Strangeness and Charm

5 This is what makes us girls


Notas iniciais
Quem é vivo aparece de vez em quando, então apareci e já cheia de desculpas, a da vez é que passei no vestibular, vou começar medicina, mas precisei viajar pra resolver minha matrícula e minha estadia, já que é muito longe de onde eu moro, adicionando aí a minha falta de criatividade, temos então toda minha demora, me desculpem. O nome do capítulo é o nome de uma música da Lana Del Rey, só explicando. Não sou boa de cumprir promessas, mas a de capítulos maiores tava de pé, por isso o capítulo é grande. A primeira parte do capítulo meio que se passa antes de dois ultimos capitulos postados, se tiver confuso eu explico, a intenção dessa parte é justamente explicar e visa matar dois coelhos(Casey e BT) com uma cajadada só e também honrar meu amorzinho pela Angela, boa leitura!

Ela mal podia esperar para finalmente conhecer Jane Rizzoli, de certo modo já se conheciam, não tinham sido realmente apresentadas, mas haviam trocado algumas palavras depois da cerimônia de casamento de Jane, casamento esse que vinha a atormentando ultimamente.

Não gostava de casamentos, não sabia dizer se a causa disso era o fato de não se sentir como os outros ao seu redor se sentiam em cerimônias como aquela ou se a causa era a quantidade de pessoas que a cerimônia exigia, talvez ambos fossem a razão. Sua vida tinha mudado drasticamente, morar em Boston certamente teria seu lado positivo, começou a trabalhar num lugar novo, conheceu pessoas novas e até se permitiria fazer amizades. Lembrava-se de olhar para o lado, Brandon ainda estava carrancudo, praticamente a obrigara a antecipar sua ida á Boston para irem ao casamento, não poderia dizer que ainda estavam juntos e até agradecia por não poder dizer isso, mas se sentia na obrigação de acompanha-lo já que tinha antecipado sua viagem para isso, BT era amigo de infância do noivo, então aceitou fingir que tudo estava bem entre os dois e depois disso cada um seguiria sua vida e não demorou muito para que isso acontecesse, no inicio da festa BT simplesmente a abandonou lá e sumiu.

Ali sentada na cantina da homicídios permitiu-se lembrar de cada detalhe daquele dia, cada detalhe do vestido da noiva, cada detalhe do seu rosto... o que não daria para vê-lo naquele momento. Ouvira todas as histórias da detetive sobre sua coragem e honestidade e contava os segundos para que pudessem trabalhar juntas, como um time.

– Você deve ser a nova doutora – foi tirada de suas lembranças pela voz da senhora que depositava um prato de panquecas no formato de coelho em sua mesa – Maura, não é?

– Sim, muito prazer... como soube quem eu sou?

– É a única mulher no departamento além da minha Jane, as notícias boas correm tão rápido quanto as ruins por aqui, doutora Isles. Eu sou Angela Rizzoli, é muito bom ter você aqui – a mulher tomou a liberdade e sentou-se na cadeira em frente a sua.

– Então a senhora deve ser a mãe da detetive Rizzoli, tenho ouvido bastante sobre ela, quando volta?

– Daqui a um mês ela está de volta, você deve ter ouvido falar que ela se casou e finalmente tirou um tempo de folga, você sabe, é uma profissão perigosa para uma garota, mas Jane não é como qualquer garota, não pense que eu acho que você é, posso ver que você não é como qualquer uma, doutora, mas você entende a preocupação de uma mãe com sua única filha.

– Na verdade, senhora Rizzoli, minha mãe e eu não somos muito próximas... bem, nenhuma das duas, já que minha mãe biológica só me procurou quando quis que eu doasse um dos meus rins para minha meia-irmã e meus pais... você não quer saber de nenhum deles, não sou boa em fazer parte de uma família – fez cara de quem se desculpa e foi surpreendida pelo abraço da senhora Rizzoli.

– Oh, querida, me desculpe, não deve ser fácil falar sobre isso, as vezes mesmo estando tão perto eu não entendo Jane ou Frankie e Tommy, só espero que eles estejam felizes agora, mas sei que o que Jane mais ama é o seu trabalho

– Você acha que ela não está feliz?

– Eu não saberia dizer, só espero que esteja e que desta vez ele fique por aqui, ela merece ser feliz e amada, espero que não tenha sido precipitada com o casamento com Casey.

– Nós aceitamos o amor que pensamos que merecemos

– Você achou o que merece, Dr. Isles?

– Tenho certeza que sim, Angela.

– Sei que você e Jane se darão muito bem

– Eu espero que sim – foram interrompidas pelo celular da loira que tocava – Maura Isles... Estou indo – deligou o aparelho e se despediu da pessoa mais doce que conheceu – Eu realmente espero que as notícias boas cheguem tão depressa quanto as ruins, preciso ir, foi um prazer enorme conversar com você, Angela.

– Vá querida e me deixe te dar uma boa notícia: você está aqui agora, nós podemos ser uma família.

***

Havia um novo homicídio para investigar, nada foi encontrado pela perícia, Maura ainda estava começando a autópsia, não tinham o nome da vítima, não tinham qualquer coisa sobre o caso.

Korsak preenchia alguma papelada, Frost tentava acessar alguma informação no celular da vítima e Jane tentava fingir que não estava irritada, encarava a tela do computador como se esse pudesse lhe dar alguma resposta ou lhe dizer o que fazer diante da bagunça que estava vivendo.

Saiu do necrotério já irritada, não havia respondido Maura ou sequer dito um “até depois”, apenas foi embora, o que vinha fazendo bastante ultimamente, mas dessa vez se sentia mal por isso, preferiu enfrentar as escadas ao esperar o elevador, não que estivesse com pressa, simplesmente avaliou como demoraria mais para subir, não queria subir e também não queria permanecer na mesma sala que a outra, pensou em pegar um café, mas essa também não era uma boa ideia, com certeza encontraria sua mãe que lhe diria o mesmo de sempre e perguntaria se estava tudo bem quando claramente não estava, pior que encontrar sua mãe seria a possibilidade de dar de cara com Casey, sabia que tinha sido ele quem enviou a flor, se sentia uma tola por ter pensado em outra coisa, mas preferia não correr o risco de encontrar ele, que tipo de esposa foge do marido? Sentia-se envergonhada por ter recebido a flor e mais envergonhada por ter acreditado que Maura teria deixado a flor em sua mesa, era óbvio que a loira não faria isso, a conhecia muito bem para saber que as únicas flores que gostava eram rosas.

As mãos que foram colocadas nos seus olhos não permitiram que ela pensasse muito ou sentisse qualquer coisa, levou as mãos para o alto tentando alcançar o rosto de quem tapava sua visão, mas o dono das mãos em seu rosto não desistiria de sua surpresa.

– Me desculpe por ter te deixado falando sozinha, Maur – o sorriso que exibia sumiu no mesmo instante que as mãos deixaram seu rosto e Casey riu, afastou alguns papeis que estavam na mesa e se sentou nela, Jane não ousou falar.

– Você pensou que eu era a doutora, estou começando a sentir ciúmes... Eu trouxe seu jantar, já que nunca comemos juntos – do outro lado da sala Frost riu, Jane continuou imóvel e ainda mais irritada, se isso era possível e Casey fingindo não ouvir ou não entender o que se passava continuou falando – Estava lá em baixo falando com sua mãe, ela diz que você não se alimenta bem quando está por aqui, então resolvi o problema.

– Na verdade, eu tinha planejado jantar com a Maura.

– Você sabe que deveria ser o contrário, não sabe?

– Sabe o que eu sei? Eu sei que talvez você tenha se casado com a Rizzoli errada – novamente levantou e foi embora.

Desceu para o necrotério novamente, nunca gostou tanto daquele lugar, parou na porta como sempre fazia, “nunca existirá uma garota tão bonita” pensou ao vê-la terminando de organizar seu material, bateu na porta.

– Já sabia que estava aí, não precisa pedir licença para entrar, sabe disso. O que houve?

– Nada que realmente importe – fez cara de quem se desculpa, a outra sorria como sempre fazia e não havia qualquer coisa no mundo que faria com que deixasse de amar cada sorriso da loira.

– Te vendo assim quase não posso acreditar que é a mesma detetive que todos dizem ser durona e gosta de salvar as pessoas, isso me faz imaginar esse seu lado doce, detetive – havia malícia em cada palavra e no ultimo sorriso

– Todo mundo precisa ser salvo em algum momento, até mesmo eu – as duas riram e o silêncio invadiu a sala já tão acostumada com o silêncio, então Jane perguntou cheia de dúvidas a respeito do que viria depois – Eu posso dormir na sua casa?

– Achei que nunca iria pedir!

Notas finais
the next chapter is coming