Notas iniciais
Oi, pessoas! Estamos de volta. Esse capítulo é curtinho, é mais um prólogo. Vocês gostaram da capa?(demorei hooooras para fazer, então respondam que sim rs). Não sei se vou trocar ela depois. Eu pedi duas capas, mas uma não era bem o que eu queria, e a outra ainda não saiu. Quero muitos comentários para saber o que vocês acharam desse primeiro capítulo. Espero que gostem!

POV Natasha

— Eu acho que vocês duas ficam bem melhor sozinhas. Não sei porque precisam dele. — Clint alfinetou e Natasha revirou os olhos sem paciência. Viu Laura balançado a cabeça, discordando do comportamento do marido, ainda mais na frente das crianças. — O que foi? Só estou dizendo o que acho.

Depois que saíram da Rússia, ela, James e Dasha passaram um tempo na Espanha, mas depois de verem um conhecido assassino profissional perambulando por perto de onde eles moravam, decidiram sair do país. Era difícil saber se o assassino estava atrás deles ou não, e se estava, se era por causa dos dois ou se de apenas um, de qual... Era mais óbvio supor que ele estava ali por causa deles, Natasha não acreditava em coincidências, e isso não era bom sinal.

Não que não pudessem dar conta de uma assassino, mas eles tinham que pensar em Dasha. E se um assassino estava atrás deles, isso poderia dizer que outros também estavam. Perigoso, muito perigoso.

Da Espanha foram pro reino de T'challa, que parecia mais seguro para os três e foram muito bem recebidos. James ainda não tinha ido encontrar-se com Steve, primeiro queria garantir que as duas estariam em um lugar seguro, e quando estavam com o Pantera, achou que finalmente poderia ir encontrar o amigo.

Natasha achou ótimo, mas havia decidido ir para a casa de Clint, visitar ele, Laura e os meninos, ela tinha um afilhado para mimar. Também queria uns conselhos de Laura, estava se virando bem cuidando de Dasha, mas Laura tinha outro nível de conhecimento, já que ela e Clint procriavam como coelhos. Então, James sugeriu ir com elas até a casa de Clint, para depois ir encontrar Steve.

Bem, essa foi uma ideia... péssima. Clint claramente desaprovava totalmente o relacionamento deles e não fazia questão de esconder. O clima ficou tão carregado que Natasha quase ficou feliz por James ter viajado para encontrar Steve naquela manhã.

— Não sei qual o seu problema com ele. — Natasha resmungou, enquanto trançava os cabelos de Dasha. A menina ainda estava aprendendo a falar inglês, mas já entendia muita coisa e Natasha não gostava de discutir sobre isso na frente dela.

— Você realmente não sabe? Talvez seja pelo pequeno fato que ele tentou matar você algumas vezes, esqueceu disso? — Natasha lançou a ele um olhar zangado.

—Você sabe muito bem que não era ele, não de verdade. — justificou mais para Dasha do que para ele. — Clint, não entendo, você até mesmo lutou do lado dele da última vez.

— Errado. Eu lutei do lado do Steve e porque o que o Tony queria fazer era absurdo. — Ele retrucou. — Olha, não é como se eu detestasse ele, e se o cara diz que está melhor e tal, tudo bem, eu o apoio, mesmo não confiando nele. Mas daí eu achar lindo ver minha melhor amiga namorando, ou sei lá o que vocês tem, com um cara que tentou matar ela diversas vezes é totalmente diferente. Bucky pode estar bem agora, mas e se ele tiver uma recaída? Já pensou nisso? Mesmo que ele não fizesse nada contra você, estar relacionada a ele traria muitos problemas para você. — ele levantou um dedo acusador para ela. — Aposto que Fury concorda comigo.

Natasha suspirou alto, mas ficou quieta. Se Clint estava agindo como um irmão mais velho ciumento em relação a James, Fury ainda era pior, quase um pai rigoroso que não gostava do novo namorada da filha. Natasha estava vendo a hora que ele ia começar a impor o horário dela voltar para casa a noite.

Aquilo era realmente cansativo, mas seria bom se aquele fosse o único problema que ela tivesse que lidar. Fury tinha mantido ela fora de qualquer missão até que a morte de Ivan fosse confirmada, e mandado ela também não se meter nisso. Até onde ela sabia ele e Logan estavam investigando o que poderia ter acontecido com Ivan, e eles não queriam ela participasse. Mas Natasha havia preferido entender a ordem dele como apenas uma sugestão, e sem contar a ninguém estava fazendo sua própria investigação para descobrir o paradeiro de Ivan.

Fora isso, estava tentando melhorar a imagem de James, não estava sendo fácil, mas já obtivera grandes avanços. A contragosto, Fury estava ajudando, e o governo estava cedendo. Não porque acreditavam nele, mas sim porque acreditavam que, como Natasha, ele poderia ser uma mina de informações valiosas contra a Rússia, e talvez contra a Hydra. E ainda havia gente que achava que a guerra fria tinha acabado há muito tempo.

Soltou Dasha, deixando que ela fosse brincar com os meninos. Laura se aproximou.

— Para de perturbá-la, Clint. — Laura disse dando uma bronca no marido. — Natasha é bem grandinha, sabe muito bem o que faz. Você está sendo ridículo. E não devia estar falando sobre isso na frente das crianças.

Laura ligou a televisão, tentando encerrar a discussão entre eles, o que não funcionou muito bem, pois com as crianças brincando no jardim, Clint voltou a listar os motivos pelos quais Natasha deveria se manter longe de James, ignorando completamente que mesmo que se ela quisesse seria impossível, já que agora ele era o pai e ela a mãe de Dasha.

Os dois estavam tão entretidos na briguinha entre eles, que nem viram o que estava passando na televisão. Só perceberam que tinha algo errado quando viram a cara de pavor de Laura.

Quando finalmente olharam para a tv, entenderam a cara de Laura.

— Mas q m... — Natasha exclamou. A voz dela foi abafada pelos sons de celulares tocando.

POV Bucky

Steve sorriu e abriu os braços para um abraço quando o viu, e Bucky retribuiu. O amigo parecia realmente feliz em vê-lo e dizendo como estava satisfeito por Bucky ter conseguido se recuperar, e James ficou se sentindo culpado por ter demorado tanto a ir vê-lo.

— E aí, como vocês estão aqui? — Bucky perguntou olhando o pequeno quartel general que Steve tinha montado com os amigos. Eles ainda estavam nos EUA, escondidos em Montana em uma área isolada. Ele viu Sam que já conhecia e o cumprimentou. A loira que Steve tinha beijado também estava lá parecendo meio tímida e perdida.

Steve começou a mostrar o lugar, era bem rústico, mais até que eles estavam bem equipados. O amigo explicou que era graças a ajuda de Sharon, que trazia escondido o que podia para ajudar eles. James levantou a sobrancelha imaginando que a loira não estava fazendo isso só de bom coração.

— Então, Sharon hein. — James provocou, e Steve ficou um pouco vermelho.

— Não é bem assim...- o capitão coçou a cabeça sem jeito.

— Qual é, não vai me dizer que vocês não estão juntos. — Steve sempre fora meio devagar com as mulheres, mas não era possível que ainda não tivesse ficado com a loira.

— É complicado. — Steve baixou a voz, confidenciando. — Nós estamos meio que namorando, mas eu não sei...

— Não sabe o quê? Cara, nessas coisas não tem muito o que pensar. — Ele lembrou de Natasha. — Quando você gosta de uma pessoa, não tem que ficar pensando.

— Eu gosto dela, mas não tenho certeza se desse jeito. — Ele respondeu dando ênfase a palavra desse, e James entendeu o que ele queria dizer. — E bem, ela é neta da Peggy, isso não é um pouco estranho? Eu me sinto um pouco estranho, parece que estou substituindo Peggy pela neta.

— Você sabe que isso é desculpa esfarrapada. — Ele pensou em algo. — Só se... Tem outra garota?

— Não!- ele respondeu rápido. — Quer dizer, tinha uma outra pessoa que eu achei que talvez, você sabe, tivesse algo rolando, mas nunca aconteceu nada e eu não sei, e ela depois pareceu estar interessada em outra pessoa. Só que fico pensando, as vezes, que talvez se eu tivesse falado algo... Mas acho que agora já é tarde para isso.

— Nunca é tarde demais. Só se ela morreu...? — Steve negou e James ficou tentando imaginar quem seria.

Steve mudou de assunto.

— Afinal de contas, o que você andou fazendo esse tempo todo? — ele perguntou curioso. — E por que você queria saber sobre a Natasha, achei que vocês não se dessem muito bem. Ela me disse uma vez que você atirou nela.

James revirou os olhos, é claro que Natasha contou isso. Ela era simplesmente terrível. Imaginava a cara que o amigo faria quando ele contasse a ele que os dois estavam juntos e agora tinham uma filha. Clint havia ficado louco e azucrinando eles até quase Bucky perder a cabeça.

— É uma longa história, nem sei por onde começar. Tem algumas coisas que você ainda não sabe. — Ele pensou em como contar. — Depois que minhas memórias voltaram, eu percebi que tinha algumas coisas que precisava consertar. Para começar eu e Natasha...

— Capitão! — o grito de Sam o cortou. — Caras, vocês precisam ver agora o que está passando na TV.

Eles seguiram o som da voz de Sam, até chegar em uma sala, onde outros estavam vidrados olhando para a grande tela. A primeira coisa que Bucky percebeu era a destruição que emergia da imagem. Havia uma mansão que ainda estava quase intacta, mas os arredores da mansão estavam um caos. Abaixo passava as legendas da notícia, explicando superficialmente o que tinha acontecido: Atentado em NY. Uma nova guerra entre heróis estaria começando? Fontes dizem que o local atacado abriga jovens "mutantes" . Especialista explica o que seria mutantes, hoje no jornal das seis!

— Instituto Xavier. — Steve leu o nome do lugar que piscou na tela. — Alguém sabe o que é esse lugar?

Um celular começou a tocar, e ele viu Sharon tirando-o do bolso rapidamente preocupada e um pouco nervosa.

—É Fury, preciso atender. — Ela se afastou um pouco para ter privacidade, mas logo voltou com a cara lívida. — Steve, Fury quer falar com você.

—Como ele sabe... — Ele começou a perguntar aturdido.

—Eu não sei, mas é o Fury. O que ele não sabe? — Disse tentando se explicar. Ela esticou o telefone até ele. — É melhor você atender, parece sério.