Strange In The World Behind My Wall
39 Capítulo 37.Conversas sobre o futuro e Tom in love
Notas iniciais
Se eu disser que nada acontecera com a gente naquele quarto eu estaria mentindo. É lógico que teve algo, mas não é nada do que vocês devem estar pensando. Depois que entramos no quarto nós ficamos conversando sobre nosso futuro.
- Midori – Bill começou a falar me deixando com medo, ele só me chamava de Midori quando algo de ruim estava acontecendo entre a gente – Você é uma garota né?
- Claro que não Bill, eu sou um traveco [n/a: nada contra a quem é u.u] – puta que pariu! Que tipo de pergunta era essa??
- Não amor... Você entendeu errado! – ele disse rindo – Eu quis perguntar se você era que nem aquelas garotas que amam laços, rosas, que sonham com seu “príncipe encantado”, e... – ele respirou fundo e completou com uma voz engasgada – casamentos e filhos!
- Bill, você sabe muito bem que eu tenho certo pavor a rosa e coisas de menininhas. Eu amo rock!! E eu já achei meu “príncipe encantado” – eu disse dando ênfase às aspas.
- É, eu sei disso... Mas e quanto a casamento e filhos? – ele perguntou preocupado.
- Eu acho que não Bill... – eu disse decidida.
- Quer disser que você não gostaria de se casar e ter uma família comigo? – ele disse parecendo magoado enquanto se levantava da cama.
- Não amor! É claro que eu quero! Mas eu só tenho 14 anos... Eu... Eu... É um pouco cedo para isso você não acha? – eu disse morrendo de medo dele querer que eu engravide.
- Você vai fazer 15 daqui a cinco dias, por isso que Tom resolveu voltar mais cedo de Portugal... – ele disse sério, mas depois ele sorriu – Mas eu concordo com você... Eu só estava com medo de você querer ser mãe tão cedo!
- Desse medo você pode se livrar... Uma coisa que eu não quero é ser mãe! – eu disse rindo.
- Sabe o que eu estava pensando? Acho que deveríamos comprar uma casa aqui na Alemanha. Fica tão difícil fazer sexo na casa dos meus pais! Tínhamos que ter uma casa só para gente. – Bill disse nem um pouco safado...
- Bill! Deixa de ser safado! — eu o repreendi.
- Até parece que você não gostou da idéia! – ele disse me pegando por trás e beijando meu pescoço. Arrepiei-me toda!
- Bill... Agora não... Deixa sua mãe sair pelo menos! – eu disse me virando de frente para ele.
- Mas... – ele começou a protestar. Coloquei meu dedo em seus lábios para ele se calar e sussurrei em seu ouvido – Eu prometo que farei o que você quiser depois que estivermos a sós.
*Midori off
*Tom on
Cara, como uma garota quase tão pequena quanto a Midori – e igualmente gostosa, ou até mesmo mais, se é que isso era possível – poderia me deixar tão louco assim? Isso era um absurdo! E o pior e que eu gostava disso.
Desde que me apaixonei por uma garota que partiu meu coração, aos onze anos, tudo o que eu tinha eram aventuras de uma noite. Eu me achava o homem mais sortudo do planeta! Todas as noites eu tinha minha garota perfeita, apenas por uma noite, mas era o suficiente. Eu sempre tive garotas à espera de ser minha por uma noite, e eu sempre chamava uma, mas agora era diferente.
Eu estava disposto a deixar de lado todas as minhas garotas perfeitas para ficar com A minha garota perfeita. Ela era demais! Ela podia ser nova, mas ela não era estúpida, ela poderia ser mandona, mas eu a obedecia com prazer!
Ela era tudo o que eu nunca pedi para Deus – até porque eu não acreditava nele “u” . “u” – e tudo o que eu pediria se acreditasse nele. Ela era perfeita demais! Linda, sexy, nunca era vulgar apesar de me deixar louco na cama, divertida, com um ótimo corpo, ela era minha segunda melhor amiga – a primeira é minha cunhadinha “^” . “^” – e a única pela qual eu realmente havia me apaixonado.
Pensar nela, e saber que ela era minha, me fazia me sentir o homem mais feliz do mundo! Mas logo eu pensava que isto iria durar pouco, ela não queria me acompanhar que nem a Midori fazia com Bill, ela queria terminar seus estudos e, apesar disso me entristecer, eu apoiava ela completamente!
- Tom, vem pra cá! – Dani me chamou de um jeito manhoso.
- Só vou terminar esse cigarro que já vou amor... – eu havia dito para ela.
- Você tem que parar de fumar, isso faz mal! – ela me recriminou.
- E daí? É tão bom fumar! Você deveria experimentar... – eu disse só para provocá-la. Eu nunca a deixaria fumar.
- Sonso! – ela disse aparecendo na varanda apenas de calcinha [fio-dental, diga-se de passagem].
- Você está doida? Entra agora! E se alguém te vires assim? – eu disse irritado.
- Você esta com medo de ser fotografado ao lado de uma mulher seminua Tom Kaulitz? – ela disse franzindo a testa.
- Não! Estou com medo de alguém ver a MINHA mulher seminua!! – eu disse.
- Ai que fofo! Você está com ciúmes! – ela disse com os olhos brilhando.
- Estou sim! Agora entre... – eu disse dando um leve tapa em sua bunda quando ela se virou. Ela começou a rir.
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- Hmmmm... Acho que estou com dor agora. – Dani reclamou ao mesmo tempo em que levantava e se espreguiçava.
- Aonde? – perguntei por curiosidade.
- Adivinha ô esperteza! – ela disse me olhando de um modo bem significativo e começou a rir.
- Ah meu Deus! Desculpe-me Dani! – eu disse praticamente ficando de joelhos. Eu não queria machucar minha bonequinha lindinha. [N/A: tá... isso foi mesmo gay u.u]
- Me desculpe pelo que? Por me fazer a garota mais feliz do mundo?? – ela perguntou enquanto ficava na ponta dos pés para me beijar. Coloquei-a em meu colo para poupá-la do esforço.
- Te amo. – eu disse.
- Eu também... – ela disse muito sorridente.
- Sabia que é a primeira vez que eu falo que amo alguém que não seja da minha família? – exceto a Mi, e o pessoal da banda, completei em pensamento.
- Jura? Ownt! Que fofo você! Amo-te mais agora! – ela disse toda fofa. Fiquei feliz por ela dizer que me amava pela segunda vez em menos de 1 minuto.
- Sabe o que a gente podia fazer agora? – perguntei para ela.
- O que? – ela me perguntou dando um sorriso safado.
Eu não respondi, decidi mostrar logo para ela e, cara!, ela conseguiu se superar dessa vez! Eu estava ficando cada vez mais louco por ela... E eu sinceramente tinha medo disso.
*Tom off
*Bill on
De repente, e digo de repente mesmo, pois eu estava na varanda observando a chuva, ou melhor, a louca da Mi fazendo ioga na chuva, quando de repente senti medo. Mas não era medo, era... Como se eu estivesse com medo de sentir algo bom, mas eu já estava sentindo esta coisa. Esta coisa era Amor.
Sim, amor! Mas eu nunca tive medo de amar, e eu sabia que o amor que eu estava sentindo neste momento não era pela Mi, pela minha família, pela banda, por nada disto. Eu simplesmente não sabia quem, ou o que eu estava amando. Eu só sabia que eu amava. Foi aí que eu sentir um imenso prazer, algo que só podia ser comparado pelo clímax que eu sentia quase todas as noites desde que conheci a Mi.
Foi aí que entendi. TUDO! Eu apenas sorri de alegria, não de mim, mas do meu irmão.
*Bill off
*Midori on
Eu estava quase terminando de fazer a posição do cão olhando para baixo quando olhei para Bill sentado na varanda. Ele estava com um olhar distante e, de repente, ele olhou para mim e sorriu. Eu saí de minha posição meio, comprometedora, e fui a sua direção.
- Por que está sorrindo amor? – eu perguntei sem querer abraçá-lo porque eu estava literalmente encharcada.
- E o que aconteceu com ele? – eu perguntei porque sua resposta fora muito esclarecedora. *irônica ao extremo*
- Ele... Ele está apaixonado! – ele quase explodiu de alegria agora. Parecia um hamster pulando dentro de sua gaiola enquanto pedia uma semente de girassol. [n/a: tá, nem viajei agora u.u]
- Jura? Tipo... Como assim? Ele... Ele não é, ou era, sei lá, o SexGott? Ele não pode se apaixonar assim! – eu disse começando a chorar.
- Midori! – Bill disse me repreendendo – O meu irmão tem sentimentos sim tá? Ele só era assim porque – ele disse quando de repente levou as mãos à boca, a tampando.
- Assim porque... – eu disse o incentivando a continuar.
- Por nada! Esquece o que eu disse. – ele disse ficando repentinamente estressado.
— Não esqueço não! E para de ficar assim todo nervosinho! – eu disse já me estressando com ele também.
- Midori, meu amor, pelo amor de tudo que há de mais sagrado nesta vida, esquece que eu te disse aquilo! – ele disse ficando de joelhos e implorando para eu fazer isso.
- Bill... – eu disse suplicante. Ele suspirou fundo e disse se dando por vencido:
- Tá bom, mas qualquer coisa, não fui eu que te falei...
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