Strange Love
19 Capítulo Dezenove - Welcome to S.H.I.E.L.D
Notas iniciais
Stella estava arrumando o quarto, separando algumas roupas que ficaram justas demais para doar para alguém ou jogar fora. As mudanças em seu corpo não haviam sido tão drásticas quanto a de Steve, mas muitas blusinhas estavam apertadas. Seus seios tinham ficado levemente maiores, seus braços e ombros ficaram com os músculos fortalecidos e definidos. Ela não parecia uma daquelas mulheres que se matam de malhar, mas se fizesse um pouco de força, poderia ver seus músculos definidos. Sua barriga tinha um leve “tanquinho” definindo ela, assim como as pernas haviam ficado mais fortes e torneadas. Por ter sido uma forma mais fraca do que a do soro original, as mudanças não haviam sido tão drásticas. Ela já tinha uma pilha de roupas que chegavam no joelho. Não sabia como faria para se ver livre de tudo aquilo.
– Posso entrar? — Ela escutou a voz de sua mãe na porta, apenas esticando a mão para abrir a porta para ela.
– Cuidado que tem roupa por todo o chão. — Pepper olhou um pouco chocada com a bagunça no minúsculo quarto.
– O que você está fazendo? - Stella sorriu, abrindo um pequeno espaço na cama também bagunçada para que Pepper pudesse sentar.
– Estou separando as roupas que não cabem mais em mim. Por sorte são roupas que eu mal uso. - Pepper analisou a filha, parecendo ver Tony no meio de uma bagunça sem fim de fios e ferramentas em seu escritório/garagem. Assim como Stella havia dito, ele estava apenas “separando” coisas. Para Pepper sempre pareceu uma enorme bagunça.
– Eu não sei como você e seu pai não se perdem na própria bagunça. — Ela sempre achava graça nas comparações que sua mãe fazia. Pepper ficou quieta, provavelmente pensando nas palavras para começar a conversa. Sempre fazia isso quando não sabia abordar o assunto com ela.
– Então? Qual o veredicto, Senhora Potts? - Pepper olhou para a filha de forma confusa. – Sem rodeios mãe, o que houve? — A pergunta saiu de forma dura, mas ela conseguiu amenizar com um sorriso. Não estava irritada ou incomodada pela presença da mãe. Mas também queria saber o por que de Pepper parecer tão tensa.
– Bom, é que depois dos últimos acontecimentos... — Ela mordeu o lábio, olhando para a filha. – Stella você quer mesmo fazer parte disso? - Stella parou de dobrar uma camiseta, olhando para o teto para não responder de forma mal criada. – É que eu fico preocupada. Seu pai da última vez quase ficou preso do outro lado de um portal. Você não tem como se defender.- Ela olhou para mãe não acreditando no que ela falava.
– Mãe eu tenho a minha própria armadura, fora o treinamento de defesa. Eu sei me defender até melhor que o papai, se quer saber. - Pepper ficou em pé e passou uma mão pelo cabelo ainda úmido do banho da filha. Stella suspirou.
– Eu não quero que você se machuque. Ver você desviando de bombas e batendo em várias pessoas no laboratório...- Pepper suspirou por um momento. – Não é da sua natureza. - Ela estreitou os olhos para a mãe, não entendendo o que ela quis dizer com aquilo.
– Como assim “Não é da minha natureza”? — Pepper piscou algumas vezes atônica.– O que você e papai tem feito todo esses anos? Não foi lutar pelo o que é certo? Papai não se tornou o “Homem de Ferro” para fazer o que era certo? - Pepper tentava pensar em algo rápido para não acabar brigando com a filha.
– Sim mas você não é agressiva...- Stella revirou os olhos.
– Pelo amor de Deus, mãe! - Ela deu um passo pra trás, olhando para a mãe de forma irritada. – Papai não é agressivo e é considerado um herói. Eu só estou fazendo parte da festa. - Ela recolheu um saco que tinha perto da porta, jogando as roupas que ia dar dentro do saco.– E se você não se lembra, eu voltei da escola com as mãos cheias de sangue uma vez por que um menino apertou minha bunda com treze anos. - Pepper lembrava bem da cena. Ela olhou para Stella enquanto ela jogava com raiva as roupas no saco, esperando a raiva passar um pouco. Stella suspirou longamente e parou, olhando para mãe. – Olha mãe, eu sempre vi meu pai fazer as coisas e sempre quis fazer parte dessa loucura. Não me peça para dar pra trás agora. Eu encontrei o que me faltava. Eu consigo fazer isso. — Ela respirou fundo olhando para a filha, parecendo ver Tony. Os traços de Stella sempre variavam. Tinha momentos em que era totalmente igual a ela, sendo responsável e organizada, procurando ajudar os outros. Em outros momentos, era totalmente egoísta, egocêntrica e teimosa. Naquele momento estava sendo totalmente teimosa, procurando ajudar os outros ao mesmo tempo.
– Já pensou na possibilidade de ter uma vida normal? Sem câmeras e confusões, filha? - Stella deixou o saco de lado, olhando para a mãe de forma séria.
– Eu fiquei no anonimato com Steve por dias. Eu não sei viver “só” anônima. Eu preciso saber que vai ter alguma menina que vai me parar na rua, sorrindo e pulando de alegria por que conhecer. Que eu vou ser chamada para posar na capa da “Elle” quase mês sim, mês não. Que vou ser garota propaganda da Gucci por um ou dois anos seguidos. Eu gosto da fama, mãe. Não consigo ser “normal”. - Pepper sentiu-se derrotada. Ela era puramente uma Stark. Sem dúvida.
– Pelo jeito você já se decidiu então. - Stella apenas concordou com a cabeça. – Eu só não quero te ver machucada. - Stella estava começando a se irritar com a mãe.
– Mãe eu não vou ser como você que vê o papai se esfolar inteiro e não faz nada. Aliais, você faz: Você cuida dele, fica de olho nos negócios. Mas eu quero estar ali, do lado dele e do Steve quando a maré subir, entende? Não quero ficar sentada, aflita no sofá sem fazer nada, vendo eles se arriscarem na TV. — Pepper ficou um pouco ofendida, mas tecnicamente, ela realmente não fazia nada para ajudar Tony. Dava apoio mas muitas vezes o criticou por conta da armadura.
– E o que Steve pensa? — Ela suspirou ao pensar nele. Por Steve, nem ele e nem ela estavam naquela loucura. Mas era o dever deles.
– Ele não foi muito a favor do experimento, mas eu já tinha minha cabeça feita. — Olhou rapidamente para a mãe, sorrindo ao piscar para ela. — Se é que você me entende. Se meus pais nunca conseguiram me fazer mudar de ideia, acha que Steve vai conseguir assim de primeira? — Pepper sorriu, notando uma rosa dentro de uma bolsa jogada na cama da filha. Ela pegou e olhou para a flor que estava murcha mas que continuava bonita.
– Ele te deu? — Stella desviou os olhos de outra pilha de roupa para a mãe, sorrindo com a lembrança do buquê de flores em seua mente.
– Foi. Devia ter visto o buquê. — Pepper fez uma cara de impressionada. — O que? — Ela riu colocando a rosa de volta aonde tinha achado.
– É que eu nunca pensei que fosse te ver assim por alguém tão cedo. - Stella tentou não pensar no que ela falava.
– Já fazem três anos, mãe. Eu superei. — Pepper concordou com a cabeça.
– Eu sei. Você ficou mais fria e sarcástica depois do Johnny. — Stella olhou extremamente irritada para a mãe.
– Não fale esse nome perto de mim. — Ela levantou as mãos em sinal de rendição.
– Tudo bem. Mas você sabe que a sua mudança foi culpa...- Ela cortou a mãe de forma ríspida.
– Sim, foi culpa do Johnny. Aquele cretino, bastardo que nem a própria irmã consegue aturar. Tenho pena do Doutor Richards. Foi um ótimo mentor no curso de mecânica que papai me conseguiu. Mas infelizmente o cunhado dele teve de se meter.- Stella morria de raiva de Johnny Storm, o Tocha Humana. Ele havia conquistado seu coração mas o quebrou no mesmo mês ao ser pego aos beijos na festa de aniversário dela com uma de suas amigas da faculdade. Ela jogou uma molotov improvisada no carro dele e pediu para seus seguranças afastarem ele dela sempre que o vissem. Depois de algumas tentativas, ele desistiu, para a alegria e tristeza de Stella. Ela ainda tinha um pouco de esperança de ele realmente gostar dela mas todas foram para o ralo junto com o “desaparecimento” dele. – Podemos mudar de assunto? - Pepper concordou com a cabeça, pegando algumas roupas do chão.
– Aonde posso colocar elas? - Ela olhou para as roupas na mão da mãe, pensando por um momento.
– Separe por tipo. Calça com Calça, blusa com blusa. Depois eu vejo melhor. Só quero organizar aqui agora. — Pepper ajudou Stella a terminar de organizar seu quarto, não demorando a serem chamadas por Natasha para irem jantar. Só quando isso aconteceu que Stella se deu conta de que já passava das dez da noite.
– Seria melhor você comer e ir descansar. Foi um dia longo. - Ela passou uma mão pelo rosto de Stella, sorrindo carinhosamente. Ela concordou com a mãe, abraçando-a demoradamente.
– Só se você também fizer o mesmo. - Pepper estava extremamente cansada, mas passava por cima disso para ficar de olho em Stella ou mesmo em Tony. Ela se soltou da filha, beijando a testa dela.
– Tudo bem, eu descanso também. - Riram juntas no caminho para a “cafeteria” da base.
Ao chegarem lá, Clint estava empoleirado como uma grande ave em uma mesa, Natasha sentada ao lado dela e de seu outro lado estava Bruce. Tony e Steve se encaravam, um de cada lado da mesa. Mastigavam a comida sem realmente prestar atenção, enquanto Clint e Natasha pareciam ficar de olho caso eles se atacassem.
– Esta tudo bem querido? — Pepper colocou uma mão no ombro de Tony, olhando para ele sorrindo. Tony sorriu de volta, esquecendo a rivalidade com Steve por um momento.
– Sim, amor. Só estamos jantando. — Ele olhou um pouco feio quando Stella sentou ao lado de Steve que já tinha um prato de arroz com frango e salada esperando por ela. Ela agradeceu com um beijo rápido, começando rapidamente a comer.
– Pai eu preciso da sua ajuda depois. — Tony olhou para ela de relance, abocanhando um grande pedaço de frango.- Quero fazer uma revisão na minha armadura. — Tony concordou enquanto mastigava, olhando para a filha assim que engoliu a comida.
– Não achava bom fazer uns testes com ela? Podemos voar um pouco e testar a resistência. — Steve olhou para Tony um pouco preocupado.
– Se precisa de ajustes, não acharia melhor evitar o voo?- Stella viu o pai segurar uma resposta mal criada ao olhar para ela. Stella assim como o pai odiava que as pessoas dessem palpite em seu trabalho.Stella olhou para Steve de forma gentil, como se explicasse algo para uma criança.
– Ele não quer dizer voar em espaço aberto. Podemos fazer os ajustes e testar a potência de voo dentro do laboratório mesmo.- Bruce pareceu ter ouvido de cachorro, pois no segundo em que ouviu a palavra “voo” e “laboratório” juntas, ele se virou para Tony e Stella.
– Seria pedir demais que vocês tomassem muito cuidado para não destruir o único espaço que eu tenho para trabalho? - Stella riu, batendo no ombro de Bruce.
– Calma Bruce, papai não destruiu a casa quando construiu o homem de ferro. Duvido que destrua o laboratório. - Bruce olhou um pouco desconfiado, sorrindo de forma descontraída, mostrando que não estava bravo.
– É Bruce, não vou quebrar mais do que a janela. — Tony olhou de forma séria para Bruce, mas falando em tom de brincadeira. Alguns segundos depois, eles ouviram passos vindo da entrada principal da cozinha, Fury aparecendo logo em seguida.
– Aproveitando o almoço, senhoras e senhores? - Clint mostrou seu sanduíche, sorrindo enquanto mastigava, fazendo Fury desviar os olhos dele para Pepper que comia como a rainha da Inglaterra. – Isso e bom. Assim que terminarem, seria bom que todos fossem para a sala de reuniões. Tenho um comunicado a fazer. - Ele olhou de forma cúmplice para Bruce, olhando em seguida para Stella. – Senhorita Stark, seria bom que visitasse seus aposentos antes de se dirigir a sala de reunião. - Ela confirmou com a cabeça, pouco antes de ele se retirar pelo mesmo lugar que entrou. Bruce olhou para Stella sorrindo.
– O que? Vai ficar me encarando como no colegial? — Bruce riu dando os ombros.
– Você verá. - Ele se limitou a dizer.
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Quando Stella chegou em seu quarto, acompanhada de Pepper e Natasha, ela viu um conjunto de roupa que ela não tinha, e provavelmente havia sido Natasha quem havia separado para ela.
– Fury pediu para que você fosse “bem vestida”. - Stella olhou para a roupa e o par de botas em sua cama e sentiu-se animada. Isso era um bom sinal.
– Não vou ter uma roupa como a sua? Que discriminação é essa? - Brincou enquanto sua mãe fechava a porta e Stella já tirava a roupa para vestir a que estava na cama.
– Pensei ter escutado certa vez de que “odeia ser par de vaso de alguém” — Stella revirou os olhos com a citação, mostrando a língua de forma infantil para a amiga.
– De certa forma, é bem apropriado, filha. — Stella concordou com a mãe. Em poucos minutos, Stella estava vestida com a calça, botas e a blusinha com o colete. Jogou a jaqueta por cima, se maquiando rapidamente. Quando Natasha viu ela colocar uma maquiagem a altura da roupa, ela sorriu como poucas vezes fazia, mas sempre na presença de Stella ou de Clint.
– Certo, estou pronta. Vamos? — Stella disse terminando de colocar os brincos, mandando um beijo vermelho para o espelho.
Stella andava na frente, Natasha a esquerda e Pepper a direita. Quando chegaram a sala de reuniões, todos olharam para ela, Fury sorrindo de forma discreta. Os cabelos de Stella estavam parecidos com o de Natasha. Soltos e embaralhados de forma fashion. Os lábios muito vermelhos de Stella sorriram de forma satisfeita ao ver como Steve a olhava. Parecia que ele nunca havia visto ela antes.
– Muito bem, Senhoritas, peço que sentem-se. - Fury indicou os lugares vagos na mesa para elas. Stella sentou entre seu pai e Steve, Pepper ao lado de Tony e Natasha ao lado de onde Fury estava em pé. – Primeiramente eu gostaria de agradecer o desempenho da parte do Senhores Banner e Stark para conseguir filtrar e sintetizar o soro, assim como a Senhorita Stark por ter se voluntariado. - Fury pegou uma pequena maleta prateada com o símbolo da S.H.I.E.L.D. Ele fez sinal com a mão para que Stella se aproximasse. – Senhoras e senhores, eu gostaria de apresentar a vocês, oficialmente, a mais nova membro da Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão, ou como todos conhecem, S.H.I.E.L.D. Bem vinda Agente Sete. - Fury abriu a maleta para Stella. Dentro dela haviam duas armas, pentes recarregáveis para as mesmas, na parte superior, um cartão e um crachá com uma foto sua de alguns dias atrás. Nele havia os emblemas da S.H.I.E.L.D, junto de seu nome “Agente 7 Nível 1” e a data de hoje. Stella suspirou ao passar os dedos pelas armas, subindo sua mão em direção ao crachá da S.H.I.E.L.D em seguida.
– Obrigada Fu... Comandante Fury. - Tinha de se policiar dali para frente. Ele era seu superior. Mas ela não deixaria de ser uma Stark por isso.
– Seja bem vinda a equipe. Espero que não seja tão negligente como seu pai. — Stella sorriu.
– Serei mais do que ele. Por isso me escolheu. — Fury riu, apertando a mão dela para selar o compromisso.
– Sem dúvida. Seus deveres começam agora. Preciso que se reúna com Senhor Stark para ajustes na armadura. Ela será uma de suas armas. — Stella confirmou com a cabeça, totalmente satisfeita. Trabalhar na armadura era tudo o que ela mais queria. Tony bateu na mesa de forma divertida, se levantando.
– Tudo muito bonito, tudo muito bom. Mas Stella e eu temos trabalho a fazer. — Tony bateu de leve no ombro de Fury, passando um braço pela cintura de Stella, pegando a maleta da mesa com a outra. – Isso é tudo? - Fury já estava acostumado com Tony para se importar com a forma que ele reagiu a reunião.
– Isso é tudo, podem se retirar. — Stella foi praticamente arrastada por Tony para o laboratório.
– Pra que a pressa, pai? — Tony diminuiu o passo quando notou que estavam só os dois a poucos metros do laboratório.
– Aquele olhar de velho tarado do Rogers pra você estava me irritando. Pra que esse decote? — Stella revirou os olhos rindo, não acreditando no que seu pai havia feito.
– Controle-se Anthony Stark. - Stella beijou a bochecha do pai, deixando uma bela marca de batom vermelho no local. Ele limitou a revirar os olhos para a filha.
Três horas se passaram. Stella atualizou com ajuda do pai o sistema da armadura, tendo praticamente uma cópia do sistema do pai com algumas poucas modificações. Testou por bastante tempo os estabilizadores de voo, deixando Tony totalmente orgulhoso. Stella estudou por tanto tempo as armaduras do pai que conseguiu criar uma cópia quase perfeita da primeira armadura completa dele. A única diferença entre ela e seu pai era de que ele tinha um eletro-imã em seu peito, ela não.
– Pela última vez, eu sei voar! — Stella falou de forma impaciente de dentro de sua armadura, cruzando os braços de forma irritada Ao olhar seu pai suspirar na tela de seu capacete. Seu pai ficava dando coordenadas de voo para ela, quando ela sabia muito bem para onde ficava o norte.
– Ok então, vamos para o teste final. — Disse pela “conferência” entre as armaduras, andando para fora do laboratório.
– Vamos voar, finalmente? - Tony sentiu a animação na voz da filha. Apenas quando chegaram ao convés, Stella e Tony lado a lado, que Tony confirmou.
– Acione o modo de voo quando eu disser três. — Stella confirmou. – Um... Dois... Três! - Eles dispararam para o céu ao mesmo tempo, há apenas algumas metros do convés. Se eles se distanciassem demais, poderiam correr o risco de perder a base de vista. Stella rodopiou pelo céu gritando de adrenalina, finalmente aproveitando a sensação de voar. Quando mais nova, seu pai disse que nunca a deixaria voar em sua armadura por ser muito perigoso. Mas a situação havia mudado. Stella agora era uma agente da S.H.I.E.L.D e tinha construído sua própria armadura. Tony não poderia segurar mais ela.
– Sistema sobrecarregado. Diminua a potência de voo Senhorita Stark. — A voz de seu sistema pessoal avisou sobre o colapso que a armadura começou a sentir quando ela alcançou mais altura que seu pai.
– Pai meu sistema está...-
– Sobrecarregado. Eu sei. Preciso dar um jeito nisso. Só não voe muito alto. Vamos dar uma volta. Venha atrás de mim. - Tony acelerou, voando para longe da base. Ele sabia muito bem como achar a base e não via problema em se afastar. Stella já não preferia arriscar. Não queria dar vexame e se perder em seu primeiro voo livre. Tony por outro lado, já tinha a base em seu mapa pessoal de orientação. Jarvis dava as coordenadas vez ou outra, mas Tony e Stella iam se guiando sozinhos. Sentiram o sol de forma pura por cima das nuvens, aquecendo de forma boa a armadura. Rodopiaram em sintonia, brincando entre si. Tony nunca pensou que poderia ser tão bom ter uma companhia durante um voo livre. Stella brincava com seu estabilizador de voo, abrindo buracos em nuvens, voando como se fosse um pássaro. Tony calculou a distancia da base para a Coney Island, voando a toda velocidade com Stella em sua cola. A roda gigante ao entardecer era linda, suas luzes sendo acendidas uma a uma com a aproximação da noite. Stella passou pela abertura da roda gigante, balançando sua estrutura ao passar, rodando enquanto voava. A sensação de liberdade não se comparava a nenhuma outra.
– Acho que vou aposentar os carros, pai. — Tony gargalhou ao ouvir aquele comentário, ambos agora voando baixinho o suficiente para tocar o mar. Stella fechou os olhos enquanto voava em espaço aberto, sem perceber que logo em frente havia um navio cargueiro.
– Atenção, risco de colisão. Cem metros para acidente. — Stella abriu os olhos a tempo, desviando de forma ágil, rindo ao ficar o lado do pai. Ele entendia perfeitamente a sensação que ela estava tendo, por isso não a culpava de quase colidir com um navio.
No convés, Pepper tomava seu chá inglês, olhando para o céu em busca de Tony e Stella.
– Eles ainda estão fora? - Steve perguntou ao aparecer alguns minutos depois. Pepper confirmou com a cabeça.
– Do jeito que eu conheço Tony, ele e Stella são capazes de voltar só amanhã.- Pepper falou em um sorriso. Já estava escuro e fazia duas horas que eles haviam saído para o voo de teste.
– Não acha perigoso? — Pepper riu. Steve tinha a mesma apreensão que ela tinha quando começou a namorar Tony.
– Tenha uma coisa em mente, Steve.- Falou de forma gentil e até risonha. – Stella é o pai de saias. Não tente prender ela em uma gaiola. Não funciona. Eu já tentei. - Ela sorriu de forma sugestiva, tomando um gole de seu chá.
– Agente Stark, comandante Fury pede para que você e o Senhor Stark retornem a base. — Agente Hill apareceu na tela do visor de Stella, no que ela levou um susto, não esperando a ligação.
– Certo. Algo urgente? - Tony começou a fazer a volta, seguindo o mapa que dava para a base.
– O Senhor tem uma missão para você e a Agente Romanoff. - Ela ficoufeliz em ouvir aquilo.
– Certo. Estaremos ai logo. — Stella voltou a abrir a ligação com a armadura do pai, sorrindo de forma travessa.– Cem pratas que eu chego na base antes de você.- Tony ficou sério.
– Duzentas que eu vou pisar no convés antes de você. - Sem mais uma palavra, eles usaram toda a potencia que ainda tinham, em direção leste para a base da S.H.I.E.L.D
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