Strange In The World Behind My Wall
24 Capítulo 22. Por isso eu a amava
Notas iniciais
P.O.V. Bill
Eu já estava começando a achar que foi uma péssima idéia a Mimi ter vindo morar comigo. Não que ficar o dia todo com ela fosse ruim, muito pelo contrario, era ótimo, mas os rapazes ficavam a chamando de Mi, amor, etc., sendo que só eu posso chamar ela assim!
Sem falar dos comentários indiscretos que eles fizeram sobre a noite anterior...Poxa vida! Ela era a MINHA namorada! Se eu não puder fazer amor – eu sei que isso soou gay, mas deixa pra lá – com minha própria namorada eu estou literalmente na merda! Eles viviam me enchendo o saco por eu não ir pra cama com toda garota que me pedisse como Tom, agora que eu vou para a cama com alguém eles ainda ficam enchendo o saco? Tenha dó!
Midori apertou minha mão e, no exato momento em que ela fez isto eu esqueci completamente minha fúria. Eu estava com ela, era só isso que importava agora. “Enterrei” meu rosto em seus cabelos – o salto dela fazia com que eu conseguisse fazer isto sem ter que me ajoelhar – e senti o cheiro de seu delicioso shampoo de cereja.
Apesar de ser um cheiro inocente ele me dava vontade de fazer coisas impublicáveis. Para falar a verdade acho que nem era o cheiro de seu cabelo, era ela própria. Só o fato de eu saber que ela existe já me faz ter vontade de possuí-la. Für Immer.
- Mimi... – eu sussurrei em seu ouvido.
Ela se virou para mim e me beijou. Ela havia entendido. Ela, de certa forma, era quase tão “conectada” a mim quanto Tom. Ela sempre sabia o que eu estava sentido e o que eu queria. Não importava onde cada um estivesse ela sempre sentia o que eu estava sentido e ela sempre sabia o que eu estava pensando.
Ou talvez ela tenha percebido que eu só a chamo de Mimi quando quero transar com ela. Mas isso não importa. O que importa é que eu estava beijando ela. Ela tinha lábios tão macios e suaves, e sua língua era como se me contasse todos os seus mais secretos desejos. Eu sabia disso e eu iria realizá-los. Mas antes eu iria ter que ir para o hotel.
- Georg, Gustav... – eu disse chamando a atenção deles.
- Que? – eles disseram ao mesmo tempo.
- Quando o Tom resolver largar a garota, ou então antes dele levar ela para o hotel, que é o mais provável, avisa para ele que eu e a Mi já fomos para o hotel e que a gente tá levando o carro dele e por isso é para ele usar o meu. – eu disse e entreguei a chave do meu carro para Gustav.
Georg nos olhou com uma cara de “aaah safadénhooos!!” e a Midori começou a rir. Eu comecei a rir também e fui com ela até o carro do Tom. Ela se sentou do lado do motorista e eu fui dirigindo. É claro que eu poderia deixar ela dirigir, mas além dela não saber dirigir ainda, eu gostava disso. Dava-me uma sensação de liberdade imensa!
Ficamos em silencio por uns dois minutos e então eu quando eu decidi quebrar o gelo ela vira e fala:
- Bill... – ela disse com aquela vozinha mimada que me deixava louco.
- Sim liebe? – eu disse.
- Por que que eu não posso usar meu própria dinheiro para pagar minhas próprias coisas e por que o Damião tem que me seguir para tudo quanto é lugar o tempo todo?
- Simples! Porque eu tenho dinheiro e quero te sustentar e porque sua segurança é muito importante para mim! – eu disse sorrindo.
- Você sabe que eu tenho que comprar coisas de mulher e que eu simplesmente não tenho coragem de comprar na frente do Damião né? – ela me perguntou com uma pontada de irritação na voz.
- Coisas como o que? – eu perguntei parando no sinal vermelho e olhando para ela.
- Eu não vou te contar. – ela disse desviando o olhar e ao mesmo tempo corando.
- E por que não?
- Por que dá vergonha... – ela disse meio encolhida no banco do carro.
- Me conta vai... Você não tem que ter vergonha de mim... – eu disse tentando persuadi-la. Pelo visto deu certo.
- Coisas como... – ela hesitou um pouco e completou – absorventes sabe? Querendo ou não eu sou mulher eu menstruo! E como você quer que eu compre um absorvente com um segurança ao meu lado? – ela disse completamente irritada. Eu não sabia o que dizer. Para ser sincero eu nem lembrava que mulheres menstruavam. O.O
- Bem Mimi... Sei lá! Pede pra Natalie comprar para você. – eu respondi sem jeito.
- Eu não gosto dela... – ela falou emburrada. Comecei a rir. Ela ficava tão fofa quando falava desse jeito.
- Por que não? – eu perguntei entre risos.
- Por que... Eu não sei... Eu só não vou com a cara dela. – ela respondeu no exato minuto em que chegamos ao hotel.
Assim que chegamos ao quarto não demorou muito para ficarmos completamente nus. Essa noite, assim como em todas as outras junto com ela, foi especial. Mas essa foi diferente. Normalmente eu era mais... Desobediente com ela. Eu não era o mocinho. Mas dessa vez eu fui comportado.
Eu não estava com pressa nenhuma. Eu só queria curtir essa noite com ela. Ela era perfeita. Eu não conseguia me conter. Eu tinha que beijá-la. Era como se não beijá-la, tocá-la, tê-la pudesse me causar dor física. Isso acabava comigo.
Mas eu tinha ela só para mim. Por isso ela era minha. Por isso eu não me importava em talvez deixá-la usar seu próprio dinheiro ou ir a alguns lugares sem segurança. Por isso eu faria tudo por ela. Porque eu a amava.
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