Stronger What Doesnt Kill You
44 Descoberta
Notas iniciais
Queridos Pais
Quando eu e Percy chegamos da viagem, nem precisamos esperar por Marie ou Emma. Elas já estavam na porta de saída do avião nos esperando, e só não entrou lá dentro porque os funcionários não deixaram. Mas, Emma, o jeito que ela é, quando nos vu saiu correndo como um flash e abraçou nossas pernas.
As pessoas que passavam por nós sorriam com a cena. Depois de, milagrosamente ela nos soltar, Percy a pegou no colo e nos dirigimos a saída do aeroporto. Marie nos abraçou, e mas não contamos sobre o noivado, queríamos que todos os nossos amigos, Emma e Marie soubessem juntos.
Quando chegamos no carro Emma pediu que contássemos tudo que havia acontecido durante a viagem, e eu me senti muito mal por não contar para ela que eu e Percy iríamos nos casar, afinal éramos os pais dela. Mas mesmo assim, Percy me olhou como se dissesse "Ela vai saber, mas não agora" e eu tive de me calar. Contei sobre os lugares onde fomos e ela ficava cada vez mais animada. Se bem que isso não durou muito, quando perguntei a Emma se ela tinha se divertido, a pequena não parou de falar um segundo sequer.
Ela falou em como Thalia lhe fez escutar todos os discos do Green Day, e por incrível que pareça, ela adorou. Também contou que Clarisse e Chris a levaram para o cinema, e contou o filme inteiro para nós. E na parte que ela falou sobre Thomas, ou melhor, Tommy, Percy fechou a cara. Assim como Marie, não perdi a oportunidade de rir da cara dele.
Quando chegamos em casa, tudo estava em ordem, a cozinha não estava uma zona, não havia nenhuma ameba colada no teto, mas a única exceção foi a barraca de lençóis montada no jardim. Eu não me importei verdadeiramente, eu fazia essas barracas todos os dias no terraço, e vocês também nunca se importavam, na verdade vocês eram o que ficavam mais tempo lá.
–Você gostou da minha barraca mamãe? — Emma perguntou entrando lá
–Eu adorei. — falei sorrindo
–Então entra aqui!
Ela chamou e eu entrei. Na verdade, mesmo se ela não tivesse chamado eu teria entrado, afinal, fazia muito tempo que eu não "construía" uma dessas ou entrava.
De repente Percy apareceu na porta do jardim acompanhado de Thalia e Clarisse. Quando eles me viram, começaram a rir da minha cara, até porque, eu estava de pernas de índio segurando um urso de pelúcia e uma xícara de chá plástica. As garotas riram mas Percy apenas sorriu com ternura.
–E aí mamãe? — Thalia falou rindo — Como está o chá?
–Está ótimo. Você quer? — falei rindo da minha situação também.
–Não valeu, mas que tal você sair daí? Percy disse que tem uma coisa muito importante pra nos falar. — ela disse e pelo seu olhar, com certeza já desconfiava de alguma coisa. -Ande logo Annie! Não tenho a vida toda.
Ri com aquele discurso estilo Thalia e me levantei trazendo uma Emma confusa para o meu colo.
–Vamos lá pra dentro princesa. — disse e sorri
Ela assentiu e eu a carreguei até a sala, onde Chris e Nico tomavam um copo de vaca preta. Percy se sentou assim como as garotas que também começavam a tomar vaca preta (Vaca-preta é uma bebida gelada e de coloração marrom, preparada à base de sorvete e de refrigerante sabor coca cola.)
–Ei Annie. — Nico e Chris me cumprimentaram e eu acenei com a cabeça deixando Emma na poltrona.
–Oi gente.
–Então, que notícia tão especial Percy disse que iriam contar? — Thalia perguntou e me olhou com aquela cara "Eu sei de tudo sua vaca"
–Bom... durante a viagem aconteceu uma coisa bem.. inesperada e...
–Tá grávida? — Clarisse perguntou rindo
–Não! — a reprendi — Foi outra coisa! Continuando... durante a viagem, no último dia pra ser específica, Percy me levou em um restaurante e bom... ele me fez um pedido muito especial. — eu falei e Thalia alargou o sorriso. — Nós vamos casar!
Quando eu disse isso todos ficaram de boca aberta e de olhos arregalados, menos Thalia que já sorria o máximo que conseguia. Depois de alguns segundos de pura tensão todos gritaram, felizes. Os garotos levantaram e deram batidinhas nas costas de Percy enquanto as garotas me abraçavam forte. Clarisse me deu os parabéns e Thalia sussurrou no meu ouvido "Eu já sabia".
Todos nos parabenizaram e comemoraram. Ficamos assim até quase duas da manhã. Quando todos foram embora Emma já estava dormindo nos braços de Percy, abraçada com o seu golfinho de pelúcia. Sorrindo Percy a levou para o quarto enquanto eu, já deitada na cama, adormeci pensando o quanto a minha vida mudaria daqui pra frente.
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–Tem certeza que está bem Annabeth? — Percy perguntou enquanto acariciava minhas costas
–Sim eu estou, foi só um mal estar repentino. -eu disse me deitando novamente. — Não precisa se preocupar.
–Não precisa se preocupar?! Annabeth você acordou e quando foi levantar vomitou que nem uma condenada. Como você acha que eu não vou me preocupar?! — ele fala nervoso. -Quer saber, hoje vamos ao hospital.
–Oque?! Não é necessário Percy. — falo tentando acalmá-lo
–É claro que é, eu não posso faltar o trabalho mas vou ligar para o seu chefe e falar que você vai tirar o dia de folga porque não está bem.
–Percy! Eu não posso faltar o trabalho!
–Olha Annabeth, faz três dias que você tem sentido esses enjoos, você mal consegue comer direito, sempre põe pra fora. — agora Percy fica calmo?! — Vou pedir para Marie levar Emma na escola e ligar pro seu chefe, e a senhorita.. vai ficar aí deitadinha.
Suspirei sem argumentos suficiente para convencê-lo a me deixar trabalhar. Mas a verdade é que eu realmente não estava me sentindo bem. Os enjoos foram frequentes desde a noite que contei a nossos amigos sobre o casamento. Percy sinceramente tem até sido irritante e chato em relação a isso, mas eu tinha de admitir...era ótimo ter um médico daqueles cuidando de mim.
Quando Percy foi para o trabalho, assim que a porta se fechou eu me levantei da cama. Ele achava mesmo que eu ficaria hibernando o dia inteiro. Assim que desci as escadas dei de cara com Marie, que carregava uma bandeja de café da manhã.
–Annabeth?! — ela me olhou feio — Você tem que ficar deitada! Percy me falou que você está passando muito mal. Suba agora. — ela ordenou
Entendam, Marie pode até trabalhar aqui, mas mesmo assim, ela não como uma empregada. Ou seja, se eu estiver fazendo alguma coisa que eu não deva, ela vai me xingar e me olhar com a cara feia. Ela age como uma mãe, e por mais que isso as vezes seja chato, é ótimo ter uma "mãe" como Marie por perto.
Mas enfim, eu subi para o quarto e me deitei na cama novamente enquanto Marie vinha atrás de mim e colocava a bandeja de café na cômoda perto da cama.
–Querida, Percy me disse que você tem tido enjoos. É verdade?
–Sim, eu tenho vomitado tudo quanto é comida que entra na minha boca, porque? — perguntei estranhando pergunta
–Você já pensou o que isso pode significar? — ela perguntou sorrindo
–Significar? Bom... acho que talvez possa ser uma virose ou coisa assim.
–Annabeth.... — ela riu debochadamente — Achei que fosse mais inteligente querida, que tal você pensar na possibilidade de você grávida? — quando ela disse isso eu praticamente cuspi a torrada que eu estava comendo
–Grávida?!
–Sim, até porque eu duvido que você e Percy tenham ficado só de mãozinha dada na viagem. — Marie falou rindo
–Não mas... eu sou uma Chase, todas as mulheres da minha família dificilmente engravidam.
–Mas agora você é uma Jackson. — ela disse e saiu do quarto
Seria isso...
Grávida?!....Eu?!
Se ela tivesse me dito a alguns dias atrás eu não teria acreditado nunca, afinal foi um milagre eu ter nascido, toda a família Chase tem essa dificuldade em engravidar, por esse motivo não tenho muitas tias e tios. Mas como Marie disse, agora eu sou uma Jackson, ou melhor vou me tornar daqui alguns dias.
Pensando nisso eu meio que dei uma cochilada, o que foi meio errado porque eu já tinha decidido que iria em uma farmácia hoje mesmo, e para não ficar de carão na frente de Marie, eu a avisei que iria buscar Emma na escola e.... Oh Deus!
Emma!
Com será que ela reagiria a essa notícia, se ela fosse verdade, é claro. Ficaria feliz? Com ciúmes? Se bem que quando fomos viajar ela falou para "fazermos" o irmãozinho dela. Ou seja, talvez ela ficasse mais feliz do que eu imaginava. E Percy?! Será que ele iria gostar? Ou...poderia me largar.
Deuses! Quanto desespero...!
Eu já estava sem paciência, eu não esperaria até a hora de buscar Emma. Olhei no relógio vendo se faltava muito tempo e me assustei... já estava mais que na hora de buscar Emma. Quanto tempo eu fiquei pensando desesperada? Eu não sabia.
Enfim, peguei o dinheiro e saí de casa. O caminho até a escola não era longo, e mesmo assim, essa foi a primeira vez que me senti cansada de andar apenas três quadras.
Quando cheguei no portão não havia muitas crianças, então não foi difícil achar Emma, que olhava apreensiva para os lados. Droga! Eu havia me esquecido do seu medo, sempre que chegávamos atrasados em algum lugar que ela está sozinha Emma sempre acha que a abandonamos.
Quando me viu ela veio correndo pulando para o meu colo.
–Achei que você não viria.... — ela disse escondendo a cabeça na curva de meu pescoço
–Desculpe meu amor, a mamãe atrasou, foi só isso. — eu tentei acamá-la acariciando seus cabelos louros
–Tudo bem.
–Ok, agora vamos. — falei a colocando no chão — Em você se importa se passarmos na farmácia?
–Não mamãe.
Eu assenti e seguimos para a farmácia que ficava a uma quadra. A cada passo eu ficava mais apreensiva e nervosa, afinal se eu estivesse realmente grávida, não seria fácil. Não seria fácil contar para Percy. Não seria fácil cuidar de uma criança, e talvez Percy nem gostasse da notícia. Argh!
Quando percebi, já estávamos na farmácia. Pedi para Emma ficar no canto, onde ela não poderia escutar meu pedido. Assim que ela andou para o lado oposto de onde eu estava, pedi a atendente um testa de gravidez e ela pegou um. O coloquei no bolso do vestido rápido, para que Emma não visse.
No caminho pra casa, por incrível que pareça, ela não perguntou nada sobre o que eu havia comprado na farmácia. Apenas corria e saltitava atrás das borboletas que voavam pelo caminho.
Quando chegamos em casa Marie já tinha ida embora e Percy ainda não havia chegado. Falei para Emma que hoje ao invés de fazer os deveres ela poderia ver algum filme ou desenho, assim que ela se sentou no sofá, subi as escadas correndo até o banheiro. Tranquei a porta, fiz o teste e fiquei esperando 15 minutos que mais pareciam 15 milênios. Após os 15 minutos, esperei alguns segundo e respirei fundo olhando para o resultado.
Em meio as lágrimas e um sorriso meu único pensamento foi....'Estou grávida'...
Com amor, Annabeth
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