Strange In The World Behind My Wall
33 Capítulo 31. Aiko e Yuka juntos?
Notas iniciais
Eu quase tive um enfarte quando Bill pegou seu celular e ligou para meu irmão. Para falar a verdade eu quase tive um enfarte quando meu irmão atendeu e ele já foi perguntando se ele e a Yuka tinham transado sem ao menos dar um oi para o garoto. Fiquei completamente gelada.
Àquela altura Tom já tinha se unido à “festinha” e começara a rir de minha cara junto com Bill. Eu duvidava que fosse da minha cara, mas Aiko também estava rindo muito alto, pois dava para ouvir mesmo o celular do Bill não estar no viva-voz.
Quando Aiko parou de rir, e eu parei de ficar tão chocada, eu “delicadamente” tomei o celular das mãos de Bill e tentei falar com Aiko.
- Aiko? – eu perguntei com vontade de cavar um buraco para enterrar minha cara.
- Midori, que droga de pergunta foi aquela? – ele disse ainda rindo.
- Eu não faço a menor idéia! – eu menti descaradamente. Não deu certo porque os Kaulitz começaram a gritar que eu estava mentindo.
- Mi, me deixa falar com o Bill. – ele disse mandão. Obedeci a ele.
Eu ia matar o Bill! Como ele teve coragem de fazer isso? Sem falar que meu... A gente é japonês! Era para ele ser virgem ainda – eu não sei se ele é ou não... Mas sei lá! Acho que não.
- É porque ela estava falando de achar que você e a Yuka estavam juntos!
- Não, eu só fiquei curioso... E ela não sabia me responder.
- Jura?
- Como assim eu nunca soube disso? Que absurdo!
- Aff! Magoei agora! Por que ela nunca me contou?
Essas e algumas outras “lindas” frases era tudo o que eu escutava da conversa. Eu olhava para Tom desesperada! Eu não sabia se Tom estava mais fascinado com a conversa de Bill e Aiko ou se estava com a minha cara de pânico. Ele estava quase rolando de rir!
- Tá bom, vou passar o celular pra ela! Tchau cu! – Bill disse se despedindo de Aiko. Ele passou o telefone para mim.
- Ai? – perguntei morrendo de medo – Estou muito ferrada?
- Não amor! Mas me fala o porquê de você achar que eu e a Yuka estávamos juntos. – ele disse quase rindo de novo.
- Eu não achei isso... Eu achei que vocês fossem ficar juntos... – eu disse super tímida.
- E por que você achou isso? – ele perguntou de novo.
- Por que ela diz que vocês tão ficando muito íntimos aí... Mas íntimos de amizade... Sem falar que vocês moram juntos aí, e você sempre ficou olhando para a bunda dela! – depois dessa eu tinha certeza que ele ficara vermelho de tanta vergonha. Silencio perturbador de dez segundos.
- E então? – eu perguntei.
- E então o que? – ele disse.
- Eu acertei? – eu disse meio hesitante.
- Acertou... – ele disse meio tímido. Sorri. – Mas não conta pra ninguém não porque ela não queria que ninguém soubesse...
- Por quê? – eu perguntei em duvida.
- Porque no Japão isso é motivo pra gente se casar dã! Nossa tem hora que você é burra Mi! – ele disse zuando com minha cara.
- Eu sei amor... – eu disse triste, encarando minhas cicatrizes. Elas iriam permanecer para sempre...
- Como você está? – ele perguntou triste. Eu sabia que ele não perguntou se eu estava feliz.
- Como sempre amor... Hiroshima! Mas em reconstrução. – eu disse sorrindo de lado. Isso era verdade. Eu não me cortava mais com tanta freqüência.
- E a Ana e a Mia? Elas estão bem? – ele disse fofo como sempre. Ele era uma das poucas pessoas – tá, a única exceto eu – que as tratavam com carinho.
- Com raiva... Eu engordei três quilos! – eu disse tentando quebrar o clima ruim que estava chegando.
- Jura? E elas não te mataram? – ele disse surpreso, mas brincando comigo.
- Quase... Foi um dos mais profundos que eu já fiz em toda minha vida... Tive que ir para o hospital! – eu sabia que não era isso o que ele queria ouvir, mas eu não iria mentir para ele, não sobre isso.
- Desculpa... Eu devia ter ficado calado. – ele disse triste. Comecei a rir. Ele também.
Era engraçado como isso acontecia. Com Aiko eu sempre era diferente do jeito que era com o resto do mundo. Com ele, ao mesmo tempo em que eu estava triste, eu estava rindo de tanta alegria. Ele me completava de um modo incrível.
Com ele, se eu estava triste, ele estava alegre na medida para não me fazer entrar em depressão. Ele equilibrava as coisas em minha mente e coração. Suas emoções sempre me ajudaram a superar as minhas. Brincávamos que éramos gêmeos de alma, não de útero, ele era dois anos mais velho.
Depois de um tempo rindo eu e ele conversamos mais um pouco. Sobre a faculdade dele de gastronomia, sobre minha vida com os rapazes, sobre a Yuka, sobre os shows. Conversamos sobre tudo, o assunto nunca chegava ao fim entre nós. Ele era infinito. Mas o tempo não. E ele precisou desligar.
Despedi-me dele e então encarei Bill com um olhar de assassina.
Ele deu três passos para trás afastando-se de mim.
- Você não devia ter feito aquilo Bill! – eu disse gritando.
- A Mi... Qual é! Deixa isso pra lá! – os Kaulitz disseram ao mesmo tempo.
- Se eu fosse você eu ficava calado Tom! – eu disse olhando para ele com raiva. Ele se calou.
- Midori desculpa! Mas eu queria saber! Sem falar que ele é homem! Ele não liga de responder essas perguntas! – Bill disse fazendo birra, eu acho.
- Então você é o que? Mulher? Porque você nunca respondeu perguntas do tipo para a mídia! – eu disse com raiva.
- Mas é diferente! – ele disse.
- No que? – eu perguntei a ele.
- Em... – ele pensou – Nada... Desculpa Mi! Eu fui um grosso! Um jumento! – ele disse me abraçando e beijando meu rosto. Ele já não precisava mais abaixar tanto. Eu havia crescido. Estava com 170 cm. =D
- Tá! Agora me larga. – eu disse sorrindo angelicalmente e indo em direção à cozinha.
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