Notas iniciais
Olá ducks lindos ♥ DEMOREI MAS CHEGUEI!
o/ *------* eu agradeço muito muito a todos vocês por lerem essa fic e as outras que eu já fiz! Poxa gente isso é incrível!
No capítulo 7 ou 8 os novos personagens aparecem!
Obrigada meus patinhos... a gente se vê nas reviews *-*

5 — Helena

POV Mayara

Eu estava voltando á consciência aos poucos, meus olhos foram abrindo até que minha retina recebeu a luz.

Meu corpo doía, era algo insuportável, eu me sentia fraca e com muita vontade de chorar. Demorei um pouco, mas reconheci onde estava.

- Olá, quem bom que acordou como se sente? – um cara de branco me perguntou

- Muita dor, no corpo, na cabeça... Onde estou exatamente? – minha voz estava fraca e saiu como um sussurro

- Descanse, seus amigos te trouxeram pra cá. Você estava muito machucada, mas eles já deram queixa tá? Fique tranquila – amigos? Não pode ser, Brian e Jimmy estão aqui?

- Eles o que? Repete por favor! – o pânico tomou conta de mim

- Deram queixa dos agressores na polícia, agora eles irão investigar... Descanse tá? Logo terá alta – Meu braço estava ligado ao soro, havia muitos fios em meu peito e até em minha testa. Eles monitoravam meu estado para garantirem que eu estava bem. Mas... “Eles denunciaram o Kebler, ah meu Deus... Ele virá atrás de mim, atrás dos meninos e nos matará”, pensei. Uma lágrima escorreu por meu rosto e eu pensei o quanto queria estar morta naquele momento.

- Mayara! Ah minha amiga quer me matar do coração! – Stella entrou em meu quarto, seu rosto levemente rosado apresentava pânico assim como eu

- Eu... Eu estou bem agora, os meninos me ajudaram...

- É eu fiquei sabendo. Eles estão no quarto, Rodrigo levou um tiro na perna, mas já está bem, e os outros estão com ele. Eles foram muito corajosos... – ela disse sorrindo

- Foram uns idiotas isso sim! – ela se assustou com meu tom — Ah Stella... – não suportei e simplesmente comecei a chorar. Ela me abraçou e prometeu ficar ali comigo durante a noite

- Porque você faz isso? O que você tanto esconde de nós May? Não confia e nós? – ela me olhou com lágrimas nos olhos... Eu queria muito que eles nunca soubessem o que eu passava, principalmente Brian. Mas a essa altura eles já sabiam de coisas que nem mesmo eu gostaria de saber.

Kebler, Roger... Homens que fazem da minha vida um inferno e que agora estariam dispostos a matar os únicos que realmente se importaram comigo.

- Sabe Stella... Agora eu sei, nem todos os homens são iguais – esbocei um sorriso ao ver que eu estava com uma blusa diferente, a blusa de Brian.

POV Jimmy

Eu estava bem, Brian tinha alguns arranhões, mas já estava se sentindo melhor. Mesmo assim nós dormimos no hospital para cuidar do Rodrigo. Já era de manhã e os dois ainda estavam dormindo, então resolvi dar uma volta pelo hospital, não sei por que, mas aquele tipo de ambiente me dava calafrios. Eu já havia sido internado várias vezes, minha irmã também tinha uma saúde muito fraca e depois que descobrimos o câncer dela, tudo ficou mais difícil. “Prometi nunca mais voltar á um lugar desses” — pensei

Passei por várias alas, alas de pediatria, ala de doentes mentais e até mesmo os doentes com câncer. A doença insistia em me perseguir, minha irmã veio a falecer sem que eu pudesse fazer alguma coisa, me sentia culpado por isso até hoje. Continuei andando até que encontrei uma menina que também tinha a doença, ela levava consigo um patinho de pelúcia, quando me viu sorriu pra mim

- Oi... – ela me olhava de um modo um pouco assustado – Quer brincar comigo?

- Claro, do que quer brincar? – ela sorriu de novo, pegou em minha mão e me fez segui-la até o quarto onde havia mais crianças.

- Ei, você não deve entrar aqui! – uma enfermeira me disse

- Não, deixa ele aqui, por favor, é meu amigo – a menininha disse enquanto segurava minha mão. A enfermeira relutou, mas deixou que eu ficasse, contanto que ela também ficasse lá me observando. Era estranho, mas eu sentia que já conhecia a garotinha há muito tempo, mais estranho ainda era que seus olhos eram idênticos aos da minha irmã.

- Você sabe tocar? – a menininha perguntou. O quarto era lindo, todo decorado e no canto havia um violão. Lembrei de como minha irmã adorava me ouvir tocar

- Sei sim... – peguei o violão e comecei a tocar uma música que eu tinha feito para minha mana, chamava Dear God. Era lindo ver a alegria daqueles meninos e meninas quando alguém os visitava ou brincava com eles. A enfermeira não perdia nenhum detalhe e me olhava séria e pronta pra me expulsar dali. Quando terminei eles me aplaudiram com sorrisos lindos no rosto.

- Foi lindo! – a menininha correu para mim e não parava de olhar meu pingente da correntinha que eu havia ganhado. Nele eu carregava duas fotos, uma de minha irmã e outra de minha mãe.

- Sim, agora ele tem que ir... – a enfermeira abriu a porta e pediu que eu saísse, mas a menininha me pegou pela mão e me levou pra fora

- Você toca muito bem! E é muito lindo! Nunca vou me esquecer de você! – sorri pra ela. A garotinha devia ter seus 7 anos mas era muito mais vivida do que eu

- Qual seu nome pequena? – perguntei

- Sou Helena! E você?

- Jimmy...

- Tio Jimmy! É o mesmo nome do meu patinho sabia? – ela sorriu e me abraçou uma última vez.

Olhei pro fim do corredor e avistei Brian acenando pra mim. Stella estava lá também o que me espantou

- Rev! Onde você esteve? Vamos tomar café que ainda vamos visitar a Mayara! – Brian me chamou

- Tenho que ir Helena, a gente se vê tá? – dei um beijo em sua testa, como eu sempre fazia com minha irmã

- Leva com você... Leva meu Jimmy, eu não quero que ele cresça nesse lugar... – ela me deu o patinho de pelúcia que carregava. – Até mais tio Jimmy! – ela entrou no quarto e eu fiquei ali tentando segurar minhas lágrimas.

- Rev você tá chorando? Ah por favor, né? Deixa de ser mole homem! – Brian riu de mim

- Ganhei um presente... – mostrei á ele o patinho de pelúcia, Brian revirou os olhos

- Ah que lindo... – ouvi Stella suspirar, mas ela desviou o olhar quando viu meu rosto, ainda estava brava com tudo que havia acontecido e nem olhava na minha cara.

- Olha que fofo! Agora você tem a sua própria miniatura! Vamos então pato baterista? – Brian debochou. Fomos tomar café e depois visitamos Rodrigo. Ele estava bem melhor e a tarde teria alta.

Depois fomos para a parte mais difícil, Mayara... Entramos no quarto com cuidado, ela sorriu quando nos viu.

- Bom dia senhorita, seus servos chegaram... – eu disse beijando a mão dela

- Servos o caralho você tá louco? – Brian disse

- Ah Jimmy, sempre tão fofo e Brian sempre tão retardado... – Mayara riu e nos abraçou. Ela estava muito fraca, sua pele branca mostrava todos os hematomas e cortes. Eu não agüentava olhar por muito tempo e ela percebeu – Está com nojo Jimmy? Nojo do que vê? – Eu era fraco pra qualquer sofrimento humano já que eu e minha irmã tínhamos sofrido por conta.

- Eu... Eu – gaguejei.

- É pra ter mesmo, nojo dessa pessoa que eu sou... – ela abaixou a cabeça

- Quer mais motivos pra confiar na gente? Eu não vou desistir Mayara, entrei nessa briga e é pra valer tá? – Brian disse, ele segurou a mão dela – Agora conta, o que está acontecendo? Quem eram aqueles caras? Ela nos olhou com súplica, como se pedisse por socorro.

- Muito bem, sentem, eu vou contar tudo... – sua voz saiu como um pequeno sussurro.

POV Mayara

Eu precisava desabafar e queria fazer isso, mas não poderia contar a verdade ao Brian, ele me odiaria, não entenderia e sabe Deus o que eles pensariam de mim.

Jimmy e Stella me olhavam como se esperassem uma resposta, Brian também fazia pressão e então eu resolvi ir para o pior caminho: o da mentira

- Então May? O que está acontecendo? – Stella perguntou, gelei naquela hora.

- É que... Eu, a culpa foi minha gente! Eu conheci aqueles caras e pensei que fossem boas pessoas, mas me enganei.. – será que minha desculpa ia colar?

- Tá me dizendo que estava lá por queria? Que eles eram legais? Os caras tentaram nos matar sabia? – Jimmy disse

- Eles não sabiam que vocês eram meus amigos... Por favor, pessoal vamos esquecer essa história... – tentei apaziguar – Vamos retirar a queixa... É melhor! Eles não são perigosos! Só um pouco estavam bêbados e... – A cada palavra eu caia em minha própria teia de mentiras

- Tá maluca? Não mesmo! – Brian gritou

- Não precisa gritar! Eu decido isso! É sobre minha vida Brian! Vocês não têm nada a ver com ela! – me arrependi de ter dito aquilo

- Não vamos tirar queixa nenhuma! E você está mentindo pra nós de novo! – Ele estava nervoso como eu nunca tinha visto nesses dias que nos conhecemos

- Eu não pedi que fossem atrás de mim. Pedi? – fui grossa, mas a única maneira era afastá-los daquele pesadelo

- Quer que nos afastemos? Ótimo Mayara, eu não devia ter arriscado minha vida pela sua. Você realmente não consegue gostar de ninguém! – Brian saiu furioso do quarto. Stella me abraçou e Jimmy ficou parado, apenas me olhava com ar de decepção

- Não vai embora também? Não vai gritar comigo? – perguntei aos prantos

- Sabe Mayara... Não sei se percebeu, mas Brian gosta muito de você, mais do que dele mesmo, o que é raro – ele sorriu – Ele fará tudo que puder por você garota...

- Jimmy, por favor...

- Não vou te julgar, mas você sabe que tem alguém pra confiar... – ele se aproximou e beijou minha testa com carinho o que me fez chorar – Não chora pequena...

- Obrigada por tudo Jimmy, você é incrível... – lhe abracei. Pela primeira vez eu estava confiando em alguém

- Vou nessa ruivinha, ainda tenho que ver o Rodrigo... – ele saiu do quarto me deixando sozinha com Stella

- May eu também não vou te julgar, você sabe o que faz... Ainda precisa de ajuda? – ela perguntou enquanto olhava para fora

- Não moça, pode ir atrás dele... – sorri enquanto via minha nova amiga correr pra felicidade dela, já eu? Bem, eu havia perdido qualquer chance de ter a minha felicidade, Brian nunca entenderia o que eu fazia, o motivo de tudo e principalmente... O que eu sentia por ele.

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- O que? Aquela vadia nos denunciou? Não pode ser! Ela perdeu a noção do perigo Roger?

- Calma Kébler, não foi ela, mas sim aqueles moleques que invadiram a cabana ontem... Filhos de uma égua!

- Não se preocupe, eu gravei bem o rosto daquele mais alto, o que levou Mayara de nós... Eu vou achá-los Kébler... Ninguém tira o que é nosso... – com essa última frase fizeram um pacto. Achariam os meninos e os matariam aos poucos para que sofressem e por último, fariam mal á garota, afinal, ela os pertencia não é?

Notas finais
*-------* e agora JOSÉ? HAUAAHH