Strada Per L'inferno

3 Você está segura comigo


Notas iniciais
Voltei amores. Sentiram minha falta? hahaha. Nossa, até parece que não posto há um século. Enfim, enfim... Tadinha da Lane, não é gente? A coitada descobre, sem mais nem menos, que vai casar com um casar que ela nunca viu na vida. Mas que sorte, ein? Aí, aí­: É a vida. Bem, esse capítulo aqui é a reação dela a essa noticia. Muitas pessoas acham que ela devia (ou vai) rodar a baiana e fazer barraco: eu faria, mas a Lane é uma lady e não é desse tipo. Ela é meio daquelas que acata o que os pais dizem. Em outras palavras, ela é obediente. Mas isso não significa que ela sorrirá de cabo a rabo com essa história.

Godere

P.S. No capítulo passado eu cometi um erro e acabei deixando escapar uma falha. Quem notou no meio do texto o nome Dustin, meio perdido no contexto diga-se de passagem, já que nenhuma dos personagens tem esse nome, não ligue: na verdade, esse era o nome original do Nick, mas aí­ eu mudei, e bem, agora é Nick. Então, me desculpem, mas eu já arrumei para a felicidade de todos. Ah, e para ela não me xingar depois, quem me "avisou" desse erro foi a minha escrava (como sou amorosa!), mais conhecida como Magical Me. Então, obrigada.

Não sabia como agir. Estava de fato sem reação. Meu babbo estava todo sorridente; minha mamma estava emocionada; os Mantovani observam tudo com atenção e alegria; e Grace não estava com uma postura muito diferente da minha de choque. Eu olhava abismada para meu babbo. Ele parecia nem notar. Olhei sem acreditar para Henry, mas este só sorriu e me olhou frio. Dio mio! Eu iria casar-me com esse cara? Não aguentei, corri daquela sala sem pensar duas vezes. Todos começaram a gritar por mim, pedindo para que eu voltasse. Mas eu não fiz isso. Pelo contrário, eu só corri mais. Eu cheguei ao portão que dividia minha residência do bosque que tanto amava e abri-o, entrando no bosque sem pensar duas vezes. Era de noite e eu nunca o visitava nesse horário. Eu podia conhecê-lo melhor que a palma de minha mão, mas a luz do dia; à noite aquilo era mais desconhecido a mim do que álcool. Mas mesmo assim não parei. Meu salto começava a me incomodar, mas não parei com medo de que me pegassem enquanto eu retirava-os. Assim que senti que já estava longe o suficiente, parei um pouco para recuperar o folego e descansar um momento. Apoiei minhas mãos nos joelhos, cansada. Ouvi um barulho de galhos secos se partindo. Tomei um enorme susto e olhei em volta. Nada além da completa escuridão. Apoiei-me numa arvore ao meu lado, e tentando deixar o medo e nervosismo de lado, comecei a tirar os saltos. Porém quando eu retirava o segundo salto, ouvi novamente o barulho, só que mais perto. Fiquei mais atenta, com medo do que poderia ser. Olhei em volta assustada e tirei de vez o salto, ficando com o par em mãos. Olhei mais uma vez em volta, pare ter certeza se havia algo mesmo ali. Não encontrei nada. Respirei aliviada e desapoiei-me da arvore para continuar a fugir, porém senti uma mão tapando minha boca de repente. A outra mão enlaçou-se por minha cintura e me puxou para mais junto do dono das mãos, fazendo meu corpo bater em um tórax forte e, aparentemente, masculino. Tentei gritar, assustada, mas sem sucesso. Tentei também fugir, mas também não obtive êxito.

Cheto – Murmurou o meu perseguidor.

Gelei mais ainda. O dono das mãos tinha uma voz fria, levemente rouca. Não reconheci quem era, mas podia suspeitar. Eu parei de tentar correr ou berrar, só permaneci parada e assustada. O perseguidor afrouxou sua mão de minha boca, destampando- a por fim. Ele virou-me para si, um pouco brutamente. Eu encarei-o ainda um pouco assustada e confirmei minha suspeita: quem me apanhara era Henry. Isso só me fez gelar mais. Ele tinha seu sorriso frio no rosto, mas agora misturado também com uma pitada de vitória.

–Lane, Lane... Si doveva eseguire?– Ele perguntou frio, divertindo-se.

Sua voz soava baixa, com a rouquidão mais forte, diferente da primeira vez. Isso me arrepiou. Eu não o respondi, só encarei-o sem saber o que fazer. Ele ainda me mantinha colada a si, o que me incomodava. Fazia-me teme-lo mais. Pode parecer estranho, mas preferia que um desconhecido total tivesse me agarrado ao invés de Henry. Não pelo fato dele estar prestes a se casar comigo, mas sim, porque ele soava perigoso e frio ali naquele bosque escuro. Henry, sem receber minha resposta, e notando o medo eminente em meus olhos, deu uma risada fria e tendendo a malévola que ecoou pelo bosque. Arrepiei-me dos pés a cabeça.

Io non ti farò del male. Sei al sicuro con me –Ele disse adotando um pouco de doçura a voz. Mesmo assim, ainda havia sua dose de frieza corriqueira.

Ele afrouxou seu aperto em minha cintura, permitindo que eu me virasse de lado. Meus saltos caíram ao chão quando Henry tapou minha boca, então eu abaixei-me para pega-los. Aproveitando-me de que Henry retirara suas mãos de minha cintura para me permitir abaixar, eu catei meus saltos e corri novamente. Só ouvi uma risada fria, de Henry claro, e depois mais nada. Continuei correndo, temendo ainda mais do que da primeira vez, mas não fui tão longe. Logo senti um par de mãos em minha cintura, puxando-me até si. Henry me pegara pela segunda vez. Ele foi um tanto quanto agressivo na forma de me puxar. Ele colou minhas costas em seu peito, novamente, passando seus braços em torno de minha barriga e me segurando com força. Não tinha como escapar. Ele aproximou sua boca de minha orelha, e sussurrou:

Nessun uso esecuzione, Lane. Troverò lei. Inoltre, come ho detto, sei sicuro con me.

Eu engoli em seco, não tendo muita certeza assim da parte do à salva. Ele me virou abruptamente para si, e me deixou cara a cara com ele. Ele tinha aquele sorriso frio de vitória no rosto. Nós nos fitamos, eu temerosa e ele vitorioso. Uma mecha de meu cabelo caiu em meu rosto, e ele tirou, para minha surpresa, delicadamente e botou-a atrás de minha orelha. Eu assustei-me com a delicadeza e ele riu de mim. Não foi uma risada fria, como as anteriores. Foi uma risada mais verdadeira, humana.

–Você acha que eu não sei ser doce, querida? — Ele perguntou, para minha surpresa, em inglês.

Ele só tinha falado comigo em italiano, então deduzi que não soubesse o inglês. Eu não respondi sua pergunta, só mordi meu lábio inferior, nervosa.

–Bem, eu sei – Ele respondeu vendo que não obteria respostas de mim.

Ele afrouxou um pouco seu aperto, passando de maneira buta para delicada. Espantei-me mais uma vez, e ele tornou a rir de maneira verdadeira.

–Vamos? — Ele perguntou baixo, próximo ao meu ouvido.

Concordei com a cabeça, engolindo em seco. Ainda com a mão envolvendo minha cintura, só que desta vez de lado, começamos a andar. Nós caminhamos de volta a minha casa, mesmo ambos não sabendo o caminho. Tudo que tive certeza naquele momento era de que Henry estava longe de ser um príncipe encantado. Bem longe...

Notas finais
Cheto - Quieta.
Si doveva eseguire? - Você tinha que correr?
Io non ti farò del male. Sei al sicuro con me - Eu não vou te machucar. Você está segura comigo.
Nessun uso esecuzione, Lane. Troverò lei. Inoltre, come ho detto, sei sicuro con me - Não adianta correr, Lane. Eu vou encontrá-la. Além disso, como eu disse, você está segura comigo.

Pois é, Lane, parece que a sorte não está a seu favor. O jeito é casar. Ou tentar uma nova fuga...