Streets Of Philadelphia
27 26 - Die, Die, Die My Darling (part.2)
Notas iniciais
26 – Die, Die, Die My Darling (part.2)
Engana-se quem pensa que a doutora Camila havia se afastado do Caso Mayara, ela tentava de todas as formas solucionar algo tão complicado. Decidiu voltar á casa dos meninos e falar com Jimmy ou Stella para tentar descobrir algo.
Chegando á casa deles ela se deparou com Matt.
- Olá, sou a doutora Camila, do FBI, lembra de mim? – Matt confirmou e pediu que ela entrasse
- Oi doutora. Se procura por Jimmy ou Mayara, esqueça, Brian e Jimmy desapareceram e Mayara saiu
- Desapareceram? Como? – ela espantou-se
- Brian estava se envolvendo com uma mulher que parece ter virado a cabeça dele. Não sei bem doutora, depois disso ele sumiu, Jimmy foi pelo mesmo caminho... – A doutora Camila pareceu matar a charada com as palavras de Matt
- Ela por acaso se chama Catharina?
- Olha doutora, não sabemos, Brian não conta nada pra gente — A conversa dos dois continuou até serem interrompidos por um Zacky eufórico. Ele trazia um desenho nas mãos, um daqueles que Anita fazia.
- Matt! Cara olha isso! – ele entregou o papel ao amigo. Matt fez uma expressão de medo, pavor e ao mesmo tempo raiva – Atrás tem um recado, acho que é pra você – Matt olhou novamente e avistou aquelas letrinhas pequenas... Anita.
- Porque não mostrou isso antes Zacky?
- Eu não sabia que ela tinha deixado esse desenho aqui! Acho que foi no dia que saí para comer algo no restaurante novo – Matt sorriu fraco e olhou para a doutora
- Anita, uma amiga nossa, fazia premonições e... Bem, ela deixou isso, acha que pode nos ajudar? – Camila sorriu, mas um sorriso completo, algo que veio do fundo de sua alma
- Vocês não têm ideia da ajuda que me deram! Esse desenho está perfeito! Conheço esse lugar, é o antigo matadouro da cidade. Roger e Kleber adoram lugares como esse para matar suas vítimas
- Calma aí, matar? – Zacky estremeceu – Brian e Jimmy não estão aí né? – Após aquelas palavras olharam bem o desenho e viram o quanto tudo estava triste e morto. Um Sol chorava, um dragão perdia suas asas e urrava de dor. Os meninos perceberam que Brian e Jimmy estavam e apuros. No verso da folha estava o recado de Anita para eles: “Desculpem não poder ajudar mais, mas não posso interferir no destino! Corram, corram contra o tempo, não deixem o Sol morrer. Amo vocês muito e Matt, seja forte, você é a melhor coisa que me aconteceu.” Matt sorriu um pouco envergonhado
- Tudo bem... – doutora Camila sorriu – Vou levar minha equipe de buscas para esse matadouro. É hoje que eu pego aqueles dois!
- E você acha que não vamos também? É ruim hein? Levanta Matt, Johnny corre aqui homem! – Zacky levantou-se
- Pode ser perigoso, não quero que pessoas se machuquem e...
- Sem essa doutora! A gente vai com você – Matt impôs-se, ela percebeu que seria em vão e concordou.
Dentro do carro dela, Matt ainda admirava o desenho de Anita e a saudade que sentira dela aumentara a cada dia.
- Oi, aqui é a doutora Camila! Acho que encontrei nossos queridinhos! Sim... – ela fez uma pausa – Nós vamos pega-los!
POV Mayara
Minha conversa com Arin ia muito tranquila até eu perceber dois homens me olharem, pareciam me vigiar.
- May, você me dá licença? É que preciso atender a mesa 7, sem garçonete a coisa fica apertada – Arin se desculpou comigo
- Tudo bem amigo, eu acho que vou voltar pra casa... – me despedi dele e saí em disparada rumo á casa dos meninos, foi quando cruzei a esquina e aqueles homens me abordaram
- Quietinha e ninguém sai ferido! – eles seguraram meus braços com firmeza, me machucando. Jogaram-me no chão e logo eu estava dentro do carro deles
- O que querem de mim? Quem são vocês?
- Nossos chefes mandaram levar um presente e sabemos que você é a queridinha deles né? Mayara ou a famosa “ruivinha”, mas pensei que você fosse mais bonita! – ele disse com desprezo, logo percebi que a doença já estava estampada no meu rosto
- Para onde estão me levando? – Logo concluí que seria de volta para eles – Não! Não me entreguem á eles, por favor!
- Não se preocupe ruivinha, terá companhia lá! Alguns garotos estão com eles, acho que hoje a caçada vai ser divertida!
- Amigos? Roger e Kleber ainda fazem isso? Aquelas coisas... – Não pude deixar de lembrar quando aqueles nojentos soltavam várias meninas na mata e as fazia morrer de fome, sede. Elas tentavam sair do local, mas nunca conseguiam, era tudo uma armação para divertir aqueles caras.
- Cala a boca, chega de conversa! – eles continuaram a dirigir em silêncio até chegarmos àquele lugar maldito. Senti náuseas ao ver que tudo continuava igual, os instrumentos, os facões, martelos e machados que já me rasgaram tantas vezes. – Entra logo! – me empurraram até um espaço aberto onde Kleber se espantou a me ver – Tá entregue chefe! – eles receberam uma quantia em dinheiro e saíram me deixando sozinha com Kleber.
- Mayara? Meu Deus o que aconteceu com você ruivinha? – ele começou a me beijar, lamber e tudo mais. Fazia marcas em meu corpo e distribuía chupões por todo meu colo – Reage garota! Cadê aquela esquentadinha que me excitava tanto?
- Eu to doente Kleber – ele parou de me chupar quando ouviu aquela frase
- Doente?
- Eu estou com câncer, leucemia, e vou morrer logo, então se você me trouxe aqui para me matar, vai em frente – ele me empurrou bruscamente
- Doente? Suja? Você está suja! Vagabunda! Olhe só o seu estado! Parece um monstro e mal se agüenta em pé! – disse ele com tamanho nojo, sua pressão estava dando certo e eu tinha vontade de chorar. Ele me bateu até que eu caí no chão – Você quer me desafiar não é? Ótimo, vamos brincar um pouco, têm pessoas que você vai adorar rever – Ele saiu me arrastando, me puxava pela blusa. Arrastou-me até a mata e me jogou ali – Lembra dos nossos joguinhos? Pois é, hoje você tem companhia! — Eu olhei á minha volta e avistei dois meninos e... Comecei a gritar
- Seu estúpido! Por que eles? – corri até Jimmy que já estava delirando de tanta dor, estava todo suado e fraco, percebi que ele estava carregando Brian nas costas – Jimmy! Jimmy o que é isso e...
- Oi Mayara – ele sorria fraco – Acho que é o fim da linha amiga, mas eu vi as meninas, e elas disseram que vai dar tudo certo e – ele falava coisas sem sentido. Brian estava caído ao lado de Jimmy, todo ferido e com os tornozelos cortados. Roger e Kleber apareceram novamente
- Não é uma cena linda? – eles riam de tamanha satisfação – apoiei a cabeça de Brian em meu colo e fazia carinho nele, enquanto ele delirava dizendo meu nome baixinho
- O que podemos fazer pra vocês nos soltarem? – Jimmy perguntou – eles riram alto em sinal de deboche
- Como vocês são ridículos! Acham o quê? Que podem nos desafiar? Como se fosse uma partida de jogo? E mesmo assim não venceriam e... – Percebi o olhar de Jimmy, ele sempre fora maluco e com certeza ia fazer algo para nos tirar de lá
- Jogaria comigo? – Jimmy desafiou. Kleber chegou mais perto
- Jogar? O quê? – disse ele rindo
- Uma partida de poker. Se vocês vencerem, podem nos matar, fazer o que quiser. Se nós vencermos vocês nos soltam – Eu sabia que era uma proposta irracional, mas aqueles homens eram muito competitivos e não aceitavam perder nada, nem mesmo uma simples partida. Brian se movimentou e ergueu a voz
- Tá maluco? Você não sabe jogar poker Jimmy!
- Não, mas você sabe! – ele olhou firme para Roger e Kleber – Vamos jogar em duplas pode ser? Vocês dois contra eu e Brian
- Que bonitinho, desafiando os mestres em troca da vida dos amiguinhos! Você sabe que vai perder, sabe que vão morrer, porque Mayara é nossa e a alma de vocês também será
- Vamos ver, onde podemos jogar? – Jimmy se levantou com dificuldade e eu levantei Brian que gritava de dor. Caminhamos devagar até a sala onde ficava a esteira que abatia os bois. Eles sentaram-se na mesa e Roger distribuiu as cartas
- Não se esqueça James, isso vale a sua vida e de seus amigos... – as cartas foram distribuídas e Jimmy tremia de medo, Brian ficou ao seu lado apenas dando as coordenadas e eu temia por eles, e se não desse certo? E se...
Notas finais
Amo mto vcs ducks.. obrigada ♥
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