Stray Kids - HALLOWEEN MEGAVERSE

5 01. 『Agora tudo será mais fácil... Mas não para você!』


Notas iniciais
⚠️ Avisos: ⚠️Psicopatia, Violência, RedFlags, Estocolmo, Sexo. Boa Leitura!

Agora tudo será mais fácil... Mas não para você!

Datas comemorativas são algo que adoro demais, mas confesso que o Halloween é uma das minhas preferidas, ficando ali juntinho com o natal.

Esse ano participei de uma promoção de Halloween e agora me encontro toda empolgada arrumando minhas malas para ir ao famoso parque de diversões de Seul onde passarei com a minha amiga por "duas noites de terror", o hotel está incluso e conta com um quarto luxuoso, então durante o dia será passeios, brinquedos inusitados e todos na temática de Halloween que estou louca para ver de pertinho; e eu sei que a minha amiga e eu vamos arrasar muito em nossas lindas fantasias.

Sinto que estou com sorte e com toda certeza aproveitarei ao máximo esse Halloween.

Será incrível... eu posso sentir.

[...]

Com tudo pronto, pego meu carro e saio para ir buscar minha melhor amiga.

[...]

— Amiga!

Falo animada quando avisto a Tay-beak, minha amiga de infância que chamei para ser a minha acompanhante, uma vez que Halloween sempre foi algo que amamos muito e que sempre comemorávamos juntas então não poderia ser outra pessoa comigo nisso que não fosse ela.

— Até que enfim chegou Ji No-haeji achei que tinha me trocado por algum gatinho.

Finjo me sentir ofendida e nós duas caímos em risos fáceis.

— Jamais amiga, e aí pronta para ir?

— Ah, com certeza, me ajude a colocar minha mala no seu carro e vamos de uma vez, estou morrendo de ansiedade.

— Eu também! Vamos logo com isso!

Ajudo a guardar a mala da Beakie e me sinto energizar.

— Uma selfie para registrar o início da nossa aventura? — Falo toda empolgada.

— Aventura? Amiga não seja tão louca assim, — a olho confusa e ela volta a falar ainda mais empolgada que eu. — Nós só vamos viver dois dias de terror no maior parque de Seul com tudo pago e com direito a duas estadias no Four Seasons!

— Aaaahhh!!!

Gritamos juntas de tanta empolgação e nos juntamos para tirar a selfie que dará início ao nosso passeio e depois de tudo certo entramos no carro e partimos!

[...]

Uma hora de viagem depois nós finalmente chegamos no Four Seasons, fizemos nossos check-ins e fomos nos instalar.

— Ai meu deus! — a Beakie olhava tudo admirada e eu não estava nada diferente. — Haeji você é mesmo sortuda demais, cara olha só que luxo isso aqui?

Deixamos nossas malas em um canto e nos jogamos nas enormes camas que tinha ali.

— Mais sortuda é você por me ter como amiga, não é?

Ela me encarou fazendo sua careta costumeira e eu gargalhei alto.

— Tá convencida demais não acha não?

— Um pouco... — faço cócegas nela e voltamos ao nosso foco. — Vamos desfazer as malas? Quero ver suas fantasias e te mostrar as minhas.

— Bora!

Desfizemos nossas malas ainda muito empolgadas, de fato o lugar era perfeito, tanto que parecia um sonho e enquanto guardávamos nossas coisas falávamos dos mais variados assuntos.

— Aqui, — Mostro para a Beakie minha fantasia de Chuck — "o boneco assassino" com peruca ruiva e tudo e os olhinhos dela parecem brilhar. — E Aí gostou?

— Amiga adorei vai ficar maravilhosa nela certeza, e aqui essa é uma das minhas. — Ela me mostrou a sua fantasia de Freddy Krueger e eu quase bati nela, de todos os personagens de terror ele é o que eu mais tenho medo.

— Não acredito! Você me odeia ou o quê?

— Amiga olha por outro ângulo vai, eu estilizei, vai ficar sexy.

O pior é que ela tinha razão.

— Idiota, mas sim... tá bem bonita mesmo, mas sai para lá com essa luva hein.

Ela começa a rir de mim.

— Nunca vi amar tanto o Halloween e se cagar toda de medo dos personagens de terror desse jeito, só você mesmo.

— Cala a boca... sua chata.

Seguimos conversando e arrumando tudo, logo teremos que ir para o parque, então começamos a nos arrumar também.

[...]

Nos arrumamos, fizemos as makes e a hora de sair chegou mais rápido do que imaginávamos.

— E aí como estou? — falo dando uma voltinha e minha amiga solta um longo assobio.

— Um arraso Haeji, sério, você conseguiu a proeza de ficar toda gostosa de Chuck, adorei o vestidinho — Ela fala sorrindo largo — e eu como estou?

— Não quero te olhar muito, mas confesso que ficou muito foda.

— Besta, então vamos de uma vez?

— Vamos.

[...]

Chegamos no parque e ficamos maravilhadas com a quantidade de brinquedos temáticos que tem aqui, tudo idêntico ao que foi anunciado no sorteio que ganhei, e o mais macabro ali em minha opinião era uma área florestal que parecia vasta e bem decorada que acredito ser usada para as atrações noturnas.

— Amiga socorro!

Levei um susto com a Beakie que segurou em meu braço do nada.

— Aí, oi? O que houve?

— Olha esses funcionários do parque... todos estão fantasiados amiga e não olha para a sua esquerda, porque se você não gostou de mim vestida de Freddy sexy, você vai odiar o Freddy fodidamente realista que está bem atrás de você.

Fico um pouco tensa, mas sigo observando os outros funcionários do parque que são simplesmente um show à parte.

— Nossa, tá muito legal as fantasias deles, realistas mesmo, quase cinematográficas né? Eu nem vou olhar para esse Freddy aí...

Eu seguia olhando tudo, estava muito linda a decoração e de fato não havia um funcionário sequer que não estivesse a caráter o que me fez sentir um frio na barriga.

— A noite isso aqui vai ser um inferno a céu aberto. — Falo voltando com a minha animação.

— Nem me fale, vai ser louco para um caralho.

— E vê se não fica me assustando toda hora, quer me matar do coração?

— Para de reclamar, eu te salvei do Freddy do mal.

— Amiga, desde quando ele não é do mal?

— Ah, você me entendeu...

[...]

Brincamos em vários brinquedos inusitados e foi muito insano sentir cada uma das experiências, e por nossas fantasias estarem bem elaboradas algumas pessoas pediam para tirar fotos com a gente, assim como nós duas também tiramos várias fotos com os funcionários do parque que ia de vampiros e lobisomens ao Jason e a menina do exorcista que andava toda estranha, parecia real demais, credo.

Enfim, nosso dia estava muito divertido e eu estava adorando cada segundo.

— Beakie, vamos na casa dos horrores?

— A fila lá deve estar imensa.

— Deve, mas se a gente não for não valerá o nosso dia né? Viemos para isso não foi?

— É, você tem razão, — Falo concordando com a Beakie. — Vamos de uma vez.

[...]

Ao contrário do que pensamos, não tinha fila alguma para ir à casa dos horrores, tanto que chegamos a achar que o brinquedo ainda estava fechado.

— As amigas vieram para a casa dos horrores?

Um funcionário nos dá um puta susto surgindo do nada em nossa frente e nitidamente se diverte com o pulinho que demos.

— Ah sim, o brinquedo está aberto moço?

— Claro que está, vocês já querem entrar?

— Por favor! — falamos juntas e eu sinto um friozinho gelar minha espinha.

— Perfeito, por favor me mostrem as pulseiras vips, preciso validar a entrada das senhoritas.

Sorrimos para ele que era simpático apesar de sua fantasia assustadoramente realista de lobisomem que encaixava perfeitamente em sua voz grossa e lhes mostramos nossas pulseiras, ele fez o seu trabalho e nos encarou.

— Vamos, vou guiá-las pelo caminho até próximo à casa... — ele nos olhou de forma penetrante e sorriu largo. — Me sigam, e cuidado para não se perderem.

Fizemos como ele disse e o seguíamos caladas olhando tudo ao redor.

Pelo caminho árvores macabras ladeavam toda a trilha e enquanto caminhávamos ouvíamos diversos sons aterrorizantes e o medo já estava crescendo em mim nesse início de trajeto.

Mais alguns passos à frente e o clima todo do ambiente era macabro, escuro e frio.

— Parece que estamos em um filme né, amiga? — A Beakie sussurra ao meu lado e eu concordo.

— Nossa sim...

— Bom, é aqui que eu as deixo, sigam essa trilha e no final dela já vão avistar a casa, entrem e divirtam-se... — ele se aproxima de nós que seguramos as mãos uma da outra em um gesto instintivo. — Se puderem.

E assim como em um vulto ele simplesmente desapareceu.

— Porra isso foi medonho!

Minha amiga fala e eu ainda me sinto em choque.

— Foi sinistro mesmo, vamos Beakie, temos que ver logo essa casa antes que eu perca a coragem.

— Bora!

Seguimos mais um pouco pela trilha que agora, já se mostrava bem menos decorada e muito mais cinza e gélida e então avistamos a casa.

Uma casa antiga, grande, três andares no mínimo, que logo de cara se apresentava bem acabada e suja, suas janelas estavam quebradas, havia vinhas espinhosas tomando suas paredes pelo lado de fora e quando seguíamos olhando podemos ver estátuas, como se fossem de gárgulas e anjos, estava pouquíssimo iluminada e por deus, aquilo tudo só aumentava a sensação de um ar denso e enigmático o que me deixou travada no lugar.

— Caraaalhoo...

Olhei para a minha amiga voltando meus pensamentos para a realidade.

— O quê?

— O parque investiu mesmo não foi? Olha isso Haeji, com certeza muitos assassinatos ocorreram nessa casa.

— Eu estava pensando o mesmo Beakie, deu até arrepios.

Sentimos um vento bater, gélido e pavoroso uivando em nossos ouvidos e fazendo tudo ficar ainda mais assustador.

— Puta que pariu eu realmente estou com medo Beakie — sorrio fraco tentando melhorar a tensão, mas completamente em vão. — Isso está um caos, o estado da casa é precário e eu recomendo entrarmos de uma vez.

— Sem uma selfie antes? Amiga todo mundo tem que saber que entramos aí, vamos tirar uma selfie e entramos está bem?

— Tá, mas tire do seu celular, o meu está em sua bolsinha e eu estou meio travada aqui.

Minha amiga pegou o celular dela na bolsinha que carregava tanto o dela quanto o meu, se juntando a mim em seguida para tirarmos a selfie e mesmo com todo meu receio forcei um sorriso.

— Relaxa amiga "This is Halloween"! — Ela me falou sorrindo e tirou nossa selfie.

Não sei bem o porquê, mas algo dentro de mim dizia que isso seria algo que ainda irá muito além...

[...]

Entramos na casa e o ranger da porta que bateu logo atrás de nós me fez arrepiar mais uma vez.

Os móveis por dentro eram muito antigos e estavam uma bagunça só, quebrados, revirados... sinistro.

— Haeji, se liga nisso.

Vou para mais perto da minha amiga que está nitidamente mais empolgada que eu e olho para onde ela está apontando.

— Fotos em preto e branco? Cara que macabro...

— Não é? E olha toda essa poeira... parece que ninguém vem aqui há anos... décadas até...

Ela tinha razão, e seja quem for essas pessoas nas fotos sinto que estavam contando alguma história macabra.

Continuamos a observar tudo esperando alguma ação acontecer e intimamente torcendo para que quando acontecesse não nos matasse de susto e víamos teias de aranha, alguns insetos secos como se estivessem mortos há tempos, mas nada do que víamos estava nítido, pois a iluminação praticamente inexistente composta por meros lampiões com chamas fracas não nos permitiam enxergar tão bem assim.

— Beakie... — sussurro paralisando onde estava. — Ouviu isso?

Minha amiga me encara com seus olhos esbugalhados.

— Ouvi sim, são passos não são? Tem mais alguém aqui, não é?

— Por favor amiga não faça a pergunta clichê...

Falo, mas já era tarde demais.

— Tem alguém aí?

Minha amiga perguntou receosa, mas nada foi dito em resposta.

— Puta merda amiga, para com isso.

— Haeji se acalma, vem, vamos andar um pouco mais, ficar paradas aqui não vai nos permitir ver tudo.

Mal avançamos e a casa pareceu ganhar vida, o chão onde pisávamos começou a ranger e o vento balançava as velas dos lampiões, o que me deixou apavorada, se as luzes se apagassem eu estaria perdida em medo e desespero e quando fomos mais adiante começamos a ouvir...

— Uuuuuuhhh... AAAAHHH...

Gemidos, gritos e respirações pesadas pareciam estar em cima de nós.

— Que porra foi essa?

Dou um grito quando vejo um vulto enorme bem próximo a nós.

— O que foi? — Minha amiga se voltou para mim. — O que você viu Haejinah?

Um barulho estrondoso e algo com uma gaveta de cabeceira caiu bem ao nosso lado se espatifando no chão.

— Eu vi um vulto... — Vejo novamente e entro em pânico. — Ali! Tem mais vultos vindo daquela direção.

Assim que falo um estrondoso trovão ressoa e um vento forte adentra a casa dos horrores apagando todas as velas dos lampiões tornando tudo um breu só.

— Amiga corre!

"Rrrrgh"

Ouvimos um som como se fosse um rosnado raivoso vindo não se sabe de onde, e minha amiga saiu correndo gritando feito louca.

— Beakie volta aqui!

Falo, mas já é tarde ela se foi e eu me sinto apavorada sem conseguir ver um palmo em minha frente.

Estou sozinha, largada a minha própria sorte e o medo que me tomou naquele momento me deixou imóvel por mais um tempo.

— Beakie, assim que eu te encontrar eu te mato.

Me forço a me mover dali, ficar parada pode ser muito pior e agora preciso encontrar minha amiga e a saída dessa casa horrorosa.

[...]

Conforme eu andava uma sensação terrível de estar sendo observada me gelava a alma, a luz precária do lugar não adiantava de nada e a pouca iluminação que eu tinha vinha da luz da lua que entrava por umas frestas mínimas das janelas e paredes quebradas.

— E a merda do meu celular está na bolsinha da Beakie... eu vou matar você... juro que vou.

Segui resmungando, caminhando e chamando por minha amiga, não é possível que ela se afastou tanto assim de mim.

Mas não houve resposta alguma e isso desencadeou um pequeno ataque de pânico em mim que comecei a sentir tudo mais pesado e a minha respiração foi ficando bem mais ofegante.

— Juro que se você estiver armando para mim nossa amizade acaba aqui.

Falo quase chorosa, eu jamais imaginei passar por uma situação tão parecida a filmes de terror que minha amiga e eu sempre assistíamos no conforto de nossas camas quentinhas, às vezes juntas, às vezes em uma watch party e agora tudo estava acontecendo comigo na tela da vida real.

Era desesperador.

— Amiga... me responde... por favor...

"Rrrrrrgh"

Ouço mais uma vez aquele rosnado, só que agora mais baixo e mais próximo a mim que dou um pulo pelo susto que levei.

— Puta que pariu... eu vou voltar para a entrada foda-se.

Me virei mal sabendo em qual direção eu estava pelo breu que me cegava e voltei a andar, não vou ficar mais nessa casa e a saída parece estar muito distante, então decidida tento voltar de onde vim, é a melhor solução.

Eu acho...

Se ao menos eu fosse boa de direção não estaria tão perdida assim.

— Deve ser aqui.

Entro em um corredor e ando nele por um tempo.

Nada.

— Mas que merda!

Me viro para voltar e depois de andar mais um pouco entro em outro corredor.

— Por que essa casa tem tantos corredores? Que ódio!

Me sinto cada vez mais perdida e a vontade de chorar já está indo além do que consigo segurar.

Volto novamente e tento fazer o caminho reverso até que finalmente encontro o saguão que foi o primeiro lugar por onde passamos, vou até o centro dele e avisto finalmente a saída.

— Graças a Deus, vou voltar pelo caminho que vim e peço para o funcionário vir encontrar minha amiga, — falo e um pensamento me ocorre. — Isso se a idiota da Beakie já não estiver lá, grande amiga essa minha...

Começo a andar em direção à saída e aquela sensação de estar sendo seguida aumenta em mil vezes mais, posso dizer até que sinto uma presença vindo em minha direção e quando me aproximo da porta um vulto vem até mim bloqueando minha passagem.

Fecho meus olhos os apertando com força pelo medo que me toma e então eu ouço...

— Aonde você pensa que vai? Acha mesmo que escapará de mim?

Um medo ainda maior me toma pela voz estrondosa, quase animalesca que chega aos meus ouvidos maltratando meus nervos que já estavam em frangalhos então me forço a encarar o que parou a poucos centímetros de mim e assim que abro meus olhos novamente eu o vejo.

Um lobisomem enorme e forte me encarava com seus olhos aterrorizantemente vermelhos e eu senti que estava enlouquecendo.

Aquilo não era possível, não, de jeito nenhum.

Tentei me mexer para sair dali, eu sabia que precisava correr, mas o medo estava me paralisando e isso me levou a um desespero ainda maior.

Eu sentia meu corpo tremer, minhas mãos suavam e parece que eu não me recordava mais como se anda, grita, ou de qualquer reação mínima que um ser humano normal teria em uma situação dessas e então aconteceu.

A imagem daquele lobo enorme começou a se mover em minha frente, vindo até mim quase que em câmera lenta em minha percepção, mas, no fundo, eu sabia que sua velocidade era maior do que aquilo então tentei mais uma vez me virar e correr, mas nada aconteceu e a última coisa que vi foi ele se aproximar tanto de mim que sua monstruosidade me fez chorar.

Foi quando senti uma pancada em minha cabeça e soube que isso seria meu fim.

Apaguei e enquanto meus olhos fechavam o meu corpo caia sem forças e a imagem daquele par de olhos vermelhos e a escuridão em seu entorno me engoliam como a presa fácil que fui e a ultima coisa que ouço é sua voz animalesca falando bem perto de mim...

— Não tenha medo, agora tudo será mais fácil...

[...]

Algum tempo depois.

Vou abrindo meus olhos lentamente tentando me lembrar do que aconteceu e a dor da pancada que levei traz tudo à tona novamente e mais uma vez me sinto paralisar.

Estou toda amarrada em uma cadeira em algum lugar que desconheço, não era a casa dos horrores nem o meu quarto no hotel e seja onde for sei que não terá ninguém para me socorrer e essa certeza me paralisa.

Minha vista ainda embaçada denuncia haver mais alguém ali comigo, alguém sentado em uma cadeira em minha frente, mas que eu não consigo ver direito ou sequer reconhecer por não conseguir ver o seu rosto, via apenas suas pernas, o que me deu a entender que era alguém grande que estava ali comigo.

Tentei falar com quem quer que ele seja, mas quando abri meus lábios a figura se inclinou para mim fazendo um sinal para que eu me calasse, apertei meus olhos para tentar ver seu rosto, nada, apenas suas irises vermelhas foram captadas por mim e eu já estava me pondo louca, completamente desesperada.

Afinal, o que é tudo isso?

Eu não iria o obedecer, precisava saber que merda estava acontecendo, mas meus olhos foram daqueles olhos vermelhos malditos diretamente para uma faca borboleta que ele girava em uma brincadeira só dele e depois a segurava com firmeza e então decidi que era melhor me calar assim como fui ordenada e o pânico que eu sentia apenas aumentou.

Lentamente ele voltou a se recostar em sua cadeira e volto a ouvir sua voz forte e marcante.

— Isso foi divertido! — ele falou soando alucinado. — Perseguir você e sua amiguinha foi realmente uma bela diversão para mim, já tinha um tempo que eu não fazia isso e agora me sinto mais vivo do que nunca.

Gemi baixinho em desespero e segui o ouvindo.

— A sua amiga eu deixei ir, pois a minha matilha também estava com fome e eles também precisam de alimento assim como o líder deles, mas você...

Sinto minhas carnes tremerem, o medo misturado com o assombro pelas palavras proferidas por ele e a curiosidade que eu sentia estava me aterrorizando demais.

Que porra é essa de história de matilha?

Matilha? É sério? Isso só pode ser uma cena, parte da atração do parque, esse cara é um funcionário, um ator e dos bons, não é possível...

Sinto que ele me encara e me arrepio inteira sentindo uma forte ânsia e ele segue seu discurso psicopata.

— Hoje você será meu prato principal, meu jantar especial e me servirá sendo uma boa menina e eu vou aproveitar cada pedacinho seu não se preocupe.

Eu realmente devo estar ficando louca.

A pancada na cabeça está me deixando alucinada, só pode ser isso...

Reúno forças e tentando encarar quem está em minha frente pergunto em um tom baixo quase nulo pelo medo que me tomava.

— I-isso é uma das atrações do parque? Você... vo-cê está encenando tudo isso, não é?

Mal termino de falar e ele me desfere um tapa que me acerta no rosto bem em cheio fazendo minha cara virar de uma vez e pela ardência que sinto em meus lábios é certo que estou sangrando.

Me viro para encará-lo e noto o quão lindo ele era, ele me dá medo, sim, eu estou paralisada, mas seus lábios grossos, seu maxilar bem marcado e seus traços fortes fizeram meu coração acelerar confundindo tudo dentro de mim.

Eu estava com muito medo, mas agora com esse funcionário do parque tão lindo em minha frente estou também encantada.

— Você só fala se eu a permitir entendeu?

Aceno que sim com a cabeça e ainda sinto a dor do tapa que recebi.

Ele me encara intensamente, eu sinto que estou toda desmantelada e me sinto corar, além de lindo noto o quão gostoso ele também era com esse seu corpo aparentemente bem definido e essa sua encenação perfeita só aumentava a adrenalina do momento, ele é um excelente ator.

— Gosta do que vê, não é? — ele diz se divertindo, notando que não tiro os olhos do seu abdome que acredito que ele tenha deixado a mostra propositalmente. — Você também é muito bonita e bem gostosa em todos os sentidos da palavra.

Ele falou me secando de cima a baixo e quanto mais ele falava mais eu o desejava e conforme falava ele brincava descontraidamente com sua faca, sem a deixar cair.

— Acho que gostei ainda mais de você.

Ele se levanta e vem até mim e quando dou por mim tenho ele com sua mão forte em meu pescoço apertando com vontade e a ponta de sua faca vai riscando a pele da minha coxa causando uma ardência no lugar, seguido da sensação molhada e quente que meu sangue causa ao esparramar por onde ele cortava.

— Tão ingênua... pura?

Ele falava retoricamente enquanto me encarava fundo nos olhos e o pavor voltou a me tomar e ele notou, então ele trouxe seus lindos lábios perfeitamente desenhados até os meus e os selou, sem afrouxar o aperto em meu pescoço e agora me rasgando de leve no meio dos seios até que sua mão em meu pescoço foi para a minha nuca puxando meus cabelos com uma força absurda ao mesmo tempo que ele me invadiu com sua língua e nosso beijo era quente, molhado e eletrizante.

Eu estava à beira da loucura quando ele levou sua outra mão para a minha intimidade, me apertando ali com tanta força que doía, mas, ao mesmo tempo, me arrancou gemidos sôfregos e ele pareceu se agradar do resultado.

— Você me quer, não é? — Ele sorriu largo e apertou meu rosto em sua mão. — Quer sim, claro que quer, você está tão molhada que se eu colocar meu pau aí dentro ele vai deslisar bem gostoso em você.

Ele não permite que eu o responda mordendo meu lábio com força arrancando mais sangue de mim e o lambendo com vontade se deleitando no gosto de ferro que agora eu também sentia demonstrando toda sua luxúria e então ele me desamarra com destreza e me tira da cadeira onde estou, mas rapidamente volta a me amarrar em uma pilastra.

— O bom é que esse seu vestidinho sexy vai facilitar as coisas para nós.

Ele mal termina de falar e enfia sua mão por debaixo da saia do meu vestido arrancando a minha calcinha em um único puxão rasgando junto a minha pele e me arrancando um gemido surpreso.

— Você é uma vadiazinha, mas se faz de casta, não é mesmo? Que delícia.

Ele desabotoa sua calça e já consigo ver seu membro rijo por debaixo de sua box branca, vou ao delírio imaginando que terei a melhor foda da minha vida e ele me encara enquanto masturba o seu pau bem na minha frente.

— Você está tão necessitada... vou te fazer gozar está bem?

Não consigo o responder, sinto a corda bem apertada em meus pulsos rasgando minha pele e mais rápido do que imaginei que seria ele se enfiou dentro de me mim e minhas paredes mal conseguiam abraçar seu membro grosso e assim que ele sentiu que estava bem fundo em mim ele deu um sorriso alucinado e começou a me estocar com força.

— Aaah que apertadinha que ela é...

Revirei os olhos, aquilo estava sim gostoso para mim e eu o queria ainda mais, então senti sua faca furar meu ombro e me assustei com a dor cortante, ele girava ela em mim e a dor misturada com o prazer de o ter me fodendo me alucinou e eu gritei.

— Aaaaannhh .... aaaaaaaiiii...

Eu estava uma bagunça, perdida em muitos pensamentos, medo, pânico e... prazer.

Sim, um prazer alucinante por o ter me invadindo e me machucando daquele jeito.

Nada mais em mim fazia sentido e eu mal me reconhecia por estar gostando daquilo, gostando dele.

— Aqui sua putinha maldita!

Mais um tapa foi deixado pesadamente em meu rosto e mais uma vez sua faca me cortou, agora no meu braço, que estava erguido e preso.

Ele me estocava e ia me esfaqueando, eu sentia meu corpo ficando mole e fraco, mas ele não parava e a dor que sentia estava me tirando do eixo, acabando com meus sentidos e eu podia sentir lágrimas quentes descendo pelo meu rosto.

Era desesperador.

Ele deve ter me esfaqueado umas quinze vezes ou mais, sem parar de me estocar com toda sua força e sempre que o fazia eu sentia e via o prazer o tomar e quando fazia menção de gritar em dor e agonia ele tapava minha boca com sua mão apertando com tanta firmeza que eu achava que ele quebraria meu maxilar.

— Se gritar eu vou te machucar ainda mais!

Ele falou em um rosnado e em seguida se apertou em mim e eu senti o latejo intenso do seu pau em minha intimidade, ele estava se derramando dentro de mim e eu trêmula gozei junto a ele.

— Aaaahh buceta! Você realmente foi muito melhor do que eu esperava hein gracinha... — Ele me mordeu no ombro que sangrava pelo corte e a dor estava alucinante. — Quando eu for me deitar hoje a noite junto a minha matilha vou me lembrar de você eu prometo, talvez eu até sonhe com a gente hein... o que acha disso Haeji?

Sua pergunta era retórica e eu já não tinha mais muita força para o responder, então ele se tirou de dentro de mim com tudo e se vestiu novamente me encarando e eu estava um tanto mole com todas as coisas que havia sentido.

— Agora chega, vamos acabar com essa putaria de merda.

Mal tenho tempo de entender o que seria a sua fala e ele se transforma bem em minha frente no mesmo lobisomem que apareceu para mim na casa dos horrores e um medo descomunal me toma se misturando com toda a dor que eu estava sentindo.

— Socorro! — Grito desesperada e ele avança em mim tapando minha boca e mais uma vez ouço sua voz animalesca que me paralisou novamente.

— EU MANDEI VOCÊ FALAR?

Ele falou apertando meu rosto com força.

— Por favor... não... — Minha voz sai abafada pela mão forte dele que tapava minha boca e ele sorri. — Não...

As lágrimas lavavam o meu rosto, mas ele sequer parecia notar.

Nunca havia visto um monstro de verdade e a minha vida toda acreditei que eles eram apenas coisa de filmes, mas agora eu tinha um colado a mim me aterrorizando, me machucando, sorrindo daquele jeito insano e nada mais fazia sentido em minha mente.

— Vou tirar a minha mão da sua boca, mas se você gritar de novo acabo com você de uma forma ainda pior do que a que estou querendo me entendeu?

Aceno que sim sentindo o gosto salgado da mão dele em minha boca e ele faz como disse que faria.

— Isso, seja uma boa menina, sua amiga não foi e meus meninos fizeram miséria com ela, você quer ver?

Arregalei meus olhos e ele me mostrou fotos no celular dele, fotos perturbadoras que acabaram de ferrar tudo e foi aí que minha ficha caiu.

Não é encenação, são fotos como algumas das que vimos em preto e branco na casa dos horrores.

Isso não foi só uma foda inusitada, tudo isso é real e eu nunca mais voltarei para casa...

E nem a Beakie...

Meu deus, a Beakie está morta...

Penso em minha amiga e uma enorme culpa me toma, fazendo com que meu desespero triplicasse.

— Me desculpe Beakie, você não foi sortuda por ser minha amiga... — Falo chorando e em completo desespero — Não foi... sinto muito.

— Ah... que inferno! — ele jogou o aparelho de sua mão para longe e me encarou nitidamente irritado. — É sério que tem que ter melodrama? Não me faça me arrepender de tê-la escolhido para mim.

Ele vem até mim e com seu polegar enxuga minhas lágrimas misturando com o sangue em minha boca e o levando em seguida até a sua própria para lamber o sangue em seu dedo.

— Deliciosa Haeji... e sabe do que mais? Eu prefiro assim, quando sentem medo, o gosto fica muito mais excitante quer provar?

O lobo gigante em minha frente me encarava e nitidamente ria da minha cara de desespero.

— O que vai rolar agora é o seguinte, eu vou comer você, comer como se deve e você aguentará firme vendo tudo com atenção, eu gosto de ser admirado enquanto me esbaldo em uma carne gostosa e você foi uma delicinha no sexo, então imagino que será ainda mais me servindo de alimento.

— SOCORRO! SOCOOOORRROO POR FAVOR ALGUÉM ME AJUDE!

Gritei em uma tentativa de conseguir auxilio ou de o irar o suficiente para que ele me matasse de uma vez, mas dessa vez ele apenas gargalhou alto.

— Tola... ninguém irá ouvi-la, me desculpe se fiz parecer que você tinha chances, e para mim já deu... obrigado por me servir tão deliciosamente coisinha gostosa, fique quietinha que eu vou comer você e agora tudo será mais fácil, está bem? Apenas relaxe e me veja devorá-la.

Ele avançou em mim e suas unhas que mais pareciam garras começaram a me cortar, gritei pela dor cruciante que senti e então ele me olhou nos olhos com suas irises vermelhas em tons ainda mais vivos do que antes.

— Claro que isso não será nada fácil para você, mas sim para mim...

Meu sangue jorrava e a dor era cruciante e em meio a gritos desesperados uma enorme ânsia me tomou e ele pareceu notar.

— Vomite em mim e eu a farei sofrer o triplo.

Ele enfiou suas garras em minhas costelas e eu já não aguentava mais e então ele me abocanhou tirando um pedaço enorme da minha carne e me fazendo o ver me mastigar.

— Huuummm deliciosa! Aguente firme, amor, já estamos quase acabando.

E eu o vi se deliciar com a carne do meu corpo, havia sangue para todo lado e ele me mastigava com vontade me fazendo o encarar por todo o tempo e quando notei que não aguentaria mais, meu último pensamento foi:

"This is Halloween"?

E tudo se apagou.

No final eu não tive a sorte que achei que teria...

[...]

Bang Chan POV.

Minha matilha e eu vivemos juntos a muitos anos sem chamar a atenção, somos organizados, fazemos tudo ao nosso alcance para não deixar rastros e sempre que podemos, caçamos para comer e as datas comemorativa são sempre as melhores para isso, porque é quando muita coisa acontece como festividades onde podemos nos infiltrar sem sermos notados.

E de todas essas datas o Halloween é a que mais gostamos, afinal somos lobisomens e nossas formas naturais se passam muito bem por fantasias cinematográficas nessas épocas.

Então sim, nós amamos o Halloween.

Acabo de me deliciar em uma presa e por conta de nossa ligação de matilha todos eles sabem o quanto eu gostei de devorá-la, assim com sei que eles também estavam muito satisfeitos com a presa que deixei para eles.

Quando eu os transformei, cada um em uma época distinta, a verdade era que eu estava prestes a devorá-los, eles seriam minhas vítimas assim como essa que acamo de matar, mas todos eles pareciam fascinados com o fato de eu ser um lobisomem e depois de tantos anos sozinho resolvi os recrutar, eles aceitaram os termos e com o tempo fui entendendo bem o porquê que eles queriam tanto ser como eu.

Eu os ensinei tudo o que sei e digamos que todos nós somos um tanto peculiares, uns mais, outros menos e nossa conduta não convencional é o que nos faz amar ainda mais o que temos.

Juntos podemos ser quem realmente somos, sem julgamentos ou intolerâncias, nós matamos para comer, e amamos profundamente cada etapa do processo.

Hoje foi assim e tudo saiu perfeitamente como planejamos e agora limparemos toda a bagunça e como em nosso combinado voltaremos para casa e dormiremos juntos.

[...]

Flash Back On. (Noite anterior ao acontecido)

— Channie, você viu que o parque fará o mês de outubro todinho em comemoração ao Halloween? Teremos muitos visitantes pelas redondezas.

— Vi sim Sam, — falo dando espaço para meu pequeno sentar em meu colo e ele se aninha todo em mim. — Está animado com isso querido?

— Se estou? Channie todos estamos, o Rhino já até encontrou alvos em potencial, — ele sela meus lábios e eu faço um carinho nele. — Depois fale com ele e escolha os que mais lhe agradar, nosso líder precisa ter uma bela refeição e faz um tempinho que não caçamos.

— Vocês cuidando de mim assim, eu nunca acostumo sabia?

— Mas deveria...

O Ian entra falando com sua voz naturalmente grossa, nós ficamos com as vozes mais intensas quando nos transformamos, mas meu solzinho não precisa disso, ele sempre teve essa voz sedutora ao seu favor, ainda me lembro dele me implorando com sua voz gostosa para o transformar, foi puro deleite para mim que julguei ser impossível negar algo para ele e hoje é sempre ele quem dá as boas-vindas as nossas vítimas.

— Ah não, Ian?

— Não, — ele senta na minha outra perna e me beija. — Somos sua matilha, você é o nosso líder então o certo é cuidarmos de você com nossas vidas.

— Amém! — o Bob fala entrando no meu quarto também.

— E aí meu líder gostosão o Rhino já trouxe os alvos para você escolher?

— Ainda não bebê.

— Quem disse que não oh eu aqui.

O Rhino entra acompanhado do restante dos meninos, ele foi o primeiro que eu transformei em lobisomem e ele acabou se tornando meu co-líder, a matilha o segue praticamente igual segue a mim e eu adoro isso.

— E ainda trouxe comigo o lobo maromba, o filhote de lobo e o lobo esquilo.

— Não me chama de lobo esquilo Rhino que saco isso!

O Rhino adorava provocar o Peter e agora estávamos todos rindo da reação dele.

— Desculpa coisa fofa, mas vamos ao foco, lobão fiz uma lista com seus possíveis alvos, escolha os que mais lhe agradar e garantiremos que o nosso líder tenha uma bela refeição.

Sorrio e olho as fichas que o meu co-líder me trouxe.

— São todos ótimos, não são? — Falo vendo que ele pegou todos os perfis ganhadores do sorteio que o parque fez.

— Sim Channie eu também achei, como sempre o nosso Rhino fez um excelente trabalho.

O Lewis se pôs a falar e como eu já o conhecia bem, me voltei a ele.

— Quer dar alguma sugestão amor?

Ele sorriu e veio até mim tirando o Ian do meu colo e sentando em seu lugar.

— Aqui, eu acho que você gostará muito.

Olho para onde ele aponta e faço um carinho em suas costas.

— Você me conhece muito bem Lewis, essa foi mesmo a minha escolha, vou ficar com essa aqui, e a outra será toda de vocês, então divirtam-se também, mas sem bagunça ou já sabem, vocês serão castigados.

— Está bem líder Chan!

Todos me responderam e eu sorri.

— Ótimo, vocês são bons meninos, agora vamos ao plano...

E como viram a pouco, nosso plano foi um sucesso.

Estamos bem alimentados e a noite foi perfeita para nossa matilha.

Flash Back Off.

[...]

Momento atual

Horas depois da caçada.

Como sempre fazíamos, limpamos tudo redirecionando os vestígios para outro local e nos separando por um tempo, cada um em um canto depois da caçada excelente que tivemos só voltando para nosso ninho horas depois para não dar bandeira alguma e mesmo eu sendo o último a voltar para casa por ter que verificar se eles foram cautelosos eu sabia que quando chegassem eles estariam me esperando, afinal sempre dormimos juntos depois de uma boa refeição e eu prometi a eles que assim que estivéssemos em casa nos aninharíamos como matilha.

Então eu sabia que eles estavam só me esperando.

— Ele está vindo! — Ouvi a voz do nosso bebê e sorri entrando na nossa casa.

— Boa noite Channie, como se sente? — O Sky perguntou ainda tendo sangue em sua roupa.

— Ainda sujo Sky? Aliás, vejo que alguns de vocês ainda não se lavaram também, então andem logo, conversamos depois que todos estiverem limpos e cheirosos.

— Eu avisei a eles lobão.

— Eu sei Rhino, vou subir e tomar um banho, encontro vocês no meu quarto depois, até daqui a pouco.

— Até!

Todos me responderam e os que precisavam se banhar também foram.

[...]

Eu estava sentado na minha cama relaxando depois do banho apenas esperando que a minha matilha entrasse pela porta fazendo sua algazarra costumeira.

— Podemos entrar lobão?

— Claro Rhino, eu os estava esperando.

Eles entraram em efeito manada e o Lewis correu até mim.

— Como se sente Channie? Se divertiu com sua presa?

— Me sinto incrível filhote, e sim foi bem mais divertido do que imaginei que seria, e você como está? Ainda bravo porque o Ian comeu mais que todo mundo?

Ele fez sua cara de bravo e eu sorri.

— Por que o Sam sempre favorece o Ian?

— Own que bicudo Lewis, não fique assim você comeu bem, não? — Ele acenou que sim e eu sorri para ele. — Perfeito, venha aqui e me dê um beijo.

Beijei meu lobo mais manhoso e ele foi para o outro lado da cama.

— Por que você não a transformou Channie? — O mais novo da matilha perguntou todo sorridente. — Você disse ter gostado dela e todos nós sentimos como você realmente gostou, poderíamos ter arrumado outra presa para você líder.

— Não seja tolo Bob, já somos oito e para mim está perfeito assim.

Eles sorriem concordando comigo e o Peter se mostra todo sorridente.

— O que vocês estão esperando para se aninharem a mim, o Peter já quer ganhar cafunés, não é?

— É sim, e quero te contar como foram os gritos dela Channie.

— Ela gritou muito? Vocês não deviam deixá-la gritar demais.

— Não devíamos, mas o Sky e o Peter são dois loucos eles adoram fazer as vitimas gritarem. — O Sam falou sorrindo largo.

— Como se você não gostasse Sam.

— Sim Channie, eu gosto, principalmente quando arrancamos as vísceras com as vítimas ainda conscientes.

— Somo todos psicopatas não somos? — O Ian foi se aninhando também.

— Claro que somos, ainda duvida?

— Jamais Rhino, Channie você viu as fotos que o nosso co-líder tirou? Estão demais né?

— Sim, vocês todos foram excelentes, principalmente na limpeza quando tudo acabou, me lembrem de presenteá-los depois e o Sky junto ao Bob que escolherão o presente dessa vez.

Todos concordaram e agora estávamos em um amontoado de lobos que sabem só ter uns aos outros nesse mundo e por isso sempre ficarão juntos.

— Agora vamos dormir matilha?

— Sim, Sky, precisamos descansar, não é?

— É sim... boa noite família.

— Boa noite!

Todos respondem naquela bagunça costumeira e eu sorrio bobo.

Se tem alguém nesse mundo que sempre terá tudo de mim serão esses sete lobisomens malucos e sanguinários.

E como prometido a minha deliciosa refeição de hoje assim que fechei meus olhos para dormir com os meus me lembrei dela com carinho, ela foi mais que deliciosa para mim e a verdade é que eu nunca irei esquecê-la, ela foi uma refeição bem especial.

— Boa noite líder Chan, o Lobo mau mais filha da puta e insano do mundo que eu admiro justamente por ser quem é.

O Rhino falou e todos sorriram, estávamos felizes, satisfeitos e agora era só aguardar nossa próxima caçada.

[...]

Dias depois.

— Channie, bom dia! Aqui, dê uma olhada no jornal.

O Sky me entrega o jornal do dia e assim que abro meus olhos caem na manchete central.

"As duas jovens desaparecidas, Ji No-haeji e Tay-beak foram encontradas nessa manhã em uma mata local próximo ao parque que foi o último destino delas que iriam apenas comemorar o Halloween.

As fortes imagens mostram seus restos espalhados grosseiramente se como quem fez isso a elas não fizesse questão alguma de as esconder e os celulares das duas continuam desaparecidos.

Os familiares fizeram o reconhecimento pelas roupas e exames de DNA feitos com os fios de cabelos encontrados por não haver mais nada concreto para se reconhecer.

Não há suspeitos, nem vestígio dos assassinos nas poucas provas que sobraram delas e o parque disponibilizou as imagens das câmeras de segurança para a polícia, mas não há nada que possa levar a uma nova pista e a última imagem que temos é delas validando suas pulseiras vips para entrar no brinquedo conhecido como a casa do terror que naquele mesmo dia recebeu mais de mil jovens.

Todos os funcionários foram investigados e nenhum deles foram tidos como suspeitos.

Esse Halloween se mostrou mais assustador que o normal e as famílias seguem em luto e afirmaram que seguirão em busca do culpado ou dos culpados por suas percas."

Deixo o jornal sobre a mesa e encaro minha matilha que já estava toda ali comigo.

— Sem deixar vestígios, vocês estão ficando cada dia melhor.

— Está orgulhoso de nós, Channie?

— Muito Sky.

Ele abriu um largo sorriso e todos já estavam comigo tomando o café da manhã, no nosso silêncio costumeiro que é onde sabemos que enquanto estivermos juntos tudo ficará bem.

— Realmente, Halloween é uma data e tanto não é líder?

— Concordo plenamente Rhino, e ainda poderemos caçar livremente até o final do mês, então me diga, como pretende fazer?

— Vou procurar Chan, e com toda certeza logo caçaremos de novo.

— E sabe o que é melhor?

— O que meu líder?

— Ainda teremos muitos eventos de Halloween e podemos ir para Busan, fiquei sabendo que lá terá um festival de terror nos próximos dias.

— Eu sei, já vi tudo sobre como será as coisas por lá, depois eu te mostro.

— Que lobo eficiente. — Falo sorrindo e tomando meu café.

— Aprendi com o melhor...

Seguimos com nosso café falando de todas as possibilidades de caça que teremos esse mês e uma onda de euforia toma a matilha da qual me orgulho muito em ser o líder.

E se você gosta de comemorar o Halloween, por favor faça isso e se nos encontrarmos por aí prometo que assim que estiver com a gente tudo será mais fácil.

Mas é claro que só será fácil para mim e para minha matilha.

Por que para você...

Bem, bem, bem, bem...

"ABSOLUTAMENTE NÃO!"

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A fala final do Channie foi inspirada no que ele diz aqui nesse vídeo a partir do segundo 00:20

https://www.youtube.com/watch?v=52HQOPBtwrQ

Notas finais
Watch Party = serviço onde você pode assistir a filmes/séries simultaneamente com outras pessoas