Strange Love

26 Capítulo vinte e seis - Transfusão sanguínea


Notas iniciais
Meninas mil desculpas com a demora. Eu dividi o capítulo 26 em dois então metade será o 26 e a outra o 27. Acho que quem trabalha sabe que depois de um treinamento vem a prática, e essas últimas duas semanas tem sido cheias de coisas boas e ruins. Enfim, espero que gostem do capítulo. Eu troquei o nome do capítulo 25 por que fazia mais sentido o 26 se chamas Transfusão Sanguínea. Mas o Cap 25 continua o mesmo. Só mudou de nome.

Assim que abriu os olhos, se sentiu perdida, demorando o que lhe pareceu longos segundos até entender o que via. Escutou um rítmico bip, notando que ele aumentou quando seu pulso acelerou ao pensar que ainda estava presa nos escombros. Quando viu a porta metálica com a águia, sentiu-se mais aliviada. Estava na S.H.I.E.L.D em algum dos vários quartos para agentes feridos em combate. Já esteve ali antes. Olhou para a esquerda e viu vários equipamentos monitorando não só seu coração. Mas controlava sua respiração, atividade cerebral e parecia filtrar seu sangue a partir de um aparelho estranho. Quando virou a cabeça e olhou para frente, estava coberta, mas tinha certeza de que sua perna direita estava com gesso. Percebeu uma segunda respiração na sala, logo ao seu lado direito, entre sua cama e o suporte para soro. Não conseguiu ver por estar muito tonta, e mesmo conseguindo ver no escuro, estava tudo muito embaçado. Escutou passos vindo pelo corredor e preferiu fingir que estava dormindo. Assim que entraram na sala, sentiu um par de mãos acariciar sua mão esquerda, logo em seguida beijando sua testa. Assim que sentiu o perfume floral, percebeu que era sua mãe.

– Ela está bem, Pepper. — A voz de Bruce soou baixa, quase em um sussurro vindo do lado esquerdo. — Ela estava dormindo nas ultimas quatro horas. Não está mais correndo risco. — Uma fungada, seguida de alguns dedos acariciando seu rosto e mão denunciou que Pepper provavelmente estava chorando.

– Eu sei Bruce. Mas é que me dói tanto ver ela assim fragilizada. — A voz dela estava no mesmo tom que de Bruce, só que mais tremida por conta do choro. — Não sabe como rezei, como chorei implorando para que ela melhorasse.

– Tem que agradecer a ele. Se não fosse pelo sangue dele, talvez ela não tivesse... — Pepper pediu silencio para Bruce, fungando novamente.

– Não me faça pensar nisso, por favor. Ela está bem, é isso que importa. — Pepper beijou a testa de Stella novamente, acariciando seu rosto.

– Eu ja volto, querida. — Ela se afastou junto de Bruce, no que Stella apenas abriu os olhos quando os passos sumiram do alcance de seus ouvidos.

Olhou novamente para a direita e apenas viu uma pessoa coberta em uma poltrona. O rosto estava fora do alcance de Stella, já que não conseguia se virar na cama. Olhou para o resto do corpo e viu que os sapatos eram clássicos, marrom escuro com cadarços.

– Steve? — Ela chamou ele baixinho, desistindo de tentar esticar o braço até ele, sentindo-se muito pesada. — Rogers! — Falou um pouco mais alto, fazendo com que ele resmungasse e sentasse rapidamente, olhando envolta de forma alarmada. Assim que viu que Stella estava acordada, pareceu mais aliviado. Tinha o rosto cansado, não como o de quem havia acabado de acordar. Mas como se não tivesse dormido em muito tempo. Ele limpou a garganta, se aproximando da cama.

– Como está se sentindo? — Ela tentou de todas as formas controlar seu batimento cardíaco, mas o aparelho ligado a ela a deixou mais envergonhada por mostrar que estava feliz em ver ele.

– Cansada, pesada e drogada. Você tentou me levar para a cama, Steve? — Ele sorriu com a piada dela, apertando sua mão direita, beijando as costas da mão em seguida.

– Você foi seriamente machucada durante a missão. — Ela soltou o ar pela boca em um riso curto, revirando os olhos.

– Eu fiquei desacordada por quanto tempo, um dia? — Debochou.

– Quatro dias e meio. — Ele engoliu antes de respirar fundo e falar de forma séria para ela. — Você perdeu muito sangue e entrou em coma.-

– Co-coma? — Ele balançou a cabeça, ainda com a mesma expressão no rosto.

– Banner monitorou você junto dos outros médicos. Provavelmente foi por conta do sangue perdido. — Stella respirou fundo tentando ficar calma com a notícia. Mas antes que pudesse perguntar qualquer outra coisa para ele, Tony e Pepper, junto de Bruce e Natasha entraram no quarto. Pepper se precipitou, correndo até Stella. Beijou seu rosto de forma aliviada, quase sufocando-a. Stella viu Steve olhar de forma significativa para Tony, antes de sair do quarto.

– Espere... — Tentou chamar ele, mas estava ainda muito fraca para falar alto.

– O que foi filha? — Pepper perguntou preocupada. — Eu te apertei? Te machuquei? — Tony chegou mais perto e beijou a bochecha da filha, a dando um pouco de espaço para respirar.

– Como você está? — Tony perguntou preocupado.

– Acho que bem.... É que é muita informação de uma vez só.- Bruce mexia em algumas coisas nos monitores ligados a Stella, enquanto Natasha ficava de um lado da cama, Pepper e Tony da outra.

– Rogers te deixou a par da sua situação? — Natasha perguntou, fazendo com que Stella voltasse a pensar em o que Steve estava fazendo ali.

– Como assim? Que situação? O que houve comigo? — Banner ficou no pé da cama, limpando seus óculos antes de falar.

– Os escombros que caíram em você estava cheio de vigas. Uma dessas vigas perfurou sua perna e cortou sua artéria femural. Isso lhe causou uma grande hemorragia e nos tivemos que fazer uma grande transfusão de sangue. — Banner explicou de uma única vez, juntando os pedaços que Stella lembrava vagamente.

– E quem me achou? Eu não conseguia responder a ninguém. — Ela lembrou da falha na comunicação, tanto com Clint como com Fury.

– Clint também ficou preso mas não ficou ferido. Quem interviu foi Rogers e o doutor Banner. — Natasha explicou.

– Desculpe pela dor. Eu tive que arrancar o escombro de você. Caso contrário, não teríamos conseguido te resgatar. — Bruce explicou, no que Stella notou que Tony estava de cara fechada.

– E o que aconteceu? — Ela quis saber mais, no que Bruce olhou rapidamente para Tony.

– Eu tive de abrir sua armadura para tentar parar o sangramento. Steve me ajudou a te levar para a aeronave para te trazer o mais rápido pra cá.-

– As coisas complicaram um pouco e não conseguíamos um doador de sangue para você. — Natasha falou, no que Tony olhou para Stella.

– Mas... Por que? como não? Tenho o mesmo sangue que meus pais, e até mesmo que você, Naty. Sou O -. — Bruce suspirou.

– Eu não havia previsto isso quando você se voluntariou para a pesquisa de Fury, mas seu sangue sofreu uma mutação quando injetei a solução do supersoro que tirei de Steve em você. O seu corpo não aceitou nenhum tipo de sangue "normal". Apenas o do Steve. — Ela se sentiu péssima assim que ouviu aquilo. A aparência cansada dele devia ser por conta do esforço que fez para doar o máximo de sangue que pudesse para ela. Mordeu o lábio inferior, olhando para um ponto qualquer ao respirar fundo.

– Te explicarei melhor quando você descansar e parar de receber todos esses remédios. — Bruce falou ao perceber a expressão dela.

– Não, eu quero explicações agora. — Tony segurou a mão direita da filha e a olhou de forma séria, mas não brava.

– Bruce tem razão. Você precisa descansar. Sua perna está imobilizada para cicatrizar melhor a sutura na artéria. Não deve se esforçar.- Stella bufou sentindo-se tonta, fechando os olhos com má vontade.

– Certo. Quero comer alguma coisa. Pelo jeito faz quase cinco dias que estou de cama. — Natasha olhou para Pepper ao bater de leve no ombro de Tony.

– Eu sabia que você acordaria com fome. Vou buscar algo para você comer. — Pepper falou antes de sair. Tony ficou ao pé da cama enquanto todos se retiravam do quarto. Ele se aproximou de Stella e beijou sua testa.

– Nunca mais me assuste desse jeito. — Stella sorriu com aquilo, antes de seu pai ir até a porta. — A propósito. Você devia conversar com o capicolé. — Disse antes de sair, não dando tempo de Stella perguntar o por que.

Steve foi até seu antigo quarto para tomar um banho demorado, com calma, agora que Stella estava acordada e bem. Os últimos quatro dias pareceram se arrastar tanto quanto as semanas em que ficou longe dela. Quando ele a levou para a aeronave, sua perna com uma profunda perfuração sangrava mais do que ele podia imaginar. Bruce tentou estancar da melhor forma possível, mas ela continuava a jorrar sangue. As primeiras três horas no centro cirúrgico foram os piores. Ela teve duas paradas cardíaca, No que Tony quase bateu nele mais uma vez. A única forma de descontar sua raiva era nele. Pepper acalmou tudo da melhor forma, até que Bruce pediu para que Tony e Pepper fizessem uma doação. O resultado foi desastroso, resultando em um choque, uma reação de rejeição do corpo em relação ao sangue deles. Rapidamente, Bruce olhou no microscópio uma pequena amostra do sangue de Stella, Tony e Steve. O de Stella e Steve eram iguais com uma assinatura diferente da que Tony ou Pepper carregavam. Steve não pensou suas vezes ao dar o braço para Bruce fazer a transfusão direta dele para Stella. Ele apenas deixou que tirassem a agulha de seu braço quando Stella pareceu corada e ele estava branco, quase desmaiando. Bruce o colocou de observação por oito horas, até que seu corpo recolocou todo o sangue que ele havia doado para Stella de volta em seu corpo. Ele chegou a doar mais três bolsas de sangue para ela. Apenas por precaução, eles mantinham o aparelho de filtração ligado. Ela não precisou de nada mais do que seu sangue puro em suas veias. No terceiro dia, quando ele viu que ela estava estável, ele teve uma longa conversa com Tony e Pepper, ficando satisfeito com a conclusão em que chegaram. Ele percebeu como ele havia ficado preocupado com a situação de Stella, quase morrendo para salvar ela. Aquilo foi o que realmente mostrou como Steve se importava com ela além da aparência.

Sozinho no banheiro, todas as conversas, todas as cenas dos últimos dias passavam como um furacão por sua cabeça. A água tentou tirar a tensão em seus ombros não dava resultado. Depois de vinte minutos no banho, ele lavou o rosto na água fria ao se secar. O clima dentro da base era por volta dos vinte e dois graus, o que era fresco. Ele voltou a colocar uma calça jeans, seus sapatos e um moletom ao voltar para a sala em que Stella estava. Tony e Pepper saiam de lá, Tony batendo de forma amigável em seu ombro. Stella focou seus olhos nos dele enquanto ele andava para a mesma poltrona ao lado dela, puxando o móvel para mais perto da cama. Eles não falaram nada por alguns segundos, as mãos dele acariciando as dela com delicadeza. Por fim, quem quebrou o silencio foi ela.
– Por que? — Ela sussurrou a pergunta, lágrimas escorrendo pelo canto de seus olhos. Ele olhou para a mão dela, respirando fundo antes de falar.
– Isso ainda importa? — Ela balançou a cabeça muito rápido para dizer que sim, sentindo uma leve vertigem.
– Claro. Pensei que você fosse diferente… —
– Eu sou. O que aconteceu não foi culpa minha. Foi… Manipulação dela. — Ele passou as mãos pelo rosto, olhando para ela por um segundo. — Olhe para você. Ela quase te matou, isso quando já estava morta. — Stella sentiu um arrepio ao escutar aquilo. Era verdade, ela podia ter morrido com a perfuração de sua artéria. Ele pegou a mão dela entre as dele, beijando as costas da mão dela, olhando para ela de forma profunda e pura. Simples, seus olhos azuis a encarando com uma intensidade que ela sentiu mais lagrimas saírem de seus olhos.
– Eu juro. De verdade, de todo meu coração, eu vou conseguir fazer você confiar em mim de novo. — Ele pronunciou cada palavra de forma calma e quase lenta, no que Stella fungou. Nunca teve noção do quanto ele se importava e a amava. Ela tentou apertar a mão dele em resposta, mas aquilo doeu, no que ela fez uma careta gemendo.
– Droga, isso aqui não é romântico — Ela resmungou, no que ele sorriu. Steve se levantou ao debruçar por cima dela na cama, beijando seus lábios de forma demorada. Ela riu, seus lábios secos não dando a ternura correta para o momento. Mas nenhum dos dois se importou.
– Eu não vou mais te deixar, Stark. — Ele falou ao acariciar seu rosto sorrindo, limpando as lágrimas do canto de seus olhos.
– Eu é quem não vou mais te deixar, Rogers. — Ele sorriu ainda mais, sendo interrompidos por Natasha e Pepper que trouxeram comida.
– Uma sopa leve ok? Não pode comer nada muito pesado. — Pepper avisou, ficando ao lado de Stella. Ela fez uma careta mas o gosto pareceu melhor do que a aparência.- É de legumes.- Pepper falou enquanto ela dava colheradas na boca da filha com paciência.
– Até quando eu terei babá? — Pepper fechou a cara para aquela pergunta da filha, no que Steve e Natasha sorriram um para o outro.

A recuperação de Stella demorou quase uma semana. Os médicos que a trataram junto de Bruce a ajudaram a fazer fisioterapia para que ela não lesionasse o machucado. Ela não iria ficar com uma marca muito feia, mas um pequeno risco onde haviam suturado e costurado sua artéria. Uma pequena cirurgia plástica foi feita, deixando-a com apenas um risco, o que a deixou muito aliviada. O ferro não havia atravessado sua coxa mas apenas perfurado. Por conta disso, ela teve acompanhamento durante alguns dias de fisioterapia, uma de suas primeiras perguntas fazendo com que Tony sorrisse.
– Quando posso voltar a usar sapatos de salto? — O médico sorriu para ela, enquanto a ajudava a mexer a perna bem devagar.
– Logo Senhorita Stark. Primeiro precisamos cicatrizar a área. — E ela ouviu isso por mais três dias, até que fizeram uma ultrassonografia da área, vendo que estava tudo praticamente curado. O médico apenas pediu para que ela não abusasse da sorte e esperasse um mês para voltar ao seus treinos habituais ou a participar de missões. Steve esteve ao lado dela todos os dias, no que Tony viu como ele a olhava de forma diferente. Pepper reinformçou todos os dia para Tony que ele deveria pegar mais leve com o Capitão.
– Ele já é seu genro. — Tony fez uma careta enquanto via Stella e Steve conversando durante o almoço, no que ele fazia questão de lhe servir de apoio, sempre que ela precisava andar.
– Não gosto dessa palavra. Que tal encosto? — Pepper bateu de leve em seu braço.
– Você deveria ficar feliz por ela. Steve é uma ótima pessoa e ele realmente gosta dela. — Eles olharam para os dois que estavam em um mesa a uma certa distância deles, bem a tempo de ver Steve acariciar o rosto de Stella enquanto sorriam. — É um relacionamento saudável. Deveria fazer o mesmo. — Tony olhou para ela incrédulo.
– Não temos um relacionamento saudável? Pensei que isso aqui. — Ele deu um tapinha no reator em seu peito. — Não fosse mais um problema há anos. — Pepper olhou para ele de forma séria, desdenhando.
– Sabe que não é disso que eu falou…- Sua voz abaixou enquanto ela mastigava um pedaço de carne, Tony esperando por mais.
– Eu não sou um alcoólatra. E também não ando farreando mais. E a única mulher que esteve em minha cama nos últimos anos está bem aqui. — Ele passou uma mão sorrateiramente pela coxa de Pepper, fazendo com que ela se sobre saltasse. Ele sorriu ao conseguir passar pela barreira séria dela, no que ela suspirou sorrindo.
– Eu sei disso. Mas o que é mais importante na relação deles é de que ele não está atrás do dinheiro dela e sim dela. Você sabe como ela teve pretendentes que só queriam ela pelo dinheiro. Isso é diferente. — Tony olhou novamente para os dois que agora comiam em silencio mas ainda trocando alguns olhares. Tony era um pai ciumento, sempre fora e não ia mudar agora. Mesmo quando Stella era um bebê, ele evitava deixar ela com babás, a menos que fosse de extrema necessidade. Até que Stella tivesse completado seis anos e ingressado a escola, ela passava tempo com Howard e Maria, seus avos, ou com Pepper ou com Tony. Ele era o que passava menos tempo com a filha até que ela tivesse nove anos. Ele teve um pequeno choque de realidade e entendeu que precisava dar mais atenção a ela. Desde então ele a protegia da melhor forma possível. Mesmo contra sua vontade.
– Você sabe que não é fácil para eu aceitar…-
– Seu pai também não aceitava várias coisas. E olha o que você fez. — Ela sorriu tocando no ponto.
– Mas ele sempre gostou de você. —
– Mas não da minha posição. — Ele suspirou.
– Não da sua posição… Esteve congelado por setenta anos também, senhorita Potts? — Ela sorriu ao olhar para ele antes de desviar para Stella e Steve.
– Eles estão felizes juntos. E você aprovando ou não, eles vão continuar assim. — Tony respirou fundo, sabendo que ela dizia a verdade.
Duas semanas se passaram depois que Stella acordou, o que os aproximavam de um evento que Steve não tinha tanto interesse mas que o governo fazia questão. Fury avisou que o governo queria renovar laços con Steve através desse evento. Steve iria apenas por educação, não fazendo questão da festa, mesmo que isso marcasse seu aniversário de noventa anos.
– Eles vão querer comprar você. Eles querem que você perca o foco da S.H.I.E.L.D. — Fury informou enquanto ele olhava o convite no formato da bandeira americana.
– Isso não vai acontecer. Não depois do que ocorreu. — Fury olhou para o convite nas mãos dele de forma séria e calculada.
– Você não tem que ser rude. Precisa sorrir e conversar com todos. Mas deve eixar claro que você é um homem de princípios. E que não deixará eles te comprarem. — Steve concordou sabendo exatamente como agiria diante daquela situação. Em paralelo, a situação entre ele e Stella andava estável. Eles não haviam reatado de forma amorosa mas tão pouco ficavam longe um do outro. Steve estava sempre ali para ajuda-la a se movimentar e a se exercitar. Aos poucos ela já andava sozinha mas mesmo assim sempre procurava por ele. Para Stella, a situação era difícil e tentava superar a todo custo a falta de confiança em Steve.
– Eu tenho uma idéia. — Ele falou algumas horas depois de receber o convite para a festa em sua homenagem, sentado ao lado de Stella que estava deitada em sua cama. — Venha comigo para a festa. — Ela olhou o convite que ele a entregava, vendo a data e a ocasião.
– Acha mesmo uma boa idéia? Depois de tudo o que aconteceu…. — Steve também olhava para o convite.
– Já conversei sobre isso com Fury. — A idéia de uma festa era boa, mas sendo uma do governo, aquilo mudava de figura. Eles haviam atacado o governo nas últimas semanas e não parecia normal que eles tivessem uma festa em nome de Steve.
– Acha que pode ser alguma armadilha? — Ele negou com a cabeça.
– Dúvido. Está nos jornais e eles estão reportando que eu estou do lado deles. — Stella olhou novamente o convite antes de encarar os olhos dele que não saiam de seu rosto.
– Não sei se posso ir. — Ele pegou na mão dela, acariciando as costas quase em uma massagem com seu polegar.
– Seria bom ter um par. Eu não sei dançar. — Ela sorriu ao se lembrar do primeiro beijo deles que foi justamente em uma dança.
– Eu também não sei. —
– E é por isso que eu quero ter você comigo. — Ela respirou profundamente, devolvendo o convite para ele.
– Eu vou pensar. Preciso descansar agora. — Ele entendeu que ela queria ficar sozinha, se levantando para que ela tivesse mais espaço na cama. Ele a ajudou com o travesseiro e um lençol fino, beijando sua testa de forma demorada.
– Me chame se precisar de algo. — Ela sorriu de leve, balançando a cabeça antes de ele sair.
– Ah o que eu faço com você, Capicolé? — Ela riu a falar aquilo para si mesma, sozinha no quarto, encarando o teto.

Notas finais
Espero que tenham gostado =D REVIEWS NOW!!!