Strange Love
15 Capítulo Quinze – Um tempo sozinhos.
Notas iniciais
Não tenho muito a dizer, tirando duas coisas:
1 - Meninas o que aconteceu com os comentários? Senti falta de algumas meninas nos comentários!!! APAREÇAM! =D
2 - Vou dedicar este Capítulo a SophieAdler Por que eu sei que ela sentiu falta da Pepper na história. Eu me dei conta de que tinha esquecido de escrever sobre alguns personagens e focado demais no shipper Rogers/Stark xD Então espero que goste desse momento Pepperony =D
Beijos e todas, aproveitem a história que assim que todo mundo comentar seus surtos, eu posto =D
Capítulo Quinze – Um tempo sozinhos.
Pepper estava em seu quarto, arrumando alguns papeis, sentindo-se extremamente infeliz e impotente. Sempre sendo a coluna de mármore que sustenta a vida de Tony, nos últimos dias tem se sentindo péssima. Tony sempre fazia alguma piada para acalmar ela, o que não surtia efeito algum. Os papeis que tinha em mãos eram de Tony. Como sempre, ele odiava receber eles e não devia nem saber de sua existência até que ela fizesse o papel de “Secretária”. Não reclamava e nem acha ruim de estar na base por proteção, mas andava se sentindo entediada e presa. Sentia falta de mexer no computador da empresa, assinar e repassar papeladas longas, organizar reuniões e principalmente: sentia falta de não ver Tony ou Stella em perigo.Ela pulou de susto quando Tony entrou no quarto, aparentemente furioso, parecendo estar prestes a matar alguém. – Aconteceu alguma coisa? — Ele foi até o banheiro, jogando uma água no rosto, voltando com a toalha de rosto nas mãos.– A sua filha ficou louca! — Ele esbravejou, apontando para a porta. Ela continuou a olhar para ele de forma confusa, enquanto ele secava o rosto.– Do que está falando? — Ele jogou a toalha na cama ao lado dela.– Stella quer se arriscar em um experimento de cem anos atrás, que pode matar ela. E ela não se importa! - Pepper se precipitou para a porta, no que Tony segurou ela no lugar.– Não adianta, ela está decidida. - Ele colocou as mãos nos ombros dela, no que ela começou a se irritar.– Você me conta uma coisa dessas e espera que eu fique parada só assistindo? Eu tenho feito isso nos últimos vinte anos, Tony. Estou cansada de ser uma figura passiva. - – Não espero que fique parada só assistindo. Ela saiu, você não vai achar ela a essa hora.- Ele bufou, uma mão em seu rosto.– E você não é uma figura passiva, Pepper. — Ele olhou bem para ela, começando a se arrepender de ter começado a conversa.– Ah não? Quando fiquei grávida, seu pai me deu apoio. Mas no fundo eu tenho certeza de que ele só queria ter a legitima herdeira Stark sob seus próprios olhos, por que devia saber que você chegaria aos cinquenta sem estar casado. Ele não pensou no meu conforto, mas na Stella que foi um acidente de dois adolescentes imprudentes. — Tony gesticulou fazendo uma careta, em sinal para que ela parasse. – Não, Tony. Você e eu nunca fomos um verdadeiro casal. Eu nunca tive uma presença ativa na criação da Stella. Eu não tenho voz em relação a ela. Ela te adora, adorava os avos mas quando se trata de mim, ela vira a cara. Talvez por que eu sempre tentava colocar os pés dela no chão como eu tento com você até hoje. Ou talvez por que eu sou a única centrada que não pensa em bebida e baladas.-– Pepper...- Tony segurou os ombros dela, no que ela tentou se desvenciliar.– Não tem essa de Pepper não, Tony. Eu to cansada de me sentir impotente quando se trata da minha própria filha.-– Pepper você está cansada... — Ele tentou fazer com que ela sentasse na cama, sua própria raiva começando a sumir.– Estou Tony. Estou cansada de não fazer nada além do trabalho da secretária do Senhor Stark. É disso que eu estou cansada. - Ele chacoalhou ela de leve pelos ombros, chamando-a de forma firme. Para seu alívio, ela olhou para ele de forma atônica, parando de falar.– Pepper, pare e me escute. Eu vim te falar isso por que como pai e mãe dela, nós devíamos conversar sobre isso. Você deve falar com ela, como mãe, mas acho que será desnecessário. Ela já fez a escolha dela. — Pepper respirou fundo, passando a ponta dos dedos pela própria testa, fechando os olhos por um momento.– Eu to cansada dessa situação. Não me sinto como mãe da Stella...- Confessou de forma cansada e triste. Tony franziu a testa, abraçando-a enquanto fazia carinho em sua cabeça.– Bobagem sua. Você e ela são parecidas em muitos pontos. É normal que briguem ou que não se deem bem. — Ele riu baixinho tentando descontrair. – Eu acabei de gritar com ela como se tivesse a idade dela. Não se culpe. - Pepper deixou seu rosto no peito dele, fechando os olhos ao tentar ficar tranquila com aquelas palavras.– Ela me olha como se eu fosse um monstro...- Ele riu novamente.– É a mesma situação que eu passava com meu pai. E ele pensou no seu conforto sim. - Ela olhou para ele, franzindo a testa sem entender. – Ele adorava você. Achava que você era mulher demais para um idiota festeiro como eu. — Ela sorriu de leve, lembrando da forma que Howard Stark tratava ela dentro e fora da empresa. Sempre educado, perguntando se ela precisava de algo, quase como um pai para ela. – Ele tinha a pequena ilusão de que você talvez me desse algum jeito, me deixasse mais sério, centrado. Esperava que eu escutasse você, ainda mais tendo um filho meu.- Tony suspirou consigo mesmo, lembrando de Howard pedir para que ele se esforçasse em relação a Pepper. – Ele sempre me dizia que “Uma mulher como Pepper Potts, inteligente e séria, não apareceria duas vezes na minha vida.” - Ele olhou sorrindo para ela, fazendo carinho em seu rosto. Pepper suspirou, se sentindo um pouco melhor ao saber daquilo. Howard sempre fora muito reservado, nunca tendo expressado sua opinião sobre ela com Tony. Sabe daquilo a deixava melhor.
– O seu pai era um grande homem... — Tony balançou a cabeça, concordando em seguida.– É... Pena que ele se preocupava demais com o trabalho e não sobrava tempo para a família. Eu tentei não ser como ele com Stella. Talvez seja por isso que ela é mais apegada a mim.-– Por que ela nunca me escuta, Tony? Eu não sei mais o que falar ou o que fazer para ela me escutar.- Ele riu, beijando os lábios dela brevemente em um selinho.– Ela é nossa filha, Pepper. É prudente quando necessário mas totalmente rebelde no resto do tempo. Ela nunca vai dar o braço a torcer, assim como eu. Mas vai saber como agir em qualquer situação e ser boa, como você. - Pepper tinha de admitir que Stella era uma mistura perfeita dela com Tony. — O que eram aqueles papeis que você estava arrumando? — Mudou de assunto, soltando ela para que pudesse pegar os papeis.– São relatórios da Stark. Estamos bem nas vendas mas as revistas e programas de fofoca ainda estão atrás de nos. Começaram algumas especulações. - Ele passou os olhos pelos papeis de forma rápida, não dando muito importância a eles.– Daremos outra nota dizendo que estamos de férias em uma ilha paradisíaca.- Ele deu de ombros, deixando os papéis em cima da mesinha de canto.– Tony nos...- Ele pediu silencio com o dedo, passando as mãos pelos braços dela em um carinho.– Vamos esquecer esse assunto ok? Não é algo tão importante assim.- – Podem começar especulações... - Ele fez uma careta.– Deixem eles especularem. Eu não me importo. O que acha de um jantar?- Ela franziu a testa.– O que? — – Eu e você, uma comida leve, um vinho. Precisamos relaxar. — Ela suspirou, sabendo que não conseguiria resistir ou dar desculpas o suficiente para fugir do convite.– Tudo bem, aonde? — Ele abriu a porta para ela.– Não importa, vamos. - Ela tentou ficar dentro do quarto, enquanto ele empurrava ela devagar para a porta.– Mas Tony, eu preciso me... — – Não vamos sair da base, Pepper. Para de nhé nhé nhé. Vem. Seja mais espontânea. — Ele puxou ela pela mão, em direção a cozinha da base.– Você é um grosso, sabia? — Ele riu da afirmação dela.– Você me ama por isso. — Piscou para ela, dando um sentindo duplo a frase. Ela riu batendo de leve em seu braço.– Seu sujo! — Falou de forma risonha, entrelaçando seus dedos nos dele, andando ao seu lado.Ao chegarem na cozinha, Tony puxou um banquinho para Pepper, enquanto ele pedia ajuda para arrumar a mesa para eles.– Será que dá pra alguém me ajudar? Certeza de que se fosse o Fury aqui com uma acompanhante, moveriam montanhas para ajudar. Francamente.- Resmungou, no que um agente com cara de eficiente, foi até ele.– Agente quinze se apresentando, senhor. Precisa de ajuda?- Tony pareceu avaliar ela por um momento, olhando rapidamente para Pepper.– Acho que serve... Preciso de uma ajuda com o chef. Mas primeiro, arranje alguma coisa para cobrir a mesa, por favor.- Ele gesticulou para a mesa em que Pepper estava sentada.– Claro, Senhor. — A Agente respondeu correndo até um cano da cozinha, pegando uma grande toalha de mesa branca. Ela ajeitou a toalha na mesa, sorrindo gentilmente para Pepper por um momento, se voltando para Tony. – Algo mais, senhor? - – Sim, quero falar com o chef. — Ela fez sinal para que ele a acompanhasse, no que ele fez. Alguns minutos depois ele voltou com uma garrafa de vinho e duas taças.– Nossa janta já vai chegar. - Pepper olhou para ele um pouco envergonhada pelo o que ele havia feito, mas manteve seus pensamentos para si. Ele abriu a garrafa de forma rápida e ágil, sorrindo de leve para ela quando lhe entregou a taça cheia. Apesar da conversa de poucos minutos atrás, eles estavam tranquilos. Essa era a forma sutil de Tony de se comportar em um clima pós briga. Eles brindaram com um toque leve das taças, um sorriso leve nos lábios de cada um em resposta muda. Tomaram um gole e ficaram alguns minutos em silencio. Tony parou para pensar em como faria com a situação de Stella, encarando sua própria taça. Quando o assunto era Stella, tudo era sempre delicado e difícil de se tratar. Pepper tinha uma visão que era quase exorbitantemente diferente da sua. O que sempre causava briga. Pepper foi a primeira a quebrar o silencio, seus lábios em um sorriso enquanto os olhos pareciam perdidos em alguma memória. A taça já meia vazia fez Tony se lembrar do por que evitava dar álcool para Pepper: Baixa resistência.– Você lembra da primeira vez em que saímos? - Tony olhou para ela, refletindo por um momento. Algo como piadinhas infames e ele prensando uma Pepper bêbada de dezoito anos recém-feitos a uma porta veio a sua mente. Ele sorriu.– Seu aniversário de Dezoito anos.- Ela balançou a cabeça um pouco mais do que o necessário, tomando o resto do vinho em sua taça.– Exatamente. Meu aniversário de dezoito anos. Eu era só uma estagiária da Stark e você me sequestrou para uma boate.- – Não senhora, eu te convidei a ir para a boate para comemorar seu aniversário. Foi o ato mais romântico de toda a minha juventude.- Ela revirou os olhos, enquanto se servia de mais vinho.– Você sabe que não é verdade. Você sabe ser romântico quando quer.- Ele viu ela tomar um grande gole do vinho em sua taça, franzindo um pouco a testa. – Agora, qual foi mesma a música que você me fez dançar... — Ele riu não fazendo ideia de qual música era. Ela moveu os braços de olhos fechados, começando a falar algumas palavras sem sentido mas em um ritmo que ele conhecia. Ela cantou baixinho sem ter certeza da letra, uma música da Mariah Carey que ele reconheceu, levantando sua taça ainda cheia para ela.– Bravo. Só não me faça dançar de novo, Pepper.- Ela olhou para ele risonha, batendo de leve em seu braço.– Você me fez dançar isso. Seria apenas justo.- Ela riu ainda mais, terminando o vinho em sua taça.– Por que está lembrando disso agora? - Ele perguntou sem entender o por quê da nostalgia. Pepper deu de ombros, suspirando longamente.– Talvez por que em noventa e um o nosso único problema era do seu pai me demitir e te deserdar. — Ela sorriu, encostando a taça em seu rosto. Eles trocaram um olhar cúmplice, suspirando ao lembrarem daquele dia. Foi a primeira vez em que se beijaram, por insistência de Tony. – E no final, a culpa é toda sua. — Ela falou de forma risonha, olhando para um agente que trouxe dois pratos. Eles agradeceram quando ele se retirou, Pepper sorrindo para o prato. Logo deu uma bela garfada, mastigando bem devagar o macarrão.– É uma da suas preferidas.- Ela assentiu, tomando um gole de vinho, limpando a boca em um guardanapo.– Está muito bom, obrigada. - Ele balançou a cabeça, sorrindo, mastigando sua garfada de macarrão.– Eu estive pensando...- Tony começou, brincando com um macarrão na beirada do prato. – Posso fazer uma pergunta, hipoteticamente falando? - Ela confirmou com a cabeça, pedindo de forma muda para que ele continuasse. – Como acha que estaríamos se eu tivesse aceitado a ideia do meu pai e casado com você?- Pepper quase engasgou com o vinho, tossindo ao ser pega de surpresa. Eles nunca tocavam nesse assunto. Ela tomou mais um gole do vinho, com calma, antes de responder.– Bem... Teria feito seus pais muito felizes. Estaríamos divorciados hoje em dia e...- Ele foi pego de surpresa pela afirmação.– Divorciados? Não vejo um motivo para isso. — Ela revirou os olhos.– Talvez por uma pulada de cerca... Ou incompatibilidade...- Debochou, dando outra garfada.– Você me conhece... - Falou de forma vaga.– É, eu te conheço. Muito bem até, Senhor Stark. — Riu comendo mais macarrão, olhando para ele sorrindo.– Então... Estaríamos divorciados... Amigavelmente? — Ela balançou a cabeça em um sinal de “talvez” enquanto mastigava. – Como assim “talvez”? Temos uma relação muito agradável. Não acha que continuaria boa mesmo em um divórcio? - Ela encheu sua taça novamente, quase terminando seu prato, tomando um grande gole de forma demorada, pensando enquanto degustava o vinho.
– Acha mesmo, Tony? Acha mesmo que estaríamos conversando assim se fôssemos divorciados? — – Por que não?-– Ressentimentos. De ambas as partes.- – Eu não teria de você. — Confessou, tomando o resto de seu vinho, servindo-se de mais.– É mas eu certamente teria de você. Ou acha que eu não tenho, mesmo nunca tendo sido sua esposa? - Tony ficou sério ao atingir um ponto que eles nunca haviam atingido antes.– Acha que não doía te ver com várias garotas, beijando e abraçando garotas quando eu tinha uma filha sua e continuava sendo a “secretária”? Era difícil mas, eu aprendi a ficar de pé sozinha.-– Eu nunca te traí...- Ele começou, mas ela gesticulou com a mão de forma um pouco bêbada.– Não falo dos últimos anos. Falo do nosso recesso. — Ela se referiu aos anos entre o nascimento de Stella e o “começo do namoro” dela com Tony. Foram longos sete anos. – Eu era jovem e tola. Felizmente eu tinha seu pai e meu emprego para manter minha cabeça firme e focada. — Tomou um gole de vinho, suspirando longamente. Comeu a última garfada de se prato, soltando um bocejo contra o guardanapo.– Você precisa dormir.- Ele constatou, desistindo de comer o resto de seu macarrão. Pepper balançou a cabeça e a mão de forma negativa, olhando para ele de forma penetrante.– Eu sei que você nunca me traiu nesses últimos anos. Mas as vezes ainda sinto um vazio. - Ele escutou as palavras de forma atenta, levantando-se e indo até ela. – Até quando, Tony? - Ela perguntou de forma um pouco enrolada, abraçando ele ao se levantar. – Até quando seremos apenas namorados? - Fez a pergunta que ficava presa em seu coração, olhando para ele de forma um pouco triste. Tony odiava ter laços, mas a vida e os anos lhe mostraram que eles eram necessários. Principalmente seus laços com Pepper. Eles deviam ser os mais fortes e resistentes de todas as formas. Nunca traiu ela e nunca sequer cogitou a possibilidade desdo momento em que decidiu ser seu “companheiro”. Há catorze anos eles estavam romanticamente juntos, o que dava mais desconforto ainda para Pepper sempre que era questionada sobre Tony. Eles moravam juntos, “viviam” juntos, “namoravam” mas em noventa porcento do tempo se portavam como menos que um casal. Eram formais e um pouco frios, tendo melhorado e caído para setenta e três porcento do tempo nos últimos sete anos. Tony pegou ela no colo, no que ela não demorou a perder a consciência no caminho para o quarto. Ele também se questionou, fitando o semblante sereno de Pepper. Até quando?–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------No dia seguinte, Steve acordou antes de Stella. Ele não se moveu quando acordou. Ficou apenas olhando seu rosto sereno, acariciando muito levemente seus cabelos com a ponta dos dedos. A decisão que ela havia tido mudava um pouco as coisas em relação a eles. Saber que ela estava arriscando sua vida de forma tão fatal, e ao mesmo tempo simples, fazia com que ele mudasse seus planos. Ele beijou sua testa de forma carinhosa e demorada, saindo da cama de forma muito delicada. Não queria acorda ela, não naquele momento. Precisava resolver algumas coisas antes. Saiu do quarto sem fazer barulho e foi direto ao seu próprio. Ele cumprimentou os Agentes que estavam em sua porta, correndo para seu computador. Não seria difícil achar um lugar para passar a noite, mas o problema seria o dinheiro. Steve não tinha muito mas julgou ser o suficiente para conseguir um bom quarto para eles. Ele pensou em levar ela para sua casa no Brooklyn mas, ela estava péssima e era um apartamento minúsculo. Queria uma noite especial para conversar e aproveitar o tempo com ela, apenas os dois. Ele pesquisou rapidamente na internet um hotel a altura, anotando tudo em um papel. Sabia quanto tinha de dinheiro no banco e pensou que era mais do que o suficiente para aquele noite. Sairia caro, mas ele podia não ter uma segunda chance com ela. Ele se vestiu, colocando o papel com as anotações em sua carteira. Ele escreveu outro bilhete, colocando ele em seu bolso, sendo seguido até a sala de comando quando saiu do quarto. Na sala de controle, Fury analisava algumas estatísticas com a Agente Hill. Ele limpou a garganta um pouco atrás de Fury, chamando-lhe a atenção de forma sutil.– Podemos conversar um minuto, Senhor? — Steve pediu educadamente, como sempre, surpreendendo Fury por estar todo arrumado.– Claro, Capitão.- Fury disse de boa vontade, seus olhos ainda analisando Steve.– Gostaria de pedir um dia de dispensa, senhor. - Fury franziu ainda mais a testa, não entendendo seu pedido.– Um dia de dispensa, Capitão? Exatamente para que, devo perguntar?- Ele cruzou os braços, não esperando aquele tipo de pedido vindo de Steve.– Razões pessoais, Senhor. Desculpe mas não posso informar mais do que isso. É muito pessoal. - Ele olhou novamente de cima a baixo para ele.– O Senhor só pode sair desta base com escolta. Se quiser sair, esta é a única forma.- Steve concordou com a cabeça. – Vou pedir para que um Agente leve você e sua escolta até um heliponto. Aonde precisa descer? - Fury falou já fazendo sinal para Agente Hill ir atrás de algum piloto para ele.– Manhattan, Senhor.- Ele concordou silenciosamente.– Certo. Precisa voltar amanhã as duas da tarde, Capitão. Precisamos de você aqui para experiência com a Senhorita Stark caso amanhã o soro já esteja pronto.- – Certo, Senhor. — Balançou a cabeça, já se retirando.– Agente 32 espera pelo senhor no convés. Ele levara o senhor e sua escolta para a cidade. Tente não se meter em encrenca, Capitão. - Ele concordou, saindo com os dois Agentes em direção ao convés. No caminho, deu sorte de encontrar Natasha, entregando a ela o bilhete em seu bolso.– Entregue isso a Stella, por favor. É urgente. - Falou antes de se retirar quase correndo em direção ao convés. Natasha olhou para o bilhete, levantando as sobrancelhas, mas não disse nada. Foi em direção ao quarto de Stella, vendo ela de cabelo meio amassado de dormir em cima, bocejando longamente.– Bom dia. - Cumprimentou rapidamente, já entregando o bilhete para ela. — Pode me explicar por que o Rogers está me usando de pombo – correio? — Ela olhou para Natasha de forma confusa e sonolenta, pegando o bilhete. Fez um grande esforço para ler ele, piscando uma ou duas vezes a mais do que o normal.Encontre-me no Hotel Four Seasons as 17hrs.Steve.Ela sorriu largamente para Natasha, entregando o bilhete para ela ler. Enquanto Natasha entrava em choque, Stella corria para o banheiro, arrancando a roupa de forma frenética para tomar banho.– Tranca a porta, rápido. — Pediu quando tirou a calcinha, largando tudo no chão.– Four Seasons? Será que é o que eu to pensando? — Perguntou trancando a porta como pedido, indo para o banheiro em seguida. Stella se esfregava com uma certa força, mas não o suficiente para machucar. Ela sorriu eufórica para Natasha, balançando a cabeça.– Eu não sei, mas eu vou me arrumar inteira. Não quero nem sabe. E você vai me levar.- Natasha suspirou longamente.– Sabe que isso não é prudente, Stella.- Ela falou preocupada com Fury. Podia levar uma advertência.– Tudo bem, eu vou sozinha...- Propôs, sabendo que Natasha não largaria ela.– Não, esquece. Foda-se, eu levo você.- Stella espirrou um pouco de água no rosto de Natasha, fazendo a ruiva revirar os olhos. — Mas é a última vez. — Apontou para ela, lembrando Pepper por um momento. Stella riu.– Ok mamãe.- Falou rindo ainda mais. Elas ficaram em silencio por um momento, Stella demorando o quanto podia no banho. Ela derrubou sua bucha vegetal três vezes, rindo de forma nervosa, terminando o banho dez minutos mais cedo do que queria. Não aguentava mais ficar na água. – Estou muito nervosa...- Enrolou a toalha em seu corpo ao mesmo tempo em que se secava.– Nota-se.- Natasha riu, ajudando ela, começando a olhar as roupas.– Qual vai usar? — Perguntou olhando alguns vestidos. Stella terminou de se secar, pegando sua maleta de maquiagem embaixo da cama. Natasha puxou um vestido vermelho, fazendo os olhos de Stella se arregalarem. – Esse é bonito. — – Para um festa. Ele está me chamando, provavelmente para um jantar no Four Seasons. Não posso ir com uma cor berrante. - Natasha assentiu, mexendo nos vestidos.– Que cor seria boa então? — Perguntou vendo que os vestidos estavam por ordem de cor.– Separe dois cinzas pra mim.- Penteou o cabelo de forma frenética, prendendo ele em um coque logo em seguida. Natasha mostrou os dois cinzas que havia separado, no que Stella olhou ambos por um longo tempo.– Bom, esse eu posso combinar com... Mas ai vai ficar... Esse fica ótimo com... Droga, não consigo pensar direito. Pega meu computador e coloque pra rodar o programa “My Wdrobe”- Stella pediu enquanto ia até o banheiro com a maleta de maquiagem, passando um creme da Victori's Secret pelo corpo, decidindo que cores usaria.– Abri, e agora?- Natasha perguntou confusa, vendo uma lista de ocasiões no canto inferior do programa. — Vou em ocasiões? — Perguntou indecisa.– Não. Monta pra mim itens doze e catorze em dois manequins. — Natasha ficou alguns segundos tentando entender o programa.– É só clicar em “multiple choice”- Natasha clicou, aparecendo dois manequins, montando eles da forma que Stella ia ditando. Quando ela voltou do banheiro, já passando base e um pouco de blush no rosto, ela analisou por um longo tempo as duas roupas.- Troca o sapato trinta e um pelo vinte e três. - Suspirou. – Não. Descarta o doze. Coloca o casaco vinte e a sandália sete. - Pediu voltando para o banheiro. Natasha virou o computador para ela que fez sinal de “ok” com a mão, sorrindo largamente.- Certo. Agora uma maquiagem leve mas perfeita...- Falou para si mesma, separando uma sombra para os olhos.– Eu preciso falar com o Fury. Ele não para de me chamar. Eu já volto. - Natasha falou saindo rapidamente do quarto, no que Stella correu para trancar. Ela fez a maquiagem com muita calma, respirando fundo enquanto tentava conter o nervosismo. Steve resolveu dar algum passo e isso a deixou extremamente nervosa. Era certo que algo iria acontecer, por isso ela não poderia fica menos que perfeita. Terminou a maquiagem depois de vinte minutos, Natasha não havia voltado. Ela passou para o cabelo. Penteou, prendeu, soltou, enrolou e esticou ele. Optou por deixar ele solto como sempre, com leve ondas nas pontas. Seu cabelo estava lindo. A roupa já seria demais para usar algo no cabelo, tirando o fato de ela achar cafona. Pegou todas as peças de roupa que iria precisar, Vestindo um conjunto preto de lingerie sem alças. Passou um pouco, quase nada de perfume nos pontos como pulsos, atrás das orelhas e clavícula, respirando fundo ao sentir-se mais calma com seu perfume de sempre. Olhou no relógio e viu que faltava quarenta minutos para as cinco. Como se tivesse adivinhado, Natasha bateu em sua porta.– Já vai. — Ela falou colocando a meia calça, abrindo a porta em seguida. — Tudo ajeitado? — Pegou o vestido, dando ele para Natasha. — Ajuda a colocar. — – Tudo certo. Só temos que ir bem rápido.- Falou enquanto ela fechava o zíper do vestido. Stella pegou correndo as sandálias, calçando elas rapidamente, colocando algumas poucas coisas dentro da bolsa como cartões, identidade, duzentos dólares e maquiagem. Vestiu o casaco, olhando nervosa para Natasha.– Como eu estou? — Natasha sorriu de forma maliciosa e brincalhona.– Pronta pra matar.- Ela revirou os olhos rindo, pegando sua bolsa. Arrumou tudo no quarto, jogando a toalha na porta, respirando fundo.– Certo. Vamos. — Falou tremendo de nervoso, olhando em seu relógio de pulso. Tinha de estar lá em vinte e cinco minutos.–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Notas finais
Roupa: http://www.polyvore.com/pepper_potts_chapter_15/set?id=54786626
http://www.polyvore.com/tony_stark_chapter_15/set?id=54784752
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