Streets Of Philadelphia
16 15 - O Perigo se chama Cherry
Notas iniciais
Eu espero que gostem! obrigada á todos que leem a fic, eu quase choro com esses reviews tão engraçados q vcs fazem1 amo vcs ducks *--* ♥ Vamos jogar *-*
15 – O perigo se chama Cherry
A vida de Kleber e Roger havia mudado muito nos últimos dias, ou melhor, desde que Brian Haner e James Sullivan entraram no jogo.
O último episódio realmente lhes deu prejuízo, foram obrigados a atear fogo na própria boate para se livrarem do FBI. Era óbvio que alguém dera com a língua nos dentes e os denunciara. Estavam vivendo uma vida de fugitivos, embora a polícia ainda não tivesse seus retratos falados.
Mas estes homens tinham muitas faces, muitos nomes e muitas vidas. Hoje, uma segunda-feira, estavam em uma pequena casa de stripper. Sempre iam aquele lugar para se divertirem com as moças, era um local escondido e muito privado, apenas para os mais ricos.
Como todo cliente, eles tinham a garota preferida, aquela que sempre os agradava e fazia o serviço “completo”. Seu nome era Sally, mas os homens a conheciam como Cherry. Era a mais procurada e a que mais recebia dinheiro deles.
Hoje ela estava no meio de mais um “trabalho”, dessa vez com seu cliente preferido: Roger. Eles estavam no meio de mais uma transa ridícula, algo feito apenas para dar prazer á ele, enquanto ela se vendia em troca de uma vida que não lhe pertencia.
- Ai, vai... – Ela gemia enquanto ele fazia movimentos dentro da garota – Ai Roger, continua! – a garota se contorcia embaixo do homem forte que a segurava pela cintura. Fazia movimentos bruscos, tratava a moça como um simples pedaço de carne, mas ela parecia não se importar. Estava acostumada...
- Porra Roger isso é hora? – Kleber entrara no quarto onde os dois estavam
- E você tem que me interromper justo agora? – Roger jogou a moça na cama e se vestiu, Cherry se cobriu com um lençol sujo que estava na cama – Não posso nem comer ela me paz?
- Você pode, mas depois... Agora quero falar com ela – apontou para a garota. Kleber sentou-se ao seu lado e começou a falar – Tenho um serviço pra você querida, está vendo essa foto? – Ele lhe mostrou uma ficha impressa da internet. Era uma ficha sobre um garoto que fora finalista num concurso de música e recebera o prêmio de baterista revelação
- Quem é ele? – Cherry se interessou rapidamente no rapaz, olhos azuis, alto e muito bonito.
- James Sullivan... – Kleber parecia saborear o gosto de uma vingança enquanto segurava a ficha do garoto – Quero que ganhe a confiança desse cara, quero que ele pense que você é apenas uma vítima. Use-o!
- Porque tenho que enganá-lo?
- Precisamos dar uma lição nele, afinal ele pensa que pode roubar o meu moranguinho, mas não pode! Ninguém vai tirar Mayara de mim! – Cherry observava tudo, estava com medo – Não se preocupe, você vai ganhar muito bem! – Kleber lhe mostrou um maço de dólares que pareceu atiçar a garota
- O que tenho que fazer? Faço qualquer coisa!
- Muito bem, quero que seduza o cara, deixe-o louco por você e aos poucos você vai tê-lo nas mãos e quando tiver... Você o trará para mim, e aqui eu finalizo o serviço
- Vai matá-lo?
- Ainda não sei e isso não te interessa, mas eu queria muito sentir o gosto do sangue dele – Kleber era um masoquista de primeira, sentia prazer com o sofrimento alheio – E então? Topa?
- Com certeza! – ela sorriu quando tocou no primeiro maço de dólares
- Ah e não esqueça, preciso de uma amiga sua, uma bem gostosa, capaz de atrair esse outro cara – Kleber mostrou-lhe a foto de um outro rapaz
- Ele também? Nossa, um mais lindo que o outro... – ela sussurrou
- Cala boca vadia! – Cherry estremeceu e logo calou –se — Este é Brian Haner, amigo do outro que te mostrei. Precisam fazer a vida deles se tornar um inferno, quero que levem a discórdia, as brigas, o ciúme. Com isso, a morte não vai demorar para chegar. Entendeu? – Cherry apenas confirmou – Ótimo... Agora vamos Roger, vamos jogar uma partidinha de poker! – Os dois saíram do quarto deixando Cherry nua com um maço de dólares em cima da cama.
Ela enxugou suas lágrimas, afinal que garota gostava de ser tratada assim? A moça não percebera, mas havia se encantado com os olhos azuis de Jimmy. “Nossa, como ele é lindo...”, ela dissera para si mesma. Levantou-se com o lençol preso ao seu corpo e dirigiu-se á escrivaninha onde estava o telefone
- Alô? Catarina? Escuta, temos serviço...
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POV Mayara
O dia amanheceu e eu estava nos braços de Brian, ele dormia como um bebê e eu estava encantada com tanta beleza. Tirei seus braços fortes de cima de mim e levantei. Fui á cozinha beber um copo d’água, quando encontro Jimmy na beira do fogão xingando todo mundo
- Mas que inferno! Porque é tão difícil fazer panquecas? Elas sempre queimam! – ele bufou, pareceu não me ver
- Oi senhor chefe, não sabia que cozinhava – ri dele
- Ah, bom dia May! Pois é, eu sempre vi meu pai fazer isso, parecia tão fácil e olha só! Tá uma droga isso! – ele estava com um avental de patos e um chapéu ridículo
- Jimmy pra que esse chapéu? E esse avental? Sério você tá tosco demais! Se a Stella te ver assim, vai te largar na hora! – eu disse
- Ah eu não sei se estamos juntos, tipo... A gente ficou algumas vezes, mas eu acabei me apaixonando e agora não sei o que fazer... – sorri para ele e o abracei
- Você é muito fofo The Rev... – ele corou – Agora anda, vamos terminar isso antes que o Zacky acorde e...
- Ouvi meu santo nome! Bom dia queridos! Cadê o café? Estou com fome! – Zacky chegara à cozinha e sentou-se á mesa
- Olha só que novidade né porpeta? Vai, senta aí que hoje tem panquecas a lá James! – Jimmy disse sorrindo
- Nossa que cheiro de queimado é esse? Gente vocês vão por fogo na casa! – Rebeca disse, Johnny veio abraçado com ela
- Meu Deus o Rev tá cozinhando? Como não morremos ainda? – Brian veio rindo com uma Heineken nas mãos.
- Você acabou de acordar e já tá bebendo? – Nicole disse – Meu Deus, você não chegará aos 70 anos desse jeito!
- Ah que nada eu sou muito saudável, pode crer! – Brian deu um gole na sua cerveja e foi ajudar Jimmy e Matt a arrumarem a mesa. Stella foi a última a levantar e ajudou Anita a sentar-se conosco
- Bom dia pessoal – ela veio com um sorriso lindo no rosto e me abraçou depois foi até Jimmy
- Bom dia patinho... – ela sorriu para ele
- Bom dia patinha... – ela o abraçou – Dormiu bem? Desculpe se eu te acordei porque eu falo sozinho durante o sono
- E ronca também! – Johnny gritou da sala
- Cala boca anão! – Jimmy respondeu – Ignora ele tá? – Stella sorriu mais uma vez e beijou os lábios de Jimmy e ficou ali o ajudando a recuperar as panquecas queimadas.
- Quem quer as torradas e a geléia? – Brian perguntou
- Eu quero! Vai que o Zacky e a Emily comam tudo – Rodrigo deu de ombros e furou a fila.
Eu nunca havia rido tanto na minha vida. Com eles era uma alegria fora do comum e eu não queria estar em outro lugar a não ser este. Fiquei no canto da cozinha admirando meus amigos, vendo como eles se amavam, como confiavam um nos outros e que estavam todos ali por mim...
Senti alguém me segurar por trás, era Brian beijando meu pescoço. Seu cheiro de cerveja e hortelã me fazia viajar
- Eu te amo sabia? – ele sussurrou
- Eu também meu amor – me virei para encarar aqueles olhos castanhos – Obrigada por tudo meu heroi – ele riu sem graça
- Tá eu sei que sou foda, agora vem cá... – ele me abraçou devagar e começou a fazer cócegas em mim.
- Oh gente, vão pro quarto eu quero comer sem essa visão! – Rodrigo gritou, nós rimos. Brian não deu ouvidos á ele, apenas continuou a me abraçar e acariciar o meu... Cabelo? Uma sensação terrível veio dentro de mim quando vi algumas mechas do meu cabelo nas mãos de Brian.
- O que é isso? – ele perguntou assustado – As lágrimas vieram e saí correndo dali. Subi para o quarto dele e me atirei na cama.
- Porque meu Deus por quê? – Olhei-me no espelho e toquei no meu cabelo, mais fios e fios caiam sem que eu pudesse fazer nada. – Não, não... – eu dizia. Meu reflexo mostrava o quanto abatida e fraca eu estava e meu cabelo não iria parar de cair – Deus, me proteja, por favor... – eu pedia enquanto chorava, já que eu sabia que Brian iria me largar quando me visse magra e sem cabelo. Eu iria ficar feia, iria definhar e toda minha auto estima iria desaparecer, afinal, como ele poderia sentir desejo por uma doente? Minha doença estava evoluindo e a partir daquele dia passei a desacreditar que eu escaparia viva.
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