Storybrooke

10 Capítulo 10


A Branca de Neve foi levada ao hospital e teria que ficar internada por alguns dias.

- Ela está bem? – perguntou Emma.

- Sim, mas vai ter ficar aqui por algum tempo. Você a conhece? Ou algum responsável? – indagou o Dr. Whale.

- Não.

- Então parece que vamos precisar de alguém para ficar responsável por ela e por todos os seus diagnósticos, como fizemos com o Sr. Nolan.

- Hm... Eu posso me voluntariar? – perguntou ela um pouco indecisa.

- Claro. – respondeu o Doutor.

Emma ainda confusa e perturbada com a situação, estava com a cabeça vazia, não conseguia pensar em nada, absolutamente nada, sua mente era oca, como se sua vida tivesse começado agora, sua única lembrança era de meia hora atrás, quando chegaram ao hospital trazendo aquela menina, que não estava fazendo nem falando nada com nada. Cavando um buraco no meio da praia, não sabia nem seu nome! O que estava acontecendo?

- Xerife Swan? Xerife? – disse Dr. Whale olhando fixamente nos olhos vagos de Emma, procurando algum vestígio de “vida” dentro dela.

- Si-Sim? – disse ela piscando os olhos rapidamente, como se estivesse acordando de um pesadelo.

- Preciso que assine este formulário, e fique com este certificado, por favor, não o perca, por isso garante que você tenha... Guarda total dela, por enquanto. – disse ele lhe entregando uma prancheta de madeira nova, com alguns papéis com lacunas vazias. – E, se puder, Xerife, seria bom se você procurasse...

- Sim, por algum responsável. Sim, eu vou fazer isso. – disse Emma ignorando praticamente tudo o que ele disse, parecia que ela já sabia o que ele ia falar.

Ela pegou a prancheta e a apoiou no balcão da recepção onde tinha uma caneta acorrentada. Emma preencheu todos os locais necessários para ter a “guarda temporária” da menina.

Ela entregou os papéis na recepção e entrou na sala onde aquela menina estava deitada ligada à alguns aparelhos.

Sentou-se em uma cadeira de plástico ao lado da cama, e observou a menina por alguns minutos, ela estava repousando inconsciente naquela cama desconfortável forrada com um lençol branco, apoiada por um travesseiro fino, azul claro.

Emma baixou a cabeça e apenas se afogou nos seus pensamentos, que agora vinha à tona junto com suas lembranças daquele dia.

Tudo o que Henry disse até agora era verdade, a maldição, a Rainha, a Branca de Neve... A Branca de Neve. Emma agora se lembrou de sua conversa no dia anterior com Henry, ele tinha dito que aquela era a Branca de Neve, aquela era a Mary Margaret, que por algum motivo (maldição) estava lá.

Mas ela não queria, não queria acreditar que tudo aquilo era fruto de uma maldição. Queria acreditar que Mary Margaret estava na escola neste momento dando aula aos seus alunos, inclusive a Henry, que, pelo menos deveria, estar lá.

Se ela era realmente a Branca de Neve, o que ela iria fazer? Ela pensou, pensou, até que levantou a cabeça decidida. “Se tudo até agora era verdade, porque somente aquilo seria mentira? Tenho que descobrir a verdade!”, pensou.

Agora ela estava de pé. Voltou-se para a cama novamente e disse:

- Eu vou te salvar Mary Margaret.

Emma saiu da sala, e avistou a saída do hospital. Quando quase ia chegando na porta, foi interrompida.

- Emma! Ela está bem? – disse Henry.

- Henry? O que você está fazendo aqui?

- Está ou não?

- Sim, sim, ela está. Ei, você deveria estar na escola!

- Ah, ainda bem! Emma, tenho coisas mais importantes para fazer!

- Olha, volta pra casa, sua mãe deve estar te procurando! Eu tenho coisas pra fazer, crimes pra resolver, então eu preciso que você fique seguro, ok? – disse ela.

- Ela não é minha mãe, você é. E como eu obedeço minha mãe, vou voltar pra casa. Só vim ver se ela estava bem. – disse ele sorrindo.

Emma saiu em passos apressados e grandes para chegar logo onde queria, sem mesmo se despedir, ou ter a certeza que Henry voltaria pra casa.

- Sr. Gold, Sr. Gold! – gritou Emma, entrando na loja.

Sr. Gold sem dizer nada, virou-se para ela e apoiou sua bengala no chão.

- O que você fez? – perguntou irritada.

- Sabe... Acho que estou tendo um dejavú. – disse ele ironicamente.

- Me responda! – disse ela. – Agora! Não estou com paciência para as suas metáforas ou acordos, me diga! O que você fez? Aquela é a Branca de Neve?

- Bom... É. Sabe, Srta. Swan, você é bem esperta. E junto com aquele garoto... Henry, melhor ainda... – ele deu dois passos e continuou. – Aquela é a Branca de Neve, e eu fiz aquilo apenas, por interesses...

- Interesses? Você acabou com a vida dela, por interesses? O que era desta vez? Um vaso? Uma pedra? Uma vassoura voadora?

Ele riu.

- Ah, não, querida. É muito mais que isso. Você sabe, que a Rainha, queria matar a Branca de Neve, não é? – ele não esperou a resposta e logo continuou. – Eu apenas a protegi.

- Protegeu? Como assim? – agora ela estava mais calma, porém mais confusa.

- Se ela morrer a maldição durará para sempre. Porque ela foi o objetivo desta maldição, que, por acaso, atingiu a todos. E eu quero voltar. Quero minha mágica de volta. Mas você pode quebrá-la.

- Você a salvou por causa da maldição?

- Ah, me desculpe usei as palavras erradas, eu apenas antecipei a morte dela.

- Mas ela não sabe nem quem ela é. Como isso pode ajudar?

- Querida, um dia ela terá que “desenterrar” as lembranças.

Notas finais
Espero que tenham gostado do 10º capítulo!!! Muita coisa ainda vai ser descoberta!