Stronger feelings

14 Capítulo 14


Notas iniciais
Boa noite amores da minha vida, mais um capítulo para vocês! Boa Leitura!

Na delegacia Morgan e eu fomos apresentados para o delegado que estava responsável pela investigação, passamos o pouco que tínhamos conseguido ao falar com a ex esposa de Collen e recebemos atualizações sobre outras descobertas relacionadas ao caso.

Notei que ao me ver Rossi lançou um olhar estranho na minha direção e depois mudou a direção de seu olhar para Hotchner. Aquilo fora algo muito breve, não durou mais do que pouquíssimos segundos, porém não pude deixar de estanhar e muito aquilo.

— ... A legista nos disse que todos eles morreram apenas com as apedrejadas — Spencer nos mostrou algumas fotos da autópsia de Steven Collen. — E como JJ observou mais cedo, a violência realmente aumentou também. Nas primeiras vítimas ele pareceu possuir um limite até se mostrar satisfeito com o apedrejamento.

Arregalei levemente meus olhos ao vê-las, os hematomas eram por quase todo o corpo do homem. Pincipalmente em seu rosto que ficou bem desfigurado com tamanha brutalidade usada.

— Esse tipo de violência é excessiva e descontrolada demais — Rossi observou segurando uma foto. — Há muitos hematomas pelo corpo, é como se ele estivesse descontando uma raiva que já está acumulada dentro de si nesses homens.

Assim que Rossi terminou de falar o celular de Hotchner tocou, ele pôs no viva voz e então Garcia começou a falar o que ela tinha descoberto.

— Então como foi pedido por Morgan e Julia, eu fiz uma pesquisa sobre a mãe de Vanessa Collen ou Vanessa Haden agora e digamos que o que eu consegui descobrir sobre ela é um tanto interessante. — Garcia fez uma pausa rápida. — Amélia Guelleran Haden, de 56 anos e tã-dãn: Divorciada há quase vinte anos.

Do outro lado da minha Penélope soltou uma risada curta e baixa.

— Ela faz parte de alguns grupos religiosos que mais chegam a parecer como seitas religiosas, alguns deles são bem extremistas em suas "missões". — Outra pausa rápida. — E em um desses grupos, ela é a atual líder. E agora pasmem: Enconteei uma pequena ligação com todas as sete vítimas, eles faziam parte desse último grupo citado, tem até fotos deles junto com o grupo.

Ergui a sobrancelha mostrando supresa com aquilo, JJ virou o tablet que segurava na nossa direção mostrando as fotos que recebeu de Garcia.

— Mais alguma coisa que possa nos ajudar, mama?— Morgan perguntou.

— Ah sim meu grande homem belíssimo, Amélia é daquele tipo de líder que está sempre fazendo palestras e dando conselhos de todos os tipos e pelo que encontrei aqui ela é bem requesitada por seus vários seguidores — Ela respondeu. — Estou mandando mais informações sobre esse grupo religioso para vocês junto com o endereço também. E quanto às vítimas, consegui apenas esse tipo de ligação.

— Obrigado Garcia. — Dizendo isso Hotchner encerrou a ligação e voltou para ajuntar as novas informações que tínhamos.

— Eu bem que suspeitei que ela tinha algo de muito estranho, principalmente quando contamos que Steven havia sido morto. — Comentei batendo o dedo na mesa.

— Mas acha que ela seja uma suspeita? — Questinou o delegado me encarando.

— Não. — Neguei com a cabeça. — Amélia não teria essa força para matar esses homens da forma como foram mortos.

— Mas acho que ela pode acabar servindo de ajuda, — Rossi seguiu meu pensamento. — Steven participava das palestras, acho que vale a pena conversar com ela.

A equipe logo começou a discutir mais sobre o caso, cada um fazendo uma teoria diferente sobre o que achava. Vendo que aquele caso seria longo e demorado me levantei da afeita anunciando que pagaria um pouco de café e aproveitei para perguntar se mais alguém queria, somente Rossi e JJ foram os únicos que aceitaram.

Sai da sala que havia sido separada apenas para a nossa equipe e segui caminho até onde a cafeteria se encontrava, peguei três copos e comecei a enchê-los com o líquido extremamente quente.

Olhei para os lados prestando mais atenção em todo o movimento que acontecia na delegacia, acabando me distraindo com tudo aquilo.

Quando tive os copos já cheios me virei para voltar para a sala e então dei de cara com Hotchner. Como a cafeteria se encontrava praticamente num canto e o corretor do qual eu vim era praticamente do lado, acho que ele nem reparou na minha presença ali, pois assim como eu, ele também parou de repente e me olhava quase tão surpreso quando eu.

Não era como se aquela fosse a primeira vez que nos víamos desde que saímos de Virgínia, mas a surpresa estampada em ambos os olhares — pelo menos comigo era assim — era por estarmos nos olhando diretamente um para o outro é fixamente no olho pela primeira vez desde o ocorrido de uma noite atrás.

Como se o silêncio que sempre se fazia presente entre nós dois já não fosse constrangedor o bastante, aquela tensão formada entre a gente e que, acabou tornando-se uma grossa barreira que nos manteve distante um do outro me deixou ainda mais constrangida do que eu já estava.

Senti meu corpo ficar tenso, o ar dali de dentro pareceu esquentar e mesmo que a temperatura daquele cidade estivesse quase chegando a três graus — pelo menos era isso o que um termômetro digital estava mostrando — senti muito calor ali.

Mas aquilo era apenas por estar envergonhada demais por estar o encarando daquela forma.

Sem dizer nada Aaron apenas afastou-se para o lado, liberando o caminho para que eu pudesse passar e, desviando meus olhos e os fixando em um ponto qualquer comecei a caminhar em direção a sala onde o restante da equipe estava.

•••

Havia ficado decidido que eu e Rossi iríamos conversar com Amélia Guelleran, o trajeto fora bastante silencioso até a igreja onde as reuniões do grupo aconteciam.

Quando chegamos quem nos recebeu foi um rapaz pelo menos cinco anos mais novo do que eu e se mostrando uma pessoa incrivelmente simpática ele nos levou até Amélia. Pois queríamos falar com ela.

Rossi explicou o motivo da nossa visita, deixando claro que não estávamos a considerando uma suspeita e pela primeira vez ele passou a nos olhar sem toda aquela arrogância de antes.

— Somos um grupo muito grande, muitos saem e muitos outros entram. — Ela falou nos fitando com um pouco de impaciência, pois estávamos aparentemente a atrasando para mais uma reunião com o grupo. — Não nego que Steven fez parte, ele passou meses vindo para as reuniões mesmo depois do que ele fez a minha filha, mas semanas atrás ele simplesmente deixou de vir.

— E você sabe o motivo dele ter parado de vir para as reuniões? — Perguntei me endireitando na cadeira pouco confortável.

Ela soltou um riso debochado.

— Como eu disse, muitos dos membros simplesmente param e mais outros entram — Ela respondeu com rispidez. — Não tenho tempo para ficar de olho em todos que deixam o grupo.

Ela se levantou de uma vez.

— Agora se me derem licença, tenho uma reunião e vocês já me atrasaram o bastante — Ela estava se dirigindo para a porta, Rossi e eu já havíamos nos colocado de pé.

Rossi suspirou.

— Eu só acho muito estranho que os sete homens mortos faziam parte do grupo — Falei, olhando diretamente para ela. — Acho que com sete homens mortos e todos daqui, não pode ser apenas uma mera coincidência.

Amélia pareceu se indignar com aquilo.

— Vocês estão me acusando de tê-los matado?! — Ela perguntou incrédula.

— Não, nós não estamos. — Respondi. — Mas nós viemos até aqui para falar com você e queremos algumas respostas.

Ficamos todos em silêncio por um longo tempo, até que ela finalmente pareceu ceder.

— Steven veio falar comigo há duas semanas, ele queria saber como a minha filha estava, mas eu simplesmente o ignorei. Não queria ele perto nem de mim ou da minha filha, tivemos uma breve discussão por causa da traição e foi apenas isso. Mas eu não o matei! — Respondeu de forma firme. — Agora eu preciso ir, vocês dois estão me atrasando!

— Entedemos isso senhora Guelleran — Desculpou-se Rossi com fingida gentileza. — Mas se a senhora não se importar com isso, gostaríamos de assistir a uma de suas palestras, se não for um incômodo para a senhora, é claro.

Virei meu rosto monimamente para olhá-lo, claro que aquilo poderia acabar nos ajudando, mas não vi tanta importância assim para ficarmos.

— Basta que não me atrapalhem e eu não expulso os dois. — A mulher respondeu mantendo o mesmo tom ríspido de antes.

A seguimos para a parte central da igreja onde muitas pessoas já se faziam presentes, homens, mulheres, adolescentes e até mesmo crianças. O lugar estava praticamente cheio ali.

Ficamos até o final da palestra apenas observando, vez e outra eu acabava prestando um pouco de atenção no que ela dizia e notei que por muitas vezes suas palavras soavam como se ela estivesse pregando algo para aquelas pessoas.

Aquilo mais parecia uma seita do que um grupo, a forma como se portavam e agiram durante a palestra, tudo era estranho demais e por muitas vezes extremistas até demais.

Saímos segundos depois que aquela reunião se deu por encerrada e passamos o que pouco que havíamos conseguido descobrir sobre a palestra.

— Amélia Guelleran faz as palestras para muitas pessoas, o elemento provavelmente conhecia aqueles homens e deve ter participado das reuniões também — David informou para Hotchner que havia atendido a ligação e conforme aquela conversa acontecia eu tentava manter-me o mais profissional possível, não queria que ele também notasse que havia algo acontecendo comigo também.

— Talvez ela esteja palestrando para ele e nem faz ideia disso. — Completei. — O discurso é muitas vezes extremista quando falado sobre os pecadores, mas não chega a dizer ou mencionar nada sobre matá-los.

— Exatamente, mas também tem um detalhe que notamos nessa palestra. Eles contam seus pecados para os outros, como uma confissão do que fizeram e pedem o perdão divino, talvez o unsub teve acesso aos "pecadores" escolhidos através disso. — Rossi finalizou enquanto esperava por uma resposta de Hotchner do outro lado da linha. — Hotch?

Nos entreolhamos ao notar um silêncio estranho na ligação, esperamos por mais alguns minutos até que ele finalmente retornou.

— Venham o mais rápido possível para a delegacia, — Ele disse num tom apressado. — Mais um corpo foi encontrado.

Nós olhamos para o outro novamente dessa vez mais preocupados e não foi preciso dizer para que David acelerasse, conseguimos chegando a delegacia em menos de quinze minutos.

Parte da calçada estava fechada e um pequeno grupo de policiais mantinha os olhares curiosos de civis e jornalistas longe o suficiente da cena, mais à frente pude avistar a equipe e nos aproximamos.

Como Aaron havia nos dito, mais um corpo havia sido encontrado e este fora desovado bem na frente da delegacia. JJ cuidava dos jornalistas que queriam de qualquer forma alguma informação sobre o caso e enquanto isso o restante da equipe cuidava da cena.

— O método continua o mesmo de antes, a causa principal da morte foi também o apedrejamento violento. — Reid estava agachado próximo ao corpo.

— Mas não o enterrou, em vez disso o deixou aqui na frente. Foi bem específico em sua mensagem. — Falei escondendo minhas mãos no bolso do casaco por causa da baixa tenpetatura.

Olhei novamente para o corpo do rapaz, as marcas eram ainda piores que das mortes anteriores. O rosto do rapaz estava todo desconfigurado, assim como das outras vítimas, ele fora machucado de uma forma ainda mais brutal e quase desumana.

— Ele sabe que estamos atrás dele e agiu, mas parece que foi mais por puro impulso e parece que está descontrolado. — Morgan se aproximou do corpo também, agachou-se ao lado de Spencer e começou a mostrar os hematomas presentes. — Apenas o método de matar é o mesmo.

— Ele deixou algum versículo com este? — Aaron perguntou afastando-se para ficar mais perto de Rossi.

Com cuidado Reid começou a procurar pelo versículos que o unsub havia deixado, como ele marcava isso na palma da mãos dos homens que ele matava, Spencer começou dali, porém não encontrou nenhum. Não desistindo tão fácil assim, ele continuou a procurar, porém nada foi encontrado.

— O matou para apenas nos mostrar que ele não tem medo de ser pego? — Rossi perguntou e olhou para Hotchner de forma rápida.

— Talvez isso tenha sido um tipo de aviso para nós? Ele deve ter descoberto que estamos atrás dele e o procurando — Dei de ombros olhando também para o homem ao meu lado, Rossi. — O matou e o deixou aqui na frente, acho que está bastante óbvio o que ele quer passar aqui.

Morgan e Reid balançaram suas cabeças concordando com a minha teoria.

— Este rapaz não parece fazer parte do tipo dele — Reid observou. — Tudo aqui está desorganizado, como se ele o tivesse matado às pressas.

— Pode nem ser o seu tipo de vítima — Comoletei o pensamento de Spencer.

— Então ele pode tentar matar de novo — Concordou Morgan. — E o rapaz serviu como uma distração para que não soubéssemos sobre a real vítima que ele irá fazer?

Ele disse, olhando diretamente para o corpo do rapaz.

— É possível. — Rossi concordou pensativo. — Acho que deveríamos descobrir um pouco mais sobre ele, para nós pode não parecer ser alguém de tanta importância, mas não acho que o elemento iria matar alguém sem que tivesse um propósito.

— Todas as mortes até agora foram bem específicas, homens que foram infieis com suas esposas, — Disse. — Ele foi cuidadoso para com os corpos, os enterrou e depois os apedrejou e aqui não tem nada desse cuidado. Agiu por puro impulso, talvez?

Não houve uma resposta imediata, flashes das inúmeras câmeras fotográficas miradas na direção do corpo eram constantes e já estavam se tornando bastante incomôda.

Mesmo com JJ tentando conversar com os jornalistas curiosos ali, eles pareciam querer mais do que apenas algumas informações do caso.

— Está na hora de passarmos o perfil. — Hotchner olhou para os quatro, evitando novamente me olhar e então deixou a cena, nos chamando logo em seguida.

Não dei tanta importância para aquela atitude. Talvez ele estivesse fazendo o mesmo que eu em evitar fazer tanto contato e se fosse isso mesmo eu tinha mesmo é de agradecer por aquilo.

Com todos os policiais reunidos ali começamos a falar o perfil do assassino, quem começou a passar as informações foi Rossi, seguido por JJ e logo em seguida Morgan e Reid.

— Estamos lidando com um homem que segue a religião de forma extrema, leva muito em conta a forma de punição usada em países muçulmanos — Reid continuou. — Ele vê esses homens como pecadores pelo adultério, por isso está fazendo a alusão a Maria Madalena que seria morta através do apedrejamento por ter sido pega também por crime de adultério.

— Ele também é um homem extremamente violento e não está vendo problema algum em matar — Comecei a falar olhando para todos os policiais ali. — Ele tem muita raiva guardada em si e está deixando que essa raiva e esse complexo de justiceiro os guie, fazendo com que ele continue matando.

— E isso faz dele uma pessoa muito perigosa, — Rossi começou a falar também. — Ele conhece suas vítimas, ele sabe sobre os divórcios e também tem o conhecimento do motivo que levou as mulheres a pedirem.

— O que pode significar que ele trabalhe com isso ou tem acesso a tais informações — Compleou JJ.

— Pelo método como ele os mata estamos à procura de um homem com trinta, trinta e cinco anos — Morgan começou a falar. — Ele também pode ter sofrido um caso semelhante relacionado a traição, dele mesmo ou de sua esposa.

— É muito provável que ele tente novamente fazer isso ainda hoje, já que a ultima vítima serviu apenas como uma possivel distração para nós e por esse motivo devemos ficar em alerta, — Hotchner falou. — Ele sabe que estamos atrás dele então devemos ficar em alerta. É só isso por enquanto, obrigado.

Dei as costas para pegar um pouco mais de café, já estava amanhecendo e por eu ainda não ter tido a oportunidade de pregar os olhos precisava manter-me acordada de alguma forma.

Aaron Hotchner passou na minha frente quando o delegado responsável pelo caso o chamou para conversar e a situação só ficou ainda mais estranha entre nós. De uma maneira muito falha e nem um pouco discreta, ao passar por mim ele me lançou um olhar duro e severo.

Seus olhos negros pareceram me fuzilar de tal forma que senti como se ele estivesse com raiva de mim ou algo do tipo. Não entendi bem o que aquilo poderia significar, mas acabou me deixondo nervosa e irritada.

Aquilo já estava se tornando infantil da parte dele.

Reparei que Rossi se aproximava de onde eu estava e também pegou um copo quase cheio de café, afastei-me um pouco me encostando na parede e tomando alguns goles da bebida quente.

David continuou ali por perto, de esgueira pude reparar que vez e outra ele parecia me encarar, ele fez aquilo durante — acho eu — por quase três minutos até que finalmente pareceu criar coragem para falar comigo o que parecia estar entalado na sua garganta.

— Está tudo bem, Julia? — Ele me questionou, seu tom alternando entre curiosidade e sutileza, como se ele soubesse de alguma coisa que eu não sabia.

Balancei lentamente a minha cabeça tomando mais um gole.

— Acho que sim. Tirando é claro esse caso e o frio tão intenso também. — Respondi de forma simples. — Por que a pergunta?

Ele pareceu torcer seus lábios antes de responder, mas como o copo estava cobrindo sua boca foi difícil conseguir ter certeza daquilo.

— Me diga você — Ele respondeu, voltando a me fitar. — Parece um pouco agitada, tem certeza de que está tudo bem?

Abri a boca para responder, porém nenhuma palavra saiu da minha boca. Fiquei daquele jeito por mais alguns segundos, David — assim como os outros membros da equipe — era um bom perfilador e eu sabia que estava agitada, porém tentava esconder isso ao máximo.

Ainda mais depois do que acabara de acontecer entre Hotchner e eu. Não queria admitir que aquilo de uma maneira me deixou bem mais nervosa sobre o que aconteceu entre nós noite atrás, mas não podia simplesmente dar bandeira ali.

Não quando Aaron já estava na mira da equipe e todos estavam especulando sobre o que estava acontecendo com ele.

— Algo do qual você queira dividir? — Ele deixou a pergunta no ar e no mesmo instante meu coração bateu mais rápido. O olhei de forma séria, tentando entender seu olhar. Ele estava sabendo de algo?

— Garcia ligou. Vamos. — JJ nos chamou de volta para a sala o que achei ótimo, pois assim não teria de responder.

Mas algo me dizia que aquilo não ficaria apenas naquela pergunta e se eu quisesse manter aquilo em segredo teria de melhorar minha tática.

— Pode falar Garcia. — Hotchner segurava o celular ligado no viva voz para que também ouvíssemos o que Penélope tinha a nos dizer.

— Eu continuei pesquisando mais sobre as sete vítimas e descobri que Kevin Lerman — a vítima mais recente — fazia parte também do mesmo grupo religioso, porém ele não traiu ninguém. Na verdade tinha acabado de terminar um noivado de sete meses. — Disse. — Porém eu não me contentei e cavei mais fundo e então encontrei isso aqui.

A tela de nossos tablets mudou e então uma foto apareceu, nela estavam presentes os quatro homens que foram mortos e mais dez homens. Todos arrumados e sorridentes, pareciam estar numa festa.

— Todos eles se conheciam então? — Peeguntei um pouco surpresa ao olhar para a foto.

— É bem possível, mas não foi só isso que descobri. Estão vendo esse bonitão no lado esquerdo da foto, o único que não está sorrindo? — Garcia perguntou e então olhei para a foto outra vez o vendo. — Este é Richad Follen, recém divorciado e por causa do que? Traição. A ex esposa, Linda Van Carter o traiu com a primeira vítima, Xavier Bay.

Ergui as sobrancelhas, aquilo foi uma reviravolta e tanto. — E qual o envolvimento dos outros? — Morgan perguntou.

Do outro lado da linha Garcia soltou uma curta risada desdenhosa.

— Ora, todos os que foram mortos até agora eram amigos de Xavier. — Ela respondeu. Cocei a cabeça.

— Eu acho que não entendi isso — JJ se inclinou um pouco sobre a mesa. — Richard foi traído e está matando não só a pessoa envolvida na traição, mas os amigos também?

— Isso não faz muito sentido, mas ao que parece é exatamente isso. — Rossi respondeu bebendo mais um gole de seu café.

— E se eles não forem quem ele realmente queira matar? — Soltei o questionamento encarando a todos, até mesmo Hotchner. Eu precisava manter-me o mais profissional possível para que Rossi não viesse a desconfiar de mais nada. — Todos eles já eram divorciados antes, apenas Kevin era solteiro e Richard se divorciou uma semana antes dos assassinatos começarem.

Reid me olhou com suas sobrancelhas levemente unidas, acho que ele estava entendendo a que ponto eu queria chegar.

— O real alvo ser a ex esposa Linda, isso faz sentindo. Os outros podem ter servido apenas como uma forma de distração ou ele realmente queria matá-los. — Ele concordou comigo. — Já pegamos um caso assim anos atrás.

— Garcia? — Hotchner a chamou.

— Ainda aqui senhor. — Ela respondeu no segundo seguinte.

— Precisamos do endereço de Linda Van Carter e de Richard Follen agora mesmo. — Ele pediu de maneira séria e apressada.

— Só um segundo senhor. — Fez-se um momento de silêncio, já estávamos nos preparando para sair quando Garcia finalmente retornou. — Estou mandando os dois para vocês nesse exato momento.

— JJ, Morgan e eu vamos para o endereço de Richard, Julia, Rossi e Reid para o de Linda. — Ele foi o primeiro a sair da sala e foi seguido por todos da equipe.

Notas finais
~ Mais climão entre Hotchner e Julia... Humm ~ Fantasminhas apareçam! Eu não vou morder vocês, eu prometo!