A Rainha fez questão de levá-lo devolta para sua casa.

Eles estavam em sua carruagem. Bae sem dar nenhuma palavra olhava pela janelinha destraído.

- Chegamos, Vossa Majestade. — disse o homem que conduzia o primeiro cavalo da tropa.

Bae desceu, e a Rainha fez o mesmo em seguida. Rumplestiltskin estava do lado de fora da casa sentado e levando lentamente algumas madeiras para dentro de casa.

- Papai! — gritou Bae.

- Baelfire!

A Rainha calada e séria disse:

- Lembre-se do que eu lhe falei, Bae.

E foi embora.

No caminho de volta, a Rainha passa por um local diferente. Um lugar lindo, com neblinas brancas, luzes brilhosas e coloridas. Mas para ela, uma mulher amarga e má, não lhe dava nenhuma satisfação. Então mandou pararem a carruagem e desceu.

No instante que a Rainha desceu a neblina foi sumindo e as luzes perderam seu brilho.

Eram as fadas. Todo ano elas desciam das nuvens onde viviam para pegar o "poder" da natureza, que as faziam mais fortes. Mas com toda a agonia e maldade que aquela mulher de preto passava, fazia com que todas elas enfraquecessem.

- Fadas. — disse ela com amargura. — Então vocês desceram para atrapalhar o caminho? — falou pra si mesma.

- Não. Nós precisamos da natureza. É a fonte de vida de todos, inclusive de nós, fadas. — disse a fada azul. Ela parecia estar desfalecendo no meio naquela grama que refletia o seu verde vivo à luz do sol.

- Saiam da fr... — ela parou e pensou. Se ela abrisse o portal podia muito bem se vingar de Bae, como "prometera", mas não teria mais nenhuma forma de ela conseguir pegá-lo ou convencê-lo a voltar. Então, foi até a sua carruagem e pegou um pote de vidro. E aí, pegou a fada azul.

A fada azul era como a "Rainha" das fadas. Ela ensinava às fadas aprendizes, cuidava do pó mágico, e organizava a ida à terra.

A Rainha a levou até a sua carruagem e fez apenas um sinal para os guardas continuarem o percurso. Os cavalos negros pisavam na relva tão verde quanto as árvore que cobriam parte do sol, esmagando-a.

- Bom saber que eu lhe "enfraqueço". Você será muito útil nas minhas... Vinganças. — disse a Rainha para a fada que estava presa no vidro.

Ela a colocou em cima de sua mesa e andou ao redor dela.

- Eu não farei nada pra você! Você é má, perversa. O bem é o melhor caminho. Eu não irei machucar ninguém! Porque o bem sempre ganha! — disse a fada um pouco tonta.

- Você não precisará machucar ninguém... Fadinha. — disse ela. — você irá apenas mandar um recado para um garotinho.

Regina explicou o plano dela a fada. Mandou ela transformar aquelas moedas em feijões mágicos, e que fosse até Bae, e o fizesse plantar os feijões e então passar pelo portal. Pois todos confiariam numa fada.

E assim fez. A fada transformou as moedas, e foi até Bae. Disse a ele que teria a solução para o problema de seu pai. E então deu os feijões.

Ao voltar, a Rainha logo perguntou o que aconteceu.

- Deu tudo certo. Ele entrou. Mas como você sabia que o pai dele não iria? — perguntou a fada.

- Porque ele é um covarde. Não faria nada sem confiar no que está fazendo, nem pelo seu filho.

- Por favor, deixe-me ir.

- Vá. Mais garanta, que nada atrapalhe no portal. Suas contas comigo não acabaram.

E a deixou ir. A fada devolveu as moedas que ficaram no chão quando Bae passou e foi embora.