– Emma! — gritou Henry.

– Henry?! É você? — respondeu Emma assustada, com medo que algo estivesse acontecendo ao seu verdadeiro filho.

– Aqui em cima!

Emma olhou para cima e viu Henry na janela branca de seu quarto, com as cortinas pra fora.

– O que você está fazendo? — Indagou Emma.

– Vou descer! — sussurou o menino, esperando que Emma, do portão de sua casa, o escutasse. Afinal, depois do que Rumplestiltskin fez com a maldição de Regina, a cidade estava quieta demais. O que eles, ou pelo menos Emma, não saberia explicar.

– Não! Henry, por favor não...

Henry estava com a metade do corpo pra fora da janela. Ele amarrara duas cordas na mesma, para poder descer com mais segurança, já que seu quarto ficava no segundo andar.

– Não! — gritou Emma com força.

– Shhh! Minha mãe não pode saber que eu estou com você.

– É, mas você não está... Espera aí. Regina disse pra eu não te ver?

Henry não respondeu.

– Tem alguma coisa acontecendo Hen...Emma!

Era Regina. Ela gritou supresa ao ver Emma.

– Ah, desculpe é que... — disse Emma sem jeito. Ela olhava pra cima para verificar se Henry continuava lá.

– Há alguma coisa na janela? Do meu filho?

– Uh, não... O que você quis dizer com meu filho?

– Nada. — agora Regina olhava com olhos ameaçadores para Emma. Como se a estivesse fuzilando só com o olhar.

Emma podia sentir a vibração. Regina falava de uma maneira fria e seca.

A prefeita agora andava na direção de Emma, que estava do lado de fora do portão. O único barulho que se ouvia era o do salto de Regina batendo na calçada que dividia seu jardim em dois.

Quando ela chegou, encarou Emma, e sem abrir o portão disse:

– Obrigada.

– O que?!

– Por salvar meu filho — Regina ainda olhava para Emma como se estivesse sugando sua alma.

Emma sem entender nada olhou para o lado para tentar disfarçar. E então, avistou uma menina de vestido branco como sua pele, e de cabelos escuros, correndo pela calçada onde estava.

– Com linceça, você sabe onde eu estou?