Sua
23 Capítulo 22
Notas iniciais
Ao chegar na cobertura Edward trancou-se em seu escritório e tentou concentrar-se em algo que não fosse a sua perda de controle quando estava ao lado de Isabella. Desde o dia em que a possuiu sua vida não era mais a mesma, fora devido sua perda de controle que viajou às pressas para a Grécia.
Sua secretaria já havia lhe passado todos os relatórios financeiros de suas filiais, e como de costume sua empresa estava com os índices cada vez melhores, graças a seus esforços a empresa só lucrava.
— Se você estragar tudo com Isabella, acabarei lhe castrando. Amanda como sempre entra sem bater em seu escritório, o que fez Edward arrepender-se de não ter trancado a porta.
— São amigas agora? Ele levanta-se de sua mesa e serve-se de uma bebida oferecendo também a Amanda que aceita.
— Ela é uma boa garota Edward, não parece com nenhuma das garotas com quem já se envolveu, eu gosto dela, ela o enfrenta e isso é o máximo. Sim ela sempre o enfrentava e não tinha medo como as outras, isso deveria fazê-lo desistir de tentar tê-la como sua submissa, mas só o fazia quere-la mais.
— Isabella é a garota mais atrevida que já conheci, e isso está me enlouquecendo, não gosto de perder o controle Amanda, não posso perder o que ainda me resta.
— Você tem que superar Edward, deixe o passado de lado, viva o presente ao lado daquela garota. Deixar seus fantasmas no passado fora o que mais tentara, mas eles sempre vinham assombra-lo e lhe tiravam a paz.
— Sabe que não posso fazer isso Amanda. Não quando as perversidades de Lizbeth ainda estivessem em seu ser.
— Então boa sorte com Isabella. Amanda dá um beijo em seu primo, e sai do escritório deixando-o sozinho com seus pensamentos.
Edward toma sua bebida enquanto olha os relatórios mais uma vez, mas Isabella e nem as palavras de sua prima saem de seus pensamentos. Decidido então a extravasar, ele troca de roupas e vai até a academia e começar a treinar. Socar o saco de areia era a melhor maneira de deixar aqueles sentimentos irem embora. Passou muito tempo treinando até que o suor estivesse banhando sua camisa, mas mesmo assim aquilo não ia embora, parecia ficar bem pior pois lá vinham aquelas lembranças, o seu passado novamente lhe atormentava.
Estava em uma sala completamente escura não era possível enxergar nada, mas ele percebeu uma presença ao seu lado quando levantou seu olhar encontrou o seu pior pesadelo sua tia Lizbeth, com seu sorriso sarcástico ela olhava diretamente para ele
—Você é igual a mim Edward — falou e sua voz causava uma dor tão forte em seu corpo que parecia estar levando uma das inúmeras surras que ela sempre lhe dava.
— Meu querido sobrinho você nunca vai se livrar de mim eu faço parte do seu corpo, da sua alma, do seu coração
— Porque Lizbeth? Porque me odeia tanto? Já não basta tudo o que você me fez passar? Já não basta ter me deixado completamente oco por dentro sem sentimentos, sem coração?
Ela se aproximou e tocou em seu rosto – Não Edward você ainda tem uma alma e enquanto você a tiver eu estarei aqui e você não terá paz.
Atordoado Edward foi até o quarto onde Isabella dormia tranquilamente, surpreendeu-se ao vê-la vestida em sua camisa. Tocou o rosto bem desenhado de Isabella e se demorou mais naqueles lábios vermelhos, teve vontade de beija-los, mas não queria correr o risco de acorda-la, não se controlaria e a machucaria com seus arroubos. Contentou em apenas toca-la e assim foi acalmando-se, ela era um verdadeiro remédio para seus demônios. Se ele não fosse tão podre poderia se deixar sonhar com um futuro ao lado dela, o simples pensamento de vê-la com outro homem o deixou possesso, não era idiota de pensar que ela ficaria a seu lado para sempre como submissa sem querer algo a mais. Amor ou uma família era algo que ele nunca poderia dar a ninguém, nunca seria um homem normal digno do amor de uma garota como aquela, agora só restava saber como se livraria do feitiço que ela havia jogado nele, pois cada dia que passava ele só se apegava mais a ela.
Perturbado ele acendeu um cigarro e foi até a varanda, já havia anoitecido, e ele a levaria para a balé e a mostraria um pouco mais de seu mundo, pelo menos o lado bom que ainda tinha. Mas ele a possuiria antes disso, ele precisava daquilo, seu instinto feroz ainda não estava completamente domado.
Isabella acordou atordoada, olhou para o relógio do criado mudo e assustou-se com a hora, já havia anoitecido, olhou em volta e viu Edward sentado no sofá.
— Edward, me desculpe acabei dormindo demais. Ele nada diz só permanece olhando-a com desejo, Isabella levanta-se e vai até ele.
— Está na hora Isabella. Ele levantou-se ainda encarando-a continuou. – Essa é a hora de obedecer-me. E ela sabia que ele a faria novamente de submissa.
Edward olhava Isabella e pensava por onde começar, iria despi-la e então se banquetear com a visão do lindo corpo de sua submissa, ele a torturaria pouco a pouco.
— Eu vou despi-la e você está proibida de falar qualquer coisa entendeu Isabella? Ele a segura o queixo e Isabella fica enfeitiçada com os olhos verdes de Edward.
— Sim Senhor – disse, ela já estava tremula só de imaginar aonde isto ia parar.
— Ótimo, eu quero tirar essa camisa bem devagar e apreciar cada pedaço de sua pele, mas como eu disse antes Isabella você está proibida de se mexer ou de emitir qualquer som.
Edward então começou a desabotoar a camisa que Bella vestia, botão a botão e em cada um ele depositava um beijo na pele que estava ficando exposta, Isabella não sabia se resistiria por muito mais tempo, mas seu Mestre havia pedido que ela não se movesse e nem falasse nada então tentaria com todas as suas forças obedecer apesar de achar que isso era uma tortura muito pior que qualquer uma feita no quarto de jogos. Enfim ele tinha a livrado da camisa que vestia deixando-a apenas de calcinha, Isabella já se sentia completamente excitada, mas a tortura continuava, ele levantou seus cabelos que estavam soltos caindo através de suas costas, e os enrolou no seu pulso fazendo a cabeça dela pender para trás.
— É uma garota corajosa Isabella, ninguém nunca usou algo que me pertença, principalmente minhas roupas, mas confesso que gostei de vê-la vestida assim.
Edward largou os cabelos dela e se abaixou a sua frente ficando de joelhos, Isabella não entendia ao que ele ia fazer ali, quando sentiu sua língua em seu quadril de repente escutou o barulho de tecido rasgando, ele havia rasgando sua calcinha com os dentes, aquela atitude a deixou completamente molhada, será que ele a torturaria mais?
— Você é uma boa menina Isabella e por isso eu vou recompensá-la. -Ele disse, colocando sua cabeça entre as pernas nuas dela, Isabella sentiu quando a língua de Edward entrou em contato com seu centro de prazer, choques elétricos passaram através do seu corpo e quase soltou um gemido, mas sabia que se caso deixasse escapar qualquer som, seu senhor pararia e não podia deixar que isso acontecesse.
Edward passava a língua desde a sua virilha até seu clitóris onde parou e começou a chupar como se chupa uma fruta doce, Isabella não sabia por quanto tempo ainda aguentaria estava prestes a gozar, quando ele parou.
Edward levantou-se como se nada houvesse acontecido, passando aquela língua que a havia enlouquecido há poucos segundos atrás pelos lábios como se não quisesse perder nenhuma parte do seu sabor, ele olhou-a e viu que Isabella estava corada e ofegante e mesmo assim não tinha dito uma palavra ou soltado qualquer gemido, sua submissa realmente valia a pena.
— Agora como foi uma menina muito educada vou lhe dar permissão para falar Isabella. Disse ele com um sorriso cínico no rosto.
— Edward! — ela sussurrou, protestando, apelando para que ele terminasse com aquilo.
— Edward, o quê? — Os lábios passearam pela área sensível de seu pescoço enquanto os dedos tocavam-lhe os seios. Isabella estremeceu com as sensações que ele despertava, até que se surpreendeu ao responder a pergunta.
— Eu preciso de mais — exigiu. Edward a levou até a grande porta de vidro.
— Encoste-se — ele sussurrou. Ela permaneceu imóvel, sem entender o que ele quis dizer até que a mão deixou seu seio para começar a empurrar suavemente suas costas. Antes que percebesse sua intenção, ela sentiu seus mamilos duros pressionados contra o vidro gelado da porta. Ofegando, ela tentou escapar da pressão, mas o aperto foi insistente.
— Está frio. Ela reclamou.
— Pense o quão bom se sentirá quando eu aquecê-los novamente — ele respondeu, não a soltando.
— Edward! Ela reclamou mais uma vez.
— Implore-me.
— O quê? — Ela perguntou, incerta se tinha ouvido sua ordem concisa corretamente.
— Implore-me pelo que você quer. Ele sussurrou no ouvido de Bella .
— Mas.. Edward a empurrou com mais força contra o vidro, não mais gelando seus mamilos, mas seus seios inteiros.
— Diga-me o que você quer.
— Solte-me, — ela implorou, e não mais capaz de controlar as demandas que seu corpo estava fazendo.
— Leve-me em sua boca, faça-me quente novamente.
— Ainda não. Edward não a soltou.
— Por favor! De repente, a mão em suas costas se foi. Isabella se virou lentamente em seus braços. Levantou as mãos para seus ombros, e então para seu cabelo, puxando a boca para baixo para um beijo. Um beijo que ela comandou e controlou, com os lábios duros contra os dele enquanto insistia na entrada, sua língua encontrando o caminho para o calor de sua boca.
Enquanto Isabella dirigia o beijo, Edward tomou posse de seu corpo. Girando-a, ele a levou até a cama. Assim que a parte de trás de suas coxas tocou o colchão alto, ele a empurrou, espalhando suas pernas para ficar entre elas. Curvando-se, Edward deu a Isabella tudo que ela tinha exigido e mais, quando tomou primeiro um seio e depois o outro em sua boca. Lavando-os com a língua quente, mordiscando-os, aquecendo-os até ferver em questão de minutos. Isabella tentou embrulhar as pernas em torno de sua cintura para puxá-lo para mais perto, mas Edward, sábio para esse truque, se recusou a renunciar ao seu controle. Agarrando seus tornozelos, ele recuou, olhando-a.
— Ainda não — disse ternamente. — Quero que você faça algo para mim primeiro. Confusa, Isabella lentamente se ergueu nos cotovelos, chocada em como ela já não se importava com sua nudez na presença de Edward, seu próprio corpo traindo sua modéstia no clamor da liberação.
— O quê?
— Sente-se no centro da cama e se apoie nos travesseiros. — Ele foi para os pés da cama. Intrigada, Bella fez o que ele pediu, tomando nota da imperiosidade de seu comando, ela se contorceu desconfortavelmente excitada.
— Abra as pernas — ele exigiu duramente. Isabella começou a protestar em seu tom, mas ele a deteve.
— Você não fala Bella , só faz o que digo. Então ela lentamente abriu as pernas, ciente da visão que estava lhe dando de sua boceta molhada.
— Bella , eu nem sempre vou estar por perto quando você sentir estes impulsos sexuais, não sei como você viveu desde que esteve sozinha e sem poder cuidar de suas próprias necessidades, então, vou te mostrar como. O queixo dela caiu aberto com suas palavras, mas nada dela própria a faria gozar naquele instante. Antes que pudesse sequer pensar em uma resposta à sua sugestão descarada, ele continuou.
— Quero que faça exatamente o que te digo, não fale Isabella, apenas sinta, você vai gostar. — Ela sentiu que ele podia ver suas mãos tremendo levemente. Quando ela começou a fechar as pernas novamente, ele acrescentou duramente.
— Mantenha as pernas abertas. Quando ela não as abriu o suficiente, ele se aproximou do final da cama e puxou seus tornozelos até que ficaram totalmente separados.
— Mova as mãos para os seios — ele disse suavemente. — Você tem seios incríveis, tão sensíveis e cheios, toque-os como fiz antes, segure-os. Sua voz estava calma agora, quase hipnótica e, apesar de suas reservas, Isabella sentiu as mãos responderem as suas ordens.
— É isso mesmo — ele continuou. — Agora belisque os mamilos, não muito forte no início.
— Construa gradualmente a pressão sobre eles, sinta o quão duro eles ficam, role-os um pouco. Bella faz o que ele pede e sinceramente essa era sua melhor sessão de masturbação.
— Boa menina. Isabella se sentia presa por seu olhar, escravizada por suas palavras, e sabia que ele estava gostando de suas ações, tanto quanto ela. Seu olhar caiu para sua ereção. Percebendo seu olhar, Edward lentamente tirou a calça e tomou seu próprio pênis duro na mão, esfregando-o da raiz até a ponta vária vezes, o movimento a hipnotizando.
— Você não tem ideia do quão quente você está, nem todas as mulheres são tão boas nisso — Edward a elogiou e Isabella se contorceu novamente, desesperada para que Edward viesse para dentro dela. Sentia-se pronta para implorar quando ele perguntou
— Você precisa de mais, não é? Gemendo com alívio, Bella concordou, esperando que ele rastejasse na cama. Porém, ele continuou falando. — Mova sua mão para baixo, sobre o estômago, deslize os dedos por esse corpo macio e brinque com esse cerne pequeno e doce.
— Edward – Bella choramingou, o toque de seus dedos em seu íntimo estava deixando selvagem.
— Isso mesmo. — Ele se inclinou para mais perto onde seus dedos estavam se movendo. — Faça de conta que sou eu, imagine que são meus dedos brincando com você, sua boceta quente é minha a partir de agora. Só minha. O que você quer que meus dedos façam agora, Isabella?
— De-dentro de mim — ela ofegou.
— Então, coloque-os dentro. — Ele se moveu um pouco mais perto, até que Isabella imaginou que podia sentir sua respiração em sua boceta molhada. Lentamente, ela arrastou os dedos sobre o clitóris, avançando-os ainda mais perto de sua própria entrada embebida.
— Tão molhada — ele ronronou. — Tão quente e úmida, você pode senti-la, Bella ? Você está em chamas, não é?
— S-sim.
— Você não está fingindo, Isabella — ele disse firmemente. — Lembre-se de que é minha mão dentro de você e eu nunca te tocaria de forma tão leve, você é uma gata selvagem, você gosta disso áspero.
— Mova sua mão — Sua voz mais alta. — Mais rápido! Mais forte! Coloque outro dedo, mais outro. E ela gemeu mais alto.
— Porra, Isabella, use o polegar, esfregue seu clitóris.
— Mais! Agora, goze. Em sua última ordem gritada, ela sentiu-se despencar em um milhão de pedacinhos. O quarto ficou escuro enquanto ela silenciosamente gritava seu nome. Edward assistiu encantado enquanto seu lindo cisne se contorcia de prazer e êxtase. Ele sabia o quão poderosas suas palavras foram em sua mente, mas ao vê-la sucumbir tão completamente aos seus comandos sobrecarregaram seus próprios sentidos e ele sentiu o último de seu controle deslizar para longe. Ela tinha apenas começado a descer de seu orgasmo quando Edward rastejou na cama e entrou nela completamente com um único empurrão. O poder, o domínio do movimento enviou Isabella imediatamente de volta à borda e ela gritou alto dessa vez quando outro orgasmo a levou. As convulsões apertadas de sua vagina agarraram Edward como um punho, provocando seu próprio clímax explosivo em apenas três punhaladas. Eles voltaram a Terra juntos e Edward percebeu que tinha desmoronado em cima dela.
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E como se nada tivesse acontecido os dois entram no restaurante do mesmo modo que entraram no clube com Edward lhe enlaçando pela cintura. Bella observou todo o ambiente percebendo que o lugar estava repleto de pessoas finas, esse era ainda mais luxuoso que o outro, haviam quadros de pinturas famosas espalhadas por todas as paredes, e um enorme lustre de cristal no centro. Olhou para as mesas e notou a as taças de cristais, pratos e talheres de prata. Mas a pergunta chave era se essas pessoas também seriam praticantes do BDSM? Será que elas sabiam que no andar debaixo era repleto de perversões? Acreditava que não, havia senhoras de meia idade usando joias assim como homens vestidos elegantemente. Estavam novamente no prédio que pertencia a Edward, o mesmo lugar onde havia o clube de BDSM.
Edward é recebido cordialmente pela concierge que os leva até o andar de cima, onde havia uma sala privativa. Toda a Seattle poderia ser vista dali, Edward Cullen parecia mesmo apreciar paisagens como esta.
A concierge segue a frente dos dois rebolando mais do que o normal, Bella revira os olhos, mais uma mulher querendo chamar a atenção de Edward.
— Sempre frequenta lugares tão cheios de luxo? Bella pergunta depois de sentar-se à mesa, era complicado para ela acostumar-se a tantos talheres diferentes, a tantas taças, e coisas que até semana passada não pertenciam a seu mundo.
— Venho aqui apenas quando tenho uma companhia interessante. Ele responde enquanto o garçom os servem de bebida que ela identifica como sendo vinho.
— Um Chateau Haut Brion, devo me considerar interessante o bastante para beber do melhor vinho francês? Ela diz contente.
— Sempre o melhor para a mais bonita e provocadora mulher. Ele levanta sua taça para ela e Bella lhe dá seu melhor sorriso.
— Obrigada. Ela agradece gentilmente ao garçom e Edward nota que o homem olha descaradamente a abertura do vestido de sua submissa.
— É um subordinado muito corajoso. Edward diz rudemente. – Olhando para o decote de minha acompanhante, está mesmo cobiçando a mulher do homem que paga o seu salário? Não deve querer continuar neste emprego não é rapaz? A voz dele é sombria e raivosa.
— Desculpe-me Senhor Cullen. O jovem rapaz retira-se rapidamente já temendo por seu emprego, porém não tinha segurado a vontade de olhar a garota ao lado do poderoso Edward Cullen, a morena era mesmo lindíssima ainda mais bonita que as loiras que ela trazia até aqui.
— Fico impressionada em como todos o temem, uma só palavra e o pobre rapaz saiu como um cachorrinho com o rabo entre as pernas. Bella toma um gole do vinho.
— Todos sabem que o que me pertence é território proibido. Ele serve-se de vinho, mas continua com raiva pela audácia do garoto, porem sabia que Isabella estava mesmo magnífica naquele vestido, não podia culpa-lo, sua submissa era realmente de deixar qualquer homem maluco, mas ela lhe pertencia e era somente ele que poderia enlouquecer com ela. – Você também deveria temer Isabella, não sabe do que sou capaz de fazer para que as pessoas me obedeçam. Bella fica curiosa, mas nenhum pouco temerosa com o que ele fala.
— É estranho dizer isso, mas eu não o temo Sr. Cullen, na verdade tudo isso me atrai. Ela dá mais um gole em seu vinho e o encara esperando a próxima rebatida.
— É mesmo a submissa perfeita. Ele lhe dá um sorriso torto. – Bom não posso culpar o garçom corajoso por olhar este decote delicioso, você está ainda mais bonita vestindo a cor do pecado, sua pele combina perfeitamente com o vermelho e outras cores escuras. Bella enrubesce com a declaração, na verdade não queria outro homem cobiçando-a, muito menos quando estava sem nenhuma peça por baixo daquele vestido.
— Está dizendo que devo vestir-me mais vezes de vermelho? Ela pergunta querendo mesmo saber se ele deseja que ela sempre se vista daquela forma, ontem esteve de vermelho e hoje estava novamente, mas dessa vez por escolha dele. O vestido estilo deusa grega com um decote fundo na frente emoldurava muito bem a sua silhueta, assim como a fenda mostrava uma de suas pernas, as costas era de renda pura com botões de pérolas, Isabella havia feito um coque frouxo nos cabelos e usava uma maquiagem com tons de chocolate que fazia com que a cor de seus olhos fosse acentuada. E Edward é claro, estava vestido em um smoking negro, e ela não precisava dizer que ele estava perfeito.
— Sempre que quiser deixar qualquer homem maluco para tê-la. Ele responde e fecha o semblante.
— Mas sei que não é necessário lembra-la de que é a mim que você pertence. Ele continua com a voz sombria. – Somente eu posso beija-la e comê-la de todas as formas que eu desejar. Bella enrubesce e fica sem uma resposta, na verdade não havia uma, existia apenas a constatação do obvio, ela o pertencia inteiramente.
— Vou vestir-me assim sempre que desejar Senhor Cullen ou então não vestirei nada, tudo dependerá do Senhor. Ela corajosamente pisca para ele aproveitando a chegada dos garçons com o jantar dos dois, ela sabia que ele não comentaria nada obsceno na frente deles.
— Eu pensei que o castigo aplicado agora a pouco iria realmente parar esta língua afiada, mas como posso ver foi um ledo engano minha Isabella, devo relembra-la então. Ele comenta, mas não aprofunda o assunto por causa dos homens que se aproximam, não queria realmente expor sua submissa atrevida e muito menos deixar que aqueles marmanjos fantasiem com a sua Isabella.
Logo os dois estão sendo servidos dos melhores pratos da culinária francesa, o Blanquette de veau estava delicioso, Isabella se delicia com a majestosa comida assim como com a companhia do homem que agora se diz seu dono.
— Então você e o Senhor Dominik são sócios? Ela pergunta curiosamente enquanto degusta de seu jantar.
— Sim. É somente o que ele responde, estava curioso em saber onde aquela conversa daria.
— Há quanto tempo? Ela só estava protelando para chegar ao seu objetivo.
— Por que não pergunta de uma vez o que deseja saber Isabella. Ele diz enquanto degusta o seu jantar.
— Essas pessoas sabem que existe um clube cheio de perversões no andar de baixo? A pergunta fez Edward dar um sorriso torto.
— Algumas sim, outras estão pelo mesmo motivo que nós. Isabella faz um gesto de interrogação. – Apreciar a boa comida desse restaurante.
— É claro. Ela sorri levantando a sua taça de vinho e tomando um bom gole antes de entrar em um assunto perigoso.
— O que aconteceu entre você e Samantha? Ela era sua submissa? Bella espera que ele a responda.
— Não desejo falar de meu sócio, muito menos daquela cadela estúpida. Ele a corta como em todas às vezes.
— Sabe o que é inaceitável nisso tudo Sr. Cullen? Ele arqueia uma sobrancelha esperando pela conclusão dos argumentos de sua submissa.
— O Senhor não me deixa entrar, me mantém no escuro quando pergunto algo relacionado à sua vida. Ela solta os talheres e mantém o olhar somente naquele homem. — Você me deseja como submissa, me deseja como eu o desejo, mas não me permite saber nada, isso é frustrante, eu gostaria de saber seus gostos e não só os sexuais, nós dois vamos passar muito tempo juntos e é normal eu querer agrada-lo, eu não sei fazer isso, definitivamente eu não sei. Bella não gostaria de ser apenas uma bonequinha de luxo, adorava o fato de ser submissa sexual afinal esse era o seu desejo, mas não suportava tanto mistério.
— Isabella você já me agrada, não há motivos para inseguranças, sabe que não lhe ofereci uma relação normal, eu ofereço a minha dominação e em troca você me deu a sua submissão, trata-se apenas de desejo e prazer, nós dois nos saciaremos um no outro, não precisamos trocar confidencias. Ele não pode deixar que ela se apegasse, não podia deixar que ela entrasse ainda mais, por isso é melhor corta-la antes que fosse muito tarde.
— Apenas não me deixe totalmente no escuro, fale-me alguma outra coisa sobre você que não sejam suas preferências sexuais. Ela tenta esperando que ele possa dizer algo.
— Gosto de comida francesa por isso a trouxe aqui. Ele prova mais um pouco de seu Blanquette de veau e Bella sente-se feliz por ele ter aberto esta brecha, pode ter sido pequeno para ele, mas para ela fora uma grande revelação, fazer com que ele fale algo que não seja relacionado a sexo.
— É realmente muito boa, na verdade deliciosa. Ela sorri a ele, estava mesmo contente. – Obrigada. Ela o agradece deixando-o sem fala.
Os dois continuam a comer em silencio, cada um com seus pensamentos, Edward não deseja que sua Isabella saiba nada sobre seu passado sujo, não suportaria se ela o deixasse por nojo das coisas sujas que era obrigado a fazer.
— Vai responder-me se for algo relacionado à dominação e submissão? Bella pergunta quebrando o silêncio.
— O que deseja saber? Ele preocupa-se com o rumo da conversa.
— Quantas daquele clube você já fez de submissas? Quero estar preparada para mais momentos desagradáveis como aquele com Samanta.
— Nenhuma delas será capaz de trata-la daquela forma novamente. E o assunto deu-se por encerrado, Edward voltou a ser novamente o homem frio que não respondia nenhuma de suas perguntas. Ainda mais quando começou a atender ligações de negócios. O jantar terminou com a mesma frieza com que terminaram depois da volta do parque de diversões.
Edward levantou-se e pediu que ela aguardasse na mesa, pois voltaria rápido. Bella o assistiu levantar-se o novamente se pegou contemplando o belo homem andar pelo restaurante até uma das saída do restaurante, sentiu ciúmes quando praticamente todas as mulheres viraram seus rostos para vê-lo passar, mas não podia culpa-las, ele era mesmo magnifico, e é claro rico o bastante para cobrir qualquer uma de luxo.
Aproveitando a saída de Edward, Isabella ligou para Adam que a atendeu no primeiro toque.
— É melhor ter uma boa explicação para sair com o Cullen e só me ligar agora Isabella Swan.
— Está tão raivoso assim para me chamar de Isabella? Ela tenta brincar e assim amenizar sua culpa, não devia ter saído daquela forma da boate e muito menos não ter ligado antes para seu amigo.
— Eu deveria estar contente com você Bella ? Cullen te tratou como uma das vadias dele, esteve com outras enquanto você estava suspirando por ele, bateu em Lian e você ainda some com ele? Não me deu notícias por dois dias.
— Me desculpe por isso, é que tantas coisas aconteceram, sei que não mereço suas desculpas Adam, mas por favor vamos conversar durante o almoço da segunda, eu prometo recompensar você.
— Tudo bem Bella vamos conversar, agora me garanta que você está bem.
— Eu estou muito bem Adam, e Lian como está?
— Algumas contusões, clavícula quebrada, mas ele vai sobreviver. Bella sente os ossos gelarem quando lembra da forma agressiva com que Edward o atacou. Bella olhou para os lados e viu Frank se aproximar, ficou apreensiva por isso, o que teria acontecido com Edward? Será que novamente se aborreceu com ela deixando-a sozinha?
— Eu tenho que desligar Adam, espero você na livraria na segunda, dê um beijo em Nina e cuide-se, amo você. Ela não esperou resposta desligou o celular e guardou na bolsa.
— Srta. Swan acompanhe-me por favor. Frank a ajuda a levantar-se e ela o segue até o elevador que já aguardava-os de portas abertas.
— Onde está Edward? Ela pergunta já apreensiva.
— O Sr. Cullen a aguarda no terraço para que sigam viagem. Isabella olha para o segurança e antes que pergunte de que viagem estavam falando, eles chegam ao terraço onde um jatinho já os aguardava.
Edward estava próximo ao jato fumando um cigarro enquanto gritava com alguém ao telefone, Isabella se aproximou lentamente dele, e esperou até que ele terminou sua ligação e voltou sua atenção a ela.
— É melhor embarcarmos logo ou perderemos nosso compromisso. Ele a puxou para um beijo rápido nos lábios e a ajudou a subir no jato.
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