Strider: A Descoberta

2 Capítulo 1 - Um novo mundo


Um homem que tinha barbas ate a altura do peito, estava sentado no banco dentro da cabana ele vestia uma armadura pesada e branca como neve, ao ver Ryan se levantou do banco de uma forma brusca e foi andando ao encontro com o garoto e aos Três homens que o acompanhavam dizendo:

– Mandei vocês procurarem os Liters que raptaram aquelas 20 crianças e me traz um garoto? Vocês são incompetentes assim?

– Senhor esse não e um garoto normal e Ryan Stickly!!

O homem fez uma cara de espanto como se Ryan fosse especial.

– Ryan não pode ser! Finalmente nosso mundo pode ser salvo, estávamos esperando por você Ryan estamos a anos esperando o salvador, você está destinado Ryan, a salvar esse mundo!

– Senhor você esta se confundindo sou uma pessoa normal eu... Eu não tenho nada de especial.

– Você esta enganado olhe, isso e um papel onde está escrito as ultimas visões do nosso penúltimo Rei.

As trevas parecerão indestrutíveis, porém você virá e será nosso salvador mas para eles o destruidor.O Descendente dos Stickly, corajoso ele será.

– Você está enganado eu... — Ele olhou para o homem, porém este o atrapalhou.

– Não estou enganado. Sua mãe e seu pai foram lendários em nosso mundo por combater as trevas, e você vai ser igual. — Disse o homem com certeza em suas palavras.

­­­­­­– Não! Meu pai matou minha mãe, ele não pode ter lutado contra as trevas, se ele é um maldito assassino! — Dessa vez o ódio que tinha pelo pai aflorou em sua alma.

– Você está enganado. Seu pai é conhecido por O Combatente, ele conseguiu sozinho segurar os Liters longe de nós, mas o líder deles Vysor, sendo apenas, uma alma, se aproveitou, e consumiu seu pai, depois os Liters voltaram a atacar, sua mãe fugiu com você para o mundo exterior, mas não podia fugir de Vysor, e em 20 de Agosto, ela foi morta. — O Homem terminou de contar, como se algo pesado tivesse voltado a ele.

Ryan ia começar a fazer várias perguntas, porém um estrondo fez os dois pararem de conversar, ele olhou para fora da cabana, e várias pessoas corriam para todos os lados, gritos, súplicas, o homem saiu correndo da cabana, gritando:

– São os Liters de novo, garoto vá com o Glub, ele cuidará de você. — O Homem agora saia da cabana, correndo. Ryan começou a sentir um frio na barriga, enquanto isso o mesmo homem encapuzado que tinha o levado a vila o chamava, e Ryan por instinto foi com ele. Estava horrível havia fogo para todo lado, e Ryan jurava ter visto homens de capa preta lançando chamas pelas mãos, porém estava correndo tão desesperado que nem teve chance de ver melhor o que era aquilo.

– Me chamo Glub Hookins, Ryan tenho que te levar ao castelo e rápido! — O Garoto olhou para o horizonte e viu um enorme castelo, atrás deles dois homens com capas negras os seguiam, Glub soltou Ryan e foi ao encontro deles, gritando a palavra ‘’Corra’’ porém Ryan estava paralisado, um sentimento de medo e ódio se juntava, será que era porque acabara de descobrir que eles eram os seguidores daquilo que matou sua mãe e acabou com sua vida? Quanto mais pensava nisso o ódio se tornava mais forte que o medo, e então um encapuzado acabava de pegar fogo diante de seus olhos, enquanto o outro havia sido nocauteado por Glub.

– Garoto como fez isso?- Perguntou Glub assustado.

– Não sei... E-eu... Isso não é normal?- Perguntou Ryan, porém antes de Glub responder mais Encapuzados apareceram, Ryan e Glub correram, vários homens com capas brancas, que Ryan jurava ter visto na Cabana, apareceram e começaram a Lutar com os encapuzados.

Eles chegaram ao portão de madeira do Castelo, Glub, tirou alguma coisa em forma de hexágono das vestes e a encaixou em uma fresta na parede. As portas se abriram Glub recuperou o hexágono, entraram no castelo, as portas se fecharam por trás deles.

– Garoto, está seguro aqui, os Liters nunca entrarão no castelo sem a chave. Todas as pessoas confiáveis da vila têm uma. — Disse Glub com orgulho. No mesmo tempo Ryan ouviu gritos e estrondos vindos do lado de fora, eles adentraram o castelo, Glub abriu uma segunda porta no corredor, Eles entraram no aposento, grande e iluminado, no meio um Trono, Com as extremidades banhadas a ouro, e o meio uma alguma coisa vermelha como sangue, ao lado esquerdo uma outra cadeira normal de carvalho e ao direito uma igual.

– Seu pai já esteve aqui muitas vezes Ryan, bom, depois eu te conto sobre seu pai, tenho que ir, já fiz meu objetivo que era trazer você aqui certo?, não saia daqui de dentro Ryan. — Dito isso Glub saiu da Sala do Trono, abrindo o Portão, Ryan pode ver que La fora, parecia uma guerra, Fogo se lançava por toda parte. O garoto logo se distraiu com um barulho curioso vindo de um armário, perto dele, ele abriu o armário e viu dentro uma Bola de um metal que jamais vira na vida, ele pegou a bola, e logo ela flutuou como se tivesse vida própria, quando Ryan acabara de perceber ela formava um holograma de um castelo, logo percebeu que era o castelo em que estava, ele tocou no holograma do grande portão, então a imagem mudou para o Corredor que leva a sala do trono, justo por onde havia passado a pouco tempo, tocou na porta da sala do trono, e entrou na sala em que estava e então viu a imagem de si mesmo a frente de um holograma. O garoto jamais vira aquilo, era magnífico tinha certeza que a tecnologia avançada como fosse a moderna não havia criado aquilo.

E então enquanto menos esperava uma porta grande atrás do trono se abriu, diante dela apareceu um homem velho, com uma longa barba, sorrindo para Ryan.

– Meu nome é Darind Cough, Rei de Norberton, Ryan é um prazer conhecê-lo. — O homem olhou para Ryan sorrindo. – Você deve estar confuso com tudo isso não é? Se sim desculpe a falta de informações, mas parece que você chegou ao mesmo tempo em que nossos maiores inimigos os Liters — O Homem fitou Ryan.

– Senhor desde que cheguei aqui, eu ando confuso...

– Ah, não era de se esperar, Ryan você está em um novo mundo chamado Strider, Um mundo diferente de onde você viveu nestes últimos 12 anos. — Darind olhou esperançoso para Ryan.

– Como assim, eu me lembro de estar no orfanato e encontrar um buraco no corredor quando fui empurrado e... — Ryan ia terminar a frase, mas Darind o interrompeu.

– Ryan, quem te empurrou foi um ser das trevas desse mundo, o nome dele e Vysor. — Ryan sentiu uma explosão em sua mente

– Vysor matou meus pais, consumiu meu pai, acabou com minha vida... — Antes de o garoto terminar a frase, o armário de onde tirara o holograma do castelo pegara fogo.

– Acalme-se Ryan, estou aqui, é óbvio que alguém já tivesse te contado. — Com um estalo de dedos do homem o fogo de trás apagou e o armário não havia sofrido nenhum dano.

– Tem que aprender a controlar suas emoções Ryan, ou pode acabar fazendo coisas indesejáveis. — Os olhos do homem fitaram Ryan com curiosidade.

– Me desculpe, mas... Eu não sei como posso fazer isso. — Antes de o homem responder as portas do castelo se abriram, La fora parecia mais calmo e Glub entrou junto com o homem com armadura cor de neve.

– Devo crer que o ataque acabou? — Perguntou Darind fitando Glub.

– Sim senhor, nossas forças conseguiram resistir, com poucas baixas, conseguimos capturar um seguidor de Vysor. — Darind olhou de Glub, para o homem de armadura, e dele para Ryan.

– Chegou a hora de começar a seguir seu destino Ryan, um destino criado para você há 12 dias, quando sua mãe foi assassinada.

Darind começou a andar, para fora do castelo, Glub fez sinal para segui-lo, eles foram parar no vilarejo novamente, parecendo mais destruído que antes, Ryan sabia para onde iam, a cabana onde tinha todos aqueles homens, sem perceber chegaram, dessa vez mais deserta, eles entraram na cabana e se dirigiram para uma porta, a esquerda, uma porta surrada, Darind a abriu sem toca-la, no meio da pequena sala, havia um homem ajoelhado e acorrentado, antes mesmo que Ryan pudesse perguntar quem era, o homem olhou para Darind, e falou em voz alta.

– Darind, aquele que desafia o grande senhor, me disseram que é corajoso, mas pelo visto estavam errados, mal saiu do castelo hoje para defender sua amada população, na verdade, mal teve coragem de nos enfrentar faz 2 meses, o que será Darind? Está ficando velho? — O Homem terminou as risadas, como se a face de Darind o divertia, até que notou Ryan, o homem se agitou nas correntes, com um olhar raivoso.

– Não é possível, Stickly... Não posso acreditar que um garoto assim tenha poder para destruir meu senhor, não, foi um grande engano, não há nada de diferente em você, me lembra de sua mãe garoto, meu senhor disse que ela foi corajosa até na hora de morrer, será que você também irá ser assim? — O Homem terminou em uma risada menos prazerosa que a anterior. Ryan se vira para Darind e percebe que ele continua indo em direção ao homem, Glub logo percebe é fala com medo em suas palavras:

– Senhor não se aproxime mais, é perigoso – Mas já era tarde o homem acorrentado tenta agarrar Darind, mas antes de Darind se defender o homem para, e começa a se debater e gritar, como se uma dor excruciante o fizesse sofrer, e então ele para, a vida já não estava com ele, Ryan conseguia sentir seu último suspiro se esvair pelo silêncio da cabana, Darind murmurou alguma coisa para si mesmo, com um olhar de desprezo e ao mesmo tempo de dó ao corpo do homem, Darind chama Ryan para fora da cabana, fazendo ele o seguir até o castelo.

Já no castelo, eles se moveram até a torre mais alta, onde por dentro havia um grande espaço, confortável, mas também ligeiramente frio, apenas, ao outro lado da sala, havia uma lareira, e uma mesa um tanto grande com 9 Cadeiras enfileiradas, Darind se moveu a cadeira do meio, que era a maior e logo chamou Ryan a sentar na cadeira ao seu lado.

– Ryan, Você deve saber muito bem que isso não é um sonho certo? – Darind apertava seus olhos para enxergar Ryan sem seus óculos. – Sim Senhor, entendi isso a um tempo atrás, mas... para falar a verdade, eu não entendo como são essas coisas daqui...

– Darind olhou para Ryan, como se ele se segura-se para não falar, mas outra parte dele tenta-se rapidamente fazer o contrário. – Garoto, esse mundo, é o que as pessoas com quem você viveu por tantos anos, falam como, outra dimensão, é nesta dimensão, que seus pais viviam, antes de se refugiarem por ordem minha, no mundo exterior, que é como chamamos seu mundo, a muito tempo, neste mesmo local havia, um grande e poderoso reino, governado por Leopoldo Cough, meu avô, O Reino de Norberton era o mais extenso de toda Strider, porém, durante os últimos anos do reinado dele, um homem, um antigo cavaleiro do Reino, chamado Atilus Mathor, foi traído pela ignorância de meu avô, meu avô temia sua influência, carisma e inteligência, achava que ele podia tomar o poder do Reino de Norberton, Atilus, tinha uma esposa e um filho, Esperando que Atilus estivesse na sua casa com sua família meu avô mandou o exército real, entrar na residência, matar e destruir tudo que lá havia, Inclusive A Mulher e o filho de Mathor, um Dia depois, Atilus que estava viajando para fora do reino descobriu sobre essa tragédia, E Então ele decidiu que iria se vingar, isso mudou o destino desse mundo, Atilus se mudou para o Exterior do Reino, mudou seu nome para Vysor, juntou seguidores, a maioria pessoas fracas psicologicamente, desertores do Reino, Opositores do Governo de Leopoldo, e outros mais, em 2 Anos, Vysor contava com um exército de Cinco Mil homens, e durante os últimos 5 anos do governo de meu avô, iniciava-se a guerra de vingança, O Exército de Vysor começou a ser chamado de Fúria negra, pois suas roupas eram todas pretas, e a maioria dos soldados deles eram encapuzados, destruíam tudo por onde passavam, matavam pessoas inocentes e destroçavam o Exército de Norberton, no último dia do governo de Leopoldo, ele se matou, ao ver um Terço de seu Território se perder nas mãos de Vysor, iniciava-se então o Reino dos Liters, que é liderado até hoje em dia por ele, o agora, Senhor das Trevas, não se sabe o segredo de sua extensão do período de vida, é algo que é contestado por muitos até hoje. — Ryan ao ouvir tudo isso se impressionou, o mundo era realmente real, e Vysor também.

– Senhor, eu ainda não entendo, como eu fiz aquilo, como eu consigo fazer coisas pegarem fogo, simplesmente do nada, isso é normal aqui?. — Darind olhou como se sabia que essa pergunta seria feita cedo ou tarde. – É sim Ryan, no começo é, tudo que você precisa é de treinamento, e eu quem irei lhe treinar, como sabe, os Liters nos atacam a quase todo mês, tudo que restou do Grande Reino de Norberton, foi sua capital, e sua sede por sobrevivência, Agora Ryan me diga, qual seria sua reação se eu lhe ataca-se nesse momento? — Ryan olhou para ele, pensou, sem saber o que tinha haver a pergunta,

– Surpresa e Susto senhor, eu acho... — Darind olhou para Ryan com um largo sorriso.

– Susto e Surpresa, duas emoções, demasiada fortes, suas emoções afetam seus poderes, com elas nós controlamos tudo que está ao nosso alcance... – Darind move um dedo, e um raio de luz branca é lançado sobre Ryan, ele recebeu um enorme susto, e então uma grande proteção se voltou sobre ele, uma proteção da mesma cor do raio, mas um tanto transparente. Ryan olha para Darind, e vê o mesmo sorrindo novamente.

– É Isso Ryan, suas emoções controlam seus poderes, porém, primeiramente você deve controlar suas emoções, isso é o mais importante para usar nossos poderes, da forma que quisermos, e não apenas por acidente.

Durante dois anos, Ryan treina, dia e noite, no castelo de Darind, nesse mesmo período de tempo vários ataques são feitos á capital e única cidade de Norberton, porém nenhum deles com sucesso, Darind controlava toda a frente de batalha, expulsando os Liters com o apoio Dos Oito, um grupo de Oito Guerreiros de Elite, que lutam contra o domínio dos Liters, com 14 Anos, Ryan consegue finalmente controlar suas emoções completamente, controlando a partir disso, seus poderes.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.