Strange Love
12 Capítulo doze - Meu reino por uma balada
Notas iniciais
Capítulo doze — Meu reino por uma balada
Stella entrou furiosa no laboratório junto de seu pai e Bruce. Ela estava tentando disfarçar a raiva que sentia do que havia visto, mas Tony conhecia muito bem a própria filha. Bem demais para o gosto dela.
– Por que você ficou toda irritadinha? — Ela derrubou um porta caneta do balcão, se abaixando um pouco frenética para pega – lo.
– Nada pai. Podemos começar isso logo? — Perguntou sem perceber que ainda usava a aliança que Fury havia dado para eles usarem no disfarce. Tony olhou para a mão dela colocando as canetas de volta no porta canetas, se aproximando sem tirar os olhos da aliança.
– Que aliança é essa Stella? — Ela olhou rapidamente para sua mão, rindo nervosa tentando disfarçar.
– É um anel, não uma aliança. Achei nas minhas coisas. — Mentiu indo para um dos computadores, bem quando Bruce entrou.
– Sei... - Tony continuou desconfiado, não engolindo a desculpa da filha.
– Bem, já temos um ponto de partida. Vou retirar um pouco de sangue do Steve e podemos começar com a pesquisa. - Ele olhou para os dois por um momento, franzindo a testa.– Cheguei em um mal momento? - Nenhum dos dois respondeu, no que Steve chegou na sala. Stella aproveitou que Tony estava distraído e fez sinal para que Steve tirasse a aliança. Ele arrancou ela do dedo em dois segundos, escondendo no bolso da calça.
– Podemos terminar com isso logo, por favor? - Steve pediu, sentando se em uma cadeirinha, esticando o braço para Bruce. Tony ergueu as sobrancelhas sem tirar os olhos do computador, rindo baixo.
– Medo de agulhas? — Debochou.
– Tive mais agulhas do que isso me perfurando o corpo quando tomei o soro. Agulha é a última coisa que me preocupa. - Falou ainda um pouco passado com o encontro com a Agente 13. Stella suspirou longamente, arrumando o microscópio junto da abertura da maquina para analisar o sangue no computador. Bruce colocou um algodão aonde a agulha havia perfurado a veia, terminando de colher o segundo tubo roxo do sangue de Steve. Ele flexionou o braço, segurando o algodão no lugar, enquanto Bruce colocava um tubo dentro de um frigobar, entregando o outro para Stella.
– Faça a leitura utilizando o programa que instalei. Peça para que ele procure as anomalias e ligue ao banco de dados relacionado ao soro. Pelo menos conseguiremos a superfície desse Ice Berg que é o soro. — Bruce falo jogando a agulha que usou fora em uma caixa com os dizeres “lixo hospitalar – Não manusear se não for autorizado” em um canto da sala. Steve perguntou para Bruce se precisava dele para mais alguma coisa, no que ele respondeu que não. Ele deixou a sala olhando uma última vez para Stella, indo para seu quarto. Bruce se juntou a Stella no computador, enquanto Tony trabalhava sozinho no outro computador. A maquina tirou uma pequena dose do frasco em seu interior, projetando rapidamente os dados que Bruce queria.
– Isso teria me sido bem útil há alguns anos atrás. - Ele falou mais para si mesmo, ajeitando o óculos em seu rosto.
– Se isso tivesse acontecido, não teríamos o Hulk, Bruce. E isso seria lamentável. — Tony constatou, também lendo os dados em seu computador.
– Para você que adora o grandão, Tony. Mas tenho que admitir. Fui burro ao misturar tantas fórmulas na época. - digitou rapidamente um código, mostrando alguns traços coloridos se desprenderem da cadeia do DNA de Steve na tela, formando outro com um desenho mais sobre humano.– A Agente 13 não deveria estar aqui? - Perguntou se dando conta de que estavam trabalhando sozinhos. Não demorou cinco minutos e ela, com a mesma roupa que havia chegado, entrou no laboratório, dando uma olhada superior por toda a sala.
– Com licença senhores. Com quem posso me juntar para a pesquisa? - Pergunto da forma mais formal que Stella havia visto na vida. Ela se levantou da cadeira, olhando para Bruce.
– Dá licença que eu vou ali vomitar e já volto. — Falou baixinho para Bruce, que riu em resposta, saindo sem olhar para ela.
Stella aproveitou que por um momento estava livre de ficar no mesmo ambiente que a tal Agente 13, indo atrás de Steve. Infelizmente, quando chegou no quarto dele, ele não estava ali. Procurou no banheiro e percebeu que ele poderia estar na academia da base, treinando agora que tinha como. Ele parecia irritado com o fato de ficar sentado sem fazer nada em Boston. Ela não aguentou a curiosidade, tocando o mouse do computador, tirando ele da hibernação. Quando ele apresentou uma senha, ela escreveu seu nome.
– Senha inválida. Mesmo? — Falou olhando para a tela do computador. Ela relutou antes de escrever o que pensou, suspirando longamente ao apertar enter, esperando que o computador não respondesse. O computador aceitou a senha “Peggy”, deixando Stella ainda mais irritada. Logo que o computador rodou os últimos arquivos acessados, ela deu de cara com as fichas de Peggy e da Agente 13, lado a lado, tirando seu folego. A semelhança entre as duas era grande, deixando Stella furiosa e triste ao mesmo tempo. Na ficha de Peggy dizia “dispensada de serviço” no que no de Sharon Carter dizia “ativa”.
– Muito bem ativa por sinal. — Falou minimizando os arquivos, dando de cara com uma foto sua, no último evento que havia estado com seus pais. Na foto, ela abraçava feliz seu pai, beijando sua bochecha para os fotógrafos. Ela sorriu, sem perceber que Steve chegava no quarto.
– Não acha um pouco demais invadir minha privacidade, Senhorita Stark? — Perguntou cruzando os braços, fazendo ela fechar com certa força o computador, olhando para ele assustada.
– E você não acha demais chegar sem fazer barulho, Rogers? — Perguntou irritada, se levantando para sair. Ele segurou ela pelo braço com delicadeza, virando seu rosto para ele.
– Stella... O que houve? — Perguntou percebendo que ela não parecia feliz. Ela deu de ombros, tentando se soltar do braço dele.
– Nada, Rogers. - Falou se esquivando. Ele fechou a porta do quarto com os dois dentro, se encostando na porta.
– Você está na defensiva desde hoje cedo. - Ela respirou fundo para manter a calma, ficando inexpressiva, cruzando os braços.
– E você está bem desconcentrado desde hoje cedo. — Falou alfinetando, erguendo as sobrancelhas.– A presença da loirinha te despertou alguma coisa? - Perguntou projetando o queixo para frente, como seu pai fazia quando confrontava alguém. Ele franziu a testa, tentando disfarçar.
– Não sei do que está falando, Stella. — Tentou fugir do assunto para não colocar mais lenha na fogueira.
– Sabe muito bem de quem estou falando, Steve. Ou não prestou atenção na sobrinha da sua amada Peggy? - Ele engoliu a seco, suspirando longamente.
– Eu fiquei abalado por que não acreditava me deparar com alguém que pudesse ser tão próximo do meu passado. Não consegui nenhum tipo de contato com ninguém nos últimos dois anos. Sabe o que é se sentir mais próximo de uma vida que morreu? — Ela fechou a cara ainda mais, puxando ele com força para longe da porta.
– Então vai atrás do seu passado, que o seu possível futuro tá caindo fora, Rogers. — Furiosa, ela tentou abrir a porta, no que ele empurrou com as costas, fechando ela de novo.
– Você sabe que não é assim que eu me sinto. — Falou segurando seus braços sem muita força. Apenas o suficiente para manter ela de frente para ele.
– Não é o que a baba escorrendo pelo canto da sua boca dizia, Rogers. - Ele sorriu ao ver como ela espumava de ciúmes.
– Não deve pensar dessa forma. Ela é só... Uma ponte para o meu passado inacabado. — Ela bufou.
– Uma ponte sólida como Adamantium...- Ele puxou ela devagar pela cintura, no que ela tentou se soltar, cedendo aos poucos. O bico que fez era parecido com o de seu pai quando era contrariado por Pepper, deixando Steve ainda mais bobo com o ataque de ciúmes.
– Ela não é, e nunca será nada entre nos. Certo? — Ele passou uma mão de forma carinhosa pelo rosto dela, parando em seu queixo. Ela suspirou longamente, mal conseguindo sentir a fúria dentro de si por contra dos olhos azuis que a penetravam. Quando percebeu, já estava ficando na ponta dos pés, beijando os lábios dele como se um simples beijo pudesse apagar a imagem da outra de sua mente. Ele correspondeu ao beijo da mesma forma, abraçando ela forte, pressionando o corpo dela contra o dele. Steve parou o beijo por um momento, recuperando o fôlego, sorrindo ao olhar para ela. Ela sorria também, abraçando o pescoço dele firmemente.
– Eu também sou boa em combate. Se ela não se cuidar, virará picadinho em dois segundos. - Ameaçou, soltando – se dele aos poucos, beijando seus lábios em selinhos demorados enquanto falava. Ele riu em resposta, sabendo que ela era bem capaz de fazer isso mesmo.
– Vai controlar o seu gênio Stark? - Ela pensou por um momento, antes de abrir a porta.
– Vou pensar no seu caso. - Piscou em resposta de forma divertida, se retirando do quarto.
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Depois de quarenta minutos de treino com Natasha, Stella começou a sentir seus músculos arderem, se segurando para não se encher de água, sentindo os dias em Boston pesarem em seus reflexos.
– Você não era assim lenta, Stella. — Falou depois de acertar novamente o lado esquerdo de Stella com a mão, pegando em sua orelha. Ela balançou a cabeça, respirando fundo, pulando para o lado antes de dar uma rasteira em resposta. Ela foi rápida e pulou, desviando da rasteira, enquanto Stella desistia. Ela ficou em posição de sapo, sentindo as costelas doerem com a entrada e saída de ar nos pulmões.
– Tá bem? - Ela confirmou com a cabeça, mostrando um dedo ao pedir um minuto.
– Vamos descansar. Perdi um pouco da forma. — Falou se levantando com a ajuda da ruiva, pegando uma garrafinha de água. Tomou metade dela em quase um único gole, ainda respirando descompassada. Natasha encostou a ponta do pé esquerdo na parede, se curvando até ele, fazendo o mesmo com o pé direito, se alongando.
– O que houve em Boston? — Perguntou enfim, olhando de forma curiosa para a amiga, sorrindo sugestiva. – Todos sabem o que acontece entre você e o Capitão. Só o seu pai parece continuar fingindo que não sabe. — Ela riu revirando os olhos, tomando outro gole da água.
– Meu pai é um caso a parte. Farei ele mudar de ideia em relação a Steve. — Ela soltou o cabelo, voltando a prender ele em um rabo de cavalo em seguida, olhando para a ruiva que movia o corpo como um gato, estralando todo o corpo.
– Seu pai não aguenta uma concorrência. Esse é o problema dele. - Natasha constatou, sentando ao lado dela.
– Ele não é uma concorrência. Ela é um aliado. -
– Para ele é um concorrente. Não entende que ele não quer a única filha nas garra de um “velho”? - Elas riram, tomando mais água. Natasha conseguia se soltar com Stella, no que ela considerava a loira como única amiga. A única com quem ela compartilhava algo “adolescente” nas conversas, como um flerte ou roupas. Ela não ligava muito para isso, mas ao mesmo tempo que Stella aprendia a ser mais durona e fechada como Natasha, ela em retorno aprendia a ser mais solta como a amiga.
– Eu estava pensando em dar uma fugida.- Natasha olhou para ela de forma divertida.
– O que te impede? — Ela parou para pensar por um momento.
– Preciso ajudar Bruce em algumas anotações. Fora que eu não quero meu lugar sendo preenchido pela Agente 13. — Falou de forma irritada.
– Ela é boa. Muito boa mesmo. O único problema é que ela é parente da Margareth. - Stella suspirou longamente, ainda não engolindo aquela história.
– Steve ainda não esqueceu ela. Acredita que ele estava acessando os dados das duas? Não sei por que ele ainda fica remexendo isso... - Natasha conhecia Steve a mais tempo, mas não tão a fundo. Mas sabia o quanto ele ficou obcecado por buscar algo sobre sua antiga vida.
– Não pode culpa – lo. O que faria se acordasse setenta anos depois de um acidente? Não iria atrás das pessoas que conhecia.? - Stella já havia pensado nisso. Não culpava ele mas, se irritava com a obsessão que ele parecia ter com seu passado. Seus familiares estavam mortos. O que mais poderia restar?
– Sim mas precisa babar pela sobrinha da ex namorada? — A ruiva respondeu com uma risada, tomando mais um pouco de água.
– Vai dar uma escapada mesmo? - Ela confirmou com a cabeça.
– Você também devia dar uma saída. - Propôs não querendo ir sozinha. Ela balançou a cabeça, ponderando, concordando em seguida.
– Aqui está mesmo parado. Podemos dar uma escapada.- Stella sorriu se levantando.
– Como nos velhos tempos? — Ela sorriu para Stella, também em pé.
– Como nos velhos tempos. -
O plano era simples: Natasha e Stella iriam para a casa dos Stark, pegar algumas coisas. Mas de lá elas iriam para alguma balada que Stella conhecia. Natasha sempre se soltava com Stella. Ela tirava da ruiva um calor pela vida que ela sempre tinha de refrear. Quando estavam sozinhas, sempre se divertiam como duas velhas amigas que cresceram juntas. Fury foi um pouco difícil de convencer, mas Natasha conseguiu fazer com que ele mudasse de ideia. Em meia hora já estávamos pousando no heliponto do prédio Stark.
– Bem vinda de volta, Senhorita Stark – Jarvis a cumprimentou, enquanto ela ia direto para seu quarto com Natasha.
– Obrigada Jarvis.- Sorriu enquanto abria a porta de seu quarto. – Bom, vamos tomar um banho e pegaremos algumas roupas, certo? Pode usar o meu banheiro que eu vou usar o dos meus pais. - Natasha já conhecia o apartamento, mas algumas coisas haviam lhe escapado da memória.
– Jarvis ainda responde a mim?- Perguntou se referindo ao banco de dados a qual o computador respondia.
– Agora vai. Jarvis, se a senhorita Romanoff precisar de qualquer coisa, ela irá recorrer a você. Entendido? — Stella digitou alguns códigos no painel de reconhecimento na porta de seu quarto.
– Sim senhorita Stark.- Ela assentiu para Natasha, acompanhando ela até a porta.
– Vou separar minha roupa e a sua. Pode ficar aqui para se trocar e se maquiar.-
– Não vou demorar. — Ela sorriram uma para a outra, seguindo para caminhos opostos.
– Jarvis, música por favor. — Uma grande lista de músicas apareceu no espelho do banheiro quando ela entrou.– Número trinta e sete.- Logo a música começou a tocar. “Call me” da banda Blondie, enquanto ela ligava o chuveiro. Voltou para o quarto, selecionando algumas peças de roupas como calças, blusas e sapatos. O guarda roupa destacou onde cada peça estava, facilitando o trabalho para ela. Deixou tudo em cima da cama, se despindo rapidamente, largando a roupa pelo chão.
Logo a música mudou e começou a tocar “One way or another”. Stella cantou junto no chuveiro se sentindo mais ela. Depois de tantas coisas acontecendo, ela precisava voltar para seu lugar. O cheiro do banheiro junto do sabonete líquido deixou ela saltitante. Stella sentia falta das baladas, das bebidas, pessoas e do caos das noites de Nova Iorque. Quando saiu do banho, secou os cabelos rapidamente, no que Natasha podia ser ouvida fazendo o mesmo no seu banheiro. Quando ela foi para o quarto, viu Natasha olhandopara a roupa que ela havia separado para cada uma, enquanto ajustava a lingerie em seu corpo.
– Sempre me dá algo espalhafatoso.- Stella revirou os olhos, pegando sua maleta de maquiagem básica que havia trazido consigo. Deixou ela em cima da pia, voltando para o quarto.
– Não reclame. Você é russa. Deve chamar a atenção. Jarvis Body Rockers por favor. — Rapidamente começou a tocar “I like the way you move”. Elas sorriram, Stella erguendo uma sobrancelha de forma maldosa e sedutora.– Precisamos fazer um aquecimento.- Piscou ao começar a dançar pelo quarto, a caminho da sala. Lá havia um bar com todas as bebidas possíveis, no que ela foi direto ao ponto: Pegou uma garrafa de Martini rosé com dois copos com gelo. Voltou para o quarto rebolando ao som da música.
– Não sentiu falta disso? De se soltar da roupa e da formalidade da S..H.I.E.L.D? — Perguntou enchendo os copos, entregando um para Natasha. Elas brindaram, no que a ruiva assentiu.
– Sim mas, é meu trabalho. Eu gosto. — Ela vestiu a blusa vermelha com lantejoulas no busto, vestindo a calça jeans cinza surrada em seguida. – Mas confesso que fugir um pouco de tudo aquilo faz até um pouco de bem.- Ela calçou os sapatos, indo até o banheiro. Stella tomou o resto do Martini em seu copo, terminando de se vestir. Colocou as identidades, cartões e dinheiro em uma bolsa vermelha, deixando em cima da cama antes de seguir a ruiva.
– Eu estava precisando disso. Ficar muito tempo presa em um lugar, fazendo a mesma coisa me sufoca. E agora que Steve está babando na treze, eu mereço uma folga. — Falou aplicando um pouco de base e corretivo no rosto. A música trocou para “Uh tiss uhn tiss uhn tiss” do Bloodhound Gang. Natasha virou o resto de seu Martini, dançando, pegando mais Martini no quarto.
– Você não está fazendo tudo isso por causa do Rogers, está? — Tomou um grande gole do martini, enchendo o copo para Stella também. A loira respondeu a pergunta com uma risada.
– Claro que não. Eu quero me sentir mais eu. Eu beber e dançar até me acabar. Sabe há quanto tempo não faço isso? Quase um mês. Desde que fomos para a base eu não faço isso. Nunca fiquei um mês sem beber, sem sair para uma balada. Isso tudo me faz mal! — Ela pegou o copo que Natasha havia enchido para ela, tomando um grande gole. – Eu quero me acabar hoje. - Natasha ergueu seu copo para ela.
– É o que vamos fazer, Stark. Nos acabar. — Ela brindou sorrindo ainda mais, dando um grito pulando como uma adolescente.
Notas finais
Call me - http://www.youtube.com/watch?v=y6QBaZHltJw&list=FLJDAMmzinuxUV7Xo0JBKCtg&index=2&feature=plpp_video
One Way or Another - http://www.youtube.com/watch?v=4xKIfKhIEMA&list=FLJDAMmzinuxUV7Xo0JBKCtg&index=1&feature=plpp_video
Body Rockers - I like the way you move http://www.youtube.com/watch?v=7s7xVwudjUw&list=FLJDAMmzinuxUV7Xo0JBKCtg&index=3&feature=plpp_video
Bloodhound Gang - Uhn Tiss Uhn Tiss Uhn Tiss
http://youtu.be/A1U-MGTerwo
Roupa Stella e Natasha:
http://www.polyvore.com/stella_natasha_girlsnight/set?id=51651598
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