoking, pois vou precisar de um acompanhante amanhã à noite. Algo a faria querer ir aquela festa, e estava fazendo-a tremer por dentro.

— Estou dentro. Adam diz depois de ler o convite.

Isabella guarda o convite e se serve de uma dose de tequila, precisava resolver sua situação com Edward Cullen de uma vez por todas.

Notas finais
Esperamos que tenham gostado. Então deixe a opinião de vcs nos coments. beijoks