Strange In The World Behind My Wall
37 Capítulo 35. Grosseria e mágoa
Notas iniciais
Eu fui um pouco grosso com a Mi, eu sabia disso e estava arrependido de verdade, mas era o único modo de fazer com que ela não voltasse a se cortar ou a vomitar tudo o que ela comia. Eu estava tão errado assim SexGott? Ela realmente precisava ficar sem conversar comigo por quase doze horas?? Deve ser TPM, não é possível!!
*Flashback on
Quando eu reparei no jantar eu percebi o porquê do repentino silencio da Mimi. É claro que ela sabia que ia ter que comer a comida toda, e sabia também que aquilo não tinha menos que 1075 calorias.
Senti sua mão apertar a minha com uma força incrível! Doeu pra caralh* mas eu, como todo homem que se preze, não gritei. Só gemi um pouco, e foi baixinho, minha mãe nem ouviu. *orgulho de mim*
Eu me virei para a Mi e a abracei. Eu sabia que, naquela hora, qualquer coisa que eu dissesse iria se virar contra mim. Senti algumas gotas caírem em meu ombro. Ela estava chorando... Droga! Isso e que dá namorar alguém tão novo... É tão complicado!
Passei minha mão por seus cabelos até que ela parou de chorar. Minha mãe e meu padrasto só observavam a cena em silencio. Eu não fazia idéia do que eles estavam pensando, eu só esperava que eles não tivessem percebido que ela tinha chorado.
Quando ela se acalmou um pouco mais eu soltei ela do abraço e, num sorriso de incentivo, passei um braço por sua cintura a segurando e a levei para a mesa. Eu sabia que ela queria falar algo do tipo “estou passando mal e não vou comer”, mas eu fui mais rápido do que ela.
- Mãe... Não tem uma salada menos... Calórica? – eu perguntei tentando ser delicado.
- Mas você adora essa salada! – ela já estava começando a se sentir injustiçada.
- Mas... – droga, o que eu iria falar? — Eu estou de dieta!
- Faça-me o favor Macky! Você é uma das pessoas mais magras que eu conheço! Pode comer tudo sem reclamar! – ela brigou comigo. Olhei para a Mi como quem se desculpava.
- Midori, você não vai comer nada? – minha mãe perguntou totalmente gentil com a Mi.
- Eu... Eu não como carne... – Midori disse meio tímida. Ela estava mentindo, eu sabia que ela comia peixe e rã — nojo! – mas minha mãe não sabia...
- Ah! Me desculpe... Bill não me avisou sobre isso. – ela olhou para mim brava.
- Mãe, não tem nem uma alface sem tempero não? – eu insisti com ela.
- Não Bill!! – ela estava claramente irritada – Midori pode pegar salada...
- Tá! – ela não estava nada feliz.
- Mi... Você não precisa... – eu disse baixo. Apesar de sua melhora, ela ainda não comia muita coisa, no máximo 500 calorias por dia.
- Mas Bill... Ela vai ficar magoada comigo... – Mi estava quase chorando.
- Mamãe... Me deixa pelo amor de Deus fazer uma salada de alface! – eu já estava implorando.
- Bill, dá um tempo! – foi a vez do meu “pai” se intrometer.
- Bill deixa pra lá! – Midori disse quase gritando.
- Tá bom! Credo eu só queria te ajudar sua ingrata! – ops! Acho que fui um pouco grosso agora. – Desculpe-me.
- Tudo bem... Eu que tenho que te pedir desculpas... Eu fui... Grossa demais com você. Você não merecia isso... E é verdade... Eu sou uma ingrata mesmo. – Mi disse super conformada. Porque ela não me deu logo um tapa na cara? Eu merecia! Sério.
- Cara... Como assim você merece?? – eu perguntei super indignado.
- Merecendo. Agora cala a boca e come! – ela disse meio que nervosa.
O resto do jantar foi normal. Conversamos, contamos novidades e matamos a saudade. Midori e minha mãe pareciam se conhecer desde que elas nasceram e no fim do jantar as duas já estavam mais calmas comigo. Conversei também com meu padrasto. Sua banda estava tendo até que um bom sucesso na Alemanha. Eu fiquei feliz por ele.
Quando acabamos de jantar fomos para a sala. Pouco tempo depois eu vi a Mi indo em direção ao banheiro segurando algo firmemente com as mãos. Era algo prateado... Droga! Uma tesoura.
Eu saí correndo em sua direção, mas sem avisar nada a ninguém. Meus pais ainda não sabiam dos problemas da Mi. Consegui parar a Midori antes que ela entrasse no banheiro. Infelizmente eu tive que pegar ela pelo pulso e jogá-la na parede, prendendo-a entre mim e a porta de seu quarto que estava fechada.
Ela me olhava com muita raiva e lágrimas nos olhos. Havia um leve corte em sua testa. Droga! Eu a havia machucado... Sou mesmo um cuzão! E eu realmente duvidava que ela fosse falar comigo por um bom tempo...
* Flashback off
Notas finais
Beijinhos liebes =*
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