Notas iniciais
E olha quem está aqui? O nosso querido mestre hahaha

Isabella sentou-se no lugar indicado e colocou o cinto de segurança, logo ela sentiu-se nervosa, nunca havia voado em um jato, ainda mais na companhia de alguém como Edward Cullen. Olhou então ao redor e notou mais duas poltronas atrás, e uma cabine que estava fechada, olhou para a frente e viu os pilotos subirem a bordo e é claro uma loira muito bonita que ela julgou ser aeromoça. Ela olhou para Edward de forma cobiçosa, e entrou com o piloto para a cabine.

— Então, para onde vamos? Ela perguntou assim que Edward sentou-se ao lado dela afivelando o cinto de segurança.

— Nova York, minha doce Isabella. Ele toca os lábios vermelhos que se abrem desejosos. – Eu a levarei para o balé. Edward desce os dedos pelo queixo fino explorando a garganta descendo até a clavícula, e acaricia os ombros de Isabella.

— Você me parece tensa, uma bebida vai ajudá-la a relaxar. E só assim Isabella percebe que a loira estava servindo duas taças de champanhe.

— Nervosa na verdade. Ela sorri sem jeito. – Eu nunca fui a Nova York.

— Posso leva-la sempre que quiser. Ele diz e Isabella sente o estômago se encher de borboletas com a forma que ele estava tratandoa-a. – Você irá apreciar este champanhe.

Isabella olha para a cara garrafa de champanhe, já havia visto várias bebidas, mas nunca um Gout Diamants e muito menos provado um. Tomou um gole e apreciou a bebida, mas não conseguiu concentrar-se em seu sabor quando viu a loira praticamente mostrando os seios a seu acompanhante. Edward pareceu notar, mas apenas a dispensou dizendo não precisar mais dos serviços dela. A loira olhou feio para Isabella que apenas lhe deu um sorriso debochado.

— Ela também não gostou de mim. Bella diz e Edward olha para a aeromoça que dá um sorriso.

— Olha só, de você ela gosta muito. Isabella diz sarcástica.

— Eu pago o salário dela. Ele diz não parecendo importar-se com o olhar cobiçoso da aeromoça, aquilo deixou Bella feliz.

— Acho que tem mais haver com o fato de você ser o homem mais gostoso do planeta.

— Então você me acha gostoso? Ele arqueia uma das grossas sobrancelhas.

— Fodeu a aeromoça? Isabella pergunta arrancando uma risada de Edward.

— Não Isabella, não me envolvo com meus empregados.

— Porque tem medo de ser acusado de assédio? Ou porque tem que dispensa-las depois? Ela pergunta atrevida.

— Sabe o que eu deveria fazer? Ele a segura pela nuca e traz o rosto de Isabella a frente do seu puxando o lábio inferior dela com os dentes. – Leva-la até o fundo deste avião, coloca-la naquele quarto e foder você com força para que então gritasse meu nome enquanto goza, e assim a aeromoça veria que não tem a mínima chance.

— Você poderia fazer isso, e eu gritaria tão alto que ela saberia que eu sou sua e você é meu. A forma possessiva de Isabella excita Edward de uma forma que ele jamais imaginou que aconteceria.

Ele a beija ferozmente e Isabella agarra-se na lapela do smoking, puxando-o para si ela chupa a língua de Edward e geme em deleite, ela adorava o modo como ele a beijava parecia tão desesperado por ela quanto ela estava por ele. Isabella estava quase subindo no colo dele quando são interrompidos pelo toque do celular.

Edward interrompe o beijo atendendo a ligação, enquanto pragueja em italiano, era um problema em outra filial, informações confidenciais haviam vazado, alguém parecia querer brincar com ele.

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Chegando ao teatro, Edward percebeu como tudo aquilo era novo para Isabella, ela olhava para todos os lados e em seus olhos era possível notar a fascinação que estava sentido por estar ali naquele lugar, e isso o fazia se sentir muito bem por ser ele que estava proporcionando isso a esta peculiar garota.

— Qual é mesmo o nome do balé que iremos assistir? Pergunta Isabella – Sabe eu nunca havia visto um lugar mais lindo que este, e também nunca fui a um balé, é tudo tão lindo, olhe só as mulheres são tão elegantes, você sempre vem aqui? Eu realmente estou amando tudo é... Ela foi interrompida, quando Edward colocou dois dedos em seus lábios, ele estava com um sorriso torto e olhava para ela como quem observa uma criança travessa. E quando vários flashes dispararam, Edward a puxou para o camarote e assim tiveram privacidade.

— Minha linda Isabella você está tagarelando, porque todo este nervosismo? Perguntou olhando diretamente em seus olhos, havia um brilho em seu olhar ao qual Isabella nunca tinha visto antes, um brilho que era ao mesmo tempo feliz e sombrio, como se naquele momento Edward estivesse mostrando uma ínfima parte de sua alma.

— Desculpe Edward é que eu nunca imaginei um dia estar em um lugar como este e acompanhando um homem como o você, todos estavam olhando e eu fiquei nervosa. Falou em um fôlego só, estava nervosa, mas seu Mestre tinha perguntado do porque ela estar estranha e Bella achou melhor lhe dizer a verdade sobre como se sentia, porque apesar de estar vestida com um vestido elegante ainda se sentia apenas como a garota da livraria que vestia jeans e tênis desgastados pelo uso, aquele não era o seu mundo.

Edward percebeu que sua linda gatinha brava estava insegura desde o restaurante, resolveu que por enquanto deixaria este assunto de lado, mas voltaria a falar com Isabella sobre isso como aquela linda e meiga mulher poderia achar que não era digna dele? Será que ela não percebia que apesar das roupas elegantes que as outras usavam não havia beleza maior que a dela a seus olhos? Sua Isabella tinha um charme natural, era graciosa como um cisne, este pensamento fez Edward lembrar-se do porque a tinha convidado para assistir este espetáculo, Isabella Swan, como seu nome mesmo queria dizer era o seu cisne lindo e gracioso. Sua submissa continuava a olha-lo e Edward resolveu contar a ela do porquê vieram assistir este balé especificamente.

— Isabella, vou lhe contar uma história. Ele começou e ao mesmo tempo ia conduzindo Isabella para o seus assentos, onde teriam uma visão privilegiada de todos, mas que não permitiria que alguém os visse e aquilo servia a seus propósitos ali ele daria prosseguimento a seus planos de domina-la. Ele ajudou Isabella a sentar e sentou-se ao seu lado, puxou o rosto de Isabella até encontrar seu olhar e continuou a contar a história. – Como eu estava contando era uma vez um castelo onde realiza-se com toda a pompa o aniversário do príncipe Siegfried, a rainha oferece ao filho como presente um Baile e pede-lhe que, no dia seguinte, escolha uma esposa entre as convidadas da festa. Quando os convidados saem do castelo, um grupo de cisnes brancos passa perto do local. Enfeitiçado pela beleza das aves, o príncipe decide caçá-las.

“O lago do bosque e as suas margens pertencem ao reino do mago Rothbart, que domina a princesa Odette e todo o seu séquito sob a forma de uma ave de rapina. Rothbart transformou Odette e as suas donzelas em cisnes, e só à noite lhes permite recuperarem a aparência humana. A princesa só poderá ser liberta por um homem que a ame. Siegfried, louco de paixão pela princesa das cisnes, jura que será ele a quebrar o feitiço do mago

Na corte da Rainha aparece um nobre cavalheiro e sua filha. O príncipe julga reconhecer na filha do cavalheiro a sua amada Odette, mas, na realidade, os dois personagens são o mago Rothbart e sua filha, Odile. A dança com o cisne negro decide a sorte do príncipe e da sua amada Odette: enfeitiçado por Odile, Siegfried proclama que escolheu Odile como sua bela futura esposa, quebrando assim o juramento feito a Odette.

À noite na beira do lago, todos os cisnes estão ansiosos pelo desaparecimento de Odete. Ela aparece e conta o plano de Rothbart dizendo que antes do amanhecer ela deve morrer. Houve-se o barulho de um trovão. Siegfried a acha e implora seu perdão. Enquanto o amanhecer se aproxima, Rothbart aparece mais uma vez disfarçado de feiticeiro. Odette conta a Siegfried que ela deve se matar, ou então será eternamente um cisne. Siegfried, sabendo que seu destino está mudado para sempre, declara que ele irá morrer com ela, assim quebrando o poder de Rothbart. Os apaixonados se jogam no lago. Rothbart recebe um choque mortal e todo o seu poder está acabado. Enfim, o casal estará unido para sempre na vida após morte”

— Porque me contou esta história Edward? Perguntou Isabella, ela não estava entendendo nada, afinal ele não era afeito de conversas desnecessárias por isso toda esta história não fazia sentido para ela.

— Eu lhe contei esta história para que você pudesse entender do que espetáculo irá retratar. Disse Edward passando seu dedo lentamente através da pele exposta do colo de Isabella, seus dedos estavam causando pequenos arrepios através de todo o corpo dela.

— É uma história muito triste não sei se vou gostar dela. Disse Isabella

— Por isso mesmo eu fiz questão que você assistisse esta história eu quero que você preste atenção meu cisne. Bella não entendeu porque ele a estava chamando de meu cisne. – Você deve não saber, mas o seu nome Swan significa cisne e é assim que eu a vejo minha Isabella meu cisne, meu doce cisne branco. Bella não sabia o que dizer, ele estava sendo tão diferente, aquele muro estava caindo novamente.

— Você disse que não era romântico. Ela se arrependeu das palavras, mas era tarde demais para voltar atrás.

— E não sou. Ele diz, mas ainda continuava o mesmo. – Tenho algo para você. E ele pega a caixa de veludo do bolso da calça, e Isabella treme por dentro.

— Isabella o que eu quero dizer é que depois que você entrou em minha vida eu tive alguma paz, mas isto minha querida não irá eximi-la do seu castigo, pois apesar de você ser o meu cisne branco eu serei sempre o cisne negro. Ele retira a linda pulseira de safiras onde tinha um pingente em formato de cisne, e coloca no braço de Isabella. – Isso ficou perfeito em você doce cisne.

— É perfeita Edward, obrigada e me desculpe discordar, mas você jamais seria alguém com tão obscura personalidade. Isabella falou, ela queria defende-lo porque apesar de ele ser indecifrável às vezes, sabia que ele não era uma pessoa má.

— Infelizmente você está enganada minha doce Isabella, mas vamos deixar esta conversa por agora o espetáculo vai começar. Disse ele sentando em seu lugar e fazendo com que Isabella sentasse também, as luzes se apagaram e uma música suave começou. Edward percebeu que mais uma vez havia perdido seu controle diante dela, então decidiu voltar a ser o dominador e ela a submissa.

Isabella se forçou prestar atenção o que realmente era difícil com este homem ao seu lado, quando percebeu que Edward levantava-se ficando atrás da sua cadeira, quando Isabella virou-se para saber o que ele estava fazendo, quando sente a respiração de Edward em sua nuca, ela ia levantar-se mas foi impedida pelas mão fortes que a seguraram contra a cadeira e ouviu a voz rouca de Edward sussurrar em seu ouvido

— Fique onde está Isabella não se mexa, eu vou castiga-la agora e não esqueça que está proibida de gozar. Disse Edward com aquela voz que a fez excitar-se imediatamente – Eu quero que você levante e se apoie na balaustrada.

— Mas irão nos ver. Falou em um fôlego só, estava excitada, mas também tinha medo de que alguém os visse.

— Não se preocupe com isso ninguém poderá nos ver aqui eu já lhe disse que não sou voyeur e que não gosto de compartilhar da minha intimidade então não se preocupe e faça o que eu mandei agora. Ele falou com a voz ríspida, Isabella sabia que ele não gostava de ser contrariado e ela desejava aquilo tanto quanto ele.

Então levantou-se e se inclinou um pouco sobre a balaustrada, quem olhasse para ela se a enxergasse naquela escuridão, não conseguiria ver o que estava acontecendo, depois de constatar isso Isabella ficou mais tranquila e relaxou, sentiu as mãos de seu mestre levantar seu vestido e começar a acariciar suas coxas.

— Afaste as pernas. Ele ordenou, fazendo Isabella esquecer que estava cercada de pessoas só podia pensar nele, em seu mestre.

Ela afastou rapidamente, suas mãos passaram pela sua bunda descendo para o interior das suas coxas, ele seguiu com sua caricia pelas pernas fazendo Isabella ofegar.

Suas coxas estavam molhadas de tão excitada que estava. Sentia ele passando as mãos por sua bunda novamente, indo até sua entrada, mas a mão dele só passava perto, parava antes de realmente tocar, Bella sentia seu clitóris pulsar loucamente.

Isabella esperava que ele estocasse profundamente dentro dela, mas em vez disso, suas mãos agarraram as pernas dela as afastando mais, e em seguida sua boca estava no seu centro de prazer.

Ela gemeu baixinho ao sentir a língua de Edward lambendo seu clitóris, descendo para sua entrada onde ele lambeu como um louco. Sua entrada pulsava loucamente a cada investida da língua quente e molhada.

Quando ela estava a ponto de gozar ele afastou sua boca, e Bella não pode evitar um choramingo de frustração.

— Você não gozará hoje Isabella, mas quem sabe se me agradar bastante eu possa pensar em retirar este castigo. Edward disse com um sorriso cínico nos lábios perfeitos, ele queria se enfiar em Isabella e fode-la com força e não se importava nem um pouco com o lugar onde estavam.

Bella então o surpreendeu novamente quando se ajoelhou a sua frente e simplesmente abriu suas calças e o pegou em suas mãos, ele não havia ordenado que ela fizesse isso, mas estava tão prazeroso que não pensava em manda-la parar, ao contrário.

— Faça Isabella me tome em sua boca, eu quero encher sua linda boquinha e quero que você engula tudo não deixe nenhuma gota escapar. E assim ela fez chupou-o e o lambeu com gosto e quando Edward gozou deixando-a satisfeita.

Depois desta loucura que ambos cometeram, ajeitaram suas roupas e sentaram-se para assistir ao resto do espetáculo como se nada houvesse acontecido, Bella estava começando a gostar destas pequenas loucuras que eles faziam.

Edward ficou ali sentado observando sua submissa se emocionar com o balé, ela realmente era o seu cisne branco, tão pura e inocente, aquela menina-mulher tão corajosa e talvez sua salvação.

Bella mesmo estando totalmente descomposta assiste ao espetáculo, e não ousa olhar para seu Mestre. Retorce as mãos nervosamente ao imaginar como seguiria pelo resto da noite, sobre o que falaria como agiria diante dele, deveria voltar com sua postura de submissa como quando no quarto de jogos? Submeter-se-ia a ele apenas no quarto de jogos, mas agora ficaria apenas calada esperando por alguma ação dele.

Procuraria esquecer os impasses desta noite, toda a semana tinha sido tão intensa para Bella, era como estar numa montanha russa de emoções, Edward parecia ainda mais complicado do que imaginava. Resolveu então concentrar-se no desempenho dos bailarinos, todo o espetáculo era magnífico por isso não evitou emocionar-se diante de tudo que assistia.

— Isabella está sentindo algo? Ei porque estar chorando? Eu a machuquei? Ele procura algum machucado na pele de sua submissa.

— Não é isso, eu estou bem Edward. Ela segura as mãos dele entre as suas e nem ele ou ela percebem que pela primeira vez Isabella o chama pelo nome.

— Então porque chora? Ele pergunta realmente preocupado.

— É só idiotice de minha parte. Ela continua a chorar. – É tudo tão bonito, eu fiquei tão emocionada com a profundidade do amor dos dois, obrigada por ter me proporcionado isso. Ela continua a explicar-se e percebe que ele se tranquiliza.

Edward vê as lagrimas descendo pelo rosto de porcelana e não consegue segurar a vontade de prova-las, era estranho este fato para outras pessoas, mas para ele as lagrimas tinham gosto, e as dela deveriam ter um gosto bom, deveriam ter um gosto da felicidade por isso as seca com sua boca.

— Suas lagrimas tem um gosto bom, mas eu prefiro quando sorri, o seu sorriso tem um gosto bem melhor. Ele a beija rapidamente arrancando dela um sorriso, e lá estava novamente o seu bipolar Mestre, que por diversas vezes a tratava como algo a mais.

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Quando estavam no hall de entrada do teatro no meio de muitas pessoas, uma voz se sobressaiu, uma voz que Edward não ouvia há muitos anos, uma voz que só lhe trazia lembranças de medo e nojo, ele queria sair dali imediatamente, mas não foi rápido o suficiente e quando estava próximo a saída quase arrastando Isabella, Lysander Kolastis estava a sua frente, o homem olhava espantado para Edward, e ele não sabia com agir, ali estava o seu passado, um de seus demônios ali a sua frente lhe encarando, Edward só queria sair dali e fugir mas foi para do por uma mão em seu ombro, ele virou-se e Lysander o olhava com um sorriso de escárnio na face, aquele homem foi o responsável pela perda de todas as suas esperanças, ele foi o primeiro que apunhalou a criança que ainda vivia nele, ele com seus desejos nojentos conseguiu o que sua tia por muitos anos tentou, matar sua alma.

— Ora, ora se não é o meu menino lindo, Edward! Como você cresceu e ficou ainda mais bonito se me permite dizer. Ele falou com os olhos brilhando de luxuria, aquele olhar lhe causou tamanho nojo que teve que controlar-se para não vomitar.

— Lysander como você pode ver de menino eu já não tenho nada, sou um homem e um homem perigoso, afinal aprendi com os melhores. Edward disse em seu modo mais grosseiro, ele tinha tanto ódio deste homem que se pudesse o mataria ali mesmo e se banharia em seu sangue, mas aquele não era o lugar e ainda tinha Isabella a considerar seu doce cisne não merecia saber desta parte negra de sua vida.

— Se você nos der licença nós já estávamos de saída. Edward falou puxando Isabella para a saída, mas antes que pudessem alcançar a porta ouviu Lysander falando.

— Ó sim não quero atrapalha-los, mas não se esqueça de seus amigos, adoraria relembrar os velhos tempos. Disse Lysander com a voz que era veneno puro ele queria atingir Edward e sabia que relembrar o passado traria dor a ele e isso lhe dava muito prazer causar dor naquele menino que ousou lhe enfrentar, em uma época distante, Lysander tentou quebrar o orgulho de Edward, mas não conseguiu então agora se pudesse lhe causar alguma dor se sentiria satisfeito, viu como ele empalidecia e puxava sua bela acompanhante pelo braço como se fugisse de mil demônios e com essa cena Lysander se deu por satisfeito e gargalhou.

Edward e Isabella já estavam no carro e mesmo assim ele ainda ouvia aquela risada odiosa em seus ouvidos, estava prestes a ter uma crise de fúria, mas não faria isso na frente de sua linda submissa ela não merecia isso, tudo estava tão perfeito porque tinha que esta noite que começou tão maravilhosa terminar desta maneira? Edward estava perdido em pensamentos e Isabella não estava entendendo nada, quem era aquele homem? Porque Edward ficou tão perturbado por encontra-lo? Uma coisa Isabella tinha certeza aquela homem fazia parte do passado dele.

Bella preferiu continuar calada durante o retorno para Seattle, mas sua vontade era de perguntar a Edward pelo homem com quem haviam se encontrado na saída do balé. Se pudesse apagaria da mente de Edward todas as coisas ruins pelas quais passou, ela se sacrificaria em seu lugar apenas para não vê-lo daquela forma.

Durante todo o percurso Edward se manteve distante e com punhos cerrados deixando-a triste, Bella não pensou que a noite perfeita terminaria assim com ele sofrendo em silencio. Da mesma forma aconteceu quando entraram na cobertura, ele parecia estar a quilômetros de distância, ela podia sentir a frieza e solidão emanar do corpo que se mostrou tão quente a pouco tempo atrás.

— Isabella vá para seu quarto, a noite acaba aqui. Ele fala sem sequer olha-la.

— Edward não existe nada que eu possa fazer? Ela tenta aproximar-se enquanto ele estava servindo-se de uma bebida.

— Faça o que ordenei Isabella, deixe-me sozinho agora. Ele aumenta o tom de voz assustando-a pela voz sombria.

Depois de beber quase uma garrafa de whisky, Edward finalmente foi para o seu quarto, pensava que agora talvez pudesse dormir, deitou-se e dormiu.

As imagens confundiam-se em sua mente ele sabia que estava tendo mais um de seus pesadelos, era naquilo que tentava acreditar, pois o destino não seria tão cruel que o fizesse viver aquilo tudo novamente.

Outra vez estava no quarto escuro onde sua tia o deixava pela maioria do tempo, por incrível que pareça ele estava feliz porque na idade de 9 anos finalmente iria para escola, Edward não via a hora de ir, e começar a tentar levar uma vida normal pelo menos no horário da escola e quem sabe lá encontraria alguém que o ajudasse, pensava nisso quando a porta de seu pequeno quarto abriu-se bruscamente e por ela entrou sua tia acompanhada de um homem que Edward nunca tinha visto, ele estava bem vestido e exalava riqueza, onde sua tia teria conhecido um homem tão distinto? Se perguntava, quando Lizbeth falou

— Você ainda não está pronto moleque? – Ela perguntou sua voz estava diferente, mais grossa e seus olhos pareciam maiores, apesar de ser apenas uma criança Edward sabia que quando sua tia estava assim era porque ela havia usado uma daquelas porcarias que o namorado dela trazia, houve uma vez em que eles o obrigaram a usar, mas ele havia passado tão mal que não voltaram a insistir nisso.

— Eu não tenho um casaco tia e nenhuma sapato está frio lá fora, como eu poderei ir assim? – ele respondeu e em seguida sentiu o tapa no seu rosto deixando a marca dos dedos de sua tia

— Mas é um moleque muito insolente mesmo, você não queria tanto ir à escola? Então agora você vai nem que seja a força – falou já pegando seu braço e quase o quebrando com a força que imprimia nele, quando o homem que até aquele momento estava calado se manifestou

— Lizbeth, por favor não é necessário usar de violência tenho certeza que seu sobrinho não quis desrespeita-la não é mesmo minha criança? — Edward não gostou da maneira como ele o estava olhando mas este homem foi o primeiro a defende-lo então confiaria, mal sabia ele que este seria seu pior erro.

— Tem razão Lyzander, ás vezes este menino me tira a paciência- ela disse e em seguida olhou para Edward – Este senhor é um amigo e ele o levará para a escola obedeça e faça tudo o que ele mandar ou vai se ver comigo entendeu moleque?

— S..Sim tia – disse Edward já temendo o castigo de sua tia, ele não queria ser castigado novamente, ele obedeceria ao homem amigo de sua tia, ele parecia ser um homem bom quem sabe se este homem não seria sua salvação?

— Então vá com ele e não se esqueça obedeça-o em tudo ouviu bem? — Lizbeth falou com olhar cheio de ódio.

Edward seguiu o homem até o carro que estava estacionado em frente ao casebre que ele dividia com sua tia, o frio era intenso e ele sentia como se mil facas atravessassem sua pele, o homem notando seu desconforto tirou o casaco que vestia e entregou a ele, pela primeira vez em muito tempo Edward se sentiu aquecido e pensou que sua primeira impressão daquele senhor tinha sido equivocada ele era bom e o ajudaria.

Edward se acomodou no banco do carro e este se pôs em movimento, com o movimento do carro e o corpo aquecido acabou adormecendo e se foi acordar quando sentiu alguém levantá-lo, ele abriu os olhos e olhou ao redor percebeu que não estava na escola mas em frente a uma casa muito bonita, se remexeu no colo que o estava segurando pedindo que o descesse então o homem que estava o carregando disse

— Fique quieto garoto agora você me pertence, e eu farei de você meu mais novo brinquedinho tenho certeza que você vai adorar cada minuto – disse dando uma risada diabólica que ecoou nos ouvidos de Edward o fazendo estremecer de medo.

Mais uma vez Edward acordou suando e com a garganta seca, há muito tempo tinha reprimido esta lembrança horrorosa de sua vida, foi a partir daquele dia que ele deixou a infância para trás juntamente com todos os seus sonhos e esperanças.

Ele precisava de Isabella, iria até o quarto dela e pediria que viesse dormir com ele, era mais um exceção que abriria a sua submissa, mas esta noite ele precisava muito dela.

Edward foi até o quarto de Isabella e a encontrou dormindo parecia tão serena, gostaria de poder ser assim, ele se aproximou e tocou no ombro dela, Isabella abriu os olhos imediatamente.

— Edward? Está tudo bem? perguntou Isabella preocupada quando viu o rosto perturbado.

— Por favor, doce Isabella só quero ficar perto de você, me abrace esta noite, não faça perguntas, apenas fique do meu lado. Ele disse acomodando-se com ela em sua cama, Isabella sentiu-se no céu estava dormindo com ele, sentindo o cheiro dele e ouvindo sua respiração, hoje não faria perguntas apesar de ter muitas, e a principal delas era o que o levou a ter este tipo de vontade.

Finalmente Edward conseguiu relaxar o cheiro de sua submissa o acalmava melhor do que qualquer remédio, ele dormiria esta noite e amanhã se preocuparia em quais explicações daria a Isabella por esta sua atitude, mas hoje não, hoje ele só queria paz.

Notas finais
Este capitulo foi dedicado a Lucinha que fez uma linda recomendação da fic e fez comentários em todos os capitulos, quero também dizer a todas que comentaram que olhem suas mensagens privadas porque vou começar a mandar os mimos hoje tá? E então o que acharam? Estava indo muito bem Mas agora com a aparição de desse homem?