Notas iniciais
Oi patinhos lindos *--* Bom eu não sei quando irei postar de novo, por isso resolvi escrever um cap hoje o/
O capítulo de hoje vai ser mais light, só pra vocês sofrerem com a Mayara mais um pouquinho kkkk Ah e eu tenho que agradecer aos novos leitores.. vcs são Sodas *--* kkk E eu me emocionei com os reviews no capítulo anterior, todos tiveram algum caso dessa maldita doença na família e se abriram comigo! Foi lindo gente, emocionante mas não se preocupem que todos eles estão bem melhores agora.. todos no Paraíso com nosso anjo Jimmy :) é isso pessoal.. vamos jogar *-*

17 – 21 Guns

POV Mayara

Contar á eles tudo que eu já vivi doía mais do que receber todos socos e chutes que já senti. Meus amigos me olhavam assustados, alguns sentiam pena, outros estavam indignados. Posso dizer que alguns até sentiram nojo de tudo que lhes contei.

Porém a pior etapa eu ainda não havia contado e aquilo iria doer em mim, minha boca sangraria e meu coração seria destruído, mas eu tinha que conta tudo... Chega de mentiras...

*flashback – Mayara aos 12 anos... Janeiro de 2006*

Entra aí! – ele me disse com uma voz estúpida. Sentei-me num sofá velho, o quarto estava vazio, só restava uma cama, um armário e o sofá onde eu estava. – Vamos começar a te ensinar... – o homem mais conhecido como Roger abaixou-se e ficou de frente para mim. Eu estava com ele há alguns anos, já aprendi a suportar o nojo que eu sentia

- Por favor... – pedi para que ele se afastasse, mas ele segurou meu pescoço com força

- Quieta! Agora eu quero que você aprenda umas coisinhas... – Roger começou a me beijar por todo o rosto e pescoço. Depois me lambia de modo que minha pele se arrepiava de tanto nojo e angústia. Ele tirou sua blusa e jogou-a em algum canto do quarto – Tira a roupa! – ele mandou... O medo era visível em meus olhos, apenas os fechei e me encolhi no sofá. – Vamos vadiazinha faça o que eu mandei! – eu me recusava a obedecer qualquer ordem dele. Com raiva ele puxou meu cabelo me jogando no chão, subiu em cima de mim e começou a tirar minha blusa

- Me solte! – eu não entendia muito bem o que ele pretendia, mas eu não queria fazer aquilo de jeito nenhum. Roger mantinha suas mãos bem firmes em minha cintura e logo eu estava de roupas íntimas. Chorar era inevitável

- Engole o choro vagabunda! – ele gritou e me deu uma bofetada

- Vai se fuder! – eu gritei de volta – minha boca encheu-se de sangue, pude ver a raiva crescer dentro dele, Roger se limitou a sorrir e me arrastar até o armário. Ele abriu as portas e de lá caíram várias armas, não sei quantas havia umas 21 talvez. Eram sofisticadas e me davam um medo terrível

- Está vendo? Todas essas belezinhas já foram usadas, já matei muita gente sabia Mayara? – ele segurou uma daquelas coisas gigantes e encostou-a em minha cabeça – Muito sangue eu já vi derramar e sabe por quê? Porque eu mato todos que tentam me derrubar ou que não seguem as minhas regras...

- Me solta seu nojento! – eu me debatia enquanto ele me segurava pelos cabelos

- Espero que se lembre disso... – Ele me mostrou o acordo assinado por meu pai para que eu fosse vendida á eles – Você me pertence rapariga! Não me obrigue á usar estas belezinhas contra você ou contra seu papai. Eu odiaria machucar algo tão precioso... – dito isso ele começou a tirar a calça e logo nós dois estávamos nus

- Não, não! – eu gritava enquanto sentia uma dor forte, Roger investia contra mim, ele não queria saber se eu estava bem ou se estava doendo. Sorria muito ao ver meu pânico, seu corpo estava quente e o prazer tomava conta dele

- Isso... É assim que eu gosto! – ele já estava ofegante eu não conseguia raciocinar, nunca pensei em perder minha virgindade dessa maneira, eu nem sabia muito bem o que era aquilo.

- Para, por favor, você tá me machucando! – eu gritei uma última vez, ele parou de fazer movimentos bruscos e apenas saiu de cima de mim, me empurrou para o lado e colocou a roupa

- Sabe? Você ainda vai me render um bom dinheiro... Agora vai tomar um banho e se limpe... Mais tarde ensino outras coisas á você – Roger fechou o armário e deixou algumas daquelas armas grandes apontadas para mim. Levantei-me com dificuldade e fui até o banheiro sujo que eu sempre usava. Deixei a água fria cair sobre meus ombros, as marcas arroxeadas no braço latejavam e minha barriga doía muito. Minhas pernas estavam bambeando enquanto eu me esfregava tentando limpar tudo o que ele deixara ali. Eu tentava lavar, tirar aquela sensação, tirar tudo que Roger deixou dentro de mim, mas não havia como se livrar... Ele roubara toda minha inocência, todo o meu amor próprio e eu não podia fazer nada.

Desliguei o chuveiro e coloquei uma roupa mais limpa, quando voltei ao quarto havia um prato de comida no chão. Abaixei-me e coloquei para dentro toda aquela coisa que chamavam de refeição. Quando terminei apenas me encolhi num canto e passei a chorar agarrada á minha correntinha de meia Lua, toda noite era isso.

Fez-se rotina todo aquele sofrimento, meus órgãos não doíam mais, meu corpo se acostumara com o peso de Roger sobre mim. Ele me usava, me feria... Desde aquele dia eu passei a odiar os homens e jurei á mim mesma nunca me entregar para nenhum deles.”

O espanto nos rostos deles era incrível e agora eu não conseguia parar de chorar, meu braço enfaixado latejava de dor enquanto eu tentava movê-lo

- Eu... Eu... Nossa agora eu entendo o quanto o ser humano não presta! Juro que quando eu pegar esses caras vou matá-los um por um! – Jimmy disse trincando os dentes

- Por favor, Jimmy, prometa, prometam vocês todos que vão deixar isso pra lá!

- Acha mesmo? Na boa Mayara se você não quer lutar nós entendemos, sabemos que eles ameaçam seus pais, beleza. Mas não pode nos impedir de te defender... Jimmy liga para a dona do FBI – Rodrigo disse

- FBI? Vocês enlouqueceram? Não façam isso, por favor! Eles vão matar a todos! — eu pedi

- Desculpe Mayara, mas eu vou pagar pra ver! – Jimmy disse pegando o celular e discando um número

- Não, larga isso Jimmy! – eu me levantei para tirar o celular das mãos dele, mas os meninos me seguraram – Me soltem! É a minha vida, eu decido isso! – consegui me soltar e parei na frente de Jimmy

- Faça o que quiser, pense qualquer coisa de mim, mas eu vou resolver isso Mayara nem que eu tenha que morrer! Agora para com isso e confia na gente porra! – Jimmy gritou, Stella me abraçou, Nicole e as outras meninas também vieram até mim.

- Alô? Oi doutora Camila sou eu, Jimmy! Então eu tenho algumas informações novas para você. Lembra daquela garotinha que você tem procurado sua vida toda? Pois é eu a encontrei... – meus olhos estavam vermelhos e pesados e eu tinha medo por nós. Eu estava com uma puta raiva de Jimmy, mas não podia odiá-lo por querer me salvar – Ok pode vir que ela está aqui – ele desligou o telefone e olhou para mim – Pronto, está feito! Ela vai vir conversar com você e a senhorita vai dizer tudo e não esconderá nada! Com isso vamos achar aqueles filhos da puta e fim de papo!

- Você não podia ter feito isso! Eu te odeio! – eu gritei, foi involuntário, mas acabei dizendo aquilo e Jimmy fechou os olhos em sinal de dor

- Ei Rev você tá bem? – Anita tentou ir até ele, mas tropeçou, Rebeca a segurou. Logo todos estavam olhando pra mim enquanto Jimmy soluçava de dor

- Porque faz isso? O cara quer te ajudar e é assim que você agradece? – Rodrigo segurou o braço de Jimmy e o fez sentar no sofá – Tudo bem Rev?

- Não sei... Senti uma coisa de repente... – O clima estava mais do que pesado até que Brian chega para acabar com tudo

- Jimmy você não acredita! Conheci uma garota que... – ele parou de falar quando me viu com o braço enfaixado e Jimmy chorando – O que está acontecendo aqui?

- Mayara nos contou a verdade, e Jimmy ligou para o FBI. Agora a doutora vai vir pra cá conversar com May, mas ela não quer colaborar! Fala com ela Brian! – Emily disse, Brian se virou pra mim e apenas segurou meu rosto

- Quero falar com você... – ele me puxou até seu quarto

- Fala... – eu disse secamente

- Onde pretende chegar com isso? — Brian perguntou

- Me deixa em paz Brian, vai viver sua vida e... – ele me segurou obrigou-me a colar nossos corpos, assim ele pegou sua correntinha e encaixou na minha. O Sol e a Lua se juntaram pela primeira vez

- Como posso viver minha vida se ela é você? – com essas palavras ele me puxou para um beijo, o melhor de todos. Não havia como resistir á ele e muito menos cumprir minha promessa... Não me entregar á homem nenhum... Não, não conseguia cumprir porque Brian me pertencia e eu pertencia á ele, até a morte.

Notas finais
Brian lindãaaao *----* bjs no coração ducks