Sua

33 Capitulo 02 (Segunda fase)


Notas iniciais
Oi gente linda do meu coração, olha so quem esta aqui...o nosso mestre...

Não demorou muito para ligar para sua secretária pedindo para remarcar todas as suas reuniões para outro dia. Aquelas novidades sobre Isabella tinha enchido sua cabeça. Não sabia o que pensar sobre Beatrice. Não sabia que esse tipo de comportamento poderia partir de sua ex terapeuta, mas ficou com mil caraminholas na cabeça sobre quem de sua família havia lhe agredido verbalmente, no entanto, ele sabia que aquilo só podia ter partido de Rosalie, mas sua cunhada não perdia por esperar.
Logo que chegou a garagem privativa da empresa que era dono, dispensou o motorista, coisa que era raro dele fazer, e foi ele próprio dirigindo até a Baía Olimpic. Assim que chegou a mansão Cullen , foi recebido com um abraço caloroso de sua mãe, Esme, a qual foi logo jogada para escanteio. Edward transbordava raiva. Raiva por Bella ter passado por tudo aquilo. Raiva por ele ter deixado ela ter passado por tudo aquilo. Raiva por ela não ter lhe retratado tudo aquilo. Tudo que ele conseguia sentir era raiva. Esme percebendo o humor de seu filho, chamou todos para se reunirem na sala. Geralmente quando Edward tinha aquelas crises de raiva, sempre se reuniam para procurarem juntos uma solução que mantivesse Edward fora de confusões, e todos na infinita paz. Já havia anos que não tinha uma crise dessas. Provavelmente devia ter acontecido algo muito grave para causar aquele comportamento. Assim que estavam todos dispostos na sala, Edward começou a falar:
— Eu quero saber. Aliás, eu exijo saber, quem caluniou a senhorita Swan – assim que sibilou aquele questionamento toda a sala encontrou-se em silêncio. Jamais poderiam imaginar que uma coisa dessas pudesse ter partido daquelas pessoas.
— Edward, meu filho, isso não aconteceu! Acho que a senhorita Swan deve ter ficado deslocada com as pessoas, mas ninguém aqui jamais a maltrataria – questionou Carlisle sobre a veracidade daquela situação.
— Está dizendo que a Isabella está inventando tudo isso?!
— Não, Edward, o Rick só quis dizer que jamais faríamos algo desse tipo com a Bella! – falou Esme tentando acalmar os ânimos.
Emmet que permanecia calado até aquele momento comentou: – Calma, cara. Dá para dizer o que houve? – E assim Edward fez um resumo sucinto do que havia acontecido. A partir daí foi vez de Rosalie falar.
— Fui eu! – falou tão baixo que foi quase impossível de ouvir, mas Edward estava em alerta e qualquer sinal de rendição de alguém seria percebido por ele.
— O quê? –todos proferiram de uma vez só, caminhou com sangue nos olhos em direção a esposa de seu irmão.
— Eu sabia que algo assim só poderia ter vindo de você, Rosalie, eu vim até aqui para que todos saibam a cadela egoísta que é– Assim como Edward, todos estavam boquiabertos com aquela revelação. Jamais passaram em suas cabeças que tivesse sido Rosalie a maltratar uma menina tão simpática quanto Isabella.
Edward não esperou nem mais um momento, não suportaria respirar o mesmo ar que aquela mulher, sequer escutou os gritos de Esme a chamá-lo, deu partida em seu carro cantando pneus no caminho. Já havia planejado uma lição para Rosalie que ela jamais esqueceria.
De volta ao seu luxuoso apartamento, encaminhou-se direto para seu escritório. Precisava pensar... Alice deu muito ao que ele pensar. Assim que entrou no amplo escritório, serviu-se de uma dose generosa do seu uísque preferido e recostou-se na cara poltrona de cor escura. A horas vinha sentindo uma dor horrorosa na cabeça, na verdade a quatro dias estava com a cabeça doendo, não conseguia dormir, comer ou concentrar-se em alguma coisa, apenas a bebida o satisfazia, Bella havia deixando-o louco com seu submisso no jantar, ele quase matou o segurança idiota que havia deixado-a escapar, e quando ele foi ate o apartamento onde ela morava, Alice não havia deixado ele entrar, alegando que Bella estava chateada o bastante para sequer vê-lo, Edward então seguiu para o lugar onde podia descontar toda sua ira, as lutas clandestinas de MMA . Assim que fechou os olhos, a primeira imagem que viu foi do rosto do seu cisne. Lembrou dos momentos que haviam passado juntos e o quanto ele gostava deles. Lembrou da primeira vez que se encontraram. E da vez que havia proposto ser sua submissa. Da primeira vez que transaram, e das muitas vezes que se entregaram ao prazer. Edward admirava a maneira como Isabella se transformava em sua submissa e aquilo lhe enchia de orgulho. Modéstia à parte, sabia ser um bom professor. Assim que abriu seus olhos novamente, Edward relembrou dos olhares masculinos em cima do seu cisne, no jantar na casa de sua mãe de alma, e aquelas lembranças encheram seu coração de raiva. A distância que Isabella tinha imposto a ele estava o deixando fora de si. Queria experimentar de seu corpo mais uma vez. Mas tinha conhecimento que não seria fácil trazê-la de volta. As coisas que Alice havia lhe falado martelava incessantemente em sua cabeça... E de certa forma sabia o que teria que fazer, mas Edward temia que a afastasse ainda mais. Com esse pensamento voltaram todas aquelas lembranças que por toda uma vida tentava esquecer. Após horas a fio, tentando encontrar maneiras de ter sua submissa de volta e uma garrafa de uísque vazia, Edward encaminhou-se para o andar dos quartos. Cambaleante pela bebida e pelo estresse que havia passado acabou adormecendo displicentemente na cama, que alguns dias antes pertencia a seu cisne. Ainda pôde sentir seu cheiro por toda parte naquele ambiente e assim caiu no sono.
“Estava novamente naquela casa fria e escura, amarrado por correntes enquanto Lizbeth acariciava seu corpo, ela o usaria novamente e ele odiaria cada minuto daquilo.
— Caius traga a droga, esse garoto precisa de um incentivo para me dar prazer como eu necessito. Edward rezou para que a dose fosse maior e que ele não tivesse consciência do que fazia, queria que aquele martírio acabasse logo.
— Eu estou tão molhada por você meu Edward, meu Anthony. Lizbeth molhou os dedos em sua vagina e passou no peito de Edward ate chegar a seu membro, masturbando enquanto Caius aplicava a droga em suas veias. Edward fechou os olhos e decidiu pensar em outra coisa que não fosse sua tia lhe chupando enquanto Caius a fodia. Pediu aos céus mais uma vez forcas para suportar aquilo. E então de repente outra lembrança veio e dessa vez era Ângela morta em seus braços, o quão desfigurada ela ficou e o quão perdido ele se tornou. E novamente a cena mudou e dessa vez era Isabella que sorria para ele enquanto andava na praia e só assim Edward se acalmou para novamente dormir sem que os pesadelos o atormentem".
Logo pela manha, assim que despertou foi direto para seu quarto. Não sabia do porquê ter dormido naquele cômodo. Tomou uma ducha gelada, vestiu-se e foi para o escritório. Assim que saiu foi interceptado pela sua governanta, que lhe ofereceu o café da manhã. Edward não era acostumado a sair de casa sem aquela refeição, mas estava focado demais em rever Isabella. Ficou com receio de parar pra comer e perder coragem de fazer o que havia pensado na noite anterior. Havia bebido além da conta, mas tinha o ajudado a clarear as ideias. Há quatro dias estava longe dela e há quatro dias estava com aquelas palavras malucas proferidas sobre estar apaixonado por Isabella Swan, por isso precisava encontrá -la e de uma vez, confrontá-la sobre o que estava acontecendo entre os dois.
Assim que chegou a garagem, dispensou mais uma vez seu motorista. Queria fazer aquele curto percurso a sós, queria aproveitar aquele tempo para pensar no que diria. Logo que desceu do seu Q8, respirou profundamente, armazenando todo ar que foi direto a praia onde ela estava, com certeza fazendo sua caminha matinal. Edward havia instalado um GPS no celular de Isabella por medida de segurança. Parou então o carro e desceu já procurando por seu maço de cigarros. Assim que pisou com os sapatos de couro na areia, Edward soltou todo o ar que havia prendido em seu peito. Nunca tinha sentido toda aquela adrenalina. Não foi difícil encontra-la, os cabelos longos voavam com a brisa e sua doce submissa estava sentada na areia contemplando o mar, Edward aproximou -se devagar enquanto acendia um cigarro.
O vento batia no rosto de Isabella e secava as lagrimas que caiam, amar alguém era difícil, e Bella sentiu saudades dos seus tempos de criança, onde tudo era mais fácil de ser resolvido, apesar de sua infância difícil, ela fora feliz. Levantou-se e limpou a calça, voltaria para a livraria e para mais um dia sem a certeza de ter Edward em sua vida, e por Deus como seu coração doía de saudades dele, mas não seria ela a tomar a iniciativa de procura-lo.
Mas antes que Bella pudesse virar-se e ir embora dali, sentiu um arrepio na espinha, os pelos de seu corpo eriçaram e ela sabia que não era pelo vento frio da praia, ele estava ali com ela, mas como ele a havia encontrado ali? Isabella continuou parada em seu lugar e sentiu a presença máscula a seu lado, ela não sabia se estava pronta para aquele confronto, mas mesmo assim virou seu rosto e o viu magnificamente vestido em sua roupa social negra, um executivo de sucesso e o mais lindo de toda Seattle e do seu mundo inteiro.
Edward estava com o casaco do paletó pendurado em uma das mãos, enquanto com a outra ele fumava um cigarro, dando a ela a visão que ela mais gostava, a camisa social colada naquele corpo incrível assim como o colete, o cinto de couro que prendia a calça que se ajustava muito bem naquelas pernas grosas e musculosas que Isabella tanto adorava, como podia ser tão lindo assim? Bella pensou, enquanto ele permanecia contemplando o mar assim como ela estava há alguns minutos atrás. Ele não disse nada, e Isabella não sabia por onde começar aquela conversa.
— Você devia tomar cuidado com os níveis de nicotina — ela comentou, quebrando o silêncio, era mais um tratado de paz, já que ele não parecia satisfeito, seu rosto estava ainda mais carrancudo. Edward virou para encara-lo e viu os olhos chocolates avermelhados e se odiou ainda mais por aquilo, seu cisne havia chorado pelas burradas dele.
— Precisamos conversar, Bella. — Não passou despercebido por Bella o uso do seu apelido por Edward. Geralmente ele a chamava pelo nome completo, ou em alguns momentos de cisne.
— Eu sei. — Nem o ar outonal de Seattle estava refrescando aquele momento.
— Desculpa pelo que aconteceu no jantar! A Rosalie acabou confessando tudo e te garanto, Isabella, você não é nada daquilo que ela falou. — Aquilo surpreendeu Isabella, sinceramente não esperava por um pedido de desculpas.
— Eu sou o culpado de tudo isso, não devia ter te deixado a sozinha naquele ninho de vespas, devia estar sempre lhe acompanhando, te protegendo. – Mais uma vez, Edward não obteve resposta, Isabella ouvia tudo atentamente, e preferiu não dizer nada, não ainda.
— Aceito suas desculpas, Edward, mas não quero mais ser surpreendida em situações como aquela, eu não sei nada sobre você, e tenho que fingir ser algo que não sou.
— Estamos falando de que, Isabella? Das palavras duras que Rosalie usou com você ou estamos falando de mim, o que você quer, Isabella?
— A verdade, Edward. ela disse, e percebeu que ele ainda não entendia perfeitamente o que ela queria. -Eu quero saber quem é o verdadeiro Edward, aquele que você esconde atrás de máscaras, quero saber quem é aquela mulher com quem dançou tão intimamente naquele jantar, o que ela é para você? O que aquelas pessoas são para você? O que eu sou para você, Edward Cullen ?
— Beatrice foi minha terapeuta, Isabella, e aquelas pessoas são parte do meio em que vivo, algumas merecem minha consideração, outras nem tanto ele respondeu com amargor.
— Ela me pareceu algo a mais, Edward, ela passou em minha cara que muitas já tomaram meu lugar porque é disso que você gosta, você gosta de variedade, aprecia mulheres diferentes em sua cama ou melhor na sua sala de jogos, e eu me senti um fantoche, algo descartável, e tudo só piorou quando eu vi o modo como vocês dois pareciam íntimos naquela...dança. — Isabella iria dar outra palavra aquela dança mais preferiu recuar.
— Eu era assim Bella, eu precisava encontrar alguém que me fizesse ter paz.
— Beatrice faz parte do meu passado mais sombrio, Isabella, são linhas perigosas — Edward explicou e terminou de fumar seu cigarro.
— Então me diga que porcaria de linhas perigosas são essas, porque eu não suporto viver pisando em um terreno que não conheço, não posso estar na sua cama sem saber quem você é, Edward, e do que é capaz.
— Você não iria gostar, Isabella, talvez não suportasse conhecer o verdadeiro Edward. —Isabella então soube que ele não diria nada, ele não confiava o suficiente ou talvez não a quisesse como ela imaginou.

— Talvez você não queira que eu suporte, Edward. — Seu coração sofria com a decisão que tomou, mas Bella não podia mais deixar que aquilo continuasse, por isso virou as costas para seu amado e andou para longe.

— Você quer uma história não é, Isabella? — ele perguntou, fazendo-a parar no lugar onde estava.
— Sim — ela respondeu, tentando desvendar o rumo desta conversa.
— Irei lhe contar uma tão triste como a sua, não é um conto de fadas, mas é bem real. — ele falou, e Bella virou-se para encara-lo.
— Era uma vez um menino, ele era feliz, tinha um pai e uma mãe que o amavam muito, o maior sonho dele era crescer para se tornar um homem tão bom quanto seu pai, mas de repente eles já não estavam mais com ele, e o menino viu todos os seus sonhos acabarem quando foi morar com sua tia, ela o maltratava, o espancava e quase nunca lhe dava comida, roupas ou carinho. Os anos passavam, e apesar de ser maltratado quase todo o dia, o menino ainda conseguia ter esperanças de que um dia sua vida iria melhorar, mas o que o menino não sabia era que a vida não era um conto de fadas, ou talvez fosse, já que ele teve que enfrentar um vilão muito pior que qualquer um dos contos de fadas, seu nome era Lysander. No início ele pensou que aquele homem, tão bem vestido e de aparência bondosa. fosse sua salvação, ledo engano, Lysander foi o pior que poderia acontecer para o menino.
— Este homem o levou para os caminhos da escuridão, violou seu pequeno corpo, acabou com sua inocência e lhe transformou em alguém sem alma.
Este menino cresceu e se tornou um homem, encontrou pessoas que o ajudaram, mas não esqueceu o que viveu e jamais conseguiu sair totalmente da escuridão que se instalou em sua alma.
— Mas ele era um sobrevivente, e como um dia prometeu a seu pai, não se deixou quebrar, encontrou uma forma de lidar com seus fantasmas e através disto continuou vivendo.
— Este menino sou eu, Isabella, fui abusado por anos por Lysander, e ninguém conseguiu me ajudar. No dia em que Brad lhe atacou na livraria e te deixei com o Adam, fui vê-lo sendo preso. Consegui juntar provas que o incriminasse sobre os casos de violência sexual de menores e tráfico de crianças que ele cometia. – A essas alturas Bella estava aos prantos. Com aquela declaração poderia começar a entende-lo. As negativas, o distanciamento, a defensiva sobre sentimentos... Tudo aquilo aos poucos começavam a fazer sentido e a se encaixar no quebra cabeças chamado Edward Cullen .
Com aquela declaração de Edward, Bella pode perceber o quanto tinha sido tortuoso para ele falar sobre aquela época de sua vida. Isso fez com que Isabella lembrasse dos maus bocados que já havia passado na vida.
— Eu precisei de terapia, Beatrice foi a única que me aceitou como paciente, e foi ela que me apresentou Domínik e o BDSM quando eu achava que havia perdido minha masculinidade, eu acha que nunca conseguiria ter relações sexuais por causa das perversões de Lizander, eu não consegui controlar meu corpo, nem esse meu instinto animal, eu descobri o sexo muito jovem Bella, é como se meu corpo precisasse disso, como se minha mente necessitasse dessa satisfação que só o sexo me dá. A informação surpreendeu a Isabella.
— Espero que agora você entenda que eu nunca acharia que você não é digna de estar a meu lado, sua alma é pura e às vezes eu tenho receio em manchar você com toda a minha podridão. — Ele sorriu sem nenhum humor e continuou. – Agora entende que você não é só um corpo, você não é como uma prostitua para mim, todas as vezes em que lhe magoei, era apenas para protegê-la de mim e meu passado, eu não queria quebra-la, mas era necessário.
Bella não poderia ficar mais feliz ao saber que ele não a tinha como apenas um corpo, ele estava contando seus motivos mesmo que errados. Ela tinha lágrimas nos olhos depois de ouvir a história de seu mestre, o que mais queria era poder voltar ao passado e salvar o pequeno garoto de todas as atrocidades que teve de passar, mas não era os sentimentos dela o mais importante, naquele momento, e sim o que havia acontecido ao homem que amava, agora ela sabia que aquele homem era mesmo parte do passado tenebroso de Edward, por isso ela o abraçou com a maior força que podia, mesmo que ele não estivesse lhe correspondendo, ela não pararia, Edward era um sobrevivente, era um homem forte e poderoso, que mais parecia um menino, o seu menino.
— Eu sinto muito, Edward — Ela disse e continuou. – Sinto muito por seus pais.
— Eu não preciso que tenha pena de mim, Isabella — ele falou com a voz fria. – Eu não desejo falar sobre Lyzander ou qualquer outra parte do passado, eu já consegui o que queria, aquele pedófilo está atrás das grades agora.
— Eu não estou com pena de você, Edward, acredite o que sinto agora é uma grande admiração pelo homem que passou por tantas dificuldades, mas continua com seu orgulho intacto, continua com a cabeça erguida, é um homem de talento e sucesso, você é a melhor pessoa que já conheci, você tem a minha admiração, Edward Cullen . — Ela quis completar dizendo que ele também já possuía o seu coração, porém mais do que nunca sabia que devia ser paciente, aquele homem já sofrera o bastante.
— Eu não sou tão bom com palavras Isabella, então a única forma que consigo expressar essa urgência que tenho por você é através do ato sexual e sinto muito por isso. Edward diz triste e continua. – Eu te disse desde o começo que não sou um homem convencional.
— Isso me basta. — Ele deu um pequeno sorriso a ela, e Isabella soube exatamente o que fazer para curar as feridas de ambos, os dois precisavam um do outro por isso não hesita no convite. – Nós dois daremos certo Edward, um passo de cada vez e então podemos fazer com que isso dê certo. Ela diz e ele permanece calado, então Bella sabe o que deve fazer.
— Me leve a sua sala de jogos e me mostre. —Ela estendeu a mão a seu Mestre, num pedido que ela esperava ser atendido. – Mostra-me o que sou para você, Edward Cullen .
O caminho para a cobertura foi rápido, Edward a levou nos braços não quebrando os beijos desejosos que trocavam, estavam há tempo demais separados e precisavam daquilo com urgência. Após perderem o fôlego num longo beijo, Edward encaminhou Bella para o quarto de jogos, mas os dois continuaram aos beijos e carícias.
As mãos de Edward já conheciam de cor cada parte de corpo do seu cisne, e foram deslizando em cada parte do corpo dela. Sua boca, experimentando o sabor de sua pele. Aos poucos sentiu-se tocado na parte em que mais necessitava de alívio. Com isso direcionou sua submissa, que ajoelhou-se desafivelando o cinto, para então tomar seu membro rígido a boca. As lambidas que Bella dava levava Edward ao êxtase, a cada momento que passava investia mais fundo na boca de Isabella, ela sabia exatamente como enlouquece-lo, e então gozou forte, ainda na boca quente de sua mulher. Aquele momento só tinha sido um lanche perante a fome que Edward tinha dela.
— Não vamos pensar sobre o passado esta noite, vamos ser apenas o Dominador e a submissa na busca constante do prazer, é somente disso que precisamos agora — ela falou o olhando nos olhos, buscando a resposta que precisava para prosseguir.
Edward não podia negar que estava louco para tê-la, por isso apenas acena positivamente, dando a ela o consentimento para continuar com aquilo. Para Bella aquele era o único lugar onde os fantasmas do passado não entrariam.
— Eu o servirei como desejar, Mestre — ela proferiu, ainda ajoelhada aos pés dele. – Oh, me desculpe, eu não devia ter falado sem autorização, perdoe-me, Mestre.
— Você está aprendendo rapidamente, minha Isabella — ele disse orgulhoso e continuou. – Esta noite você tem permissão para falar livremente, mas isto não quer dizer que estará livre de seu castigo.
— Eu não espero por isso. Mestre — ela respondeu, agradando-o ainda mais.
— Levante-se, Isabella — ele ordenou e segurou o queixo dela, para que o encarasse nos olhos. – É isso mesmo o que quer? Eu posso não ser tão cuidadoso, não quando sinto essa urgência de você, eu posso machuca-la se eu fode-la como desejo. — Ele passou o dedo nos lábios de Bella.
— É tudo o que mais quero neste momento, Mestre, quero ter a honra de servi-lo, e duvido que me machuque, tudo o que irei sentir será prazer, o inconfundível prazer que só o Senhor pode me dar — ela disse já se excitando com aquele toque simples nos lábios.
— Boa garota. — Ele acariciou o rosto de porcelana de sua submissa. – Agora fique nua para mim. — Ele lhe deu um sorriso sedutor, fazendo-a tremer de antecipação.
Bella despiu-se das roupas com movimentos lentos, jogando ambas as peças em um canto qualquer, a verdade é que não estava nem ai para Beatrice ou Rosalie, seu passado ou o passado de Edward, tudo o que queria era viver o aqui e o agora com ele, queria vê-lo feliz e sentir-se feliz.
— Sente-se na mesa e abra bem as pernas, exponha-se para mim — ele ordenou, e Bella, com as pernas bambas, seguiu para a mesa, sentando-se como havia sido ordenado por seu mestre.
Ela sabia que aquela posição a deixava exposta demais, mas nada poderia ser mais prazeroso do que o olhar que ele lhe lançava neste momento, era pura luxuria. Edward observava seu corpo, parando seu olhar quando chegou na altura de sua intimidade, que já estava quente, molhada e ansiosa por recebê-lo.
— De todas as paisagens e lugares que tive o prazer de conhecer, nenhuma conseguiu me deixar mais deslumbrado do que sua beleza, meu doce cisne, você é a mais bela de todas — ele disse olhando a nudez de sua ninfa, que mesmo machucada conseguia ser aos seus olhos a sua paisagem favorita, e graças aos céus era somente sua, ele nem acredita que tinha ganhado um presente tão bom quanto Isabella.
Bella tentava segurar suas lagrimas ao escutar o elogio vindo de seu Mestre, seu coração acelerou não só pela excitação, mas sim pelo amor que sentia por ele.
— Obrigada, Mestre. — Ela sorriu docemente sendo retribuída com um sorriso torto.
— Você está pronta para avançarmos nos ensinamentos, minha Isabella — Edward falou enquanto dirigiu-se a um dos armários sob os olhos atentos de Isabella.
— Nós vamos começar com um jogo e quero que seja o mais clara possível no que está sentindo, você terá permissão para falar e dizer o que sente com cada toque ou objeto que irei usar, consegue entender, minha Isabella? — Ele perguntou ao ficar a sua frente.
— Sim, Mestre. — Ela olhou para o homem sexy a sua frente, cabelos desgrenhados, olhos verdes escuros, que faiscavam em sua direção, uma boca tão linda ainda mais quando estava com aquele sorriso torto, e uma mandíbula que dava vontade de morder, e apesar de amá-lo vestido naquele terno, ela queria vê-lo completamente nu.
— Prenda os cabelos — ele ordenou e Bella obedeceu improvisando um coque. – Gosto quando deixa os cabelos soltos, no entanto, preciso de acesso a toda a sua pele, inclusive este pescoço gostoso que só me dá vontade de mordê-lo e suga-lo como um vampiro sedento. — Edward passou os dedos pelo pescoço dela, fazendo-a fechar os olhos.
— O que sente quando eu a toco? — Ele continuou a passar as mãos pelo pescoço, descendo pelo colo descoberto até chegar a um dos seios.
— Prazer, muito prazer, Mestre — ela respondeu rápido, fazendo Edward rir.
— Seja mais clara, Isabella, quero todas as sensações. —Edward agora apertou os dois seios de uma vez, fazendo-a gemer um pouco mais.
— Sinto o meu corpo inteiro arrepiar-se, sinto urgência para ter mais de seus toques, Mestre, é como se minhas veias não bombeassem mais sangue, e sim fogo — ela tentou explicar da forma mais clara, no entanto, era difícil conseguir palavras que pudessem exprimir o que sentia com cada carinho dele.
— Posso sentir esse fogo em sua pele, minha Isabella, assim como sinto seus pelos eriçarem-se a um simples toque. — Ele continuou lhe acariciando um dos seios, enquanto a outra mão descia pelo ventre, indo direto para seu ponto mais sensível. – Aqui é o lugar mais quente, não é, minha doce Isabella? — ele perguntou, sorrindo sedutoramente a ela.
— Oh sim, Mestre, este é ponto onde faz meu corpo inteiro formigar e querer movimentar-me como se o Senhor já estivesse me fodendo, isso é tão bom, Mestre. — Ela gemeu mexendo-se de encontro à mão de Edward.
— Sim, minha Isabella, isso é muito bom, sentir você tremendo pelo toque de meus dedos é fodidamente bom. — Ele retirou as mãos do corpo dela, fazendo-a soltar um gemido de desgosto.
— O que sente quando a beijo, Isabella? — Edward ajoelhou-se e começou a lhe beijar os pés, subindo pelas pernas até chegar à intimidade, parando para olhá-la.
— Urgência por mais de seus beijos, eu quero prendê-lo bem ai. — Ela referia-se aos beijos que ele lhe dava em sua intimidade. – Gosto tanto dos seus lábios em mim, é como estar nas nuvens, Mestre.
Ele a beijou intimamente, enlouquecendo-a com libidinosa língua que fazia questão de lambê-la no ponto mais sensível de seu corpo. Bella não viu outra saída senão gemer em deleite, enquanto mexia os quadris pedindo por mais dele. Ela arriscou olhar para seu Mestre, vendo-o beija-la enquanto passeava com a língua por toda sua intimidade, Edward fazia questão de manter os olhos em seu rosto, dando a certeza de que todas as cenas eróticas que assistiu ao lado dele, aquela era a mais quente de todas.
Bella assistiu seu Mestre deixar sua intimidade e subir com beijos por seu corpo, parando em seus seios, lhe dando a mesma atenção que dera à parte mais baixa.
— Você é muito gostosa, Isabella, é a melhor que já tive — ele disse antes de beija-la na boca.
— Diga-me, Isabella, o que sente agora depois que sentiu o seu gosto em minha boca — ele perguntou, depois de lhe soltou a boca, mas continuou lambendo os lábios vermelhos de sua menina.
— Sinto como se nós estivéssemos misturados, é o nosso gosto que está em minha boca, Mestre, e é o melhor que gosto que tive o prazer de provar — ela disse, puxando-o para outro beijo.
— Você é perfeita meu, pequeno cisne. — Ele continuou a lamber o rosto dela.
— Obrigada, Mestre. — Ela teve a vontade de lhe morder a mandíbula forte mas controlou sua vontade e mordeu os próprios lábios.
— Agora que tal deixarmos a brincadeira um pouco mais difícil e divertida — Edward falou, enquanto mostrava a ela um prendedor de mamilos, diferente do usado na vez passada, este tinha uma corrente unindo os dois, e uma outra corrente que tinha uma espécie de pedra pendurada na ponta.
— Esses conseguem apertar bem mais forte esses bicos gostosos. — Ele prendeu o primeiro mamilo, fazendo-a gemer pela sensação gostosa de tê-los apertando seus seios. – E são bem mais prazerosos, cisne. — Ele mordeu o lóbulo da orelha dela, aproveitando para lhe chupar ali enquanto colocava o grampo no outro mamilo.
— Oh, Mestre, é mesmo tão gostoso — ela sussurrou aprovando a pressão sentida nos seios, agora ela sabia que ele tinha completa razão em dizer que eles eram bem mais prazerosos, o diamante pendurado só tinha a função de dar mais pressão nos mamilos. – É como se seus dentes estivessem mordendo-os.
— Eu sabia que aprovaria nosso brinquedo, cisne — ele disse no ouvido de Bella, fazendo-a tentar encostar os quadris em sua ereção.
— A fase mais difícil começa agora, minha Isabella. — Ele começou a dar pequenas mordidas no pescoço de Bella até enfiar os dentes na pele sensível e cremosa que tanto gostava.
Bella fechou os olhos e inclinou a cabeça, dando um melhor acesso para que ele a mordesse. Ter o seu homem lhe mordendo como um vampiro sedento enquanto prendedores lhe estimulavam os seios só faziam com que sua excitação aumentar, ela tinha a certeza de que se derramaria em gozo se ele continuasse chupando-a daquela forma.
Edward lhe soltou o pescoço, subindo com mordidas até a boca que se abriu para recebê-lo, ele sabia que sua Isabella estava por um fio, por isso não ousou beija-la e deixar que a diversão acabasse. Ele morde os lábios e afastou-se da boca suculenta e vermelha dela, decidiu dar o golpe final e enfim vê-la em completo êxtase enquanto chegasse ao seu ápice.
— Está na hora de provar este plug, minha doce Isabella. — Ele mostrou o plug a ela, e Bella logo lembrou-se da cena no clube de Dominik. Ficou ansiosa sobre as sensações que iria sentir. – Apesar de você está encharcada, quero que chupe o plug, não queremos que sinta algum desconforto — ele ordenou, e Bella o obedeceu, chupando o brinquedo como ele havia ordenado.
— Desça o corpo e me dê acesso para que eu o coloque em você. — Ele ajudou a menina a abrir-se mais e colocou o plug na intimidade da garota, dando a ela o prazer que imaginou.
— É bem gostoso, não é, minha Bella? — Ele enfiou um pouco mais, fazendo-a revirar os olhos.
— Sim, Mestre, e não consigo controlar mais o meu corpo, não consigo racionar, só consigo sentir o plug dentro de mim, e eu queria tanto que fosse o Senhor aqui, eu quero tanto que me fôda, Mestre — ela disse tudo de uma vez, movimentando seu corpo em busca do prazer.
— Paciência não é uma de suas virtudes, minha gatinha — ele disse divertido e colocou os dedos no centro de prazer de Bella.
— Minha pernas estão como gelatinas, tudo queima, Mestre, eu sinto que estou prestes a ter um orgasmo, meu coração bate acelerado como as assas de um colibri, eu vou...agora... — Ela não terminou sua fala pois o orgasmo a atingiu, fazendo-a ver milhões de estrelas numa dimensão que ela sequer sabia que existia.
— Eu me enganei quanto à paisagem, ver você gozando é a coisa mais bonita que já vi. — Ele tocou o rosto ainda em êxtase, e sentiu-se enfim completo por dar a ela o prazer.
— Por Deus, não consigo me mexer — ela disse ainda de olhos fechados.
— Vai ter que conseguir, meu cisne ele comentou, retirando os grampos e o plug, enquanto Bella dava um pequeno gemido de prazer, seu corpo respondia rapidamente ao dele mesmo depois de um orgasmo louco como aquele, ela já estava pronta para mais. – Você precisa tirar a minha roupa e servir-me. — Ele continuou, e Bella, desacreditada, abriu os olhos para encará-lo, como assim ela o despiria?
— O Senhor irá vendar-me para que eu o faça? — ela perguntou na ânsia de saber se atravessaria a barreira que ele impusera quando começaram aquela relação, Edward não aprovava ser tocado antes de ter Isabella em sua vida, e muito menos ali naquela sala de jogos.
— Não farei isso, Isabella — ele respondeu e continuou. – Esta é mais uma regra quebrada por você, nenhuma teve o privilégio que estou lhe dando agora. — Bella deu a ele um sorriso de felicidade.
— Estou honrada por ter tal benefício, Mestre, obrigada. — Ela levantou-se da mesa com certa dificuldade, suas pernas ainda estavam tremulas pelo prazer, mas ela faz um esforço e postou-se diante a ele.
Bella tocou o rosto de seu salvador com adoração, aquele homem era o seu anjo da guarda mesmo que por muitas vezes a tratasse mal, ele sempre seria o grande amor de sua vida, e por mais surreal que parecesse, podia sentir a paixão vinda dele agora, Edward sentia algo por ela, um sentimento maior que desejo e ela lutaria para que este se tornasse amor.
Ela começou beijando a mandíbula forte, sentindo enfim o gosto de mais uma porção dele, como ela imaginou era uma parte forte e deliciosa de seu Edward, ela então obstinada a ter mais acrescentou pequenas mordidas e fora parada por ele, que a puxou para um beijo rápido.
— A roupa, Isabella — ele falou em tom dominador.
Bella desceu as mãos pelos ombros até chegar à bainha da camisa, desabotoar botão por botão, onde ela fazia questão de lamber os músculos fortes, vendo enfim o dorso forte e nu com que sonhara por muitas vezes. Ela retirou a peça dele, vendo o peito forte coberto de pelos claros que tinham quase a mesma cor dos cabelos cor de cobre. O seu Edward era mesmo constituído de músculos rígidos, abdômen definido, que deve ter sido modelado pelos deuses, ele era a reencarnação de Apolo com certeza, ela não se conteve e tocou os pelos macios sentindo enfim a maciez deles sob sua palma, olhou então nos olhos verdes de seu Mestre e nele encontrou o consentimento para continuar tocando-o, não conteve um sorriso de felicidade por, enfim, poder conhecê-lo, era como estar verdadeiramente no paraíso.
— O Senhor é tão lindo — ela disse com a voz carregada de emoção. – Obrigada por me deixar conhecer a coisa mais bela do mundo, essa é a minha paisagem favorita. — Bella continuou a olhar o corpo dele para decorar cada centímetro da pele exposta.
Ela continuou a descer os dedos e tocou algumas marcas no corpo dele, pareciam de queimaduras ou talvez fossem peripécias de sua infância, tocou as tatuagens e beijou longamente cada uma delas, arrancando grunhidos de Edward.
Bella notou o corpo dele arrepiar-se quando seus dedos pararam em tais marcas, logo ela deduziu que não foram marcas de brincadeiras de criança, elas eram algo mais que ela não desejava saber agora. Bella deduziu que todas faziam parte do passado de seu Mestre, por isso continuou seu carinho sem nada perguntar, não queria correr o risco dele parar a cena.
— Tire a calça, Isabella, estou estourando de excitação — ele ordenou, colocando as mãos dela em sua ereção.
Bella percebeu que ele não a deixaria mais acaricia-lo, por isso desceu a última peça de seu Mestre, tomando o membro nas mãos, e ajoelhou-se diante dele, provando assim sua total submissão.
— Dê-me a honra de satisfazê-lo, Mestre.
— Coloque-me inteiro nessa boca deliciosa, minha Isabella —ele respondeu, e Bella fez o que ele pedia, segurou-se nas pernas musculosas sentindo mais um pouco da essência de seu Mestre e esperando pela satisfação completa dos corpos.
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Depois de se entregarem ao prazer por três vezes, os corpos ainda movimentavam-se na cama de lençóis negros, os dois estavam empapados de suor enquanto praticavam a velha e conhecida dança da carne. Bella encontrava-se deitada de bruços, enquanto segurava todo o peso de seu Mestre investindo o membro em sua intimidade, ela gemia cada vez mais alto quando escutava seu Mestre lhe sussurrar palavras indecentes e incoerentes, ele estava tão louco de prazer quanto ela.
— Mestre, eu já não consigo segurar — ela falou com a voz arrastada, não estava mais conseguindo segurar seu gozo como ele havia ordenado.
— Mais um pouco, minha deliciosa e apertada Isabella — ele ordenou e investiu mais forte em sua submissa, os dois já estavam exaustos pela atividade e ele tinha certeza de que já estava perto do anoitecer.
— Venha agora, Isabella — ele falou mais alto, investindo e tocando o ponto sensível de Bella dando a ela o quarto orgasmo da noite. – Porra de mulher deliciosa — ele falou em rosnados enquanto alcançava o seu prazer.
Edward continuou mais um pouco com o corpo em cima do de Isabella, rosnando de prazer, ele ainda estava em transe pelas sensações que sentia quando estava com aquela submissa. Percebendo que poderia estar machucando-a com seu peso, ele saiu de cima da moça e a ajudou a virar-se para então aconchegá-la em seu peito.

Notas finais
Gente e ai? Bom no proximo teremos mais surpresas viu kkkkkk por favor comentem e recomendem para que a fic seja reconhecida ta? Bjocas a todas e obrigada por tudo o que vocês tem feito