Strike match and burn with me...
1 So let's start
Notas iniciais
POV Natasha
— Eu acho que vocês duas ficam bem melhor sozinhas. Não sei porque precisam dele. — Clint alfinetou e Natasha revirou os olhos sem paciência. Viu Laura balançado a cabeça, discordando do comportamento do marido, ainda mais na frente das crianças. — O que foi? Só estou dizendo o que acho.
Depois que saíram da Rússia, ela, James e Dasha passaram um tempo na Espanha, mas depois de verem um conhecido assassino profissional perambulando por perto de onde eles moravam, decidiram sair do país. Era difícil saber se o assassino estava atrás deles ou não, e se estava, se era por causa dos dois ou se de apenas um, de qual... Era mais óbvio supor que ele estava ali por causa deles, Natasha não acreditava em coincidências, e isso não era bom sinal.
Não que não pudessem dar conta de uma assassino, mas eles tinham que pensar em Dasha. E se um assassino estava atrás deles, isso poderia dizer que outros também estavam. Perigoso, muito perigoso.
Da Espanha foram pro reino de T'challa, que parecia mais seguro para os três e foram muito bem recebidos. James ainda não tinha ido encontrar-se com Steve, primeiro queria garantir que as duas estariam em um lugar seguro, e quando estavam com o Pantera, achou que finalmente poderia ir encontrar o amigo.
Natasha achou ótimo, mas havia decidido ir para a casa de Clint, visitar ele, Laura e os meninos, ela tinha um afilhado para mimar. Também queria uns conselhos de Laura, estava se virando bem cuidando de Dasha, mas Laura tinha outro nível de conhecimento, já que ela e Clint procriavam como coelhos. Então, James sugeriu ir com elas até a casa de Clint, para depois ir encontrar Steve.
Bem, essa foi uma ideia... péssima. Clint claramente desaprovava totalmente o relacionamento deles e não fazia questão de esconder. O clima ficou tão carregado que Natasha quase ficou feliz por James ter viajado para encontrar Steve naquela manhã.
— Não sei qual o seu problema com ele. — Natasha resmungou, enquanto trançava os cabelos de Dasha. A menina ainda estava aprendendo a falar inglês, mas já entendia muita coisa e Natasha não gostava de discutir sobre isso na frente dela.
— Você realmente não sabe? Talvez seja pelo pequeno fato que ele tentou matar você algumas vezes, esqueceu disso? — Natasha lançou a ele um olhar zangado.
—Você sabe muito bem que não era ele, não de verdade. — justificou mais para Dasha do que para ele. — Clint, não entendo, você até mesmo lutou do lado dele da última vez.
— Errado. Eu lutei do lado do Steve e porque o que o Tony queria fazer era absurdo. — Ele retrucou. — Olha, não é como se eu detestasse ele, e se o cara diz que está melhor e tal, tudo bem, eu o apoio, mesmo não confiando nele. Mas daí eu achar lindo ver minha melhor amiga namorando, ou sei lá o que vocês tem, com um cara que tentou matar ela diversas vezes é totalmente diferente. Bucky pode estar bem agora, mas e se ele tiver uma recaída? Já pensou nisso? Mesmo que ele não fizesse nada contra você, estar relacionada a ele traria muitos problemas para você. — ele levantou um dedo acusador para ela. — Aposto que Fury concorda comigo.
Natasha suspirou alto, mas ficou quieta. Se Clint estava agindo como um irmão mais velho ciumento em relação a James, Fury ainda era pior, quase um pai rigoroso que não gostava do novo namorada da filha. Natasha estava vendo a hora que ele ia começar a impor o horário dela voltar para casa a noite.
Aquilo era realmente cansativo, mas seria bom se aquele fosse o único problema que ela tivesse que lidar. Fury tinha mantido ela fora de qualquer missão até que a morte de Ivan fosse confirmada, e mandado ela também não se meter nisso. Até onde ela sabia ele e Logan estavam investigando o que poderia ter acontecido com Ivan, e eles não queriam ela participasse. Mas Natasha havia preferido entender a ordem dele como apenas uma sugestão, e sem contar a ninguém estava fazendo sua própria investigação para descobrir o paradeiro de Ivan.
Fora isso, estava tentando melhorar a imagem de James, não estava sendo fácil, mas já obtivera grandes avanços. A contragosto, Fury estava ajudando, e o governo estava cedendo. Não porque acreditavam nele, mas sim porque acreditavam que, como Natasha, ele poderia ser uma mina de informações valiosas contra a Rússia, e talvez contra a Hydra. E ainda havia gente que achava que a guerra fria tinha acabado há muito tempo.
Soltou Dasha, deixando que ela fosse brincar com os meninos. Laura se aproximou.
— Para de perturbá-la, Clint. — Laura disse dando uma bronca no marido. — Natasha é bem grandinha, sabe muito bem o que faz. Você está sendo ridículo. E não devia estar falando sobre isso na frente das crianças.
Laura ligou a televisão, tentando encerrar a discussão entre eles, o que não funcionou muito bem, pois com as crianças brincando no jardim, Clint voltou a listar os motivos pelos quais Natasha deveria se manter longe de James, ignorando completamente que mesmo que se ela quisesse seria impossível, já que agora ele era o pai e ela a mãe de Dasha.
Os dois estavam tão entretidos na briguinha entre eles, que nem viram o que estava passando na televisão. Só perceberam que tinha algo errado quando viram a cara de pavor de Laura.
Quando finalmente olharam para a tv, entenderam a cara de Laura.
— Mas q m... — Natasha exclamou. A voz dela foi abafada pelos sons de celulares tocando.
POV Bucky
Steve sorriu e abriu os braços para um abraço quando o viu, e Bucky retribuiu. O amigo parecia realmente feliz em vê-lo e dizendo como estava satisfeito por Bucky ter conseguido se recuperar, e James ficou se sentindo culpado por ter demorado tanto a ir vê-lo.
— E aí, como vocês estão aqui? — Bucky perguntou olhando o pequeno quartel general que Steve tinha montado com os amigos. Eles ainda estavam nos EUA, escondidos em Montana em uma área isolada. Ele viu Sam que já conhecia e o cumprimentou. A loira que Steve tinha beijado também estava lá parecendo meio tímida e perdida.
Steve começou a mostrar o lugar, era bem rústico, mais até que eles estavam bem equipados. O amigo explicou que era graças a ajuda de Sharon, que trazia escondido o que podia para ajudar eles. James levantou a sobrancelha imaginando que a loira não estava fazendo isso só de bom coração.
— Então, Sharon hein. — James provocou, e Steve ficou um pouco vermelho.
— Não é bem assim...- o capitão coçou a cabeça sem jeito.
— Qual é, não vai me dizer que vocês não estão juntos. — Steve sempre fora meio devagar com as mulheres, mas não era possível que ainda não tivesse ficado com a loira.
— É complicado. — Steve baixou a voz, confidenciando. — Nós estamos meio que namorando, mas eu não sei...
— Não sabe o quê? Cara, nessas coisas não tem muito o que pensar. — Ele lembrou de Natasha. — Quando você gosta de uma pessoa, não tem que ficar pensando.
— Eu gosto dela, mas não tenho certeza se desse jeito. — Ele respondeu dando ênfase a palavra desse, e James entendeu o que ele queria dizer. — E bem, ela é neta da Peggy, isso não é um pouco estranho? Eu me sinto um pouco estranho, parece que estou substituindo Peggy pela neta.
— Você sabe que isso é desculpa esfarrapada. — Ele pensou em algo. — Só se... Tem outra garota?
— Não!- ele respondeu rápido. — Quer dizer, tinha uma outra pessoa que eu achei que talvez, você sabe, tivesse algo rolando, mas nunca aconteceu nada e eu não sei, e ela depois pareceu estar interessada em outra pessoa. Só que fico pensando, as vezes, que talvez se eu tivesse falado algo... Mas acho que agora já é tarde para isso.
— Nunca é tarde demais. Só se ela morreu...? — Steve negou e James ficou tentando imaginar quem seria.
Steve mudou de assunto.
— Afinal de contas, o que você andou fazendo esse tempo todo? — ele perguntou curioso. — E por que você queria saber sobre a Natasha, achei que vocês não se dessem muito bem. Ela me disse uma vez que você atirou nela.
James revirou os olhos, é claro que Natasha contou isso. Ela era simplesmente terrível. Imaginava a cara que o amigo faria quando ele contasse a ele que os dois estavam juntos e agora tinham uma filha. Clint havia ficado louco e azucrinando eles até quase Bucky perder a cabeça.
— É uma longa história, nem sei por onde começar. Tem algumas coisas que você ainda não sabe. — Ele pensou em como contar. — Depois que minhas memórias voltaram, eu percebi que tinha algumas coisas que precisava consertar. Para começar eu e Natasha...
— Capitão! — o grito de Sam o cortou. — Caras, vocês precisam ver agora o que está passando na TV.
Eles seguiram o som da voz de Sam, até chegar em uma sala, onde outros estavam vidrados olhando para a grande tela. A primeira coisa que Bucky percebeu era a destruição que emergia da imagem. Havia uma mansão que ainda estava quase intacta, mas os arredores da mansão estavam um caos. Abaixo passava as legendas da notícia, explicando superficialmente o que tinha acontecido: Atentado em NY. Uma nova guerra entre heróis estaria começando? Fontes dizem que o local atacado abriga jovens "mutantes" . Especialista explica o que seria mutantes, hoje no jornal das seis!
— Instituto Xavier. — Steve leu o nome do lugar que piscou na tela. — Alguém sabe o que é esse lugar?
Um celular começou a tocar, e ele viu Sharon tirando-o do bolso rapidamente preocupada e um pouco nervosa.
—É Fury, preciso atender. — Ela se afastou um pouco para ter privacidade, mas logo voltou com a cara lívida. — Steve, Fury quer falar com você.
—Como ele sabe... — Ele começou a perguntar aturdido.
—Eu não sei, mas é o Fury. O que ele não sabe? — Disse tentando se explicar. Ela esticou o telefone até ele. — É melhor você atender, parece sério.
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