Strange Love
18 Capítulo Dezoito - Smack My Bitch Up
Notas iniciais
Desculpem pela demora. Mas aqui está o tão esperado capítulo =D Bjuss e todas e boa leitura!
Stella começou a se mexer na cama da enfermaria cerca de três horas depois de levar a flechada com sedativo. Sua cabeça palpitava e seu estomago estava estranho. Quando soltou um suspiro se remexendo na cama, ela sentiu uma mão na sua e duas pessoas se aproximarem da cama.
– Graças a deus, Stella. Você está bem? — Pepper foi a primeira a falar. Stella sentiu a mão de sua mão acariciar a sua, seus olhos começando a focar as três figuras envolta de sua cama. Pepper estava péssima. O rosto inchado e as rugas de cansaço estavam ali. Tony não estava tão diferente, tirando o rosto inchado que ele não tinha. Steve era o pior. Havia dor misturada a preocupação em seu rosto. Ela respirou fundo, assentindo com a cabeça em resposta a mãe.– Como se sente? — Stella passou a língua pelos lábios e sentiu eles secos enquanto parava para analisar a si mesma antes de responder a seu pai.– Um pouco enjoada, a cabeça palpita e sede.- Steve foi o mais rápido, pegando um copo de água para ela no canto do quarto. Pepper soltou a mão da filha quando ela sentou, pegando o copo e seguida. Tony continuava a encarar ela enquanto tomava a água. – Mãe você pode... Por favor, nos dar alguns minutos a sós? - Pepper encarou ela de forma séria.– Qual quer que seja o assunto que quer tratar com seu pai e o Capitão, eu não vou me retirar.- Stella fechou os olhos suspirando longamente.– Eu não quero dizer coisas que possam te magoar.- Pepper estava a tempos com Tony para ter se tornado tão teimosa como ele.– Não vou sair, Stella. Sou sua mãe, tenho o direito.- Ela concordou com a cabeça, esticando a mão para Steve. Ele pegou a mão dela, ficando mais perto dela na cama.– Eu quero que essa briga entre você e Steve acabem, pai. — Tony bufou.– Eu sabia!- Tony falou revirando os olhos. Stella levantou uma mão para ele.– Dê-me uma boa razão para você não gostar dele. — Tony respirou fundo olhando para Steve.– Ele existe.- Pepper olhou para ele com os olhos arregalados.– Anthony! — Ele deu de ombros para ela.– Ele se vangloria por ser o Capicolé Americano. Salvou algumas pessoas, foi o garoto propaganda da guerra mas e agora? Acha que ainda pode mandar em alguém e dizer o que a pessoa é ou não é por que tem uma porra de escudo?- Steve deu um passo a frente, olhando irritado para Tony.– Eu não me vanglorio de nada, Stark. Servi meu país como qualquer outro teria feito. Acabei virando o mascote do país por conta do soro e não me arrependo disso. Mas não me vanglorio da fama como você faz. Se esconde atrás de uma armadura para ajudar os outros.- Tony ficou com o rosto a centímetros do de Steve, ambos estufando o peito de forma ameaçadora.– Você não serve para a minha filha. — Tony disse quase em um sussurro.– Que tipo de vida você vai dar a ela quando esse circo acabar? Levar ela pro subúrbio de Nova Iorque? Vai arriscar a vida dela a cada esquina que ela virar sozinha pra comprar pão com trocados? — Steve se segurou para não avançar em Tony. Stella ficou de pé se enfiando entre eles, no que Pepper também ficou em pé, puxando Tony para longe de Steve.– Vocês dois parecem duas crianças.- Ela empurrou Steve para trás, mantendo uma boa distancia entre ele e seu pai.– Um é o homem que eu amo e o outro é meu pai. Não quero mais esse tipo de rivalidade entre os dois. Chega. — Tony franziu a testa, ficando confuso com o que Stella disse.– Desculpe eu não ouvi bem, você disse que “ama” ele? - Stella concordou com a cabeça.– Amo. Amo sim. E não vou ter a mesma atitude que você teve com a mamãe. Eu sei o que eu quero pra mim e quem eu quero ao meu lado.- Tony apontou para Steve.– Ele tem idade para ser seu tataravô, pelo amor de deus.- Stella revirou os olhos.– Idade não diz nada. Ele é tão saudável quanto eu ou você. Você só esta tentando arranjar desculpas para isso.- Tony tirou a mão de Pepper de seu braço de forma gentil, indo pra perto de Stella.– Eu não estou tentando arranjar desculpas. Eu me preocupo com seu bem estar. — – Por favor, Tony. Com o que eu ganho na Stark, eu poderia viver da forma que eu vivo sozinha ou vivendo com mais vinte pessoas.- Steve se sentiu um pouco ofendido com aquilo mas ignorou.– Não é disso que eu estou falando.- Stella franziu a testa com aquilo.– Então do que você está falando? — – Eu não quero te ver sofrendo de novo. — Tony falou aquilo com tom de desespero. Stella e Steve ficaram surpresos com aquilo, no que Pepper respirou fundo.– Eu não quero te ver em pedaços por um idiota. Não quero ver você cometer erros amorosos quando poderia estar acertando sua vida. - Tony se explicou enquanto lembrava das vezes que escutou ela gritar no telefone com algum garoto ou chorar no quarto se perguntando “por que ele fez isso comigo?”.
– Quer que eu passe a vida esperando o momento certo pra ficar com a pessoa que sempre esteve comigo?- Stella tinha os olhos cheio de lágrimas enquanto olhava para o pai.– Quer que eu renegue uma pessoa só por que meu pai não gosta dela? Que eu não fique com alguém que eu gosto por que essa pessoa não é do mesmo patamar social que eu? — Tony sabia do que ela estava falando. Seu pai havia brigado com ele quando o viu flertar com secretárias das indústrias Stark, assim como gritou com ele quando ele pegou o filho saindo com uma das faxineiras da empresa. Pepper se encaixava em todos os requisitos de Howard Stark, por isso ele sempre esperava que ele ficasse com ela no final. – Pai eu não sou você. Somos parecidos mas você não tem uma relação ruim comigo. Você é meu companheiro e sempre me apoiou nas minhas decisões. Você não é o vovô. Até quando eu era pequena e pedi um robô de chocolate você me arranjou um.- Ela passou as mãos pelo rosto cansado de Tony, vendo em uma das poucas vezes a idade dele. – Pai eu te amo. Apoia essa decisão minha também, por favor? — Tony olhou das lagrimas que escorriam pelo canto dos olhos dela para Steve que parecia mais novo do que nunca. Tony o encarou por um longo tempo até sentir uma mão de Stella fazer carinho em seu rosto. – Pai? - Ele olhou para ela suspirando longamente, balançando a cabeça brevemente como se afastasse algo de sua mente.– Você é a princesa da minha fortaleza. Você sabe disso. — Ela sorriu ao ouvir o apelido que seu avô havia dado a ela e Tony havia adotado depois que ele falecera. – Você e sua mãe são as coisas mais importantes da minha vida. - Ele a imitou, acariciando seu rosto enquanto beijava sua testa. Olhou seriamente para Steve, afastando Stella do caminho. – Espero que saiba bem o que está com você, Rogers.- Ele estendeu a mão para ele que apertou firmemente.– Eu sei muito bem, Stark. - Stella limpou a garganta depois de alguns segundos, fazendo eles soltarem as mãos.– Não espero que ame Steve, pai. Quero apenas que as brigas acabem.- Tony levantou as mãos em sinal de “me rendo”, no que Pepper o abraçou.– Bem vindo a família, Steve. — A frase de Pepper fez com que Tony revirasse os olhos fazendo Stella rir.– Obrigado, Senhora Stark. — Ele respondeu educadamente.– Certo, chega disso. Eu preciso chamar Banner para te examinar. Ele ficou preocupado com você. - Tony interrompeu o momento, apertando o botão vermelho ao lado da cama. Steve colocou Stella sentada na cama, enquanto ela se dava conta do que havia acontecido.– Por falar nisso, alguém pode me explicar o que aconteceu?- – Você não lembra? — Steve olhou preocupado, sentando ao lado dela.– Lembro mas é mais um borrão de acontecimentos juntos do que tudo. - Tony sorriu um pouco culpado e orgulhoso para ela. — O que? — – Você fez uma cratera no chão com o grandão. Bruce saiu do sério quando você o empurrou no laboratório e correu pro convés atrás de você.- Ela arregalou os olhos ao se lembrar de um borrão verde em particular. Forçou a mente mais uma vez e lembrou de der batido em mais algumas pessoas no laboratório antes disso.– E as pessoas que eu machuquei? Como elas estão? — Bruce chegou com Fury, ambos olhando um pouco alarmados para Stella.– Estão todos bem, Senhorita Stark. Como se sente? - Fury foi o primeiro a se pronunciar enquanto Bruce e uma garota de jaleco branco entraram com uma maleta e uma prancheta. Stella reconheceu a menina do procedimento. Ela tinha um roxo disfarçado com maquiagem perto do olho direito na têmpora.– Bem eu acho...- Respondeu olhando para a menina que pegava o medidor de pressão. –Desculpe por isso. — Stella falou pra a garota quando ela colocou o medidor de pressão em seu braço.– Tudo bem Senhorita Stark. Estava fora de controle. - Falou de forma gentil.– Bruce qual seria a explicação para o comportamento que ela teve? - Pepper ficou perto de Stella, fazendo carinho em sua cabeça enquanto era examinada.– Talvez tenha sido o choque do corpo com o soro. Não temos raios Vita como é citado em algumas pouquíssimas anotações do Dr Erskine. Então é mais provável que tenha sido só um choque. — Fury olhava cauteloso para Stella.– Você irá fazer uma bateria de exames, Senhorita Stark. Preciso assegurar de que não vai nos atacar novamente. — Ela concordou, gemendo baixinho quando sentiu uma picada em seu braço. Estava distraída com a conversa e não notou que a garota agora recolhia seu sangue.– Eu vou examinar seu sangue e as mudanças que ele sofreu antes e depois do soro. Talvez nisso algo seja explicado.- Bruce falou enquanto pegava o frasco das mãos da garota, etiquetando e escrevendo o nome de Stella nele.– Acha que pode começar os exames agora, Senhorita Stark? - Ela ficou apreensiva quando escutou a pergunta de Fury, olhando para Steve antes de responder com a cabeça.– Ótimo. Doutor Banner, tudo está pronto para o senhor no laboratório. Nos vemos em cinco minutos. - Falou se retirando mas deixando seus homens para trás, todos olhando para ela como se ela fosse explodir novamente.– Bruce...- Ela chamou ele baixinho enquanto ele anotava algumas coisas na prancheta. Ele olhou por cima dos óculos que estavam na metade do nariz. – Acho que agora sei como você se sente. - Ele balançou a cabeça, rindo baixinho.– Bem vinda ao clube.- Disse sem desviar os olhos da prancheta.–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------O laboratório tinha ainda alguns vestígios do ataque de fúria de Stella. Havia algumas marcar na porta e nas janelas mas o resto parecia tudo normal, tirando que agora tinham aperna um computador. O espaço do segundo estava vazio.– Eu quebrei o outro computador? — Perguntou alarmada para Bruce que colocava os eletrodos em sua testa, enquanto outra garota de jaleco branco colocava eletrodos em suas costelas e em seu peito. Stella trocou de roupa e agora estava de shorts e top de ginástica, o cabelo em um rabo de cavalo para não interferir em seus resultados. Colar, anéis, brincos, tudo fora retirados. Usava o tênis com uma meia fina para não aquecer demais seus pés. Sentia-se um verdadeiro experimento agora que estava com eletrodos por todo seu corpo.– Esta no conserto. Você não fez pior do que eu... - Ele olhou para a janela aonde tinha ainda alguns sinais de que havia sido quebrada. – Certo. Primeiro vou pedir que corra na esteira até começar a sentir fadiga ok? Vou estar monitorando seu coração, pressão arterial e o desempenho do seu cérebro. Quero saber o quanto o soro modificou seu metabolismo e resistência a esforço físico.- Stella ficou de pé na esteira enquanto Bruce ajustava o cronômetro. – Pode começar a andar. — Stella ligou a esteira e começou a caminhar, correndo em um ritmo calmo em pouco tempo. Quando Steve e Tony chegaram ao laboratório, Stella corria a trinta por hora sem fazer muito esforço. Banner conversava com ela normalmente e ela não ofegava ou fazia esforços para falar. — Certo, tudo está ótimo. Stella preciso que corra o máximo que conseguir. Faça um esforço. — Ela concordou com a cabeça rapidamente, respirando fundo ao aumentar o ritmo da corrida.– Como vai nossa ratinha de laboratório? — Tony brincou, recebendo uma careta de Stella que mostrou a língua, fazendo ele rir.– Os sinais dela estão excelentes. O soro parece ter melhorado muito o desempenho dela. E não preciso fazer exames para saber que os reflexos também estão ótimos.- Bruce se distraiu e Steve chamou a atenção dele com um toque em seu braço.– Doutor... - Banner olhou para Stella e viu que ela corria a quase sessenta e dois por hora, fazendo a esteira começar a cheirar a queimado. Bruce levantou alarmado da cadeira, olhando para os resultados.– Meu Deus ela vai quebrar a estei... Stella Pare agora! — Bruce chamou a atenção dela que segurou firme demais na esteira e ao tentar parar ela, entortou a esteira, caindo no chão junto do aparelho. Steve tirou a esteira de cima dela, ajudando-a se levantar. Ela riu olhando para um Bruce surpreso. – Acho melhor encerrarmos os exames. Eu já tenho os dados que precisava.- Stella olhava de forma divertida para seu pai.
– Acho que agora podemos ter alguém páreo para o Capicolé ou o Grandão. - Ele zombou. Steve puxou um banquinho para ela se sentar.– Mais ou menos. Eu tenho o código incompleto, Steve recebeu uma boa dosagem e Stella recebeu um soro fraco e filtrado do sangue de Steve. Ela esta forte e tem o metabolismo rápido mas não tanto quanto eu e Steve. — Ele explicava enquanto digitava freneticamente no computador.– Bom... Provavelmente é isso que o governo vai querer fazer. É impossível recriar o soro. - Bruce olhou preocupado para os resultados.– Ou querem usar o soro filtrado para conseguir a fórmula completa. Mas isso pode levar anos.- Tony olhou para Steve.– Meu pai trabalho no projeto. Acha que ele tinha alguma conhecimento do soro, Capí..tão.? — Tony se controlou para não zombar de Steve. Ele pensou por um momento suspirando.– Acredito que não. Howard apenas criou a maquina para produção de raios vita. Não participou da elaboração do soro. Isso era tudo o Doutor Erskine.- Stella piscou algumas vezes, segurando a mãos de Steve de forma alarmada. Ele a olhou preocupado. – O que foi? - Ela olhou para de Steve para o pai.– E se o governo nunca tivesse tido a intenção de ajudar Hammer só por ajudar Hammer? — Todos franziram a testa. – Pai o vovô criou a maquina. E se ainda existir os projetos dela? - Tony piscou várias vezes.– É claro. Meu pai nunca jogava os projetos fora.- Ele cruzou os braços pensando. – Mas como eles conseguiriam os projetos? O seu sequestro foi desnecessário. E ele em momento nenhum perguntou sobre isso pra você, não foi? - Stella negou com a cabeça suspirando. – Interrogar ele não daria certo. Mesmo por que, e se ele não soubesse de nada?- Steve ergueu as sobrancelhas.– Uma isca ou fantoche.? — Ela concordou.– Isso é provável.- Tony deu de ombro. – Mas de qualquer forma, logo iremos atacar. — Stella franziu a testa.– Como assim atacar? — – Enquanto você estava desacordada, Fury avisou que assim que você terminar os exames, vamos dar uma olhada na base de recrutamento. Para saber como esta funcionando.- Bruce bateu as mãos, esfregando elas em seguida.– Vamos terminar isso logo então, pessoal. Sabe atirar? — Stella sorriu com a possibilidade de fazer tiro ao alvo.– Claro que sei.- – Ótimo. Fury quer saber sobre seus reflexos e mira. — O sorriso dela ficou ainda mais largo.–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Sala de treinamento – Base da S.H.I.E.L.DStella já tinha tido aulas de tiro. Natasha deu a ela um treinamento rígido Quando viajaram a Europa. Ela sabia dar praticamente todos os tipos de tiro existentes. A cada comando de Fury, Stella tinha de atirar em um alvo diferente. A sala de treinamento da S.H.I.E.L.D era uma sala que parecia ocupar metade da base. Era grande o suficiente para caber dois ou três quarteirões, Stella não tinha muita certeza. Fury Estava em uma sala que parecia um camarote, bem no alto da sala. Os vidros da janela do local pareciam ser bem resistentes. Fury parecia digitar algo enquanto Bruce anotava algumas coisas em uma prancheta, Pepper, Tony e Steve apenas assistindo. Stella respirou fundo em realmente saber o que deveria fazer naquela sala vazia e cinza.– Você terá de passar pelos obstáculos que vou colocar o mais rápido de conseguir e capturar a criança. — A cabeça de Stella deu um nó.– Criança? — Assim que a palavra saiu de sua boca, o cenário envolta de si mudou. Parecia um campo de batalha totalmente destroçado. Ela podia sentir o cheiro de corpos em decomposição, assim como carne fresca sendo queimada pelas toras de fogo que via em todas as direções. Assim que localizou um homem com uma metralhadora, ela ouviu o grito de uma criança parecendo vir do norte. Não era mais uma sala, era um campo de batalha.– Salve ela o mais rápido que conseguir. O local irá explodir em cinco minutos.- Ela sabia de onde vinha a voz de Fury, mas naquele momento, parecia Deus falando com ela. O homem levantou a metralhadora na direção de Stella., no que ela fez menção de dar uma rasteira nele. Em vez de derrubar o homem, ela passou por entre as pernas dele, atirando bem no meio de seu corpo. Pepper fez uma careta, no que Tony, Bruce e Fury riram baixinho.– Um lugar bem apropriado. - Tony comentou, olhando para Fury que tentava esconder um sorriso satisfeito.A criança gritou mais alto, no que Stella correu na direção do grito. Escutou tiros mas não parou para saber de onde era. Respirou fundo e pulou na direção de uma tora de fogo, caindo por cima de outro homem que estava por trás do fogo, esperando para atirar nela. Ele tentou agarrar Stella que chutou seu rosto e deu dois tiros no peito antes de seguir correndo, desviando do que lhe pareciam ser granadas sendo atiradas atrás dela. O som de um helicóptero sobrepôs o grito da criança, atirando na direção dela. – Livre-se do Helicóptero. Você tem três minutos e doze segundos. — Stella mal escutou a voz de Fury por conta do helicóptero, no que ela olhou envolta. Viu um barraco de onde vinha o choro da criança, correndo para outra direção por conta dos tiros que vinha do helicóptero. Correu em direção a uma canhão que estava presa a o que lhe parecia ter sido uma trincheira. Acionou o canhão automático rapidamente, derrubando o helicóptero em poucos tiros. Quando certificou-se de que estava tudo certo para correr, correu em direção ao barraco, achando uma menininha de cerca de três anos chorando, totalmente suja com as roupas rasgadas.– Traga a menina para a base, pelo mesmo caminho.- Stella bufou ao ver mais granadas estourarem perto dela.– Você só pode estar zoando comigo! - A menina gritou novamente, alertando Stella de uma granada. Ela atirou na mesma antes de chegar perto delas, sentindo a granada estourar no ar ao se abaixar com a menina no colo.– Você tem dois minutos. — Ela bufou, correndo o mais rápido que podia, desviando de todas as explosões que via pelo caminho. Abaixou e pegou uma metralhadora com a mão livre, segurando a menina firmemente enquanto corria, atirando em alguns homens que tentavam acertar ela. Quando a metralhadora descarregou, jogou ela na direção da cabeça de um outro homem que vinha correndo em sua direção. Ele caiu para o lado deixando o caminho livre para ela por poucos momentos. Outro apareceu e tentou arrancar a criança de sua mão. Sem munição, Stella colocou a criança no chão e utilizou a força, apoiando a mão esquerda no chão enquanto chutava o peito do homem com os pés. – Seu tempo esta acabando. — Fury avisou enquanto ela pegava novamente a criança no colo, correndo em direção ao ponto que ela começara. Ela chegou no ponto que Fury queria tão rápido quanto o cenário a sua volta se desfazia, inclusive a criança em seus braços.– Mas o que foi isso afinal? — Ela andou até o meio da sala, limpando o suor da testa.– Está e a sala de treinamento. Parecida com a dos X-men, menos potente devo dizer. É apenas para simular alguns cenários. Você se saiu bem Stella. Quatro minutos. — Ela bufou soltando o cabelo do rabo de cavalo, coçando a cabeça.– Bom, só espero que isso não signifique que vão me mandar em missões idiotas. Pensei que fosse matar nazistas ou algo do tipo. - Estava levemente sem folego, olhando séria para Fury. Não queria ficar salvando criancinhas, mas matando quem deveria. Steve riu com o comentário de Stella, se aproximando do microfone.– Os nazistas estão mortos e tecnicamente, quem tem de matar eles sou eu. - Ela sorriu ao ouvir a voz dele, voltando a olhar para Fury enquanto refazia o rabo de cavalo.– Posso sair daqui? — Ela já olhava envolta, procurando a porta. – A sua esquerda, Stark. - Fury avisou no que ela conseguiu visualizar a porta. Uma escada dava para a sala em que eles estavam. Tony chegou na frente, abraçando a filha visivelmente feliz.– Fiquei feliz de ver como você se saiu bem, querida. — Ela olhava para Steve sorrindo.– Obrigada, pai. O que achou, Fury. — Ele escondia um sorriso mas parecia bem satisfeito.– Irá saber na reunião mais tarde. Agora trate de encontrar a Agente Romanoff e repassar algumas coisas, por favor. — Ela concordou rapidamente com a cabeça, olhando uma última vez para Steve antes de sair atrás de Natasha.– O que tem em mente? Acha que ela não está preparada? — Pepper perguntou preocupada, olhando rapidamente para Bruce que limpava os óculos na roupa, a prancheta cheia de anotações embaixo do braço.– Pelo contrário, Senhorita Potts, ela está totalmente preparada. - Fury disse de forma firme e confiante, deixando Steve um pouco preocupado.– Foi apenas um teste. Não acha que seria melhor que ela recebesse um pouco mais de treinamento? — Steve tinha um pouco de receio. Não queria que Stella corresse risco desnecessário.– Quanto mais cedo tivermos ela na equipe, mais rápido podemos resolver isso e salvar muitos soldados inocentes.- Fury se referia ao recrutamento de soldados do governo.– Sem ofensa, Comandante, mas todos que se voluntariaram sabem muito bem por que estão lá.- Steve rebateu.– Não exatamente, Capitão. Não sabem que estão para se tornarem cobaias. Pensam que o governo já tem tudo pronto e não que vão com ratos em laboratório. - Tony olhou de Steve para Fury ao dizer isso.– Quer dizer então que vai preparar ela as pressas? - Tony sabia que o treinamento de Stella seria intenso, mas que não seria em vinte e quatro horas.– Agente Romanoff tem uma amizade de longa data com a sua filha, Stark. Posso reconhecer até alguns traços dela nos movimentos e formas de abordar de Stella. Acha que sua filha não teve uma boa mentora? - Fury viu que Pepper estava tensa e suspirou. - Não se preocupem. Ela sabe exatamente o que esta fazendo e sente-se pronta para isso. Como eu disse, ela tem o perfil perfeito. - Fury disse em tom de quem encerrava o assunto, indicando o caminho da saída para eles irem junto dele para fora da sala de treinamento.–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Condado de Arlington, Virgínia.O senhor já de idade olhava para o resultado em seu computador de forma ansiosa. A história sobre o supersoldado Capitão América vinha desde sua infância, deixando-o esperançoso por um mundo melhor. Quando o computador apitou, ele colocou os óculos no rosto, pegando delicadamente o vidro de dentro da maquina sintetizadora. Olhou para o líquido amarelado, sorrindo largamente antes de pegar o telefone, apertando o número do ramal.– Sim Doutor? — Uma voz de mulher soou do outro lado, levemente irritada.– O soro foi sintetizado. Acredito que podemos começar os testes, Senhorita.- A mulher do outro lado sorriu satisfeita.– Muito bem, Doutor. Conversarei com o General e logo estaremos ai para começar os testes. - Eles desligaram o telefone quase ao mesmo tempo. A mulher vestia uma roupa muito formal para uma simples secretária, o que ela não era. Cabelos pretos tingidos, ela andou pelo longo corredor que dava para a sala do general responsável pelo recrutamento experimental. Chegando a porta de madeira maciça, ela bateu três vezes e esperou ser chamada.– Ah sim, Senhorita Richmond. Alguma novidade do laboratório? - Ela sorriu docemente, as mãos atrás do corpo.– Sim senhor. O Doutor Kirby conseguiu sintetizar o soro do sangue, Senhor. Disse que iria reportar antes que ele pudesse prosseguir. — O General que era um homem de seus quarenta e poucos anos, provava que os anos não haviam destruído o que teria sido um belo jovem. General Anthony Jones, responsável pelo Projeto América, era um homem muito simpático, cavalheiro e gentil com seus “semelhantes”. Mas não era bom se deixar enganar por seus olhos azuis e sorriso cativante e até sedutor. A boa aparência e cordialidade de Jones era deixada de lado quando os assuntos e interesses eram sérios e cruciais, tonando-se até um homem frio e cruel. Ela a tratava bem, flertando com ela até, apesar da aliança grossa em sua mão esquerda. Piadas de duplo sentido e sorrisos eram sempre jogados para ela.
– É por isso que escolhi você, Amanda. Você sabe perfeitamente a dosagem de tudo. Outra secretária poderia ter tentado me passar a ligação, ou não entendido direito o que o Doutor Kirby disse. Mas você não. - Ele saiu de sua enorme e confortável cadeira, dando a volta na mesa até ela. – Você sabe exatamente como agir em qualquer situação. — Ela sorriu de forma sincera, desviando os olhos dos dele. Ele tocou o ombro dela brevemente, sorrindo de forma sedutora. – Vamos. È indelicado deixar uma pessoa esperando. - Ele fechou a porta atrás dele quando saíram da sala, rumo aos aposentos no subsolo.–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Notas finais
Sala de treinamento:
http://youtu.be/5Ud4M6jnz78
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