Strange In The World Behind My Wall

26 Capítulo 24. Crises de choro e fúria


Notas iniciais
Liebes eu estou tão tão tão feliz *- Eu recebi cada review... Um mais lindo que o outro!! Eu gostaria de agradecer a:
1.Bigodinho,pelos seus review lindos e super engraçados
2.Black_angelus, pelos reviews e por ter gostado desta fic '-
3.Juan_humanoid95,pelo review mais lindo que eu já li na minha vida... Você realmente me fez chorar ^-^
Eu fiz um capitulo mais caprichado do que eu estava planejando fazer para honrar essas três pessoinhas lindas que leram minha fic e deixaram reviews perfeitos :> Enjoy o/

Eu não sabia como eu iria ter coragem de encarar Bill depois dessa. Eu estava com tanta vergonha. Vergonha por ter corrido, por miado todo meu almoço. Vergonha por ter me cortado, por ele ter me ouvido vomitar e mesmo assim ter dito que me amava. Eu estava com vergonha de ser eu mesma, não, era pior, eu estava com vergonha de ter nascido. Só de saber que eu existia eu sentia vontade de me cortar de novo.

Mas eu não poderia fazer isso por duas coisas: primeiro, eu estava fraca demais, eu não iria conseguir me cortar de novo, e segunda e não menos importante, Bill estava me esperando lá fora.

Respirei fundo. Me levantei e andei devagar – sério, uma lesma andava mais rápido do que eu – pois não tinha forças suficiente para andar mais rápido. Abri a porta com dificuldade. Olhei para Bill morrendo de vergonha. Ele sorriu de lado.

Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Eu me senti péssima por isso e minha mão foi automaticamente em direção à Gillette que estava no bolso de minha calça. Bill olhou para minha mão e me encarou com raiva. Percebi por onde minha mão estava indo e rapidamente a tirei de meu bolso.

Ele esticou o braço e eu fui em sua direção, o abraçando ao mesmo tempo em que chorava em seu ombro. Tudo o que eu mais queria era morrer. Ele não merecia amar alguém como eu. Era injusto demais.

Mas ao mesmo tempo eu não podia me permitir morrer. Ele era tudo o que eu sempre sonhei e agora ele me pertencia. Ele me entendia tão bem! Se em algum momento de minha vida eu cheguei a acreditar que almas-gêmeas não existiam, ele fez com que eu mudasse completamente de idéia.

Eu nunca poderia dizer que ele me completava. Isso era mentira. Ele me complementava. Era o que eu fazia com ele. Com ele eu era mais que completa. E ele esteve sempre ao meu lado nos momentos em que eu mais precisei. Era o que ele estava fazendo agora. Estando comigo quando eu mais preciso.

Eu podia perceber que não era só eu que estava chorando. A única diferença é que o choro dele era silencioso. Ele não queria me perturbar e nem me fazer me sentir culpada. Mas eu sempre me sentia assim. Perto dele eu não era nada além de estranha.

Ele era tão lindo, magro e perfeito! Sempre alegre, e eu aqui, o oposto completo dele. E eu estava fazendo-o sofrer. Por minha causa. Aaaargh! Que nojo eu sentia de mim mesma! Eu queria sumir... Mas como eu já disse, eu não posso. Eu tinha que fica com ele.

- Mimi... – ele disse carinhosamente. Eu amava quando ele me chamava de Mimi. Ele beijou meu cabelo me fazendo olhar para ele.

- Que? – eu disse com os olhos cheios de lagrimas.

- Por que você faz isso? – ele disse pegando em meu pulso recém-cortado. Eu comecei a chorar. Ele me abraçou.

- Não precisa chorar. Eu não estou te culpando. Eu só queria... Entender... – ele disse num sussurro quase inaudível.

- Porque eu me odeio Bill! Só por causa disso! – eu disse num surpreendente ataque de raiva. Soltei meu pulso de seu braço com violência – e doeu muito! – e sai de perto dele.

Sai andando com raiva e fui em direção para a mesa. Os rapazes ainda estavam lá. Eu fiquei com raiva novamente. Como eu iria encará-los? Paciência! Fui em direção a eles e me sentei ao lado de Tom. Ele me olhou com curiosidade. Ele parecia em busca de algo para me incriminar. Mas eu não tinha nenhum chupão em meu pescoço.

Sorri para ele. Ele me olhou como se perguntasse onde estava o Bill. Dei de ombros. Eu não sabia onde ele estava e não queria saber tão cedo. Eu tinha sido uma vaca com ele. E ele não havia merecido a minha vaquice, nem um pouco!

- Midori me desculpa? – Gustav disse baixinho chamando minha atenção.

- Pelo que? – me fiz de desentendida.

- Por ter perguntado sobre o bife... Eu não sabia que você iria reagir assim... Você também é vegetariana? – ele disse baixinho de novo. Eu comecei a rir. Ele achou que eu saí correndo que nem uma louca por ser vegetariana? Que fofo!

- Gustav não tem nada a ver! Não foi por isso que eu saí daquele jeito da mesa, você não me deve desculpas nenhuma! Eu que te devo... Você pode me desculpar? – eu disse sorridente.

Foi aí que duas coisas aconteceram. Primeira: eu levantei minha mão por cima da mesa para pegar meu copo de água – ou o copo de Bill, eu não sei – e eu deixei meu pulso à vista. Segunda: eu percebi que estava sem pulseira nenhuma e nem havia passado maquilagem no corte para disfarçá-lo ao mesmo tempo em que Tom.

Tom, discreto como sempre, pegou meu pulso e disse um escandaloso:

- UOU! Que isso guria?! Você é radical mesmo hein? – e pegou meu pulso com delicadeza – lê-se um jumento teria sido mais delicado.

- Isso não é da sua conta Tom! – Bill disse surgindo de repente por detrás de mim e soltando meu pulso das mãos de Tom.

Eu sempre me perguntei se Bill tinha tido alguma coisa para os meninos sobre o fato deu me cortar e de ter Anna e Mia. Pelo visto ele nunca dissera uma única palavra a eles, pois agora todos na mesa me olhavam barbarizados. Exceto Bill.

Ele se sentou ao meu lado e pegou minha mão, escondendo-a embaixo da mesa. Depois ele olhou para todos na mesa e, sem delicadeza alguma, disse:

- Vocês não têm nada melhor pra fazer do que ficar vendo a namorada dos outros não? – rapidamente todos na mesa começaram a conversar sobre qualquer coisa na qual eu não prestei muita atenção.

Bill continuou ao meu lado, segurando minha cintura. Ele cantava “Durch Den Monsun” ao mesmo tempo em que passava o dedo por cima de minhas varias cicatrizes no pulso esquerdo.

Eu estava tonta o suficiente para não ligar com os olhares que o pessoal lançava para mim a todo instante. Tom parecia se sentir culpado. Ele até tentou acariciar meu joelho – sem maldade, como se estivesse pedindo desculpas, ou me consolando – mas Bill o olhou com tal fúria que ele retirou a mão antes mesmo de pousá-la em meu joelho.

Fechei meus olhos e encostei meu rosto no peito de Bill. Depois disso eu não me lembrava de mais nada.

Notas finais
Gostaram meus amores? Tomara que sim, eu realmente me esforcei para fazer um capitulo lindo para vocês ^-^ Se alguém quiser pode mandar review que eu não vou reclamar tá? kk' Beijinhos a todos *-