Strange Love

3 Capítulo três – Um “Vintage” de não se jogar fora.


Notas iniciais
Muito obrigada pelos comentários. Fiquei extremamente feliz com tanta gente interessada no que vai acontecer. E finalmente eles se conhecem (para NOOOOOOOOOOOOSSA ALEGRIA!!)
Boa leitura!


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Capítulo três – Um “Vintage” de não se jogar fora.


06:15 am
– Onde eles estão? - Stella olhou da Agente Hill para Fury, rindo baixinho.
– O que quer que você faça para procurar eles, não olhe no quarto. Mais eficaz se você ligar para eles. — Tirou o celular da calça jeans, dando ele para Fury. – Escutei umas “coisas” vindo do quarto ontem. Não pergunte. — Completou quando ele pareceu fazer menção em perguntar algo. Ela terminou de colocar as caixas e malas no avião que estava estacionado na frente da casa, sentando em um dos lugares com cinto de segurança. Fury seguiu o conselho dela, e ligou para Tony. Uma voz sonolenta falou do outro lado.
– Aonde você está, Stark? — Fury falou sem muita paciência, escutando Tony pedir cinco minutos antes de sair. Ele e Pepper só apareceram depois de dez minutos, visivelmente caídos da cama.
– Bom dia... — Pepper falou visivelmente envergonhada, com uma blusa e calça simples, com um casaco por cima.
– Bom dia. Coronel Nick Fury. - Ele se apresentou, apertando a mão de Pepper. Ela retribuiu sem graça, sorrindo.
– Virginia “Pepper” Potts. Já está tudo pronto para ir? - Perguntou entregando a mala para Agente Hill.
– Quase. O que falta são os pertences do Sr Stark. — Mal pronunciada as palavras, Tony apareceu com três caixas.
– Falta uma... Meio grande. — Falou rindo ao se referir ao contêiner.– Pepper por que não entra? - Pediu apontando rapidamente para o avião. – Eu levo o último.- Voltou para dentro, no que Pepper obedeceu, sentando-se ao lado de Stella. Logo o avião se fechou assim que Fury entrou nele, alcançando voo.
– Onde ele está? — Pepper perguntou a Fury, que apontou uma pequena janela atrás dela. Ela pode ver Tony em sua armadura, carregando uma enorme caixa de metal em direção ao céu. Em poucos minutos, cerca de cinco minutos, eles pousaram na base, logo depois de Tony, que ajudava dois homens a levarem o contêiner.
– Bom dia Senhor Stark. Fez boa viagem? — Sorriu Fury para ele, cumprimentando – o com um aperto de mão.
– Ótimo. Nada como um bom voo solo para aproveitar o dia.- Sorriu em resposta, desativando a armadura, transformando – a em uma maleta.
– Bruce! — Stella sorriu largamente, correndo até ele. Abraçou ele tão forte, que ficou há alguns centímetros do chão, rindo. – Quanto tempo. Como você está? — Perguntou sorrindo ainda mais, se soltando dele.
– Bem, muito bem Stella. Você parece maior. — Brincou um pouco sem graça.
– Alguns pouco centímetros. Aonde esteve nos últimos anos? -
– Índia. Gosto de lá. Ninguém sabe quem eu sou, e posso ficar em paz. Ficará no laboratório comigo outra vez? — Stella confirmou balançando a cabeça, antes de se virar para Pepper.
– Você lembra da minha mãe, Pepper.- Ela cumprimentou Bruce sorrindo rapidamente.
– Claro. Como vai a empresa? — Colocou as mãos nos bolsos da calça jeans surrada enquanto perguntava.
– Ótima. Conseguimos nos recuperar daquela crise que tivemos. Nada demais. — Tony apareceu ao lado de Pepper, cumprimentando Bruce com um abraço,dando dois tapinhas em suas costas.
– Como vai Bruce? Destruindo muitas casas? — Ele deu de ombros para a piadinha de Tony, negando com a cabeça.
– Não. O grandão anda bem sossegado. Mais de 400 dias sem um incidente.- Stella bateu de leve em seu ombro, sorrindo.
– Isso é ótimo Bruce. E tem falado com a Betty? - Perguntou enquanto eles eram guiados até a entrada da plataforma.
– Ela ainda está no laboratório de Harvard. Está bem satisfeita por lá. -
– Eu ainda quero conhecer ela. Parece ser uma pessoa ótima para trabalhar. — Encorajou ele, entrando no que parecia ser uma bela e enorme cozinha militar. – Bom, vamos ao café da manhã. - Disse animada, sentando-se em uma mesa vazia.

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Coisa de duas horas mais tarde, Fury pediu que todos se apresentassem na sala aonde ficava a central de comando da S.H.I.E.L.D., mostrando alguns documentos do governo, no que Pepper parecia ficar cada vez mais apreensiva com a situação. Tony analisou os papeis com calma, escutando o que Fury explicava.
– Então vocês me querem aqui como uma garantia? — Bruce perguntou, sem desviar os olhos da papelada em suas mãos.
– De certa forma. Seu conhecimento junto com os de Tony e Stella é de enorme ajuda para nós. O governo já foi atrás de você uma vez, pode muito bem querer ir atrás novamente, Bruce. Precisamos da sua cooperação. - Bruce balançou a cabeça, olhando de Fury para os papeis.
– Você disse que ele, esse tal de Justin Hammer, também esta atrás do Steve. Aonde ele está? - Bruce fechou a pasta com os papeis, entregando ele para Stella, que esperava sua vez para ler os papeis.
– Está a caminho. Ele esteve pesquisando coisas sobre os últimos setenta anos. Estava um pouco ocupado. — Tony riu baixinho.
– Ele “zipou” setenta anos em dois anos? Caramba... — Falou impressionado.
– Sabe se a Agente Romanoff também fara parte disto? — Stella perguntou. Fury confirmou com a cabeça, enquanto Stella passava a pasta para Pepper.
– Quando foi que Hammer foi solto? - Pepper perguntou olhando a papelada.
– Há mais ou menos duas semanas. Fez o acordo com o governo há mais ou menos dois meses, mas o processo para libertar ele foi um pouco lento. — Natasha Romanoff entrou na sala, seguida de uma figura alta.. Natasha sorriu de forma sincera e muito íntima para Stella, beijando seu rosto ao cumprimentar ela.– Como vai Stella? — Ela retribuiu o sorriso e o beijo rapidamente.
– Bem. E quem é o “Vintage”? — Apontou para a figura atrás dela, de jaqueta de couro marrom escura, camisa de botão cinza e calça jeans. Fury se adiantou, apertando a mão dele em um cumprimento.

– Bom te ver, Capitão. - Ele cumprimentou rapidamente com a cabeça, olhando para Stella em seguida.
– Steve Rogers. - Falou firme, ignorando a piadinha que ela havia feito, estendendo sua mão para ela.
– Stella Stark. - Respondeu apertando a mão dele de forma firme.
– Minha filha.- Tony falou na defensiva, apertando a mão dele em seguida.– Como vai Rogers? Fazendo muitos comerciais? — Alfinetou, no que ele sorriu em resposta.
– Não tanto como você. Como vai aquele prédio feio? - Tony riu, batendo no ombro dele.
– “Meninos” peço para que não briguem. Agente Homanoff já lhe mostrou seus aposentos, Capitão?- Fury perguntou, no que Tony pareceu confuso.
– Ele não vai ficar no freezer? - Rogers suspirou longamente, no que Stella riu baixinho.
– Você é o Capitão América então?- Perguntou deixando Rogers na defensiva. Ela riu tentando descontrair ele. – Não, não vou fazer piadas. Parabéns pelo sucesso do Doutor Erskine. Eu li sobre o soro que ele criou. - Ele relaxou um pouco sua expressão, agradecendo com um movimento de cabeça, dando um meio sorriso.
– Obrigado. Vindo de uma Stark, isso chega a ser um elogio. – Stella riu.
– E é. Pode apostar. - Sorriu antes de se retirar da sala.

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– As ondas estão em uma frequência estranha. Recalibre a radiação ou não vamos conseguir a frequência certa.. - Stella balançou a cabeça, confirmando, sem perceber que seu pai havia entrado.
– O que o Pink e Cérebro estão aprontando? - Ela sorriu sentindo ele beijar sua cabeça. Tony olhou as duas telas tentando identificar os códigos que eles usavam. Pegou um banquinho com rodinhas e sentou entre os dois.
– Pink está rastreando qualquer frequência de rádio no país. Celular, rádios e quais quer outro tipo de frequência que transmita dados, tirando a internet.- Bruce falou piscando para Stella sorrindo, quando ela terminou de calibrar a frequência, jogando os cálculos e gráficos para ele.
– Por que eu sou sempre o Pink? - Stella olhou para ele que riu ao ver ela questionar o apelido que ele havia lhe dado quando se conheceram.
– Pink é nome de menina. E Bruce é verde, não dá pra ser o Pink. - Tony cochichou no ouvido de Stella, rindo baixo em seguida, enquanto petiscava um saco de frutas secas.
– Vão rastrear Hammer dessa forma? — Bruce afirmou com a cabeça, sem tirar os olhos de sua tela.
– Quase conseguimos por um momento, mas acho que ele conseguiu bloquear. Estamos tentando acessar o banco de dados do governo.- Ele apontou para Stella. — Ela me contou que é fabricação da Stark. Estamos nos saindo bem até agora. —

– Eu já consegui desativar o firewall, mas os arquivos são muitos. — Ela falou, analisando eles. – para fazer uma pesquisa a fundo, eu posso acabar deixando pistas pro idiota do Hammer. - Tony suspirou longamente, antes de digitar alguns códigos na tela que ela usava. – O que tá fazendo? — Bruce olhou mais de perto, batendo de leve no ombro de Tony.
– Não pensei nisso. Rastrear uma área de cada vez. Naquele ritmo, não acharíamos ele tão cedo. - ele falou para Tony, retribuindo a batidinha no ombro.
– Não quer ficar no meu lugar? Eu já to aqui faz horas. Bruce não deve estar me aguentando mais. - Ela brincou, se levantando. Tony tomou seu lugar rapidamente, enquanto voltava a discutir sobre o rastreamento, no que Stella deixou a sala.

Saindo do laboratório, ela se viu totalmente perdida em meio a tantos corredores. Perguntou rapidamente para um rapaz que passava, aonde estava a sala de treinamento. Ele lhe indicou a quinta porta a direita, descendo uma escada, então virando a segunda a esquerda.
Ela havia combinado mais cedo com Natasha de treinar um pouco. Se sentir um pouco mais confortável naquele lugar estranho.
Mal pisou na sala, Natasha já estava muito suada, com seu cabelo em um rabo de cavalo, prendendo Steve Rogers ao chão. O ringue no meio de uma sala até que grande, estava cercado de coisas para treinamento. Sacos de areia, luvas de boxe, pesos e até cordas. Pensou por um momento em seu pai.
– Quero minhas dez pratas, Capitão. - Natasha falou um pouco antes de solta – lo, no que ele sentou no chão rindo.
– Desculpe. Esqueci a carteira em casa. — Sorriu meio ofegante, olhando para Stella, sem perceber quando a olhou dos pés a cabeça. O encontro deles um pouco mais cedo havia lhe deixando meio “cego”, por ela ser uma Stark. Não se dava muito bem com Tony, mas tentou separar bem as coisas ao se levantar, ajudando Stella a entrar no ringue. – Não sabia que treinava, Stark. - Falou enquanto via ela prender o cabelo em um rabo da cavalo, sorrindo para ele.
– Aposto que posso ganhar vinte pratas te derrubando, Rogers. — Stella sorriu mais ainda, dando alguns passos para trás. Ela se apoiou no ringue, se aquecendo rapidamente, estralando várias partes do corpo. – Se importa se eu começar com o Rogers, Nat? — Perguntou olhando para Natasha, que estava fora do ringue, tomando um grande gole de água.
– Aposto quinze pratas que ela te derruba em dois minutos. — Ela respondeu, olhando para Steve, que também se aquecia.
– Eu posso fazer isso o dia todo. - Stella ergueu uma sobrancelha, gostando do desafio, chamando ele para perto com um dedo.
– Então vamos ver...- Deu alguns passos pra perto dele, olhando fundo em seus olhos. – E então? Só vai ficar olhando Rogers?- Ele sorriu parecendo analisar os movimentos que ela fazia.
– Apressada? - Stella fez uma careta.
– Na verdade, não. Posso fazer isso o dia todo. - Repetiu a frase dele, sorrindo ainda mais, conseguindo derrubar ele, quando ele foi muito óbvio, pulando em cima dela. Em menos de dois minutos, ela estava em suas costas, imobilizando ele por completo.
– Você me deve vinte e cinco, Rogers. - Natasha falou enquanto Stella parecia esmagar o rosto dele no chão do ringue. Ele riu um pouco sem folego, movimentando o corpo quase como uma cobra, derrubando Stella de cima dele, sentando em suas pernas, imobilizando as mãos dela acima da cabeça.
– Droga... — Stella xingou baixinho, sorrindo de forma sacana em seguida, olhando pra ele. Rogers ficou visivelmente confuso. – Eu sei que sou irresistível, Capitão. Mas você poderia ter começado com flores e jantares. Assim fica meio óbvio e troglodita. - Levantou um pouco a cabeça, rindo. — Mulheres gostam de romantismo sabia? — Falou em um sussurro, no que ele a soltou quase imediatamente, quando entendeu o que ela queria dizer. Ficou um pouco sem graça, pegando uma garrafa de água para disfarçar.
– Desculpe. — Falou olhando para ela de canto de olho. – Bom movimento, o que você fez antes do meu. - Ela também se levantou, pegando uma garrafa de água, tomando um grande gole.
– Obrigada. Aprendeu como lutar no exército? - Perguntou de forma casual, não notando mais a presença de Natasha no lugar. Ele pareceu não notar.
– Foi. Tínhamos treinamento especial para as batalhas. -
– Isso antes ou depois do soro? —
– Antes. - Tomou outro gole de água. – Todos eram treinados da mesma forma, para ver suas habilidades. Eu era o pior deles. - Ela riu, se sentando no ringue. Ela começou a gostar do rumo que a conversa estava indo. Ela havia lido sobre ele nos arquivos de seu pai, ficando impressionada com os acontecimentos em sua vida. Analisou o rosto e o corpo de Steve de forma disfarçada, suspirando longamente, disfarçando seus pensamentos com outro gole de água.
– Eu li sobre você. O soro poderia ter te matado, mas segundo as anotações do meu avô, você respondeu bem a ele. - Ele sorriu lembrando de Howard Stark, e as conversas que tinha com ele. Ficou muito desapontado quando soube que ele já estava morto quando acordou do acidente, sentindo um pouco de falta do amigo.
– Seu avô era um grande homem e um amigo muito próximo. Fiquei desapontado quando descobri que ele havia morrido há quase vinte anos. - Ela viu a expressão dele ficar um pouco triste, lembrando das fotos que havia dela com seu avô. Ela não lembrava muito dele, pois quando ele morreu ela tinha quatro anos. Mas só as fotos que eles tinham juntos já dizia muito. Ele era uma ótima pessoa. – Grande cientista também. — Ele fez uma careta por um momento. – O carro do futuro que ele havia construído nunca deu certo, não foi? — Stella riu, lembrando de ter visto um projeto de seu avó sobre um carro que flutuava, com um grande “VETADO” escrito nele.
– Foi um fiasco? — Perguntou vendo Steve rir, parecendo se lembrar.
– Eu vi sua apresentação em uma exposição. Foi um total fiasco.- Ela riu ainda mais, tentando imaginar como seu avô era com sua idade.
– Como ele era quando vocês se conheceram? - Não resistiu perguntar. Steve suspirou longamente, olhando para um ponto qualquer da sala, brincando com a garrafa de água em suas mãos.
– Um ótimo amigo. Me ajudou com muitas coisas, deu alguns conselhos. Eu era um jovem muito cru quando entrei no exército. Mas eu sabia bem o que eu queria. - Ele pode visualizar o rosto de Peggy Carter por um momento, tentando não pensar muito no assunto.
– Tá tudo bem? - Ela perguntou um pouco preocupada, quando viu que ele ficou quieto, parando de falar. Ele virou seu olhar para ela, olhando em seus olhos por um momento. Ele não se permitia pensar em mulheres. Sempre evitava, ainda sentindo uma ferida aberta. Sorriu tentando disfarçar, parecendo visivelmente incomodado com algo para Stella.
– Não é nada. São só... Lembranças. - Ele se levantou, tentando fugir do assunto. Stella mordeu o próprio labio, suspirando longamente se sentindo um pouco curiosa demais.
– Desculpe se te incomodei, Rogers. - Tentou falar dando uma risada baixa, batendo de leve em seu ombro, no que ele sorriu de canto, parecendo um pouco mais relaxado. – Não falaremos mais sobre isso ok? Aonde você está morando atualmente? Ficou por Nova Iorque mesmo? - Perguntou mudando o rumo da conversa, enquanto eles saiam da sala, em direção ao convés.

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Por ser filha de Tony Stark, Stella sempre tinha seus momentos solitários. Depois que eles se “mudaram” para o Q.I da S.H.I.E.L.D não foi diferente. Depois de outra reunião e algumas informações novas, ela se refugiou com um saco de pipoca no convés, passeando por ele sem ter um rumo certo. Ainda tinha muitas coisas para pensar e organizar em sua cabeça. Teve que deixar amigos e tudo o que conhecia por conta de sua segurança, que estava claramente em risco. Se perguntou por um momento se não poderia ajudar fazendo mais do que já fazia. Não se sentia suficiente.

A conversa com Steve deixou ela pensando em algumas coisas como família e relacionamentos. Ela era muito igual a Tony nesse ponto. Sempre fugindo e tendo medo de se sentir realmente apaixonada e vulnerável a alguém. Pepper teve a sorte do pai de Tony, Howard, gostar dela e entender que ela não queria dar um golpe na empresa. Ele conhecia bem o filho para saber que ele é quem havia aprontado, e não o contrário. Howard não gostava da idéia de seu filho ter engravidado uma estagiária da empresa, mas viu em Pepper uma chance de "corrigir" o filho. Pepper pensou em ir embora alguns meses depois do nascimento de Stella, não querendo ser um estorvo na vida de Tony ou dos pais dele. Depois de conversarem, ela Howard, Maria ( mãe de Tony ) e o próprio Tony entraram no acordo de criarem Stella no ambiente familiar deles. Tony era extremamente irresponsável na época, com seus vinte e poucos anos, não tento pedido Pepper em casamento. Ela guardava uma certa mágoa daquilo até hoje, sem que ele soubesse.

Tony não havia feito por mal. Não achou que deveria se casar com Pepper, sem estar realmente apaixonado por ela. Pepper também concordou com sua decisão, criando assim Stella como um bom casal de pais amorosos, mas sem as alianças e votos de amor eterno. Anos se passaram, e o convívio deles se tornou essencial para a felicidade de ambos, reatando o namoro rápido que eles tiveram com vinte anos. Agora eles já estavam juntos há mais ou menos doze anos, e Stella sabia que sua mãe sentia vontade de ter uma aliança em seu dedo, e um álbum dela com vestido branco, cortando um bolo cafona. Era simplesmente o sonho de qualquer mulher, que Tony ainda roubava dela.

Stella as vezes se sentia um pouco culpada por tudo aquilo. Se não existisse, talvez seus pais estivessem melhores. Por conta desses pensamentos, e de outros piores incluindo suas próprias experiências, ela nunca tinha um namorado por quem ela fosse realmente louca de amores, pensasse em casar e ter filhos. Os únicos que teve, ficaram três semanas com ela, e no final, só queriam seu dinheiro.O único que pensou que poderia dar certo, foi o que deu mais errado. Isso a deixava mais irritada ainda.
– Merda... - Falou baixinho, sem perceber que tinha companhia. Tony roubou um pouquinho de pipoca do saco da filha, ficando ao lado dela, contemplando o céu.
– Lindo não? Uma das poucas vantagens desse dirigível, é que quase dá para tocar as estrelas. Não acha? — Perguntou, mastigando a pipoca, fazendo ela sorrir. Ele voltou a olhar para filha, vendo ela ter um semblante triste. – O que aconteceu? — Começou a ficar preocupado.
– Nada... Só estava pensando... Na vida... — Continuou a olhar para as estrelas, comendo um pouco de pipoca também.
– Se está preocupada com o Hammerróida, pode ficar tranquila. Ele não vai conseguir chegar perto da gente. — Ele abraçou a filha, beijando a testa dela.
– Eu sei. - Encostou o rosto no peito dele, suspirando longamente. – Pai? - Tony fez um som com a garganta, em sinal de pergunta. – Você ama a mamãe? - Ela parecia uma criança perguntando aquilo, o que fez com que Tony iluminasse o rosto ao pensar em Pepper.
– Sou louco por ela. Por que a pergunta? - Olhou para ela, que parecia meio indecisa se perguntava ou não.
– Por que vocês não se casam? Terminam logo com isso e assumem para todos o que aconteceu com vocês. É a sua vida, foda – se os outros. - Tony riu com vontade, concordando com ela, abraçando- a mais forte.
– Eu sei. Mas sua mãe... Pepper é complicada. — Suspirou longamente.
– Não com você. Sabe que ela morreria por você. — Ele concordou com a cabeça, olhando as estrelas.
– Ela não gosta de toda essa exposição. Não acha que seria bom.- Stella riu comendo mais da pipoca.
– Não seria bom? Nos vivemos sob exposição. Um pouco a mais um pouco a menos, não acho que faria diferença. — Tony deu de ombros.
– É o que ela pensa. Podemos falar disso depois? Estão te chamando para o jantar. - Stella deixou ele a levar para a cozinha da S.H.I.E.L.D, tentando esquecer o assunto.
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Notas finais
Roupa Stella > http://www.polyvore.com/stella_stark/set?id=49563151