Stronger feelings

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Boa tarde leitoras! Eu sei que deveria ter postado o capítulo antes, mas acabei tendo uns problemas pessoas e também precisava revisar e mudar algumas coisinhas nesse capítulo. Mas o importante é que cá estou com capítulo novo para vocês minhas queridas! Estou feliz em ver que os números estão crescendo e tudo isso graças a todas vocês minhas lindas! Boa Leitura!

O último mês que se passou conseguia ser resumido em apenas casos complicados e longos e também a várias noites onde eu não consegui dormir direito sem que eu acabasse acordando no meio da noite ou conseguisse dar apenas alguns cochilos curtos.

Eu sabia que havia algo que estava me incomodado; ao ponto de me fazer perder o sono, tinha algumas teorias em mente, como o que Strauss havia conversado comigo e também sobre o que aconteceu entre mim e Hotchner. Porém eu optei por não pensar em absolutamente nada que tivesse relacionado a esses dois assuntos. Pelo menos por um tempo.

Bocejei assim que a porta do elevador se abriu revelando assim o andar em que cheguei. Caminhei de forma bem lenta tentando não deixar em evidência o quão cansada eu estava naquela madrugada, mas acho que isso estaria visto no rosto de todos da equipe. Olhei para o relógio exibido na tela do meu celular, três da manhã em ponto.

Bocejei pela segunda vez o guardado, desejando com todas as forças que aquilo não passasse de só um sonho e que quando eu abrisse meus olhos outra vez, estaria deitada na minha cama. Continuei andando até encontrar com o restante da equipe, faltava apenas Reid e Walter chegarem. Garcia estava escorada em Morgan e assim como todos, parecia sonolenta. Ela, porém um pouco mais que os outros.

— Nós não acabamos de sair daqui? — Perguntei fazendo um gesto indicando o lugar, não fazia muito tempo desde que havíamos ido embora dali.

Garcia me olhou fazendo uma careta.

— Você deve estar bem nervosa com isso não é? — Penélope perguntou ainda me olhando. — Até onde sei, você foi uma das últimas a ir embora.

Nervosa eu não estava, sabia como trabalhar com aquilo funcionava e infelizmente criminosos não queriam saber de descansar.

— Acho que estou mais irritada por ter sido tirada de uma noite de sono ótima — Respondi sorrindo de forma curta. Havia finalmente conseguido ter quase uma noite toda de sono e quando isso acontece, preciso acordar.

— Sabia que você está com uma cara péssima? — Observou Morgan, apesar do tom pouco brincalhão ele pareceu mesmo minimamente preocupado com aquilo. Eu sabia que estava. — Tem certeza de que anda dormindo?

Dei um curto sorriso dando de ombros em seguida.

— Obrigada por me lembrar disso. — Agradeci num tom de brincadeira. — E sim, eu ando dormindo, mas só estou assim porque fui acordada no meio da madrugada.

JJ se sentou em uma cadeira, Rossi havia acabado de chegar e não pareceu assim tão surpreso por estarmos de volta.

— Por favor, me digam que não voltamos até aqui por causa de um caso novo. — Brincou David se aproximando de nós.

— Ao que tudo indica é isso mesmo, Penélope não nos deu muitos detalhes do motivo de estarmos aqui numa hora dessas — Respondeu JJ apoiando o rosto em uma das mãos, de todos era a que mais parecia estar cansada.

— Sabe o que eu acho? — Garcia se pronunciou outra vez. — Acho que todos nós precisamos de longas férias e urgente, e que elas também sejam o mais longe possível daqui.

— Eu estou de acordo. — Respondi erguendo a mão rindo por breves segundos, apesar de estar poucos meses trabalhando com eles. Era de se notar que um trabalho como aquele exigia muito de todos nós, era desgastante em muitas vezes, mas de qualquer forma era o que eu gostava de fazer.

— E quem falta chegar? — Rossi perguntou outra vez, olhando para todos nós rapidamente.

— Reid e Walter. — Penélope o respondeu, inclinando sua cabeça no ombro de Morgan e soltando um bocejo longo. — Hotchner já estava aqui, na verdade ele que iria ligar para todos, mas parece que estava ocupado e pediu para que eu fizesse isso.

Agradeci mentalmente ao ouvir aquilo, acho que não estaria totalmente pronta para ter que falar com ele por telefone. Já estava estranho demais falar com ele durante os casos. O clima entre mim e Hotchner apenas se tornou ainda mais estranho do que já estava, como se o caso do beijo já não tivesse sido o suficiente e a nossa última conversa havia sido um tanto… Difícil.

Sequer nos olhávamos direito, o suficiente para manter uma relação o mais profissional possível, mas que no fundo estava já me deixando irritada demais. Nada sobre aquele ocorrido havia sido resolvido e eu ainda queria algumas respostas, mas depois de um mês na mesma ladainha, acabei desistindo de tentar conseguir isso.

Mesmo que parte de mim ainda parecesse relutar para tirar algo a mais dele.

Garcia estava quase falando outra vez quando ela parou ao ver que Taylor Walter e Spencer haviam chegado também. Os dois nos cumprimentaram de modo geral, Walter demorando um pouco mais ao olhar na minha direção; olhar este que não passou nem um pouco despercebido pelos outros agentes.

— Preciso de todos na sala de reunião agora mesmo, por favor. — Hotchner apareceu de repente, juntamente com um segundo homem com ele, que se encontrava muito bem vestido, apesar de dizer no final o “por favor” seu tom era o mesmo de sempre: sério.

Todos seguimos para uma mesma direção, sentamos em nossos lugares e somente Hotchner e o outro agente permaneceram de pé. Aaron pediu para que Garcia ficasse no computador e entregou um CD para ela.

— Peço desculpas por tê-los de trazê-los novamente para cá e tão tarde assim, mas temos outro caso e este não poderia esperar até que fosse de amanhã. — Ele se desculpou, ainda que aquilo não parecesse ser de todo honesto. — Este aqui é o agente Robert Greene da policia de New York, quem pediu pela nossa ajuda neste caso.

Aaron apontou para o homem ao seu lado que nos mostrou um sorriso breve enquanto corria os olhos para todos nós, não disfarçando nem um pouco quando me olhou.

— Agente, por favor. — Dando-lhe um pouco de espaço, Hotchner se afastou do homem dando poucos passos para se distanciar do agente que logo tratou de falar.

— Ontem recebemos alguns DVDs com um conteúdo bastante perturbador. Já os deixo avisados que as cenas que verão agora são fortes — Ele fez um gesto positivo para Garcia que apertou o play e então um vídeo começou a rolar no telão logo atrás dele.

Primeiro vi apenas um quarto vazio e então duas pessoas apareceram, um homem e uma mulher bem mais nova que ele. Foi impossível conseguir ver seu rosto, pois ele usava uma máscara branca que dificultava e muito em sua identificação. A cena que veio a seguir foi brutal e difícil de ser assistida, o homem mascarado começou a agredir a mulher. O que primeiro começou com alguns socos e chutes em poucos segundos se tornou um assassinato brutal demais.

A moça começou a receber diversas facadas pelo corpo, fechei os olhos já não suportando mais continuar olhando para aquela cena. O vídeo parou e felizmente não se ouvia mais seus gritos.

— Este vídeo já está circulando na internet e teve milhares de acessos em menos de dez horas. — Ele suspirou assentindo novamente para Garcia e então a tela logo atrás dele mudou.

Seis fotos de moças diferentes apareceram, todas muito bonitas e jovens. Semelhantes umas com as outras em pouquíssimos aspectos.

— Há um mês pegamos um caso onde garotas de programas estavam sendo brutalmente mortas, como aconteceu com a moça do vídeo. — O agente voltou a falar. — E como não conseguimos mais nada, tivemos de arquivar o caso. As mortes haviam parado, mas então recebemos este vídeo e mais seis DVDs com o mesmo tipo de conteúdo.

— Quem são as mulheres nas fotos? Tem alguma identificação delas? — Perguntou Taylor com curiosidade apontando para a tela onde as fotos eram exibidas.

— As sete garotas de programas que foram mortas da mesma forma que essa que acabei de mostrar. Elas são do mês passado e essa que mostrei no vídeo foi encontrada morta ontem pela manhã — O agente respondeu com pesar. — Apenas este vídeo foi encontrado na internet, fiz questão de colocar vários agentes para procurar pelos outros vídeos, mas nenhum outro vídeo foi encontrado além deste.

— O elemento ficou mais corajoso, antes ele parecia apenas se contentar em apenas filmar para si, mas agora quer que todos vejam o que ele está fazendo com essas moças. — Rossi comentou, sua voz saindo quase como um lamento pelo que acontecera com o menino.

— Mas ele postou apenas um vídeo, — Comentou JJ. — Os outros não foram colocados na internet. O que é estranho.

— E o que sabemos sobre as outras sete moças que foram mortas? — Perguntei apontando para a tela, diretamente para as fotos.

— Só que todas elas estão na mesma faixa etária, entre seus vinte e trinta anos e que todas foram vistas pela última vez quando saíam de uma mesma casa noturna. Conseguimos identificar todas elas horas atrás, antes de eu vir para cá. — Greene respondeu olhando para mim brevemente. — E isso não é tudo, em um dos DVDs que recebemos, havia um bilhete escrito que mais moças seriam mortas.

Ele pareceu ficar bastante incomodado ao mencionar bilhete e não foi o único a ficar daquele jeito.

— Um elemento muito corajoso mesmo. — Comentou Rossi. — Está deixando claro que irá matar mais, não pode ser algo aleatório ou por acaso.

Concordamos em silêncio.

— E é por isso estou aqui, acho que com a ajuda de um equipe de profilers poderemos acabar logo com isso antes que fique ainda pior. — Pediu nos olhando outra vez.

Cocei a cabeça tentando digerir tudo o que havia escutado sobre aquele caso.

— Já conversamos com Strauss mais cedo e temos carta branca para participar do caso e irmos para New York — Hotchner nos olhou, dessa vez para todos os presentes.

— Se este suspeito avisou que irá continuar matando não temos muito tempo para pegá-lo, ele está ficando bem mais corajoso à medida que vai as matando, isso logo se tornará um grande problema. — Derek comentou olhando para o mais velho.

— Um elemento assim tão violento e que faz questão de filmar isso é alguém muito perigoso, principalmente para uma cidade tão grande como New York. — JJ completou o pensamento. Aaron apenas assentiu, parecia ter algo em mente.

— Vamos sair em dez minutos. — Nos avisou para que assim pudêssemos nos preparar para a viagem que faríamos.

Precisei me encher de café para despertar de vez, aquele seria um voo demorado e precisaria estar totalmente acordada para que pudêssemos discutir o caso durante o trajeto.

•••

Chegamos em New York logo pela manhã e as tarefas de todos foram divididas com rapidez e como havíamos sido informados de que mais uma garota de programa havia sido encontrada morta, Morgan, Walter e eu ficaríamos responsáveis para ir até o local onde o corpo dela fora encontrado. Acho que estava finalmente entendendo o que Aaron queria fazer, não era a primeira vez que ele tentava fazer com que não ficássemos com a mesma tarefa e se ele iria mesmo começar a manter-me o mais afastada dele possível eu iria entrar nessa também.

Estava começando a ficar curiosa para saber até onde aquela palhaçada toda iria chegar e por quanto tempo mais ela iria se prolongar. Não que eu estivesse me importando com aquilo, acho que até estava gostando de não ficar por perto dele tanto assim, mas eu sabia que não aguentaria aquilo por tanto tempo.

Voltei meus pensamentos para o lugar onde o corpo da recente vitima havia sido deixado, onde o elemento a deixou era um tipo de beco sem saída e como aconteceu com as outras moças, ela também havia sido muito machucada. Um tipo de brutalidade quase surreal que beirava a algo quase desumano, ninguém merecia morrer daquela forma.

— Com ela houve uma violência ainda maior — Morgan se agachou e mostrou os milhares de hematomas que ela tinha em seu corpo. Fiz o mesmo que ele, podendo assim olhar melhor o que havia acontecido com ela.

— E está evoluindo também, olha só isso aqui — Com cuidado levantei um pouco a barra da saia que ela estava vestida, havia algumas marcas de queimaduras em suas coxas e mais cortes profundos ali. — Além de bater e esfaquear ele também queimou as pernas dela e fez isso várias vezes…

— E não se preocupou em esconder o corpo dela, aqui é aberto e próximo a uma rua muito movimentada. — Ele gesticulou em direção à rua.

— Ele pode ser bem confiante de que não vamos pegá-lo e deve gostar desse desafio, mas escolhe vítimas de fácil acesso, uma cidade tão grande assim é quase impossível que alguém não o tenha visto fazer isso, aqui perto é um local muito movimentado. — Observei. — Ele é ainda bem mais corajoso do que pensávamos.

— Eu vou ver o que consigo com os policiais, ver o que descubro com eles. — Vi quando Morgan se levantou, olhando ao redor como se procurasse por mais alguma coisa.

Assenti e o vi se afastar. Taylor — que antes estava de pé e um pouco mais afastado de onde o corpo estava — se aproximou de mim, passou ao meu lado e também se agachou. Ficando de frente para mim e o corpo da moça.

— Não é de se esperar que algo desse tipo tenha acontecido com ela — Ele comentou, olhando fixamente para o corpo com um olhar julgador. O que acabou por me incomodar bastante.

Ergui um pouco mais o meu rosto o encarando seriamente e arqueei uma sobrancelha com o péssimo comentário que ele fez.

— O que você quer dizer com isso? — Perguntei a ele, me fingindo de desentendida, talvez eu que tivesse interpretado errado suas palavras; o que eu tinha total certeza de que não foi o que aconteceu ali. Taylor Walter voltou seu olhar para mim, olhando-me como se tudo fosse muito óbvio.

— Olha a forma como ela está vestida, — Ele gesticulou para a moça, mostrando o tipo de roupa que estava usando. — Querendo ou não isso atrai esse tipo de consequência. Infelizmente.

Levantei as duas sobrancelhas o encarando firmemente e também completamente incrédula. Não conseguia acreditar que estava mesmo escutando um tipo comentário como aquele.

— Isso teria acontecido com qualquer mulher, independente de como ela estivesse se vestindo. — Rebati, tentando não me alterar; não precisava lidar com alguém machista e seus comentários terríveis. — Uma pessoa dessa não está ligando se ela era uma garota de programa ou o que usava no corpo, ele sabe que garotas assim são vítimas fáceis e usou isso a favor dele. A roupa dela não significa absolutamente nada.

Ele soltou uma risada curta de desdém.

— Os números não mentem, agente Barbosa. — Ele falou meu nome de forma lenta e pouco debochada. — Basta contar quantos tipos de casos que envolvem prostituas que costumamos pegar, negue o quanto quiser, mas a verdade está aí e você sabe muito bem que o que eu acabei de falar é uma verdade.

Estreitei meu olhar enquanto me erguia do chão bem devagar. Já queria encerar de vez aquele assunto antes que eu perdesse a paciência.

— Acho que deveria prestar mais atenção no seu trabalho, agente Walter. A maioria de casos que pegamos em que temos mulheres como vítimas são com crianças. — O corrigi sem parar de encará-lo. — E o problema principal não são as roupas e sim a existência de pessoas doentes e perversas demais que gostam de matar.

Dizendo aquilo me preparei para chamar a equipe da autópsia para liberar o corpo, Taylor, porém não se mostrou satisfeito com o quase desfecho daquela conversa. Ele também se colocou de pé novamente e continuou a falar e com ele, mais comentários machistas vieram.

— Sabe o que eu vejo? — A pergunta foi retórica e mesmo que não tivesse sido eu não faria nem questão de respondê-la. — Que se ela não estivesse se vestindo dessa forma, se ela não trabalhasse com esse tipo de coisa, nada disso teria acontecido a ela. Você está vestida de forma decente, mas já essa moça... Ela tem um pouco de culpa pelo que houve.

— O que? — Perguntei me virando novamente para ele, eu sabia que se eu continuasse a lhe dar atenção aquilo só iria se estender.

— Você entendeu muito bem o que eu disse — Ele respondeu, saindo de perto do corpo. Por já estar irritada e de saco cheio daquele assunto apenas dei as costas para ele e comecei a andar, tentei não dar muita atenção para o que ele dizia. Mas era quase impossível.

Walter parecia mesmo disposto a mostrar que tinha a razão ali, mesmo que aquilo não fosse uma disputa por quem tem a razão, eu tentei em continuar não dando muita atenção para ele e seus comentários. Afinal, estávamos no meio de um caso e eu tinha muito mais com o que me preocupar. Taylor continuou com aquele assunto e isso passou a deixar-me bem mais irritada do que antes.

Percebi o que ele queria fazer ali e ele estava conseguindo, mas não iria deixar que ele percebesse que estava saindo vitorioso naquilo; não que fosse alguma disputa ou algo do tipo.

Porém quando percebi que ele não se calava e não parava com os inúmeros comentário, fechei minha mão fazendo um punho com ela e sem pensar duas vezes avancei até ele. Dei-lhe um soco acertando em cheio o seu nariz usando toda a força existente em mim para feri-lo e também calar a sua boca de vez.

Estava pouco ligando se havia pessoas e outros agentes ali conosco, eu só queria calá-lo de uma vez para não ter que ouvir nem a sua voz e nem mesmo seus comentários machistas e tão desagradáveis. Após o soco recuei dois passos, olhando o mais debochada possível. Ele curvou-se levando as duas mãos para o nariz que já começara a sangrar, Morgan apareceu de repente, correndo até nós dois e se colocando entre a gente nos olhando mostrando que não estava entendendo o que acabou de acontecer.

Taylor ergueu-se, ainda cobria o nariz que sangrava e sem dizer nada deixou o local do crime. Indo diretamente para o carro que nos trouxera para o local onde aconteceu a desova do corpo da mulher.

— O que foi que aconteceu aqui? — Morgan perguntou com um pouco de severidade. Apesar de parecer tentar se controlar para não começar a rir, como alguns policiais já estavam fazendo.

Dei apenas de ombros, recebendo olhares curiosos dos policiais que estavam mantendo o lugar fechado para nós. Alguns pareciam me encarar com desaprovação, já outros evitavam rir do que viram.

— Bem, eu acho que ele vai aprender a não ser mais um babacão. — Respondi olhando-o, passei a mão por minha calça como se a estivesse a limpando de algo. — Vamos continuar? Ainda temos muito o que fazer.

O questionei mudando rápido de assunto para voltarmos ao caso é Morgan apenas concordou, virando seu rosto para a mesma direção na qual Taylor seguiu e depois para o local. Um mês com aquele novo agente na equipe e aquela era a primeira vez que ele mostrava ser quem realmente era.

Um grande babaca.

Notas finais
~Um pouco de power girl porque sim haha ~Julia não aceitou ouvir os comentários babacas de Taylor e fez bem, machistas não passarão! Beijos e nos vemos nos comentários!!